O Insurgente

Fevereiro 13, 2010

[música]

Filed under: Videos — Miguel Noronha @ 00:46

MARISA MONTE – Panis et Circences

Fevereiro 12, 2010

Boys de pernas para o ar

Filed under: Convidados,Cultura,Política,Portugal — ruicarmo @ 20:19

Em boa verdade, até os patrões andam de cabeça no ar: Granadeiro diz-se “encornado” por dois administradores da PT

Granadeiro foi mesmo o último a saber.

Para este homem e para algumas outras almas, mais incrédulas, fica aqui um resumo muito razoável e impertinente do que se passa nesta quinta:

Para quem ainda duvida do grau de manipulação e controlo da comunicação social que os governos Sócrates I e II tentaram, e frequentemente alcançaram, recomenda-se a leitura do insuspeito diário da manhã Diário de Notícias. Aqui se descreve com algum pormenor como o Millenium bcp, capitaneado pela clique PS (Santos Ferreira e Armando Vara, reforçados com mais alguns apparatchiks) em comissão de serviço vinda da Caixa, preparou com a PT (capitaneada por um sempre disponível Zeinal Bava, acolitado por mais apparatchiks, com destaque especial para Rui Pedro Soares – o apanhado nas escutas), o assalto à TVI que passaria também pela compra de obrigações do BCP que fariam parte dum fundo da PT que seria utilizado para a compra da TVI.

Assim, se poria em prática o método socrático: «isto de a gente tentar comprar jornalistas é um disparate, porque a melhor forma de controlar a imprensa é controlar os patrões».

Propinas, concorrência e qualidade no ensino superior

Filed under: Economia,Educação,Internacional,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 20:00

A discussão sobre a subida das propinas para níveis menos distantes do custo real dos cursos é urgente em Portugal. Não só pelos problemas orçamentais do país, mas também pelas graves distorções fomentadas no sistema de ensino superior pela dependência quase exclusiva do financiamento do Estado e pelos mecanismos para-estatais de avaliação e distribuição de recursos capturados por grupos de interesses firmemente instalados. Tudo boas razões para ler com atenção este excelente artigo de Philip Booth: How to raise fees the painless way

The cap leads to direct government subsidy of university places and this, in turn, leads the Government to restrict the number of places on particular courses, preventing successful courses from expanding and others from contracting. There is also an equity argument in favour of raising the cap – why should poor taxpayers pay for the education of those with much better prospects?

(…)

Currently, all universities charge the same fee for all courses because it is capped at such a low level. Someone with a degree from a former polytechnic learning in huge classes pays the same as a Cambridge undergraduate with, more or less, personal tutorials.

If universities could charge their own additional fees there would be competition between courses and universities. Yes, mass tuition in a course of doubtful academic rigour may not lead to such high potential earnings as a course in economics at the LSE – but the fee would be less too.

(…)

This income would more realistically reflect the cost of higher education. Incentives would also be aligned in ways that were beneficial to both universities and students: if universities had a poor reputation for teaching, students would go elsewhere – possibly taking courses with lower fees.

Even more pertinently, if a university did not have a good reputation for academic standards, the long-term job prospects of its students would be poorer and the university would be less likely to receive the income-contingent, deferred fee.

Overall, this mechanism seems like a sound, pragmatic way forward: competition should be effective; standards should rise; universities will be more independent of government funding and the poor will still be subsidised.

O início do fim (6)

Filed under: Portugal — Adolfo Mesquita Nunes @ 19:58

Do Jornal de Notícias sobre um artigo da revista Visão: Escreve a revista no seu sítio de Internet: “Granadeiro ‘não sabia nem desconfiava’ do envolvimento da empresa nesse plano, mas admite: ‘Pode ter acontecido, à minha revelia’”. A Visão pergunta ainda sobre o que sentiu Granadeiro após ter sabido dos factos divulgados pelo “Sol”. Granadeiro respondeu:”‘Encornado!’. E, de seguida, riu-se.” 

Claro que a parte do encornado tem a sua piada, mas prefiro registar o facto de, pela primeira vez, Granadeiro não aparecer a negar os factos descritos pelo Sol, aparecendo antes a admitir a possibilidade de os mesmos terem ocorrido sem o seu conhecimento. Não sei o que se dirá agora de Granadeiro, depois de dele se ter feito o guardião da versão certa da coisa (talvez o apelidem de distraído com as mordomias da PT), mas sei que não só começa a ser evidente que os factos noticiados pelo Sol começam a causar o natural embaraço a quem estando perto começa a querer estar longe como igualmente começa a tornar-se claro que até quem estava próximo dos factos descritos pelo Sol admite agora que os mesmos podem ter ocorrido tal como relatado (o que é diferente, bem se vê, de admitir que os mesmos ocorreram de facto). E quando isto acontece, não pode senão justificar-se o título deste post: não estamos ainda no fim, mas estamos lá perto.

Sim, mas… (2)

Filed under: Diversos — Tomás Belchior @ 18:47

Dá gosto ver que o Tomás Vasques, nesta época de formalismos, ainda escreve coisas como “no senso comum” e “esta regra está tão interiorizada”. É claro que o Tomás Vasques sabe perfeitamente que a tal “regra” que está interiorizada não consta do art.º 187 da Constituição, daí encaminhar a discussão para o campo do julgamento político. Mais uma vez, estou de acordo com a opção.

No meu anterior post apenas quis dizer que recai sobre o PS, em primeiro lugar, a obrigação política de avaliar se a actuação do Primeiro-Ministro não violou a tal “legitimidade democrática directa” que lhe foi conferida. Vitórias eleitorais têm esse encargo adicional. O facto de, formalmente, o PS poder substituir o Primeiro-Ministro, apenas reforça essa obrigação.

É claro que nada disto implica que a oposição não tenha de fazer idêntica avaliação, exactamente pelos mesmos motivos. No entanto, dizer que o PS está ilibado de qualquer responsabilidade pela actuação do Primeiro-Ministro não faz sentido. José Sócrates, além de ter de se submeter ao julgamento político permanente dos portugueses, também terá de se submeter ao julgamento dos militantes que o elegeram para os liderar. Por muito que lhes custe aceitar esse facto. Felizmente parece que há cada vez mais socialistas a pensar como eu.

A trilogia do PSD

Filed under: Política,Portugal — Bruno Gonçalves @ 16:02

Um para “mudar”, um para “romper” e um para “unir”. É isto não é?

Hoje às 18 horas, António Pinho Cardão e Miguel Botelho Moniz

Filed under: Economia,Insurgentes nos media,Política,Portugal — André Abrantes Amaral @ 15:49

Esta semana eu e a Antonieta Lopes da Costa conversamos com António Pinho Cardão e Miguel Botelho Moniz sobre alguns dos principais temas da semana:

1) O verdadeiro passivo – O Governo diz que as agências de rating estão a penalizar Portugal. Mas não serão a classe política e os administradores públicos o verdadeiro passivo que prejudica o país?

2) Manipulação – Após a divulgação das conversas telefónicas entre Armando Vara e Paulo Penedos, há a suspeita de um alegado plano do Governo para controlar a comunicação social. O que fazer a partir daqui?

3) Descontrolo – Devido ao descontrolo da despesa pública, o Governo vai apresentar a Bruxelas o PEC, que deverá prever um défice de 3% em 2013, que só pode ser atingido com aumento de impostos, que deterioram a economia. Não será um absurdo este contínuo aumento da despesa pública para salvar a economia, quando o efeito é precisamente o contrário?

4) Sugestões – Se a bondade do apoio do Estado à reestruturação de empresas inviáveis é um dos mitos que urge ultrapassar, o que fazer para sairmos da crise?

O “Descubra as Diferenças”, pode ser ouvido hoje às 18 horas e no Domingo, dia 15 de Fevereiro, às 19. Tem podcast disponível aqui e é também transmitido pela Rádio Universitária de São Paulo, no Brasil.

“Descubra as Diferenças”… Um programa de opinião livre e contraditório, onde o politicamente correcto é corrido a quatro vozes e nenhuma figura é poupada. No final de cada emissão, fique para ouvir a já clássica “cereja em cima do bolo”: uma música, em irónica dedicatória, ao político/figura/situação em destaque na semana.

Já vos tinha contado que tenho um caso com a Eva Mendes?

Filed under: Política,Portugal — Miguel Noronha @ 15:48

O Governo entende que as notícias que fazem a manchete do “Sol” “desmentem” a existência de um alegado plano governamental para controlar os media e nota que “não tem receio do conteúdo” das escutas

Querer e crer

Filed under: Double standards — Adolfo Mesquita Nunes @ 15:36

Nada mais humano do que estar pouco disponível para aceitar a desilusão provocada pela verdade (a qual não se decreta, e bem). Não é fácil nem é sequer imediato apreender tudo aquilo que não queremos possível nem cremos possível. É um processo longo e gradativo, com lentidões várias e paragens pelas bermas no caminho da confrontação com os factos da verdade, até que o crer possível ganhe a força suficiente para vencer o não querer possível.

Mas há um momento, há sempre um momento, em que somos confrontados, de forma clara, com a legítima opção entre querer ou não querer ver aquilo que já não é possícel senão crer. A primeira opção pode desiludir-nos mas a segunda torna-nos objectivamente cúmplices (por mais que essa cumplicidade se não possa, também ela, decretar).

Cumplicidade. Isso mesmo: cumplicidade.

JPAB lança candidatura

Filed under: Diversos — Rodrigo Adão da Fonseca @ 15:02

Aguiar-Branco anunciou hoje, da parte da manhã, a sua candidatura à liderança do PSD. Fê-lo à sua imagem e semelhança, com serenidade, sem alaridos ou dramatismos, cumprindo um calendário responsável. Ao longo destes meses, provou ser um líder com sentido de Estado, agregador, não criando ruído, desnecessariamente, no debate do Orçamento, onde funcionou como discreto pólo de unidade, quer no Grupo Parlamentar, quer na gestão difícil da crise com o governo, sendo firme, mas sem alarmismos.

Portugal vive um período difícil e complexo. Precisa de pessoas capazes de promover reformas, com experiência, serenidade, e bom-senso. Não há espaço para experimentalismos.

O PSD, por seu lado, dispensa bem o ruído e a lógica de facção. É hora de apostar numa liderança que seja agregadora, sem visões tribais. Mais do que mudar, ou romper, é hora de quem saiba unir.

A seu tempo, passado este período inicial de exacerbadas emoções, entusiasmos fúteis, e ruídos artificiais, os militantes do PSD terão oportunidade de avaliar, quer o perfil dos candidatos (as suas características pessoais, o seu percurso cívico, profissional, e político), quer as suas ideias para o PSD e o país.

(ver vídeo, aqui)

Do the Guterres (2)

Filed under: Política,Portugal — Miguel Noronha @ 14:08

António Capucho, dirigente do PSD e conselheiro de Estado, (…) disse em entrevista à Antena 1 [que] José Sócrates deveria demitir-se, para o Presidente da República nomear outro primeiro-ministro. E nem sequer seria necessário realizar eleições, porque o PS “tem toda a legitimidade para governar”.

António Lobo Xavier considera que o primeiro-ministro já não tem condições para governar o país.

“Neste momento eu não vejo condições de carácter, de personalidade, de credibilidade e portanto, para mim, de legitimidade, para este primeiro-ministro conduzir o país na situação em que o pais está”, disse o comentador residente da “Quadratura do Círculo”, na SIC Notícias, a propósito das escutas do ‘Face Oculta’ e do alegado plano do Governo para controlar a comunicação social.

“O presidente Sampaio por muito menos que isto mandou marcar eleições e dissolveu uma assembleia”, frisou o especialista em Direito Fiscal e militante do CDS-PP.

Sol Extra

Filed under: Media,Política,Portugal — Nuno Branco @ 13:41

Comunicado da direcção do SOL:

[A] Administração e a Direcção do jornal decidiram a publicação de uma EDIÇÃO EXTRA, em que já se inclui a providência cautelar interposta contra a saída do Sol e comunicados da Administração e da Direcção. Esta Edição Extra será ainda complementada com toda a investigação relativa ao caso Face Oculta publicada pelo Sol na passada semana, cuja edição também esgotou em muitos pontos de venda.

O Presidente da República deve estar a aproveitar tanto SOL (nada normal em Fevereiro) para levar os netos à praia. Não é silêncio a mais senhor Presidente?

Mais liberdade, governo quanto baste

Filed under: Comentário,Política,Portugal — André Abrantes Amaral @ 12:15

If men were angels, no government would be necessary. If angels were to govern men, neither external nor internal controls on government would be necessary. In framing a government which is to be administered by men over men, the great difficulty lies in this: you must first enable the government to control the governed; and in the next place oblige it to control itself. A dependence on the people is, no doubt, the primary control on the government; but experience has taught mankind the necessity of auxiliary precautions.

James Madison, The Federalist number 51.

O Bernardo Pires de Lima refere um ponto que considero da máxima importância. Enquanto o estado tiver mão num pouco que seja da imprensa, haverá sempre o risco de intromissão política na comunicação social. Enquanto o estado detiver uma goldenshare na PT, mais a participação da Caixa Geral de Depósitos naquela empresa, a suspeita pairará constantemente sobre a comunicação social. Enquanto recearmos que certas empresas de alegado ‘interesse nacional’ sejam vendidas a entidades estrangeiras, duvidaremos sempre. Nunca superaremos o problema.

O verdadeiro problema: Como controlar o governo. Madison publicou o seu artigo no Independent Journal, a 6 de Fevereiro de 1788. Ainda não o assimilámos devidamente. Estive na manifestação de ontem porque o alegado plano de Sócrates é demasiado escabroso para ficar indiferente. Mas só ficarei descansado quando os governos tirarem as patas de cima das empresas. É preciso ver além de Sócrates.

Voltarei a este tema no que diz respeito ao sistema político que atrofia a iniciativa partidária.

Outros tempos (3)

Filed under: Double standards — Adolfo Mesquita Nunes @ 11:58

Noutros tempos, este era o tratado de bom jornalismo. Mas o tratado já deve ter perdido validade.

“Saber como [X] exerce a sua função, e o que faz no uso do seu tempo ao serviço do Estado, é matéria escrutinável e sindicável pelo público (…).

As cartas (…) entre pessoas gozam por princípio do privilégio de sigilo. Mas há razões – e no caso são evidentes – que justificam que terceiros tenham acesso ao seu conteúdo. (…) Face à relevância e contornos dos assuntos tratados, a questão da quebra da confidencialidade da correspondência é justificada.

O sigilo da correspondência não é um valor absoluto e existem causas legítimas de quebra do mesmo. Todos os dias a imprensa mundial regista casos de divulgação de cartas.

(…) O que foi relevante, do nosso ponto de vista, foi sentirmos que a divulgação [da tal correspondência privada] correspondia àquilo que nos é exigido como jornalistas. Não podíamos deixar de publicar uma história política grave, em todas as suas vertentes, onde há vários protagonistas e intervenientes, e onde são visíveis os cruzamentos entre a política e os media. Ou vice-versa.

A tinta vertida desde então, alguma de forma tresloucada, é a prova do interesse do que noticiámos. Como jornalista, e como responsável máximo por um jornal, não conseguiria dormir tranquilo a pensar que tinha escondido dos leitores tão relevante informação.

Meter aquele documento na gaveta teria sido pactuar com a manipulação e esquecer o dever de informar e o interesse público.”

João Marcelino, o Director de excepção, citado pelo Rogério Costa Pereira no Jugular (a classificação deste editorial como Tratado não é de minha responsabilidade)

Jornalistas inexperientes

Filed under: Media,Política,Portugal — Nuno Branco @ 11:54

Parece que no Verão passado andaram alguns “jornalistas mais novos” a fazer perguntas parvas aos nossos governantes. A atenção que Armando Vara dedica a estes problemas parece indicar que, talvez com medo da crise financeira e da solvência do seu banco, está a pensar numa carreira alternativa nos meios de comunicação social.

Armando Vara: “Acabei de saber que o teu jornal manda a tese de que isto foi uma cabala para correr com ela [Moura Guedes] e que a história do Cébrian foi o primeiro-ministro que falou com o Zapatero! [...] Mas quem é que na redacção manda nesses assuntos?”

Amigo Joaquim: “Só falo com o Marcelino. [...] Disse-lhe para ter atenção com essa brincadeira”.

Para se precaver, depois de falar com o Director do DN, João Marcelino, o proprietário da ControlInveste (TSF, JN e DN) liga ao director do JN, José Leite Pereira para o avisar “Tenham cuidado com as perguntas que andam a fazer”.

A preocupação com o bem estar dos seus subordinados é comovente. Há perguntas que mordem.

Outros tempos (2)

Filed under: Double standards — Adolfo Mesquita Nunes @ 11:43

Double Standard pelo Pedro Correia no Delito de Opinião:

“Em Setembro, Joaquim Vieira era elogiado por ter denunciado com desassombro, enquanto Provedor do Leitor do Público, que a “claustrofobia democrática era uma realidade na redacção” daquele jornal. Quando estava em causa Cavaco Silva.

Em Fevereiro, Joaquim Vieira já é duramente criticado (“disparate”, se li bem) e apontado a dedo por defender, com o mesmo desassombro, a “desobediência civil” dos jornalistas quando se trata de um assunto de relevante interesse público, que impõe o dever deontológico de imprimir a notícia. Agora está em causa José Sócrates.

Joaquim Vieira passa de herói a vilão, em menos de cinco meses, com o atestado de uma das vozes mais lúcidas entre as que se habituaram a defender o Governo na blogosfera. Nada que espante muito. O próprio Sócrates, em Novembro de 2004, proclamou na Assembleia da República que o então primeiro-ministro Santana Lopes devia explicações ao País a propósito da saída de Marcelo Rebelo de Sousa da TVI. “O primeiro-ministro deve uma explicação ao País e um pedido de desculpas ao País. Este episódio é indigno de um Governo democrático. É uma nódoa que o vai perseguir , declarou à época o secretário-geral dos socialistas. Que deve hoje muitas palavras de explicação ao País.”

O início do fim? (5)

Filed under: Media,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 11:19

Pedro Adão e Silva no Diário Económico

A tentativa de compra da Media Capital pela PT deu um péssimo sinal. Como aliás parecia ser consensual aquando da alienação da Lusomundo, a separação entre plataformas e conteúdos ia no bom sentido. O súbito retrocesso estratégico anunciado antes do Verão não encontrou nenhuma explicação plausível, pelo que a ideia que ficou a pairar é que tudo se resumia a uma vontade indomável de controlar um grupo de media através de uma empresa com uma ‘golden share’ pública. Aliás, se o objectivo era tão estratégico, não se chega a perceber por que razão, uma vez abortado o negócio com a PRISA, não procurou a PT encontrar outra alternativa no mercado.

strong>LEITURA COMPLEMENTAR: O início do fim?; O início do fim? (2); O início do fim? (3); O início do fim? (4)

Amor Fraterno

Filed under: Diversos — Tomás Belchior @ 11:18

Durante o Euro, a partir de certa altura, tornou-se difícil saber se era mais parolo ter bandeirinhas de Portugal em tudo quanto é sítio ou dizer que ter bandeirinhas de Portugal por tudo é sítio era parolo. O unanimismo, qual conta-quilómetros de um táxi, dá a volta. Agora está a passar-se o mesmo com as pessoas que, não tendo ido à manif de ontem, fazem questão de escrever repetidos posts onde tentam mostrar ao mundo o ridículo da coisa. Ao assistir a tanto empenho, já tenho alguma dificuldade em perceber se nós é que fomos ridículos, se são os que diligentemente nos descrevem como ridículos que começam a ficar tingidos pela nossa insignificância.

De qualquer forma, não gostaria de entrar por aí, por uma razão muito simples: sentir vergonha pelo outro é das formas mais ternas de identificação. É por isso que, não me querendo substituir ao Adolfo como representante oficial neste blogue da organização da manif, gostaria de dizer, com a mão sobre o coração, ao Valupi, à Ana Vidigal, et al., que deste lado sentimos a vossa dor e estamos sensibilizados. Obrigado. Para a próxima vamos tentar tornar a coisa mais inclusiva.

Ridículo

Filed under: Política,Portugal — Miguel Noronha @ 10:52

Ontem na AR, o deputado Afonso Candal fez um discurso apenas comparável aos panegíricos dedicados a Estaline. Só lhe faltou dizer que Sócrates tinha criado o Sol, a Lua e as estações do ano. Mas a parte de fazer os paraliticos andar e os cegos ver está lá toda lá. Não admira que Ferreira Leite “chorar a rir”.

Podem ver o video (o verdadeiro) aqui.

Sim, mas…

Filed under: Política — Tomás Belchior @ 10:43

Estou genericamente de acordo com o que o Tomás Vasques escreve aqui. A partir de um certo ponto exige-se que a oposição ou o Presidente da República se cheguem à frente, especialmente se a autoridade do Primeiro Ministro continuar a esfarelar-se às mãos da sua falta de carácter. No entanto, argumentar que é fácil chutar para os outros as responsabilidades de fazer algo para acabar com esta situação funciona nos dois sentidos. Exactamente por ter sido o PS (e não o José Sócrates) a ganhar últimas as eleições é que o primeiro responsável por impedir que a governação do país se transforme numa farsa é o próprio PS. A oposição terá o dever de fazer algo se o PS se recusar a resolver o que enredou. Mas só nessa altura, não antes. Cada macaco no seu galho.

CM: Sócrates avisado das escutas

Filed under: Double standards,Justiça,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 09:06

No Correio da Manhã

Ministério Público acredita que governantes conheceram investigação no final do mês de Junho. Conversa interceptada a Rui Pedro Soares, quadro da PT, é entendida como ‘plantada’ para baralhar investigadores.

Isto recorda-me outro caso que envolvia outro Sec Geral do PS. Mas aí o PGR era o “mau da fita” e o escutado estava-se “a cagar para o segredo de justiça”.

O início do fim? (4)

Filed under: Justiça,Media,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 08:41

Vicente Jorge Silva na SIC Notícias (citado por Pedro Correia)

“O que se está a passar não tem precedentes que caibam na minha memória. Não me lembro de situações deste género. Quero dirigir uma palavra de solidariedade aos meus colegas do ‘Sol’: é preciso ter coragem e capacidade de resistência nestas situações. (…) Pode haver um condicionamento muito grave da liberdade de imprensa em Portugal. E já começamos a suspeitar do aparelho judicial. Não é de de estranhar, nesta tentativa de silenciar uma matéria de óbvio interesse público, que o juiz do Tribunal Cível tenha despachado com uma rapidez tão grande quando a justiça em Portugal leva normalmente eternidades para resolver qualquer coisa?”

LEITURA COMPLEMENTAR: O início do fim?; O início do fim? (2); O início do fim? (3)

Boys, wild boys

Filed under: Comentário,Política,Portugal — ruicarmo @ 01:20

Eu não sei quem é esse tal Rui Pedro Soares, o boy sem cv que aos 32 anos foi alçado a administrador-executivo da PT pelo Estado, a ganhar escandalosamente mais num ano do que o meu marido ganhou em toda a vida, ao longo de 40 anos como servidor do Estado nos mais altos escalões.
Socialista encartado, dizem. Será, nunca dei por ele, que eu saiba nunca sequer me cruzei com ele.
Fraquinho no descernimento é, de certeza. Porque se não quis encalacrar os socialistas, foi exactamente isso que logrou ao accionar uma providencia cautelar para impedir a saida do jornal SOL com mais escutas das suas ruminações telefonicas, justamente numa semana em que os socialistas procuraram desmentir quem clamava contra a falta de liberdade da imprensa.
E se investiu para abafar o jornal, a criatura tambem não percebeu que, ao contrário, projectava ainda mais longe a radiação solar.
Com bóis destes, para que servem ao PS os boys?

Ana Gomes.

Num linguajar tão moderno quanto vazio, o boy Rui Pedro Soares  será um motivo de preocupação acrescida ou um peso do passado recente?

Modesta contribuição para a campanha do Pedro Passos Coelho

Filed under: Portugal — ruicarmo @ 00:28

Não será preciso romper, basta esclarecer.

Fevereiro 11, 2010

Elucidativo

Filed under: Blogosfera,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 23:58

Um conjunto de posts que, por várias razões, vale a pena ler:
Coisas simples. Por Pedro Lomba.
coisas mesmo mesmo mesmo simples. Por Fernanda Câncio.
Pedro, o puro, ou da manifestação obrigatória. Por Isabel Moreira.
O triste destino do Pedro Marques Lopes. Por Pedro Lomba.

Caro Daniel, é só marcar….

Filed under: Diversos — Ricardo G. Francisco @ 23:49

Caro Daniel Oliveira,

Não pude ir hoje à Manif. Por razões profissionais, não por falta de  vontade. Como não há males que não venham por bem, vejo aqui uma oportunidade.

Da mesma forma que não há maus ou bons ditadores…

Que não há bons ou maus assassinos…

Também não há boas ou más manifestações contra os ataques feitos por este governo à liberdade de imprensa. Desta vez, e para não haver birras, pode ser organizada por si e por quem achar digno. Não irei pela companhia, irei pelas ideias. Não as sacrifico por calculismo politiqueiro.

A verdade é que têm muito mais prática na organização destas coisas. Agradeço é que para variar, que quem angariem vá pelas ideias e não (apenas) pelas bifanas.

Sol

Filed under: Justiça,Media,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 23:46

Combater a exclusão social

Filed under: Blogosfera,Cultura,Portugal — ruicarmo @ 23:44

Os xiiiiiiiii’s da Ana Vidigal são muito machos e aparentemente adultos. Reportam para os clássicos “a minha pilinha é maior que a tua” e “tenho muito mais amigos do que tu”.

Correspondendo a legítimas aspirações do país, pertencem ao imaginário colectivo as imagens dos milhares de manifestantes nas ruas de Bragança e no interior algarvio, das greves convocadas em defesa do casamento gay em várias fábricas da Marinha Grande, Setúbal e Aveiro. O casamento gay foi uma exigência do povo em massa nas ruas. A genuína pressão da rua gritou tão alto que o défice foi esquecido e o Sócrates teve de ceder e aprovar a lei.

Contagem descrescente para o apagão…

Filed under: Economia,Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 23:19

Jornal “Sol” vai amanhã para as bancas e inclui novas escutas

O jornal Sol está a ser impresso na gráfica Funchalense e a direcção já veio garantir que vai amanhã para as bancas e vai incluir novas revelações sobre as escutas no processo “Face Oculta”.

“Essas escutas provam manobras para controlar outros órgãos de comunicação social, além da TVI, e condicionar jornalistas”, revela a direcção em comunicado, acrescentando ainda que “tomou conhecimento através da comunicação social de uma providência cautelar interposta por uma figura citada nas notícias, não tendo sido notificado, porém, nenhum membro da administração da empresa ou da direcção do jornal”.

«Sol» vai estar nas bancas

A existência de uma providência cautelar, que visa tanto a edição de papel como a electrónica, foi recebida na redacção com um «misto de surpresa», mas também «com resignação».

«Estamos a falar de um jornal já escaldado com este Governo», disse o mesmo jornalista ao tvi24.pt. «Vão usar as armas todas que puderem», assinalou.

Mário Crespo questiona como é que a Ongoing tem “dinheiro para tudo”

Mário Crespo disse hoje não compreender como é que “numa altura em que ninguém tem dinheiro para nada aparece um grupo com dinheiro para tudo, a adquirir propriedade pública e com investimentos em propriedade pública”, referindo-se à Ongoing.

Citação do dia 2

Filed under: Portugal — Helder Ferreira @ 23:06

There is something terribly wrong with this Country, isn’t there?

If you’re looking for the guilty you need only look into a mirror

Citação do dia

Filed under: Blogosfera,Portugal — Helder Ferreira @ 23:00

“If ye love wealth better than liberty, the tranquility of servitude better than the animating contest of freedom – go home from us in peace. We ask not your counsels or your arms. Crouch down and lick the hands which feed you. May your chains set lightly upon you, and may posterity forget that you were our countrymen.”

Samuel Adams, 1 de Agosto de 1776, Philadelphia

Manifestações II

Filed under: Política,Portugal — ruicarmo @ 21:18

A petição e a manif de hoje, valeram a pena. Mostra que há pessoas atentas, que se esforçam, prezam e que se interessam pela liberdade. Merecem-na.

O estado-esquemático tem necessidade de intervir, não pode passar sem o fazer pois está na sua génese. Actua directamente sobre a liberdade de expressão. Como? Pela deturpação da oferta e da procura e como entidade parasita que é, recorre à pressão política, económica, mediática, procurando prejudicar quem ousa apoquentar o animal feroz. Estamos no tempo do conhecimento formal.

A agravar este quadro, para além do polvo a que o governo de Sócrates nos habitou vivemos, cada vez mais,  num “novo” colete de forças imposto pelo estado, uma censura de hábitos mas tão ou igualmente difícil de combater como a censura e a pressão política sobre agentes que deveriam ser inteiramente privados. Falo do apetite voraz que o estado tem em meter-se em tudo, em controlar hábitos, comportamentos, a vida privada consubstanciada na máxima “quem não deve não teme”.

Devo e quero agradecer a quem assinou a petição e a quem marcou presença em São Bento.

‘You do not exist,’ said O’Brien

Filed under: Justiça,Política — dos ∫antos @ 20:08

“Once again the sense of helplessness assailed [Winston]. He knew, or he could imagine, the arguments which proved his own nonexistence; but they were nonsense, they were only a play on words. Did not the statement, ‘You do not exist’, contain a logical absurdity? But what use was it to say so? His mind shrivelled as he thought of the unanswerable, mad arguments with which O’Brien would demolish him. (…)

‘The second thing for you to realize is that power is power over human beings. Over the body but, above all, over the mind. Power over matter — external reality, as you would call it — is not important. Already our control over matter is absolute.’ (…)

‘But how can you control matter?’ [Winston] burst out. ‘You don’t even control the climate or the law of gravity. And there are disease, pain, death –’. O’Brien silenced him by a movement of his hand. ‘We control matter because we control the mind. Reality is inside the skull. You will learn by degrees, Winston. There is nothing that we could not do. Invisibility, levitation — anything. I could float off this floor like a soap bubble if I wish to. I do not wish to, because the Party does not wish it. You must get rid of those nineteenth-century ideas about the laws of Nature. We make the laws of Nature.’”

“Não há indício de plano do PM para controlar a imprensa”

Confrontado com o teor das escutas telefónicas divulgadas pelo semanário Sol, o PGR contrapôs que estas “valem o que valem” (…)

O PGR notou ainda que, uma vez declaradas “nulas e de nenhum valor” as escutas na parte respeitante ao primeiro-ministro, a “partir daí não existem”. “Não existem. São irrelevantes. Quanto ao resto, não é da competência do PGR”, conclui Pinto Monteiro.

O comentário de José Miguel Júdice

Filed under: Media,Política,Portugal — Nuno Branco @ 19:57

No Jornal de Negócios:

“No caso de se provar que as pessoas objecto de notificação, tendo sabido da mesma, frustraram a notificação, o juiz pode entender tal como uma desobediência e participar criminalmente das pessoas em causa”

No SOL:

No dia 29 de Maio, Rui Pedro Soares diz que esteve «com o Júdice» [...] que pensou outra solução. A Media Capital, empresa-mãe da TVI, detém outras participadas. Se a PT, aliada a parceiros de confiança, dividisse esse ‘bolo’ em fatias, conseguiriam dominar a holding através dos administradores lá colocados pelos vários compradores. Rui Pedro conta como se «inventou uma solução de antologia»: em vez de comprarem 30% da holding, «compram activos em baixo, o que permite que a PT, directamente, possa comprar a internet e a produtora de novelas, e que outras entidades mais inócuas vão comprar 30% da televisão»

Será que é parte interessada no assunto?

Relevância política ?

Filed under: Política,Portugal — Nuno Branco @ 19:34
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Como é já do conhecimento geral Rui Pedro Soares, o homem que passou de webdesigner e promessa da JS a administrador executivo da holding do grupo PT, colocou hoje uma providência cautelar para limitar o que pode, ou não, ser amanhã publicado pelo semanário SOL.

Como é bom de ver isto não tem qualquer relevância política.

Uma questão de tamanho

Filed under: Diversos — Adolfo Mesquita Nunes @ 18:42

A Ana Vidigal diverte-se no Jugular com o facto de a concentração do Todos pela Liberdade não ter sido um maralhal. Era uma centena e tal de pessoas à frente da Assembleia da República, de facto (a apresentar as mais de 9000 assinaturas, mas isso agora não vem ao caso), pelo que não era possível confundir tal concentração com um qualquer maralhal. Mas o que custa ver no divertimento da Ana Vidigal é o pressuposto de que a Ana parece partir de que, nestas coisas de manifestações, a quantidade de manifestantes é proporcional à sua razão ou à importância da sua mensagem. Mas não acredito que a Ana parta desse pressuposto. Nem podia. Pois não?

Manifestações

Filed under: Diversos — Tomás Belchior @ 18:15

Nós estivemos lá, a manifestar-nos pela liberdade.

Outros insistem em manifestar a sua parvoíce, com grande sentido de dever.

Há ainda os do costume que continuam a manifestar motivos para que estas manifestações aconteçam.

(A foto é do Fliscorno)

Todos pela liberdade

Filed under: Diversos — Adolfo Mesquita Nunes @ 17:20

Mais de uma centena de pessoas juntou-se para fazer chegar ao Presidente da Assembleia da República e aos Grupos Parlamentares a petição online contendo mais de 9000 assinaturas recolhidas em três dias. Sem gritos de ordem, sem autocarros, sem juventudes partidárias, sem bifanas e sem apoios que não a dedicação dos próprios, a concentração teve lugar e cumpriu largamente os seus propósitos: fazer chegar a mensagem de que o silêncio institucional sobre as alegadas tentativas de condicionamento da liberdade de expressão em sentido amplo estava a ser ensurdecedor. Em menos de três dias, ter conseguido tudo isto não pode deixar de me alegrar. Infelizmente, parece-me que há muito trabalho ainda a fazer.

Há quem prefira ignorar a movimentação que este manifesto gerou e contar o número de pessoas que pôde deslocar-se até à Assembleia. Há quem opte por desvalorizar as 9000 assinaturas em três dias e contar o número de pessoas que não assinou. Há quem prefira desvalorizar a união através das plataformas virtuais e das redes sociais apesar de a elas recorrer por tudo e por nada. Há quem prefira medir a liberdade de expressão pelo número de pessoas que fica em silêncio ou a negar a existência de um problema de liberdade. Há quem prefira dizer que a liberdade só mora num dos lados da política, sempre o lado deles, e assim julgue saber o que é liberdade.

A esses nada posso dizer. Para eles, que olham para os que ficam em casa e nisso vêem um sinal de satisfação, milhares de manifestantes seriam sempre uma ínfima parte da população, milhares de assinaturas em três dias seriam sempre um nota de rodapé no livro dos que juram nada se passar, milhares de pessoas num grupo do facebook seriam sempre para ignorar. Veremos o que o futuro traz.

O modus operandi do (ainda) bloquista Daniel Oliveira

Filed under: Blogosfera,Insurgentologia,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 17:00

Há episódios que vale sempre a pena recordar. As circunstâncias mudam, mas o carácter não.

João Pereira Coutinho sobre Daniel Oliveira, a 6 de Junho de 2003:

UM ESCLARECIMENTO AO SR. DANIEL OLIVEIRA: O sr. Daniel Oliveira, que eu tenho o desprazer de conhecer, resolveu publicar um post no Blog de Esquerda onde me enfia caridosamente na extrema-direita. Não vou, obviamente, comentar o facto: o sr. Daniel Oliveira é radicalmente analfabeto e julga que todos aqueles que não partilham o seu mau-carácter estão necessariamente à direita dele e do atoleiro ideológico onde ele vive e sobrevive. Um atoleiro que, convém esclarecer, o sr. Daniel não gosta de alardear em público – e recordo, a própósito deste facto, a forma trémula como a criatura, na primeira sessão do afamado «É a Cultura, Estúpido!», me implorou para não fazer qualquer referência à sua embaraçosa militância no Bloco de Esquerda, esse belo grupelho cuja constituição heterogénea o Daniel manifestamente despreza. Respeitei o pedido porque acreditei que lidava com um cavalheiro leal. Puro engano. O cavalheiro não é leal e a sua manifesta personalidade de verme impede qualquer discurso civilizado. A partir de hoje, as minhas conversas com o sr. Daniel Oliveira terminaram. E agradeço que a organização do «É a Cultura, Estúpido!» tenha a caridade de enxotar a criatura da minha presença. Caso contrário, boa noite e até à próxima.

Utopias

Filed under: Diversos — Rodrigo Adão da Fonseca @ 16:26

Acho perfeitamente possível acontecerem todas as coisas que o Rogério da Costa Pereira enuncia, num post do Jugular. Agora, há algo que a petição não vai conseguir: é que o Sporting não seja o bombo da festa este ano.

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