Pela primeira vez, a riqueza produzida num ano já não chega para pagar as dívidas externas. Em 2009, o endividamento atingiu 111% do PIB.(…) De acordo com os números, o Estado é o maior responsável pelo desequilíbrio face ao exterior. No ano passado só em emissão de dívida de longo e de curto prazo (sobretudo obrigações e bilhetes do Tesouro e certificados de aforro) as administrações públicas hipotecaram 56,1% do produto interno bruto (PIB). O total dos passivos públicos atingiu 97,7 mil milhões de euros – mais 11% do que a dívida detida em 2008.
Março 19, 2010
Mais uma marca histórica do governo socialista
5 Comentários »
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Bem, o meu endividamente é de 545% do “meu PIB” e não me sinto minimamente preocupado com isso.
De qualquer forma, essa comparação entre um stock (a dívida) e um fluxo (o PIB) soa bem, mas é largamente desprovida de significado especial.
Comentário por Miguel Madeira — Março 19, 2010 @ 11:27
quando a tendência aponta para taxas de crescimento do stock acima do fluxo e quando o primeiro é um indicador da capacidade de saldar o segundo eu diria que tem um significado especial. É claro que se preferir ignroar isto pode manter a sua afirmação.
Comentário por Miguel — Março 19, 2010 @ 12:16
Reformulando – para fazer comparações relativas (seja entre paises, seja entre diferentes anos de um país), o rácio divida/PIB é util; o que não me parece muito relevante é especificamente a importancia simbólica dada à linha dos 100% do PIB.
Comentário por Miguel Madeira — Março 19, 2010 @ 13:12
Certamente concorda que 100 é pior que 90, que é pior que 80 e por aí a fora. 100 representa a riqueza gerada anualmente. É sem duvida um marco a assinalar ainda que pela pior das razões.
Comentário por Miguel — Março 19, 2010 @ 15:39
Números são números, embora isto de alguma forma representa bens de consumo e outras coisas.
Parece que não dá para pagar a divida, porque é assim que funciona.
Era necessário saber se as dividas externas são derivadas de produtos e serviços importados, ou se alguns Portugueses se fazem passar por estrangeiros.
Se a divida publica é recomprada por empresas multinacionais, é porque são elas que mandam nisto – Ao mesmo tempo que ganham os concursos para fazer obras “de interesse Nacional” aumentam a divida a si próprias e apoderam-se de todas as estruturas.
Mas o desastre já está anunciado há muito tempo. São os que tudo compram e tudo vendem, é tudo deles, só resta anunciarem que a divida chegou aos 500% do que é produzido num ano e agora vamos ser geridos por uma sociedade secreta de super-inteligentes da Onu, que nos vai arranjar trabalho para pagar-mos a divida…
Comentário por Tiago Lopes — Março 19, 2010 @ 21:36