E não gritando, Pedro Passos Coelho fez um bom discurso. Pareceu o Passos Coelho de há 2 anos, em Guimarães. Clarificador e numa tentativa de separar as águas.
Março 14, 2010
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E não gritando, Pedro Passos Coelho fez um bom discurso. Pareceu o Passos Coelho de há 2 anos, em Guimarães. Clarificador e numa tentativa de separar as águas.
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Diria que “não gritar” não se pode considerar propriamente uma vantagem. Diria que aquela voz de actor até ajuda a perecber melhor o estilo, digamos “encenado” da coisa.
Passos Coelho tem um discurso redondo e vazio de ideias próprias (e mesmo as alhieas são poucas). No inicio do segundo discurso dava a ideia nitida de que não percebia o que estava a dizer.
Tudo ali é plástico: Desde a entrada atrasado “à Lopes” para se verem bem as palmas (que por sinal eram escassas e enlatadas, o que marcou bem o Congresso daí para a frente)até à interpelação “ó Angelo” (enfim, não vou sequer falar no camião TIR nem nos sms enviados) não há nada que não tenha sido planeado ao milimetro.
Esqueceram-se foi de avisar o Alberto João….
Comentário por Cecília M. — Março 14, 2010 @ 10:51
Pedro Passos Coelho pertence ao Bloco Central dos Interesses e pertence igualmente Bloco Cãncios dos valores, resumindo, um verdadeiro Socretino…
Comentário por tric — Março 14, 2010 @ 11:09
André
Está a falar a sério? Se eu, que não o aprecio, me senti absolutamente desconfortável (por ele, claro), porque não gosto de ver ninguém em situações embaraçosas…
(Lembrei-me de mim própria nas provas orais dos Exames. Não, não tenho o sentido de humor cruel português, sofro de uma empatia exagerada talvez…)
Será qão havia ninguém, dos seus brilhantes apoiantes, que o ajudasse a decorar um bom discurso, em vez de simplesmente desfolhar clichés atrás de clichés, sem qualquer convicção ou entusiasmo?
É essa a minha perplexidade…
Em política, não há amadorismos, e a demasiada confiança nas suas capacidades de improviso, de sedução da plateia e de “entertainment” dá sempre maus resultados.
Em política, o improviso é preparado previamente e ao milímetro, como aquelas séries americanas em que até há espaço para o riso. Aqui espera-se pelos aplausos. É um teatro, em que os actores têm de representar um papel, sem falhas.
Para já, PPC tinha dificultado a sua situação no partido, ao antecipar a sua candidatura e andar há 2 anos no terreno a falar aos jornalistas como se fosse o próximo presidente e o próximo PM (aliás, ele é o preferido da maioria dos jornalistas e comentadores televisivos), e ao comprar antipatias no próprio partido. Logo, o ambiente não era o mais favorável. Teria de ser cauteloso e diplomata mas, mais do que isso, teria de ter um discurso inteligente, bem construído, bem organizado, sem falhas.
Concluindo: mesmo gostando de saber que a sua má “performance” é favorável a Paulo Rangel, não gostei de o ver naquela situação constrangedora.
Ana
Comentário por Ana Silva Fernandes — Março 14, 2010 @ 12:43