O Insurgente

Março 14, 2010

Não gritou

Filed under: Política,Portugal — André Abrantes Amaral @ 01:59

E não gritando, Pedro Passos Coelho fez um bom discurso. Pareceu o Passos Coelho de há 2 anos, em Guimarães. Clarificador e numa tentativa de separar as águas.

3 Comentários »

  1. Diria que “não gritar” não se pode considerar propriamente uma vantagem. Diria que aquela voz de actor até ajuda a perecber melhor o estilo, digamos “encenado” da coisa.

    Passos Coelho tem um discurso redondo e vazio de ideias próprias (e mesmo as alhieas são poucas). No inicio do segundo discurso dava a ideia nitida de que não percebia o que estava a dizer.

    Tudo ali é plástico: Desde a entrada atrasado “à Lopes” para se verem bem as palmas (que por sinal eram escassas e enlatadas, o que marcou bem o Congresso daí para a frente)até à interpelação “ó Angelo” (enfim, não vou sequer falar no camião TIR nem nos sms enviados) não há nada que não tenha sido planeado ao milimetro.

    Esqueceram-se foi de avisar o Alberto João….

    Comentário por Cecília M. — Março 14, 2010 @ 10:51

  2. Pedro Passos Coelho pertence ao Bloco Central dos Interesses e pertence igualmente Bloco Cãncios dos valores, resumindo, um verdadeiro Socretino…

    Comentário por tric — Março 14, 2010 @ 11:09

  3. André
    Está a falar a sério? Se eu, que não o aprecio, me senti absolutamente desconfortável (por ele, claro), porque não gosto de ver ninguém em situações embaraçosas…
    (Lembrei-me de mim própria nas provas orais dos Exames. Não, não tenho o sentido de humor cruel português, sofro de uma empatia exagerada talvez…)

    Será qão havia ninguém, dos seus brilhantes apoiantes, que o ajudasse a decorar um bom discurso, em vez de simplesmente desfolhar clichés atrás de clichés, sem qualquer convicção ou entusiasmo?
    É essa a minha perplexidade…

    Em política, não há amadorismos, e a demasiada confiança nas suas capacidades de improviso, de sedução da plateia e de “entertainment” dá sempre maus resultados.
    Em política, o improviso é preparado previamente e ao milímetro, como aquelas séries americanas em que até há espaço para o riso. Aqui espera-se pelos aplausos. É um teatro, em que os actores têm de representar um papel, sem falhas.

    Para já, PPC tinha dificultado a sua situação no partido, ao antecipar a sua candidatura e andar há 2 anos no terreno a falar aos jornalistas como se fosse o próximo presidente e o próximo PM (aliás, ele é o preferido da maioria dos jornalistas e comentadores televisivos), e ao comprar antipatias no próprio partido. Logo, o ambiente não era o mais favorável. Teria de ser cauteloso e diplomata mas, mais do que isso, teria de ter um discurso inteligente, bem construído, bem organizado, sem falhas.

    Concluindo: mesmo gostando de saber que a sua má “performance” é favorável a Paulo Rangel, não gostei de o ver naquela situação constrangedora.
    Ana

    Comentário por Ana Silva Fernandes — Março 14, 2010 @ 12:43


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