O Insurgente

Fevereiro 15, 2010

Uma Pequena Ajuda

Filed under: Política — Tomás Belchior @ 15:42

Para os socialistas que ainda pensam que vale a pena “aguentar” o Primeiro-Ministro, invocando “a democracia e o respeito pela vontade popular“, sugiro que passem os olhos por este post do Pedro Magalhães. Às vezes um certo cinismo pode ser bastante útil.

(A foto é deste senhor)

Honest Intentions

Filed under: Política — André Azevedo Alves @ 15:00

Caro Francisco Mendes da Silva,

Independentemente da identidade concreta de quem usava a máscara do Guy Fawkes, uma coisa é quase certa: era alguém com intenções honestas.

A PT

Filed under: Economia,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 14:40

Pedro Santos Guerreiro (Jornal de Negócios)

Henrique Granadeiro e Zeinal Bava podem não gostar de remar ao mesmo ritmo, mas estão juntos no mesmo barco. A ser verdade o que está publicado, foram ambos “encornados”, enganados pelos administradores executivos que o Estado lá infiltrou, que congeminaram intentos políticos, usaram os seus presidentes, até lhes tiraram “o sonho”, como é dito.

Está hoje documentado o que se insinuava: a PT tem intrusos políticos e accionistas que vivem bem com isso ou até muito bem à custa disso. Estão hoje todos calados.

Alguém acredita hoje que o Governo não teve mesmo nada a ver com o chumbo da OPA da Sonae? É curioso, aliás, ver as fotos que o Negócios hoje publica desse crucial dia, em que em assembleia geral a PT aniquila a OPA. Está lá toda a gente: dos que servem a empresa aos que se servem dela. No segundo seguinte à vitória, muitos subiram ao palco da administração de Granadeiro e Zeinal Bava para passarem a fazer parte da “equipa dos vitoriosos”. Soubemos então que ganharam. Sabemos agora o que ganharam.

Para lá da linha traçada

Filed under: Desporto — Carlos Guimarães Pinto @ 13:06

Jesualdo Ferreira: «A linha do campeonato está traçada»

(imagem da jogada que deu a vitória ao Sporting de Braga ontem)

O impulso abrantes

Filed under: Cartoons,Justiça,Media,Nanny State Watch,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 13:00

Um país à deriva II. Por Sérgio dos Santos.

Num país normal, ninguém deveria sentir o impulso de expressar todas estas opiniões inflamadas em defesa de um governo. O governo é uma entidade que tem de ser sistematicamente questionada e colocada em xeque pela sociedade no que diz respeito às suas acções e às decisões que diz tomar em nome da população que governa. Os governos não precisam de ser defendidos porque têm um poder avassaladoramente desproporcional em relação a cada um dos cidadãos, sendo que são estes quem se tem de precaver contra abusos de poder por parte destes mesmos governos, resultando precisamente dessa constatação a necessidade do questionamento sistemático e da dissidência política.

Sobre Paulo Rangel

Filed under: Media,Política,Portugal,Religião — André Azevedo Alves @ 12:00

Duas visões alternativas sobre a candidatura de Paulo Rangel à liderança do PSD:

quanto basta. Por Rui A.

A verdade dos factos é que Rangel assumiu que quer ser líder do PSD e primeiro-ministro de Portugal. Decidiu sozinho, sem prestar atenção ao que dizem Pedro Passos Coelho e Aguiar-Branco, e, naturalmente, por cima das legítimas ambições que estes possam ter sobre os mesmos cargos. Está no seu pleno direito e isso é quanto basta. Se quiserem vir a merecer a confiança dos eleitorados – o do partido e o do país – os seus adversários só têm que demonstrar que são as pessoas certas para os lugares que querem ocupar. Mas não é isso que um e outro têm feito. Passos refugiou-se ultimamente num tacticismo institucional e silencioso, tentando evitar ao máximo que surgisse outro candidato que lhe pudesse ameaçar o lugar, e Branco ficou à espera que não aparecesse mais ninguém contra Passos para avançar. Nenhum deles demonstrou o arrojo e o atrevimento necessários para recuperar um partido e um país que estão no limite das suas resistências. Paulo Rangel fez estremecer o charco e, só por isso, deve merecer a melhor atenção.

um jovem de esquerda. Por Pedro Arroja.

O Paulo Rangel pretende, portanto, transformar a Igreja Católica num seita protestante. Ele é a figura acabada do intelectual catante, ao qual dediquei vários posts neste blogue. Este é o intelectual de cultura católica que pretende imitar as instituições do protestantismo. Trata-se da figura mais corrosiva da cultura portuguesa. Não surpreendentemente, é jurista. No seu discurso de candidatura, ele falou em “romper”. Ele propõe-se romper um tecido social já rompido. Ele vai, portanto, co-romper a sociedade portuguesa, não no sentido financeiro ou económico, mas no sentido da sua cultura e das suas tradições. Como se já não bastasse. Desiludam-se os que esperam que possa sair daqui alguma coisa. Vai ser mais do mesmo, na realidade, pode ser bem pior.

Solidariedade comunitária

Filed under: Economia,Política,União Europeia — Miguel Noronha @ 11:41

Um inquérito elaborado pela “Bild am Sonntag” mostra que 53% dos alemães defende a saída da Grécia da zona euro. Segundo o mesmo estudo, 67% dos inquiridos mostrou-se contra o plano de ajuda da União Europeia para Atenas, que está hoje em discussão numa reunião com os ministros das Finanças da zona euro.

Rebentar a Bolha

Filed under: Diversos — Ricardo G. Francisco @ 11:07
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Lembro-me desta expressão que era usada nos jogos do tempo de miúdo. Quando o jogo ficava fora de controlo e ninguém se entendia às vezes acontecia. Alguém lá gritava “Rebenta a Bolha”. Era sinal que a coisa tinha de começar de novo, que já não existiam condições para continuar. Nem todos ficavam contentes, mas depois de trocas de opiniões lá se começava novo jogo. O protagonista tanto era besta como bestial, e muitas vezes ambos ao mesmo tempo, era sempre alguém com autoridade no grupo.

A pergunta que anda por aí: Quem é que vai “rebentar a bolha”?

São robalos, senhor

Filed under: Diversos — Miguel Noronha @ 10:47

Embora isto tenha todo o aspecto de uma notícia plantada para desviar as atenções dos outros casos, é óbvio que as suspeitas de corrupção que envolvem Pedro Santana Lopes merecem ser investigada. Tal como José Sócrates, este excerceu o cargo de Primeiro-Ministro (para além da presidência da CML) e as suspeitas demasiado graves para serem levianamente descartadas. Estou para ver se algum dos que têm clamado pela inocência da relação entre Vara e Manuel Godinho vem agora apontar o dedo a Santana Lopes.

Depois de Sócrates (2)

Filed under: Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 10:46

PS dividido sobre futuro de Sócrates

E se o primeiro-ministro não resistir às sucessivas polémicas que estão a marcar o arranque desta legislatura? A pergunta que atravessa a mente dos portugueses atravessa também o PS, um partido cada vez mais dividido sobre qual será a “receita certa” para responder à crise política.
Enquanto Sócrates e o seu núcleo duro se mantêm irredutíveis na defesa das eleições antecipadas como resposta à crise (Pedro Silva Pereira assumiu-o no fim do último Conselho de Ministros), outros altos dirigentes do PS veêm com maus olhos uma antecipação forçada de eleições no meio da crise económica e preferem ver Sócrates substituído no cargo e o PS formar novo governo com um novo primeiro-ministro. Ninguém o assume em “on”, mas a conversa flui nos bastidores.

(…)

Segundo as fontes contactadas pelo i, o sinal mais evidente de que já está em marcha um ‘plano B’ para um eventual “pós-Sócrates” foi o jantar que, na última semana, reuniu o presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa, e o ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado. Na ementa esteve a preocupação com a rápida degradação deste governo minoritário e, em particular, a perda de margem de manobra política de Sócrates. Uma situação que assume contornos ainda mais dramáticos face à situação de crise económica que o país atravessa e que colocou o défice e o endividamento externo português no centro das preocupações internacionais.

Líder parlamentar do PS demarca-se do desafio à oposição para que apresente moção de censura

O líder parlamentar do PS, Francisco Assis, afirmou hoje não poder subscrever o desafio lançado à oposição pelo eurodeputado socialista Capoulas Santos no sentido de apresentar uma moção de censura ao Governo.

“Não posso subscrever esse desafio de moção de censura. Como líder parlamentar do PS, devo ter um papel de moderação para estabelecer entendimentos com outras forças políticas no quadro da Assembleia da República, naturalmente sem colocar em causa a essência do programa do Governo”, afirmou Francisco Assis à agência Lusa.

Leitura complementar: Depois de Sócrates.

Carvalhal forever (2)

Filed under: Desporto,Media,Portugal — André Azevedo Alves @ 10:31

Sporting: já há nomes para suceder a Carlos Carvalhal

Palavras leva-as o vento. Ou, no Sporting, o Bento. Paulo Bento. “Com ele éramos dois bonecos alternados a dar o corpo às balas”, defendeu José Eduardo Bettencourt, com uma ponta de saudades. Mas o icebergue Sporting é hoje comandado por Carvalhal. E amanhã? “Depende dos resultados, que, infelizmente para o treinador que apanhou este barco, têm sido maus.” Ou seja, o técnico, que tem recebido tantas sentenças de absolvição pelo estado do Titanic leonino como elogios pela entrega, entendeu que faz parte do passado. E o encontro de amanhã com o Everton, em Liverpool (bem como a segunda mão da eliminatória e os jogos da Liga com Olhanense e FC Porto), a contar para o único troféu que os leões podem alcançar (Liga Europa), servirá mais para saber se ainda termina a temporada em Alvalade ou se sai antes de Maio (ficando José Lima de forma interina). “Já lhe disse: o futuro depende da sorte e dos resultados”, sentenciou o líder.

Leitura complementar: Carvalhal forever.

Recompensa por serviços prestados

Filed under: Política,Portugal,União Europeia — André Azevedo Alves @ 10:17

Vítor Constâncio deverá ser hoje nomeado vice-presidente do BCE
A vida são dois dias e o carnaval são três

Arrefecimento local voltou a intensificar-se

Filed under: Ambiente,Media,Portugal — André Azevedo Alves @ 10:14

Mau tempo e neve dificultam circulação no norte

Os novissimos despotas iluminados

Filed under: Política,Portugal — Miguel Noronha @ 10:12

“Liberdade e etc.” de Francisco José Viegas

Uma nova geração de políticos já não entendia que governar era apenas governar, cumprir o seu papel institucional, fazer escolhas que também podiam ser criticadas, exercer o seu poder no quadro dos vários poderes — era muito mais. Era ser ungido. Essa geração entende que governar é mais do que isso: interpretam uma missão. São «modernos» num país atrasado; «cosmopolitas» num país que vai aos saldos da Zara; visitaram as cortes europeias e ficaram impressionados. Não querem saber de pormenores. O país tem de andar para a frente e o pequeno «mundo» que as suas funções políticas lhes permitiu conhecer entre aeroportos, salões de hotel e reuniões com gente que tem sempre o nome nos jornais, era o retrato que gostariam de trazer para a Pátria. Não, não são apenas governantes. São mais do que isso — são reformadores de costumes, que querem mudar por decreto; são modernizadores da economia, que apreciam no contacto com os grandes empresários a quem facilitam negócios. O resto é um empecilho.

Por isso, qualquer crítica a um simples decreto-lei constitui parte de um ataque mais geral à sua missão, às grandes ideias (que talvez não tenham, mas que alguém serve de bandeja e em resumo), ao papel de modernizador da sociedade, ao lugar que hão-de ocupar na História. Isto tem consequências mentais trágicas.(…)

Esses políticos não sabem, simplesmente, que o lugar na História não é decidido agora. Não aprenderam, também, que o poder tem um preço — e que esse preço não é apenas pessoal (porque se sacrifica muito desse espaço pessoal, privado, inviolável); é também público. Exige grandeza para suportar críticas e injustiças. Até injustiças. O poder tem os seus meios institucionais de comunicar, defender, explicar; a imprensa é, justamente, o outro lado. Não se pode estar nos dois lados ao mesmo tempo. E isto é tão válido para um governante como para um jornalista. O poder oferece um mundo de possibilidades, a começar pela direção editorial do Diário da República; se essas não chegam, aí já é um problema mais grave. Há terapias para isso.

O início do fim (7)

Filed under: Política,Portugal — Miguel Noronha @ 10:01

Público

O estado de confusão que se abateu sobre os socialistas está a produzir divisões no interior do partido. Em causa estão as estratégias para enfrentar os ataques da oposição, resultantes da divulgação das escutas do processo Face Oculta, e as suspeitas sobre o alegado plano do Governo para controlar a comunicação social.Apesar de o partido e de o próprio executivo conhecerem as indicações superiores – a ordem é para resistir -, nos últimos dias tem imperado alguma atrapalhação. Uns querem potenciar o discurso da dramatização, como Capoulas Santos e António Costa, que desafiaram a oposição a apresentar uma moção de censura ao Governo; e outros, pelo contrário, insistem na necessidade de manter o controlo da situação, classificando o apelo de Capoulas e Costa como “contributos incendiários”, designou o vice-presidente da bancada, Sérgio Sousa Pinto.O repto feito pelo eurodeputado e pelo presidente da Câmara de Lisboa foi totalmente desvalorizado pela oposição. Mas também a direcção da bancada do PS reagiu mal à iniciativa de Capoulas e de Costa.

Em destaque

Filed under: Blogosfera — Miguel Noronha @ 08:37

Esta semana, em destaque o blog Câmara Corporativa.

Censura n’A Regra do Jogo? (2)

Filed under: Blogosfera — João Luís Pinto @ 02:04

Como bem referiu há pouco o Miguel, vão restando cada vez menos dúvidas sobre o que se vai passando por aquelas (e por outras) paragens. Para que não digam que somos nós que somos imaginativos e que temos má vontade, aqui fica a respectiva cache do Google.

E o relembrar que já não é caso único.

Um episódio que importa recordar

Filed under: Justiça,Media,Nanny State Watch,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 00:52

Director do jornal Sol interrogado no “Centro de Reinserção Social de Oeiras”

Fevereiro 14, 2010

Lógica abrantes: a liberdade de expressão só estará em risco quando já não existir

Filed under: Economia,Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 23:56

Cuidado com as brincadeiras. Por Tiago Moreira Ramalho.
Um caso perdido. Por Alexandre Homem Cristo.

E agora, “abrantes”?

Filed under: Blogosfera,Diversos,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 22:08

O Carlos Santos revela um pouco da rede “abrantina”. E promete mais revelações…

[R]ecebi a 6 de Agosto, do actual deputado João Galamba, no tempo do Simplex, forward de um mail que ele tinha recebido de um assessor do então Ministro dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva. Por sua vez reencaminhado do Tiago Antunes, actuamente chefe de gabinete do Secretário de Estado Adjunto do Primeiro Ministro, Almeida Ribeiro, que o reencaminhava do assessor económico do Primeiro Ministro Óscar Gaspar, actualmente Secretário de Estado da Saúde. Rede tentacular?

Para que serve o mail? Para informar o candidato a deputado, colocado em lugar elegível, ao que julgo pela quota do Secretário Geral, de que o documento que vinha anexo “Era bom para responder à conversa do descalabro orçamental”. Responder onde? No blogue de apoio ao PS que o candidato a deputado tinha ajudado a criar. Ilícito? Nenhum! Ilícito revelar? De maneira nenhuma, o Galamba enviou-me isto. Mas, talvez menos ético, não sei o blog de apoio a um partido numas eleições ser alimentado por informação do governo, que passa do assessor económico do PM, para outro da hierarquia, até ao do Santos Silva, que o envia a um candidato a deputado. É para isto que pagamos impostos que remuneram assessores governativos? E podem estas coisas suceder sem conhecimento do PM? Ademais, a maior parta dos documentos, noutros mails recebidos pelo jovem deputado, vêm de software licenciado ao Ring (Rede Informática do Governo).(…)

E agora, Abrantes? Querem que se diga quem mais enviou informação ao candidato a deputado? Há mais secretários de estado, chefes de gabinete e afins. Mas o que eu gostava mesmo de saber é afinal com quem jantou o Eduardo Pitta, para garantir que o Miguel Abrantes era uno e indivísivel!

ADENDA: Aparentemente o post supracitado já não se encontra disponível. Veremos se é uma condição temporária ou definitiva. Felizmente guardámos o texto integral.

ADENDA2: O post foi republicado aqui.

Alarmismo climático em hibernação

Filed under: Ambiente,Blogosfera,Internacional,Media,Política — André Azevedo Alves @ 22:00

Alarmistas congelados

Os polvos, a comunicação social e a democracia portuguesa

Filed under: Economia,Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 20:00

Um artigo que levanta uma questão oportuna e sobre a qual vale a pena reflectir: “Telefona-me aí a esse malandro”. Por Luciano Amaral.

O caso do complot para controlar a comunicação social tem gerado grande comoção. É legítimo. Mas talvez valha a pena sobre ele ter um outro olhar. Episódios equivalentes abundam na História da nossa democracia. Há uns anos, um antigo militante do PS, Rui Mateus, publicou um livro cheio de relatos edificantes sobre uma bem consistente estratégia de Mário Soares para criar um grupo de comunicação. A jornalista Estrela Serrano, também há uns anos, publicou uma tese de doutoramento sobre a relação do Presidente Soares com os jornais. Mais uma vez, por lá se multiplicam as histórias de “pressões”, cujo resumo cabe na frase do Presidente, pelos vistos usada abundantemente: “telefona-me aí a esse malandro”. Não consta que tenha dado origem a grande reacção. Foi até encarado com benevolência respeitosa. O período do cavaquismo (i.e. do Cavaco primeiro-ministro) também está recheado de histórias e rumores sobre infelizes jornalistas ameaçados na sua liberdade opinativa.

(…)

Em suma, “telefonar a malandros” é o desporto favorito do político português.

Phil Jones e o ClimateGate

Climategate U-turn as scientist at centre of row admits: There has been no global warming since 1995

Professor Jones told the BBC yesterday there was truth in the observations of colleagues that he lacked organisational skills, that his office was swamped with piles of paper and that his record keeping is ‘not as good as it should be’.

The data is crucial to the famous ‘hockey stick graph’ used by climate change advocates to support the theory.

Professor Jones also conceded the possibility that the world was warmer in medieval times than now – suggesting global warming may not be a man-made phenomenon.

And he said that for the past 15 years there has been no ‘statistically significant’ warming.

The admissions will be seized on by sceptics as fresh evidence that there are serious flaws at the heart of the science of climate change and the orthodoxy that recent rises in temperature are largely man-made.

Professor Jones has been in the spotlight since he stepped down as director of the University of East Anglia’s Climatic Research Unit after the leaking of emails that sceptics claim show scientists were manipulating data.

The raw data, collected from hundreds of weather stations around the world and analysed by his unit, has been used for years to bolster efforts by the United Nation’s Intergovernmental Panel on Climate Change to press governments to cut carbon dioxide emissions.

Leitura complementar: A magnitude da ignorância subjacente ao alarmismo climático; Eles têm resposta para tudo; Posts sobre ClimateGate n’O Insurgente; Barreiras Lógicas.

Características do polvo

Filed under: Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 16:46

O polvo. Por João Miranda.

Há 4 aspectos do polvo que se tornam relevantes para o actual momento político: as ventosas, que lhe permite ficar agarrado ao lugar, o corpo mole, a que corresponde a falta de coluna vertebral, a emissão de tinta, que lhe permite desviar as atenções usando os jornais amigos, e a autonomia dos braços, que lhe permite continuar a esbracejar mesmo quando alguns dos tentáculos são imobilizados ou cortados.

Quando a estupidez compensa

Filed under: Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 16:28

be stupid. Por Joaquim Sá Couto.

Sinais

Filed under: Política,Portugal — Maria João Marques @ 13:54

Não deixa de ser curioso e sintomático que o único candidato à presidência do PSD que incomoda o PS, a ponto de começarem já os ataques antes de ganhar o partido (já foram José Sócrates e Elisa Ferreira, em pouco dias), seja Paulo Rangel.

Eu vou tentar explicar devagar, para ver se entendem

Filed under: Política,Portugal — Maria João Marques @ 13:50

Elisa Ferreira, a trágica candidata do PS para o Porto nas últimas autárquicas, a senhora que produziu pérolas que certamente constarão nas primeiras páginas de um qualquer manual How Not to Do para políticos inexperientes e/ou inábeis, de que são maiores expoentes a confusão entre dinheiros do Estado e do PS - “o dinheiro é do Estado, é do PS” – e a tosca explicação de duas candidaturas quase simultâneas a dois cargos mutuamente exclusivos - “Vou só dar o nome e volto” - ataca agora Paulo Rangel, o senhor que ganhou uma das eleições entre as duas que a própria disputou e perdeu, a propósito da candidatura à presidência do PSD.

Ora vamos com calma, e explicar umas coisas devagarinho, para ver se Elisa Ferreira e cabecinhas alike conseguem vislumbrar a lógica doa argumentos.

1º Paulo Rangel candidatou-se apenas ao cargo de eurodeputado. Não, como Elisa Ferreira e Ana Gomes, a dois cargos, sabendo que apenas poderiam ocupar um, tornando as eleições europeias uma fraude aos eleitores.

2º Em circunstâncias radicalmente diferentes daquelas em que se candidatou ao parlamento europeu, e todas da exclusiva responsabilidade dos governos socialistas- em Junho de 2009 o governo estimava o défice em 5,9%, enquanto agora temos um valor para 2009 de 9,3% e uma estimativa para 2010 de 8,3%, sendo que ninguém põe as mãos no fogo pela veracidade de qualquer destes números; em Junho de 2009 havia Jornal Nacional com Manuela Moura Guedes, enquanto agora vem nos jornais o plano de Sócrates e Cia. para controlar a comunicação social para nojo da população em geral; em Junho de 2009 considerava-se a justiça ineficaz mas razoavelmente independente, enquanto agora todos desconfiam que PGR e o presidente do STJ agiram para proteger o poder político; em Junho de 2009 não tínhamos um governo que, quatro meses depois de ganhar eleições, está totalmente desacreditado; em Junho de 2009 não tínhamos gente a apostar que Portugal não vai conseguir cumprir com os pagamentos da sua dívida pública; em Junho de 2009 não víamos os juros a aumentar para todos os empréstimos de todos os portugueses porque o risco do Estado português aumentou; e aí por diante – Paulo Rangel decide que poderia prestar um melhor serviço ao país como presidente do PSD e, depois, primeiro-ministro. Algo que Rangel não poderia prever quando se candidatou em 2009, ao contrário de Ferreira e Gomes que sabiam bem que se candidatariam em simultâneo às europeias e às autárquicas.

3º Ainda que não seja aconselhável, em teoria Paulo Rangel poderia acumular os cargos de eurodeputado e de presidente do PSD, algo que Elisa Ferreira e Ana Gomes não poderiam.

Perceberam agora, ou é preciso fazer um desenho?

Depois de Sócrates

Filed under: Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 13:47

Com o núcleo mais próximo de Sócrates a dar sinais de estar cada vez mais fragilizado face a pressões externas, aumenta a discussão no interior do PS (com a necessária atenção a Belém) sobre quem poderá suceder a Sócrates: Se Sócrates se demitir, Costa aponta para Teixeira dos Santos e Gama

António Costa recusa-se a concretizar ao i quais são as “boas soluções” que o PS tem “no governo e na Assembleia da República”, mas a frase encaixa que nem uma luva numa teoria que tem vindo a ser avançada nos bastidores do PS: a hipótese de, com a bênção de Cavaco Silva, Teixeira dos Santos substituir Sócrates no cargo de primeiro-ministro (mantendo-se Sócrates como secretário-geral) ou então Jaime Gama, o presidente da Assembleia da República, passar a primeiro-ministro e a secretário-geral do PS. A vantagem desta solução é que seriam evitadas as eleições antecipadas que ninguém quer, com a excepção do próprio Sócrates que tem apostado na dramatização política e na ameaça de demissão, a propósito da Lei das Finanças Regionais.

Teixeira dos Santos, o ministro das Finanças, foi o único membro do governo a ser elogiado pelo Presidente da República, na entrevista que deu ao “Expresso”, no que foi lido nos meios socialistas como um sinal de preferência de Belém. “Face às dificuldades financeiras e económicas que o país atravessa, é necessário que as instituições se concentrem na resolução dos problemas.” Quanto a Jaime Gama, esteve no Conselho de Estado ao lado de Cavaco em defesa da “estabilidade política” e no dia seguinte, quando se especulava sobre a demissão iminente do ministro das Finanças e do próprio primeiro-ministro na sequência do drama das Finanças Regionais, disse aos jornalistas: “Face às dificuldades financeiras e económicas que o país atravessa é necessário que as instituições se concentrem na resolução dos problemas.” Esta semana, o “Público” noticiou que, em privado, Gama mostrou-se preocupado com a falta de credibilidade de Sócrates para continuar a dirigir o país.

O YouTube e a política portuguesa

Filed under: Blogosfera,Insurgentologia,Media,Política,Portugal,Videos — André Azevedo Alves @ 13:34

YouTube: 5 anos de escândalos, fama e política descarada

Uma boa oportunidade para recordar o video com origem (da versão “editada”) no YouTube e difusão viral mais bem sucedida de sempre na política portuguesa:

Leitura complementar: O video do ano.

No tempo em que Sócrates dava lições de moral

Filed under: Política,Portugal,Videos — Miguel Noronha @ 11:29

Mudam-se os tempos, as vontades e o que calha

Filed under: Justiça,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 10:40

Excerto de “Os Dias Contados” de Alberto Gonçalves

“Socialistas têm vindo a tentar junto de Jorge Sampaio a substituição imediata do PGR” (DN, 6-7-2005) “Ferro Rodrigues acusa PGR de parcialidade” (JN, 12/11/2005). “Altos dirigentes do PS tentaram promover a demissão do procurador-geral da República logo a seguir à vitória de José Sócrates nas eleições legislativas.” (Público, 25/11/2005). “Vera Jardim disse que as palavras do PGR não contribuem para cimentar a confiança dos cidadãos na Justiça nem o prestígio das instituições judiciárias.” (Expresso, 10/12/2005). “Alegre defendeu a demissão do PGR.” (JN, 14/1/2006). “O porta-voz do PS, Vitalino Canas, sugeriu no Parlamento que o PGR foi penalizado politicamente pela forma como lidou com o caso do envelope 9.” (Público, 4/10/2006). Alberto Martins exigiu que “o PGR assuma as responsabilidades perante os erros processuais cometidos.” (Público, 10/12/2005).

Isto era dantes, quando o PGR se chamava Souto Moura. Agora o PS, justamente pela voz do ministro da Justiça, Alberto Martins, considera que a crítica, qualquer crítica, ao dr. Pinto Monteiro “reveste-se de enorme gravidade” e “não pode ser aceite por quem tenha apego aos valores do Estado de direito democrático”. Estranho? Nem por isso. A verdade é que, em quatro ou cinco anos, não foi só o titular da procuradoria-geral que mudou: os valores do Estado de direito mudaram imenso, e a democracia, ou o que resta dela, também.

O eng. Sócrates e a pouca vergonha

Filed under: Justiça,Media,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 09:19

Excerto de “Os Dias Contados” de Alberto Gonçalves

Não concebo que um governante interpele jornalistas em público, como Mário Crespo garante que o eng. Sócrates fez ao director da Sic. Não concebo que um governante interpele jornalistas em privado, como uma multidão de profissionais testemunha que o eng. Sócrates e seus subordinados fazem. Sei que a ingerência dos governos nos media não começou ontem e não terminará amanhã. Sei que este particular Governo elevou a ingerência a níveis inéditos, em parte por inclinação natural, em parte por necessidade: nunca, desde a democracia iniciada em 1975, tivemos um primeiro-ministro de currículo tão dúbio e competência tão nula. O currículo, oficialmente embelezado por uma licenciatura curiosa, é uma sucessão de “casos” cuja inconsequência fala pelo estado da Justiça. A competência está à vista no estado do País.

O mentiroso foguetório da propaganda, que disfarça muito, não disfarça tudo, donde a obsessão (um eufemismo) do eng. Sócrates & Cia. com a imprensa, de que a história da TVI seria pretexto bastante para que, num país menos folclórico, o Governo fosse sumariamente varrido e o seu chefe confrontado com os respectivos actos. Por azar, tocou-nos um presidente da República tolhido pelas próprias artimanhas, uma oposição presa a estratégias eleitorais e um eleitorado abúlico. Resta algum PS, o qual, segundo consta, começa a ponderar livrar-se da desagradável gente que ocupou o partido. Mesmo que improvável, a hipótese serviria. O PS dispõe de legitimidade para governar: esta gente não. Esta gente é inacreditável nos vários sentidos da palavra. Cada dia que resista no poder é um dia que o País perde e que a pouca-vergonha ganha.

Da liberdade de expressão

Filed under: Blogosfera,Política — Carlos Guimarães Pinto @ 06:25

Ver umas dezenas de cidadãos, muitos deles com colunas em jornais de grande audiência, ocupando vários espaços televisivos, escrevendo em blogs alojados na plataforma da Portugal Telecom, com programas na rádio, a manifestar-se contra a falta de liberdade expressão é bem a prova de que a asfixia impera.

(Pedro Marques Lopes, no DN)

O argumento apresentado pelo Pedro Marques Lopes no DN é dos mais repetidos estes dias entre os defensores deste executivo. O argumento circular dita assim: enquanto alguém se puder insurgir contra a falta de liberdade de expressão, não temos qualquer problema de liberdade de expressão e por isso não vale a pena insurgir-se. No fundo, o que estas pessoas nos dizem é que só nos podemos queixar da ausência de liberdade de expressão quando tal deixar de ser possível. Isto é o mesmo que dizer a um doente com gangrena no dedo do pé, que enquanto ele puder caminhar não vale a pena ir ao médico.
A gangrena que afecta a nossa liberdade de expressão são os processos em tribunal a colunistas e bloggers pelo simples facto de opinarem contra o primeiro ministro, são os colunistas excluídos de jornais depois de os boys do governo tomarem conta de uma empresa, são pivots de televisão despedidos por serem inconvenientes, são assessores do governo pagos para ameaçar jornalistas de forma anónima num blog.
A liberdade de expressão não tem uma existência binária, é gradativa. E a verdade é que, apesar de termos um nível satisfatório de liberdade de expressão, ela tem sido atacada por este executivo. É indubitável que hoje temos menos liberdade de expressão do que tinhamos há 5 anos atrás. Não é preciso chegarmos à situação da Argélia para nos debatermos pela liberdade de expressão. Aliás, a única forma de não chegarmos lá, é batermo-nos por ela desde já.

No gira-discos

Filed under: Cultura — ruicarmo @ 01:29

Ornatos Violeta.

Fevereiro 13, 2010

A falência do socratismo

Filed under: Colunas,Comentário,Política,Portugal,Semana Política — Bruno Alves @ 22:34

Ontem, no sítio onde compro os jornais aqui em Caxias, havia mais actividade do que num relvado em que estão os jogadores do Sporting. Gente que eu nunca vi na vida entrava na loja, perguntando se havia o Sol. Todos faziam piadas, todos mostravam uma indisfarçável satisfação em ver, bem à vista de todos, a natureza dúbia das personagens que nos governam. O cenário, aparentemente, repetiu-se um pouco por todo o país. Quiosques com gente a pedir o jornal antes da hora de abertura, e-mails circulando com versões em pdf do jornal, e até versões fotocopiadas do Sol começaram a ser vendidas. Nada exemplifica melhor a total falência do socratismo: ontem, só mesmo os “abrantes” e “magalhães” não sentiram um enorme alívio ao ver o esgoto moral do governo ficar a céu aberto, restando apenas esperar que alguém venha finalmente resolver um problema que há muito era evidente que existia. Ontem, a procura do Sol foi um reflexo do nojo que os portugueses sentem por este governo, e em particular, pelo fato Armani que vive em S. Bento. Foi um sinal do desprezo que nutrem pelo “engenheiro” Sócrates, da sua vontade de o ver pelas costas, e da sensação que têm de que não falta muito para isso acontecer. Apenas temo que, como o cheiro da matéria fecal manifestamente não incomoda o Primeiro-Ministro, essa saída não esteja para tão breve assim.

Positivo

Filed under: Economia,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 20:37

Uma posição encorajadora de José Pedro Aguiar-Branco: “Sou favorável ao fim da golden share na PT”

O programa vai ser apresentado brevemente e o político defende medidas como o fim da golden share do Estado na PortugalTelecom (PT). Mas não só.

A posição, esclarece Aguiar-Branco, não é definida em função da suposta utilização da PT pelo primeiro-ministro José Sócrates para um plano de controlo de grupos de comunicação social: “Não sou favorável à existência de golden shares e tratarei da execução da medida.” Isto se for eleito presidente do PSD e, depois, primeiro-ministro.

“Vamos de novo encher a Alameda da Fonte Luminosa”

Filed under: Economia,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 20:29

Prevê-se um bom dia de negócio para o sector de aluguer de autocarros, pelo menos no que diz respeito aos operadores com boas ligações ao PS…

SMS convoca socialistas para manifestação de apoio a Sócrates na Alameda da Fonte Luminosa
PS desafia oposição a apresentar moção de censura ao Governo

Manifestação dos abrantes. Por João Miranda.

O Che Guevara português

Filed under: Diversos — elisabetejoaquim @ 15:56
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Rui Pedro Soares, o menino de ouro da JS, foi o génio da campanha legislativa do PS em 2002. Na campanha “Nós vamos pela esquerda” propôs como imagem de marca Che Guevara estampado em t-shirts, com as palavras de ordem alinhadas por Manuel Alegre: “O foco guerrilheiro existe sempre/ em cada um de nós existe um foco/Uma guerrilha possível, uma insubmissão”.

Mais no blogue Porta da Loja.

Música para os ouvidos de Barroso*

Filed under: Diversos — elisabetejoaquim @ 12:50
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Nas vésperas da aprovação da «Comissão Barroso II», Daniel Conh-Bendit sobre o facto dos três grandes grupos do Parlamento Europeu terem sido incapazes de fazer uma resolução conjunta que explique o apoio a Barroso:

«J’avoue que c’est fantastique. Nous assistons à la coalition des hypocrites. Juste avant la Saint-Valentin on dit à monsieur Barroso : “Je t’aime, moi non plus ! On ne te croit pas mais on va voter pour toi ! ”.

A quem interrompeu o seu discurso, Daniel Cohn-Bendit respondeu com um blasé «Ta gueule!».

*e para os nossos também.

A misoginia do polvo

Filed under: Diversos — elisabetejoaquim @ 12:01

Não tinha tido a certeza de perceber as indirectas de Felícia Cabrita, esta semana entrevistada por Mário Crespo, sobre a “misoginia” de que era alvo, misoginia essa que ligaria o caso Casa Pia ao caso Face Oculta e que caracterizaria a natureza das actuais redes de abuso de poder em Portugal. “A classe jornalista sabe de que estou a falar”, acrescentou.

Este twit de Paulo Pedroso clarificou as coisas:

Pura espionagem, portanto. Não é, Tomás? http://bit.ly/9NigiO about 14 hours ago from twitterfeed

paulopedroso

Curiosamente, para os visados ou interessados na protecção que os tentáculos do polvo permitem, a referência “à cama de alguém” parece ser suficiente para manchar ou ridicularizar o conteúdo das investigações que têm vindo a ser tornadas públicas, tornando-as inócuas, “não é Tomás?”. O primado da forma sobre o conteúdo, e o primado da legalidade sobre a moralidade, são de facto ferramentas característas das redes de abuso de poder que só pela destruição do valor da verdade conseguem impor a ditadura da validade.

Neste sentido, a misoginia serve aqui apenas um tipo de primado da forma, o mesmo usado por aqueles que se recusam comentar o contéudo crimonoso das escutas à custa da forma criminosa pela qual foram tornadas públicas. Noutro sentido, mais profundo, a misoginia é ela mesma um símbolo do repúdio por aquilo que, pela sua natureza, não se dobra às regras que os homens decidiram inventar para jogar o jogo dos assuntos públicos.

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