Foi isto que o nosso Primeiro-Ministro disse hoje na apresentação de uma “nova estratégia para a energia” que “prevê uma aposta reforçada nas energias renováveis no país e na eficiência, um investimento global de 31 mil milhões de euros, e a criação de 120 mil postos de trabalho, no horizonte de 2020“. O problema é que o Estado dá bem mais do que a visão, dá o dinheiro dos contribuintes, os tais que vão ver os seus impostos aumentados para pagar a governação socialista.
Como estou já algo estou algo enjoado com esta treta das energias renováveis, vou passar a palavra à Megan McArdle:
Green jobs have become the ginseng of progressive politics: a sort of broad-spectrum snake oil that cures whatever happens to ail you. They are the antidote to economic malaise, an underskilled labor force, the inherent unwillingness of the public to suffer any significant economic and personal dislocation in order to save the environment. They enhance nationalistic vigor. (If we don’t act now, the Chinese will steal all of our green jobs!) They stave off aging of stale political platforms. And I’m pretty sure they’re good for bunions, too.
Obviously it is true that if we subsidize various environmental activities, this will create jobs for some people. Unfortunately, it will also destroy jobs for other people–people who make the things that would otherwise have been purchased with tax dollars. They may partially offset the economic losses of switching off a very efficient, cheap, high density energy source. They will also, hopefully, give us cleaner, cooler air to breathe. But they do not represent a net improvement in either GDP or the unemployment rate. They represent a loss.
But they’re green! And green is such a pretty color. Also, everyone loves frogs. So who could possibly be against my green jobs except some cranky libertarian? And even this crazy libertarian isn’t really against the green jobs, as such . . . only the ridiculous way politicians use green jobs to shield them from hard questions.”
Eles dão empregos verdes, como de costume com o nosso dinheiro.
Se não fossem os subsídios pagos pelos contribuintes, este “fabuloso e promissor” sector económico não passaria da cepa torta enquanto não provasse no mercado o seu verdadeiro valor.
Vamos todos passar a andar vestidos de verde, com roupas feitas na Asia.
Vamos ser modernos e avançados… mas pobrezinhos.
Comentário por ricardo saramago — Março 16, 2010 @ 17:13
Dá 250.000 euros por posto de trabalho.
Nós damos os 31 mil milhões e o eng. dá os 120.000 postos de trabalho.
Deus o conserve e guarde!
Comentário por ricardo saramago — Março 16, 2010 @ 17:25
Afinal, ele é o José Traocas-te…
Ecotretas
Comentário por Ecotretas — Março 16, 2010 @ 20:10
Entretanto, a xixa do negócio vai para os do centrão e o zézito vai andar à babugem, qual escravo moderno, a facturar para matar a fome, enquanto vai enchendo a barriga ao lóbi da formação com certificações sem fim, à Segurança Social e ao Fisco, como acontece actualmente com os paineis solares onde, por uns míseros tostões, os instaladores, andam por cima dos telhados, com o coraçãozinho na mão, a cem à hora, a proporcionar o enriquecimento a Bancos e fabricantes. Ah valentes!
Comentário por António Barreto — Março 16, 2010 @ 20:28