O Insurgente

Março 14, 2010

Diferenças

Filed under: Política,Portugal — André Abrantes Amaral @ 00:58

Quando o senhor da direita venceu o que está à esquerda, convidou-o para a sua equipa. No PSD, não. No PSD a intrasigência é um bom sinal.

3 Comentários »

  1. Bem, isso prova que os partidos são meras máquinas de assalto ao poder, onde as ideias nada interessam. Apenas interessa manter as tropas unidas para no dia da batalha crucial não existirem dispersões e a moral estar elevada. Por isso não é para levar a sério o teatrinho da troca e do debate de ideias. É uma fantochada, que a democracia parlamentar impõe.

    Comentário por Filipe Abrantes — Março 14, 2010 @ 01:04

  2. André

    Embora o desejável fosse convidar todos os adversários e incluí-los no seu projecto, nem sempre isso é possível. E também nem sempre é saudável:
    O critério de selecção dos colaboradores de um projecto tem de ser rigoroso e em função do seu perfil, e não apenas porque foi um dos concorrentes. Não é base fiável, nem suficiente.

    Além disso, uma equipa funciona bem se os seus elementos confiam uns nos outros, não porque não possam discordar uns dos outros, mas porque partilham ideias, perspectivas, estratégias e, não menos importante, porque cada elemento sabe qual é o seu papel no grupo. E qual é o “timing” certo para avançar para outras ambições, se as tiver, e é legítimo que as tenha.

    (É interessante que o “timing” certo é tão importante na política como o é na comédia, já repararam? Se contarmos uma piada fora do ritmo, perde o efeito.)
    Ana

    Comentário por Ana Silva Fernandes — Março 14, 2010 @ 12:57

  3. Talvez no Reino Unido a cooperação política funcione porque as ideias e perspectivas políticas são mais orientadas para o bem comum e os eleitos são responsabilizados pelos seus feitos. Viu-se como foram resolvidas por lá as recentes questões de abuso financeiro de alguns políticos. Por cá arrastam-se processos e investigações, gasta-se tempo em comissões e por fim todos são inocentes. Em Portugal vemos políticos mais interessados no seu umbigo e na sua “imagem política”. Aqueles que se mostram mais atentos e que nos alertam sobre as medidas a tomar para evitar um futuro trágico são enxovalhados e humilhados permanentemente como catastrofistas. Quem poderia ajudar este país a sair do lamaçal está a emigrar em força. Por cá ficarão os que vão vender o país a preço de saldo. Interessante essa comparação com o “timing das ambições políticas” com o da comédia. Portugal necessita presentemente de políticos responsáveis e actuantes e não de comediantes somente interessados em ouvir palmas.

    Comentário por MartinsMR — Março 15, 2010 @ 00:59


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