Carta aberta do jornal alemão Bild, ao Primeiro Ministro Grego. Podia ser endereçada ao Primeiro Ministro português seja qual for
Dear Mr Prime Minister,
If you read this print, you’ve entered a country completely different from yours. You’re in Germany.
* Here, people work until they are 67. There is no longer a 14-month salary for civil servants.
* Here, nobody needs to pay a €1,000 bribe to get a hospital bed in time.
* And we don’t pay pensions for the General’s daughters who sadly can’t find husbands.
* In this country, the petrol stations have cash registers, the taxi drivers give receipts and farmers don’t swindle EU subsidies with millions of olive trees that don’t exist.
Germany also has high debts – but we can meet them.
* That’s because we get up reasonably early and work all day. Becuase in good times we always spare a thought for the bad times. Becuase we have good firms whose products are in demand around the world.
Dear Mr Prime Minister, today you are in the country that sends umpteen-thousand of tourists and money aplenty to Greece.
We want to be friends with the Greeks. That’s why since joining the euro, Germany has given your country €50bn.
For this reason, we are writing to you,
Yours,
Bild Editorial
PS In case you want to write back, we have enclosed a stamped addressed envelope. Of course, we want to help you to save…
no lexico da dieta mediterrânico os alemães foram ” pão, pão! queijo, queijo!”
Comentário por nuno granja — Março 6, 2010 @ 10:56
Muito bom!
Comentário por João Neto — Março 6, 2010 @ 11:42
Bela pérola, a do jornal boche. Uma simpatia. Devem pensar que os gregos são alemães. Pois os alemães que trabalhem até aos 67, que foram feitos para isso e gostam de trabalhar. E depois que vão molhar o cu de reformados às águas do Mediterrâneo ou do Egeu, se tiverem tempo, mas após os 67.
Nós, tal como os gregos, somos um povo mediterrânico, gostamos de folgar, viver a vida e, se possível, antes dos 67. Os nossos céus são azuis a maior parte do ano, e não cinzentos, como na Alemanha, e os nossos mares são quentes e apelativos. Apreciamos a verdadeira comida e o bom vinho, há milhares de anos (e não a comida desses comedores de salsichas com a sua cerveja mijona) e gostamos de ouvir música e de dançar.
Quanto ao negócio das oliveiras, mesmo que os Germanos as quisessem plantar não o poderiam fazer: é uma árvore que não se dá por aquelas paragens, só nas regiões mediterrânicas (mas os Fritz não sabem isso!). Além disso, a Alemanha nunca foi uma potência agrícola…
É também preciso ter lata para afirmar que os alemães se deitam razoavelmente cedo e trabalham o dia inteiro, como se os gregos não o fizessem e andassem para lá todo o dia a coçar os tomates.
Ufana-se o Germano, com a crise do Grego… Pode ser que um dia a Roda da Fortuna torne a girar e que seja depois um jornal grego a escrever uma carta aberta ao Primeiro Ministro Alemão. Quem sabe?
Não há mal que sempre dure.
Um abraço.
AMCD
Comentário por AMCD — Março 6, 2010 @ 12:07
Há coisas que nunca mudam. A inaptidão política dos alemães é uma delas…
Comentário por Al — Março 6, 2010 @ 12:44
Entre a inaptidão política dos alemães e a inaptidão económica dos gregos (e portugueses), a escolha é óbvia.
Comentário por Joaquim Amado Lopes — Março 6, 2010 @ 13:07
Al,
Esses alemães….a inveja que eles têm de ser governados por gente com tanta aptidão política como nós…coitados
Comentário por Ricardo G. Francisco — Março 6, 2010 @ 14:18
Por cá para além de oliveiras o que é que os alemães nunca encontrarão que tenham pago?Lembro-me de dinheiros para modernizações de agricultura, comércio e industria…e infelizmente nenhum naco para funcionários públicos.
Mas encontram uma onuzinha por nossa(deles) conta…
Comentário por Lusitânea — Março 6, 2010 @ 15:01
Bom, apesar de tudo nunca nos metemos em alhadas que terminaram na destruição e escravização do país como aconteceu aos amigos alemães, se calhar por serem tão agarrados aos seus modos secos.
Nota-se a facilidade com que arranjam inimigos…
Comentário por Al — Março 6, 2010 @ 17:55
A seguir aos Gregos somos nós.
Comentário por lucklucky — Março 6, 2010 @ 18:10
Pois é, Al. Pelo que os seus avós fizeram, os alemães deviam continuar a pagar “pensions for the [greek] General’s daughters who sadly can’t find husbands” e ainda agradecer por esse privilégio.
Comentário por Joaquim Amado Lopes — Março 6, 2010 @ 19:04
AMCD,
sabe a idade média de reforma na Grécia (reforma essa em grande parte paga pelos burros dos boches)?
Sei de uma CM em Portugal em que o horário de trabalho (que é igual ao do funcionamento) é de 4 (!) horas por dia, das 9.30 às 13.30, 20 horas por semana. A mesma CM tem uma equipa de jardinagem mas quem faz o trabalho são empresas privadas contratadas.
Sei de um Banco espanhol em que, pelo menos numa das dependências o horário de trabalho são 30 horas por semana.
Mas claro, os alemães que trabalhem.
Já foi a alguma entrevista para emprego? Sugiro que quando vir um anúncio a pedir cigarras ou, em versão adulta, proxenetas, que se candidate. A pensar assim é natural que consiga o emprego.
Um abraço
Helder
Comentário por Helder — Março 6, 2010 @ 23:49
Nota: uma dependência de um Banco espanhol, mas em Portugal. Em Espanha, no mesmo Banco, ninguém faz menos de 40 horas/ semana
Comentário por Helder — Março 6, 2010 @ 23:50
lucklucky,
como escreveu o Mark Steyn, o Estado Social é um livro com epílogo no 20º capítulo. O Bismark escreveu o primeiro parágrafo, os gregos estão no capítulo 17 ou 18, nós andamos ali pelo 15 ou 16.
Comentário por Helder — Março 6, 2010 @ 23:53