O Insurgente

Fevereiro 21, 2010

Nada dura muito assim

Filed under: Economia,Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 20:00

Baixo fundo. Por Luciano Amaral.

Não se sabe bem como começou, mas de há uns anos a esta parte que a política deixou de ser uma actividade de confronto claro de ideias e pessoas para se transformar num jogo sórdido de informação de bas-fond estrategicamente plantada em jornais.

(…)

Parece que voltámos ao PREC (a última vez que esteve para haver uma guerra civil): o PSD tornou-se num partido anti-fascista (mas de direita), o PS convoca manifestações para a fonte luminosa, em defesa do querido líder. É a História a repetir-se como farsa: não estão hoje em causa modelos políticos diferentes; na verdade, não se sabe muito bem o que está em causa. Uma pessoa lê aquelas páginas de redacção pedestre do jornal Sol e percebe que não há nada de novo: é o remake da compra da Lusomundo pela PT no tempo de Guterres, estrutura que o governo seguinte aliás usou, e os de Sócrates usaram de outra forma. Tudo coisas com grande pedigree na nossa democracia (tanto que os episódios não cabem nesta pequena coluna). Nova é a violência sem sentido do debate, o que aliás este governo facilitou com o seu tom acossado e histérico. A agressividade parece ter chegado a um nível em que já não há chão comum entre cada um dos lados. E nada dura muito assim.

Contribuição

Filed under: Diversos — elisabetejoaquim @ 19:59

Contribuíndo com o blogue E Deus Criou a Mulher, que está a publicar uma série de fotos que se propõem ilustar sítios da blogosfera, aqui fica uma sugestão para a ilustração do blogue que esteve aqui em destaque durante esta semana: Câmara Corporativa.

A Tradição e a Carta Apostólica Ordinatio Sacerdotalis

Filed under: Política,Portugal,Religião,Teoria — André Azevedo Alves @ 19:02

Este meu post suscitou reacções da Maria João Marques e do Bruno Gonçalves. Discordo de parte significativa do post da Maria João e concordo com parte (mas não com a totalidade) do que o Bruno escreveu. As minhas maiores discordâncias com ambos (ainda que em grau substancialmente diferente) resultam principalmente do entendimento sobre a Tradição, o Magistério da Igreja e a hierarquia das verdades no que diz respeito aos ensinamentos da Igreja.

Face à impossibilidade (por falta de tempo e capacidade para escrever rapidamente com o rigor que o tema exige) de discutir ponto por ponto aquilo que discordo nos textos da Maria João Marques e do Bruno Gonçalves, deixo apenas algumas referências e pistas para quem deseje aprofundar a reflexão sobre as várias questões levantadas:

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A tempestade na Madeira e as suas consequências

Filed under: Ambiente,Media,Portugal,Videos — André Azevedo Alves @ 17:17

Tempestade na Madeira – 20 FEV 2010

Observando as imagens da devastação provocada pelo mau tempo e tendo em conta as circunstâncias específicas de algumas zonas da Madeira, há razões para temer que o balanço provisório das vítimas venha a ser corrigido em alta. De qualquer forma, face à intensidade do que aconteceu, fica a ideia que as consequências podiam ter sido ainda mais trágicas.

Adenda: Número de vítimas mortais confirmadas sobe para 43, numa altura em que, felizmente, o número de desaparecidos parece estar a diminuir rapidamente, afastando cenários ainda piores.

Concurso Vs Ajuste (2)

Filed under: Diversos — André Azevedo Alves @ 16:47

Recomendo a leitura da interessante discussão nos comentários ao post Concurso Vs Ajuste.

Ron Paul e Rand Paul

Filed under: Internacional,Media,Política,Videos — André Azevedo Alves @ 13:22

Rand Paul and Ron Paul on Anderson Cooper 360

CPAC: Glenn Beck

Filed under: Internacional,Política — André Azevedo Alves @ 11:00

Glenn Beck Rips Progressivism at CPAC

Fox News host Glenn Beck, armed with his trademark chalkboard, blamed “progressivism ” for America’s problems Saturday in his keynote speech that brought the annual Conservative Political Action Conference to a close.

The chalkboard, a prop that he uses frequently on his top-rated show, brought the audience to its feet. Beck wrote “Progressivism” on it to underscore his belief in what America is suffering from.

When Beck asked what America is suffering from, someone shouted “President Obama,” though Beck, an outspoken critic of the president, said it’s “not that simple.”

Beck rejected the notion that the Republican Party should expand its tent to include progressives.

“What is this? A circus?” he said, drawing laughter. “America is not a clown show. America is an idea that sets people free.”

CPAC: Ron Paul

Filed under: Internacional,Política — André Azevedo Alves @ 10:00

Ron Paul Wins Presidential Straw Poll at CPAC

Ron Paul has ended Mitt Romney’s three-year run as conservatives’ favorite for president, taking 31 percent of the vote in the Conservative Political Action Conference’s annual straw poll.

Organizações de extrema-esquerda financiadas pelo dinheiro dos contribuintes

Filed under: Double standards,Economia,Justiça,Media,Nanny State Watch,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 00:34

PROPAGANDA FALSA PAGA COM O NOSSO DINHEIRO. Por José Pacheco Pereira.

Este cartaz, profusamente distribuído em Lisboa. é pago com o nosso dinheiro e é um exemplo mais de como o dinheiro dos contribuintes e dos munícipes lisboetas de há muito tempo é usado para alimentar as chamadas causas “fracturantes” e os grupos radicais que as suportam, na sua maioria ligados ao Bloco de Esquerda. Não é novidade nenhuma mas nunca vi uma discussão sobre os abusos do financiamento público que tivesse em conta esta realidade: o dinheiro dos contribuintes é usado para promover causas políticas em que a maioria não se revê, de organizações cuja contabilidade e accountability desconhece, deturpando a transparência da vida pública . Basta colar a uma organização qualquer o título de que luta contra a “discriminação” ou o “racismo” (o caso do SOS Racismo é outro exemplo de organizações do Bloco de Esquerda financiadas pelo dinheiro dos contribuintes) para se pensar justificado dar-lhes dinheiro público.

Concurso Vs Ajuste

Filed under: Diversos — Ricardo G. Francisco @ 00:16

A contratação pública em geral sofre dos males estudados na teoria de agência no seu extremo. Isto não é novidade e em Portugal a abordagem ao problema tem sido semelhante à generalidade dos problemas encontrados.  Mais leis, regulamentos e procedimentos.

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E vão sete…

Filed under: Desporto,Portugal — André Azevedo Alves @ 00:14

Sete jogos sem ganhar e mais um empate defendido pelo Sporting a muito custo:

Olhanense e Sporting dividiram pontos no José Arcanjo, num jogo disputado sempre debaixo de chuva. Um resultado lisonjeiro para o conjunto de Carlos Carvalhal, que viu o Olhanense desperdiçar as melhores oportunidades do jogo. Foi deprimente a exibição leonina na segunda parte.

Fevereiro 20, 2010

Desemprego nos EUA

Filed under: Diversos — filipeabrantes @ 18:20

(via Daily Paul)

Essa m… em subsídios de desemprego…

Filed under: Diversos,Política — elisabetejoaquim @ 14:47

Ainda a propósito do post abaixo, Perestrello já veio dizer que «a minha opinião sobre o episódio referido pela notícia é diametralmente oposta à interpretação feita pelo jornal».

Tentemos então, à luz dessas declarações, compreender o que Perestrello quis dizer com a frase «E isso, aliás, vale muitos votos! Essa m… em subsídios de desemprego…»:

a)  O apoio de Figo dá muitos votos, e os votos depositados no PS significam mais poder para a humanitária tarefa da redistribuição em subsídios de desemprego. – O Perestrello é um humanista embora numa versão consequencialista na qual os meios justificam os fins.

b) O episódio só serve para angariar votos, e por isso é uma “m…” cuja sujidade é proporcional à quantia de subsidios de desemprego que poderiam ter sido criados em seu lugar. – O Perestrello é um deontologista ingénuo, que apela à necessidade da Ética na política, na esperança de que tal censura moralize os seus agentes.

Fica claro que com estas declarações Perestrello se quis distanciar, pela «opinião»/juízo moral, dos «episódios» em investigação judicial. Há boys que, pela falta de jeito, já não merecem receber telefonemas. Ai…, não aprenderam nada ainda.

Sobre a “ruptura” e “unidade”

Filed under: Diversos — Rodrigo Adão da Fonseca @ 13:15

Alexandre,

Se estiveres atento, como sei que estás, verás que JPAB já deu vários sinais sobre aquilo que virá a ser o seu conteúdo programático: quer quando, no Expresso ou no i, defende o fim das golden shares, ou no seu discurso de apresentação, ontem, reforça, quer o papel da inovação não induzida por decreto, da descentralização política, da autonomia no exercício do poder, ou na necessidade de encontrar novas respostas, longe das que foram criadas “por economistas nascidos no século XIX”.

O estilo que Paulo Rangel adopta, apontando para uma ideia de ruptura, é galvanizador – e como os afectos e a motivação são importantes em política – mas carrega o risco de criar uma expectativa que, à medida que se for desvendando o conteúdo, traga um certo trago amargo de desilusão – em especial a pessoas que valorizam, como é o teu caso, o conteúdo ideológico. Esse trago amargo está já marcadamente presente, por exemplo, na entrevista que Paulo Rangel deu ao i, onde não transparece nenhum sinal de efectiva ruptura, pelo menos do tipo de ruptura com que nos identificamos.

Tenho apreço e grande amizade, quer por Paulo Rangel, quer por algumas das pessoas que apoiam a sua candidatura. Julgo, porém, que é mais útil e oportuno defender uma linha reformista firme, clara, serena, que tenha respostas para os problemas actuais, baseada numa ideia de unidade, de agregação, anti-centralista e de convite à colaboração de todos, do que promover uma ruptura que, só por si, é mais fonte de problemas do que de soluções, e – para já – bastante curta no plano da refundação ideológica.

Ao longo das próximas semanas teremos oportunidade de ir discutindo, passo a passo, o que for surgindo, e poderemos tirar mais conclusões sobre o que está em jogo.

- Eh pá, boa e tal. – Exactamente…

Filed under: Diversos,Política — elisabetejoaquim @ 13:08
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Agora que vejo que nem o próprio visado com a boca do «Isso vale muitos votos… Isso em subsídios de desemprego…» compreendeu o seu sentido, fico mais descansada (cheguei a pensar que havia de facto algum sentido oculto difícil de compreender para os não iniciados em socialistês). Também não é certo que Paulo Penedos tenha compreendido aquilo que Marco Perestrello «cá sabe», mas respondeu com um reticente «exactamente…».  Assim falam os boys.

Regra número um: os boys nunca dão nomes aos bois. Claro que isto pode gerar confusões e, em rigor, ninguém tem a certeza do que o outro está a dizer, o que é impossível de verificar dado que as perguntas directas são expressamente proíbidas. Apesar de pouco eficaz na comunicação, o modus operandi é o mais eficaz no que toca à protecção. Não é de todo “inverdadeiro” que x possa dizer que não falou efectivamente com y sobre o assunto z, nem é de todo “inverdadeiro” que x não saiba de facto se/quando falou sobre o assunto z com y.

Do Jornal SOL:

PAULO PENEDOS – [Rui Pedro Soares] Vai para Milão, segunda-feira. Vai-se lá encontrar com o Figo, para com ele celebrar uma coisa um bocado pornográfica, mas pronto.
MARCOS PERESTRELLO – Que é o quê?
P.P. – Eh pá … só te posso dizer se tu não disseres a ninguém. Se disseres, não te posso dizer.
M.P. – Se quiseres dizer, dizes! Se disseres que não é para dizer a ninguém eu não digo.
P.P. – Não, não digas que é uma coisa… Ele há dias disse-me, muito contente, que tinha conseguido que o Figo apoiasse o Sócrates e eu disse ‘boa e tal’, claro que é importante. E hoje ligou-me a pedir que eu lhe fizesse um contrato de patrocínio para a Fundação Luís Figo, à razão de 250 mil euros por ano.
M.P. – Pois, imagino…
P.P. – Ah?
M.P. – Claro, claro. E isso, aliás, vale muitos votos! Essa m… em subsídios de desemprego…
P.P. – Ah?
M.P. – Isso em subsídios de desemprego…
P.P. – Eh pá, mas ouve-me… O gajo conhece toda a gente e mais alguma e toda a gente em que ele tropeça, do mundo da bola, de repente estão a apoiar o PS e o Sócrates, mas depois todos têm por detrás contratos…  todos têm contratos… Até deve ser alvo de alguma risota, não é.
M.P. – Por acaso não me deram o nome do Figo para os tempos de antena das personalidades para depor!
P.P. – Pronto, faz-te de novas que o nome vai-te aparecer, só que o  apoiante espontâneo e fervoroso primeiro deve querer assinar o contrato, não é?
M.P. – Sim, sim, vamos ver se depois aparece, se é como outros que eu cá sei que acham que é melhor não darem a cara. Acham que é melhor não darem a cara, abrem uma coisa ali, outra ali.
P.P. – Exactamente …
M.P. – Ai…, não aprenderam nada ainda.

Não sou pressionável.

Filed under: Política — elisabetejoaquim @ 11:50
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Infelizmente não pude ver as declarações de Felícia Cabrita ontem na Comissão de Ética.  Do resumo feito pelos jornais ficam três temas:

Evidência de uma relação de promiscuidade entre José Sócrates e o Procurador Geral da República:

“É muito estranho que o procurador-geral da República venha à liça com tanta frequência fazer uma defesa do primeiro-ministro (…) [usando] exactamente as mesmas expressões que José Sócrates, ao dizer que não há indícios criminais contra o chefe do Governo.” Ainda num tom crítico em relação a Pinto Monteiro, Felícia Cabrita deixou a pergunta: “Não há elementos suficientes para se abrir um inquérito? Se com tudo isto e com o mais que há o procurador-geral da República não deveria ter aberto um inquérito?”.

Recordar explicação de Pinto Monteiro aqui.

Esclarecimento sobre a identidade dos accionistas do SOL:

Entregou aos deputados fotografias dos acionistas do semanário Sol para esclarecer dúvidas que têm sido levantadas sobre quem são os donos do jornal e “mostrar transparência”. Felícia Cabrita esclareceu que os acionistas do Sol são o empresário Joaquim Oliveira e dois empresários africanos. “São empresários angolanos que nos libertaram da intenção do PS de liquidar financeiramente o nosso jornal”, afirmou.

Denúncia de pressões que a jornalista considera misóginas:

A jornalista afirmou não ser “pressionável” mas que, desde a investigação do caso Casa Pia, tem sido vítima de “um plano sórdido para denegrir” a sua imagem. “Usaram de forma muito vil o facto de ser mulher”, garantiu.

Sobre este tema ver aqui.

Leitura complementar sobre a primeira sessão da Comissão de Ética: O País dos Pessoalismos.

Fevereiro 19, 2010

Crimes graves

Filed under: Economia,União Europeia — Nuno Branco @ 23:51

Para resolver o tipo de problemas aqui relatado proponho a pena de morte para as pessoas que compram coisas e depois as vendem. Se fizerem isso no mesmo dia então deve ser uma morte com requintes de malvadez, qualquer coisa como uma mistura de choques eléctricos enquanto fazem cócegas nos pés do prevaricador.

Os serviços secretos gregos já sabem quem foram os investidores culpados pela forte queda da dívida pública do país. De acordo com a imprensa grega, várias empresas e investidores terão vendido títulos de dívida grega em massa para a recomprar mais tarde, a preços mais atractivos. Muitas vezes, a recompra era feita na mesma sessão.

Se esta malta poupasse na PIDE e pagasse o que deve se calhar teriam menos problemas no mercado de dívida… digo eu.

A verdadeira origem do polvo

Filed under: Política — Nuno Branco @ 23:23

Garet Garrett and the Coils of Octopean Government

About 1900 began the flowering of … the intellectual … a social theorist who knew more than anybody else about everything and all about nothing, except how to subvert the traditions and invert the laws.

The first great turning … was the amendment of the Constitution in 1913, giving the Federal government power to impose a progressive tax on all incomes … one of the cardinal points of the Communist Manifesto.… Nobody else dreamed … that the Federal income tax would be used not for revenue only … but for the purpose of redistributing the national wealth.

Then the Federal government seized control of money, credit, and banking.… Formerly free government was understood to mean the government of a free people. But now that meaning changed. The government itself was free. Free from what? Free from the ancient limitations of money.… After that it was merely nostalgic to talk any more of controlling government or limiting its powers of self-aggrandizement.

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Dar força ao Parlamento

Filed under: Comentário,Política,Portugal — André Abrantes Amaral @ 18:40

Enquanto não estabelecermos círculos uninominais para a eleição dos deputados, a maioria deles não tem força política. Não tem existência política. A excepção, que confirma a regra, reduz-se aos que guardam dentro si o tal espírito político; algo que não se descreve com palavras, mas que se sente.

“Greves e Tensão”

Filed under: Diversos — Tomás Belchior @ 18:31

(foto daqui)

Só na Função Pública é que as pessoas insatisfeitas não seguem o que o povo recomenda. Quando estão mal não se mudam, fazem greves. Eu percebo que os sindicatos não estejam particularmente interessados em ter vergonha na cara. Receiam, justificadamente, o seu próprio “esvaziamento de funções”. Mas esta aparente irracionalidade dos funcionários públicos só pode ter uma de duas explicações: ou têm uma aversão ao risco fora do comum, ou não estão realmente mal.

Se a aversão ao risco for a principal explicação, a situação é preocupante. Reza a lenda (e o Pedro Passos Coelho) que 700.000 portugueses que estão ao serviço do Estado são vítimas de uma injustiça recorrente. No entanto, a lenda esbarra na psicologia social. Os funcionários públicos aparentemente preferem a indignidade que têm na mão a uma vida no sector privado a voar. Ou seja, os próprios injustiçados dão provas de que a injustiça de que se queixam não é mais do que um fenómeno psicológico comum. Ter o país à mercê de uma disfunção é, no mínimo, perigoso.

Em alternativa, podemos procurar uma explicação mais simples. Mesmo sendo um lacaio do patronato, acho que não estarei a ser injusto se disser que há desgraças piores do que ter um emprego garantido numa altura em que 570.000 portugueses já estão a sofrer as consequências de não poderem dizer o mesmo. Pode ser muito desmotivante trabalhar sem haver “progressão na carreira” mas sempre dá para pagar as contas.

Quem nunca fez birras injustificadas que atire a primeira pedra mas esta palhaçada não deixa de ser um retrato fiel e deprimente do país e da mudança, ou da ruptura, ou lá o que é que nos andam a vender.

Vai começar agora

Filed under: Política,Portugal — André Abrantes Amaral @ 18:09

Mário Crespo e Henrique Raposo, no ‘Descubra as Diferenças‘.

Celebrity branding? (2)

Filed under: Política,Portugal — BZ @ 17:39

Escuta de Junho de 2009, hoje publicada no semanário SOL:

Paulo Penedos, para Marcos Perestrello: Ele [Rui Pedro Soares] há dias disse-me, muito contente, que tinha conseguido que o Figo apoiasse o Sócrates e eu disse ‘boa e tal’, claro que é importante. E hoje ligou-me a pedir que eu lhe fizesse um contrato de patrocínio para a Fundação Luís Figo, à razão de 250 mil euros por ano.

Luís Figo, ao Diário Económico (7.08.2009):

O Luís Figo é uma marca mundial. O país tem aproveitado bem essa marca?
Poderíamos ficar aqui horas a falar sobre isso… Eu tenho a sorte de praticar um desporto popular, que mobiliza milhões e que chega a todo o mundo, tenho também a sorte de ser conhecido em todo mundo, mas não falo no meu caso particular.

No seu entender, era desejável que o actual governo ganhasse as eleições legislativas?
A implementação de algumas opções políticas não se faz em quatro anos. As pessoas também têm a consciência que algumas das opções foram erradas, porque ninguém é perfeito, mas, havendo mais quatro anos de governação, esses eventuais erros podem ser corrigidos. Aliás, sou defensor de governos com dois mandatos para podermos avaliar a governação.

Fica claro em quem vai votar no dia 27 de Setembro…
Sempre votei em pessoas e não em partidos políticos. Eu vejo a energia de José Sócrates, a capacidade empreendedora, e espero que continue a ter essa capacidade de mobilizar o país. Bem precisamos!

Esta cronologia dos factos não ajuda (em termos mediáticos) o ex-futebolista. A melhor estratégia para desarmar algumas dúvidas seria recordar-nos outros momentos em que apoiou candidatos a cargos políticos, sem ter existido qualquer coincidência temporal com contratos publicitários de entidades “estatais”. Ou será que teve o infortúnio de só se envolver na discussão política após a reforma???

Leitura complementar: Celebrity branding

eco-burla

Filed under: Diversos — elisabetejoaquim @ 16:10

(Recebido por e-mail e adaptado)

Quando preencherem o impresso do IRS irão verificar a existência de um campo, no Anexo H, relativo à certificação energética.

Há que responder se o imóvel tem ou não classificação “A+” ou “A”.
Obviamente que a maioria não tem certificação, logo o campo a preencher é o Não. Dizem os funcionários das Finanças que este campo não terá penalização no valor a ser reembolsado. Façam, no entanto, a simulação com o Sim e com o Não. Concluirão que o valor a ser reembolsado será diferente, num e noutro caso.
Ou seja: é-se penalizado (mais ou menos entre 50€ a 100€). Daqui para a frente, e enquanto não se tiver a dita certificação, ser-se-à penalizado todos os anos (para a requerer há que desembolsar +/- 200€).

(…)

Nas casas novas, caso não tenham pré-instalação de painéis solares e/ou soluções ecológicas, ocorrerá agravamento do IMI, pois serão consideradas casas “Não Verdes”. Para alterar o sistema há que instalar painéis solares, seja para gerar água quente ou electricidade. Até Julho/Agosto a C.G.Depósitos financia a instalação e montagem de painéis solares, “oferecendo” a Direcção Geral de Energia 50% do valor da instalação. NOTA: Todavia, o Estado só financia as instalações efectuadas por duas únicas empresas, ambas são da Mota-Engil (…).

Para saber mais: “Um dia todos os edifícios serão verdes”

Um palhaço é igual a outro palhaço. E a outro. E são iguais entre si.*

Filed under: Diversos — elisabetejoaquim @ 15:46
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O socialista Arons de Carvalho acusou Mário Crespo de ter tentado que ele, então secretário de Estado da Comunicação Social, “interferisse na RTP, junto da administração”, para que o jornalista voltasse a ser correspondente em Washington.

Dúvida: o livro que Mário Crespo disse nunca ter pensado escrever também inclui as crónicas do tempo em que ele apoiava José Sócrates?

* Da crónica O Palhaço.

Lopes & Cia

Filed under: Diversos — Miguel Noronha @ 15:32

Vários meses depois. O CSMP confirma que Lopes da Mota tentou pressionar os magistrados do Freeport e mantem a “pesadissima” sanção.

Parece que o caso vai ficar por aqui e já não se esperam quaisquer desenvolvimentos. Desta forma, estou em crer que Lopes da Mota, tal como os boys socialistas da PT, tenha agido por conta própria. E ainda se queixa o governo que faltam empreededores em Portugal!

O génio de Bush…

Filed under: Economia,Internacional,Política,Videos — BZ @ 15:03

Comparado com Obama:

Celebrity branding

Filed under: Política,Portugal — BZ @ 14:37

Um termo de marketing, politicamente relevante. Wikipedia:

Celebrity branding is a type of branding, or advertising, in which a celebrity uses his or her status in society to promote a product, service or charity. Celebrity branding can take several different forms, from a celebrity simply appearing in advertisements for a product, service or charity, to a celebrity attending PR events, creating his or her own line of products or services, and/or using his or her name as a brand.

Hoje, às 18 horas, Mário Crespo e Henrique Raposo

Filed under: Insurgentes nos media,Política,Portugal — André Abrantes Amaral @ 14:26

Esta semana eu e a Antonieta Lopes da Costa estamos em debate com Mário Crespo e Henrique Raposo, com os seguintes temas da actualidade em cima da mesa:

- Crise Política – Depois do caso ‘Face Oculta’ e do agravamento da situação económica, Sócrates volta-se para o PS. Mas e se o PS lhe virar as costas?

- O caso PT – O envolvimento da Portugal Telecom na alegada tentativa de controlo da comunicação social por parte do governo, põe em causa o conceito de gestão daquela empresa. O que ganha o país com a intromissão do Estado na PT?

O “Descubra as Diferenças”, pode ser ouvido hoje às 18 horas e no Domingo, dia 21 de Fevereiro, às 19. Tem podcast disponível e é também transmitido pela Rádio Universitária de São Paulo, no Brasil.

“Descubra as Diferenças”… Um programa de opinião livre e contraditório, onde o politicamente correcto é corrido a quatro vozes e nenhuma figura é poupada. No final de cada emissão, fique para ouvir a já clássica “cereja em cima do bolo”: uma música, em irónica dedicatória, ao político/figura/situação em destaque na semana.

Debater com cassetes

Filed under: Política — Adolfo Mesquita Nunes @ 11:39

Escrevo na blogosfera desde 2004, quase sempre sobre política. E sou filiado no CDS desde 1997. Serve este contexto, que nunca escondi, para dizer que conheço bem a circunstância de escrever diariamente, ou quase diariamente, sobre a paisagem política portuguesa de que o partido a que pertenço é parte integrante.

Conheço, por isso, a circunstância de lidar com críticas e elogios à actuação do CDS e dos seus dirigentes e deputados. Conheço, também por isso, a circunstância de me ver confrontado com posições do CDS com que concordo muito, concordo assim-assim, concordo pouco ou concordo nada. E conheço, claro está, a circunstância de ser interpelado sobre essas concordâncias ou discordâncias.

Optei, desde que comecei a escrever na blogosfera, e com a anunciada excepção da Rua Direita, por não comentar nunca a actuação política e partidária (já não o posicionamento ideológico e estratégico) do CDS, independentemente da Direcção vigente. Por duas razões: a primeira, porque tenho a consciência de que, por mais objectivo que ache que seja relativamente à actuação do meu partido, seria legítimo que quem me lesse duvidasse dessa objectividade e pretendesse ver nas minhas análises qualquer outra coisa, ao estilo de propaganda ou ao estilo de campanha interna; a segunda, porque havendo muita coisa com que discordo, sinto que devo colocar tais questões nos sítios certos antes de as escrever na blogosfera. 

Tenho por isso muita dificuldade em encontrar, pela blogosfera fora, quem faça da sua militância partidária a absoluta alienação da capacidade de pensar por si próprio. Como é possível que, legitimamente optando por escrever sobre o partido a que pertencem ou sobre o Governo que suportam, não se lhes conheça uma crítica, pequena que seja, um “algo está mal”, uma paragem pela berma, uma dúvida, um receio, uma divergência: nada que não seja a defesa cega da coisa.

Estão essas pessoas no seu direito, não questiono. E saberão de si e da imagem que gostam de passar, não duvido. Mas não consigo debater com pessoas assim: não estamos num debate; estamos na utilização da blogosfera para a passagem de uma cassete. E não debato com, nem respondo a, cassetes.  (também aqui)

E a Verdade disse…

Filed under: Diversos — Ricardo G. Francisco @ 11:36

José, antes do Benfica começar vais-me negar 3 vezes

Silêncio insustentável

Filed under: Justiça,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 10:46

Apesar de pretender que o caso é meramente político e parecer perfilhar a exótica teoria que os boys socialistas na PT terão agido por conta própria, Pedro Adão e Silva considera insustentável o silêncio de José Sócrates. É mais um que acha que o “ónus da explicação está do seu lado“.

Nixon (5)

Filed under: Internacional,Política,Videos — Miguel Noronha @ 09:34

Experimentem adaptar este discurso ao actual contexto português.

Isto vai ser divertido

Filed under: Política,Portugal — Miguel Noronha @ 09:15

No i

À mesma hora que o presidente da AMI, Fernando Nobre, anuncia a sua candidatura às presidenciais, Manuel Alegre responderá ao avanço. Espera-se um discurso duro: os alegristas encaram o avanço de Nobre, impulsionado por Mário Soares, como uma declaração de guerra. Hoje, às oito horas da noite, os directos das televisões estão divididos entre o Hotel D. Inês, em Coimbra, e o Padrão dos Descobrimentos, em Lisboa. Prevê-se, segundo fontes da campanha afirmaram ao i, um discurso recheado de alusões ao “divisionismo” da esquerda e, indirectamente, a Mário Soares.

Eu continuo à espera que apareça um candidato não seja socialista. Mas estou sentado.

Fevereiro 18, 2010

Don’t stop believing, on and on and on…

Filed under: Diversos — elisabetejoaquim @ 23:29
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O primeiro-ministro voltou hoje a negar ter tido influência, ou sequer ter sido informado, da intenção da Portugal Telecom em entrar no capital da TVI.

A satisfação de ter razão

Filed under: Política,Portugal — elisabetejoaquim @ 23:20

Manuela Ferreira Leite revelou há pouco, na Grande Entrevista, como encara a prática da política em democracia.

Naquilo que pareceu um lapso de compulsiva honestidade, disse, como se fosse evidente, que teria sido impossível o PSD ganhar as eleições ao PS nas últimas legislativas, admitindo que fez a campanha com essa crença. Trocando por miúdos, a campanha “Política de Verdade” tinha apenas por objectivo…dizer a verdade.

«Eu perdi as eleições mas (vê-se agora que) eu tinha razão. Sócrates ganhou as eleições mas enganou os portugueses», afirmara momentos antes.

Não tenho paciência para calimeros

Filed under: Media,Política,Portugal — ruicarmo @ 20:10

Na próxima quinta-feira, o PM irá igualmente comunicar ao país o quão triste e feroz se encontra ou esta é apenas uma estratégia para fazer esgotar as edições do semanário Sol?

As três razões da crise portuguesa

Filed under: Economia,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 15:06

Artigo de Nuno Garoupa no Jornal de Negócios

[B]asta ler o que dizem os “amigos” do Governo para entender as três razões da crise portuguesa (e espanhola) e como sair dela sem grandes complicações. A razão mais grave, segundo as palavras do ministro do Fomento espanhol e número dois dos socialistas aqui ao lado, é uma poderosa conspiração de interesses internacionais para destruir o euro e castigar as economias que seguem modelos socialistas. Trata-se de um movimento neoliberal sinistro, desde os investidores internacionais aos grandes bancos e empresas, passando pelas agências de “rating”. Toda esta gente não quer ganhar dinheiro nem está muito preocupada com os seus investimentos; são uns capitalistas gananciosos das economia de casino mas que afinal não querem ganhar dinheiro, bem pelo contrário. Eles querem, sim, derrotar o socialismo democrático, ajudar os partidos neoliberais e acabar com o euro, que, como moeda única, representa os valores sociais europeus. Na verdade, toda esta gente aposta contra a solidez das economias do sul da Europa para perder dinheiro e desvalorizar os seus investimentos especulativos com o único propósito de derrubar os governos socialistas em Espanha, em Portugal e na Grécia. (mais…)

Há coisas fantásticas, não há?

Filed under: Blogosfera,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 12:35

Durantes vários meses, o Carlos Santos tornou-se conhecido pelo empenho, violência e desonestidade colocados ao serviço do PS e do seu chefe máximo. Naturalmente, isto não passou despercebido aos Simplexes que o acolheram no seu seio e diariamente lhe elogiavam a sagacidade e inteligência dos seus escritos e a nobreza do seu carácter. Parecem ter gostado tanto da companhia que, após o sucesso das legislativas, decidiram consumar uma união de facto.

Agora, por razões que me ultrapassam, o Carlos já não gosta tanto do Primeiro-Ministro e até já acha que se passaram coisas estranhas no Simplex. Recordou-se de uns forwards esquisitos que recebeu do Joáo Galamba. Por azar, na altura, não soube somar 2+2. Com tão pouca a queda para a matemática admira-me que se tenha doutorado em econometria. Os seus ex-camaradas de blog também já não gostam muito dele. Falta de ética, dizem. Estranho que não tenham demonstado os mesmos pruridos quando os mesmos métodos era usados em favor do Engº. Que querem que vos diga? Essa ar de “virgens ofendidas” só me dá vontade de rir. Vocês estão bem uns para os outros.

Miguel Abrantes (Câmara Corporativa) 25/03/2009

Talvez os posts de Carlos Santos sejam demasiado longos para a blogosfera, mas gosto de os ler. Carlos Santos tem uma particularidade cada vez mais rara: informa-se antes de escrever.

Miguel Abrantes (Câmara Corporativa) 17/02/2010

A estória que hoje animou a blogosfera faz lembrar a figura sinistra do agente provocador: recrutado um bandalho qualquer e coladas com cuspo umas noções básicas, ele era largado num sindicato ou numa associação de estudantes ou colocado na orla de um partido de esquerda. Cabia ao esbirro estar atento às conversas e recolher os documentos que passavam por perto, normalmente sem o mínimo sentido crítico para discernir o que era relevante ou não, tarefa que ficava a cargo dos superiores hierárquicos.

A liberdade de expressão e o ‘sector empresarial do Estado’

Filed under: Comentário,Media,Política,Portugal — André Abrantes Amaral @ 10:55

Meu artigo publicado no Instituto Francisco Sá Carneiro.

A liberdade de expressão e o ‘sector empresarial do Estado’

A divulgação das escutas do processo ‘Face Oculta’ pode ter consequências mais profundas que a mera mudança de um Primeiro-Ministro. Na verdade, a gravidade dos factos que vieram a lume obriga-nos a repensar muito daquilo a que se chama de ‘sector empresarial do estado’. A primeira questão que se nos coloca, perante o processo ‘Face Oculta’, é o de saber o que ganha o país com uma empresa, como a Portugal Telecom, que está totalmente sujeita aos caprichos do poder político. Há precisamente três anos, a OPA da Sonae à PT falhou, para agrado do governo. Há 5 anos, o governo socialista fez o que pôde para impedir o controle da GALP pelos italianos da ENI. O Estado continua a deter a RTP e a TAP, que apenas dão prejuízo. Tudo isto para quê? (mais…)

O aborto como método contraceptivo

Filed under: Política,Portugal — Carlos Guimarães Pinto @ 10:21

Estranho seria se fossem mulheres que usam métodos contraceptivos a recorrer à IVG, não lhe parece? Seria sinal que tais métodos eram absolutamente ineficazes, ora, felizmente e apesar de não haver nenhum 100% seguro, quando se usa um método contraceptivo costuma conseguir-se não engravidar. Ficou claro agora?

(Maria João Pires, no Jugular)

A posição da Maria João Pires, também defendida aqui pelo LAC, parte do princípio que as mulheres que abortam são uma amostra representativa das mulheres que engravidam. Não são. As mulheres que abortam fazem parte do grupo específico de mulheres que não queriam ter engravidado em primeiro lugar, pelo que seria de esperar (se o aborto não fosse utilizado como método contraceptivo primário) que neste grupo haja muitas mulheres a tomar contraceptivos.
Em termos gerais existem dois tipos de mulheres que recorrem ao aborto: mulheres que não querendo engravidar foram traídas pelos métodos contraceptivos que usaram, e mulheres que apesar de não querer engravidar, também não se preocuparam em usar métodos contraceptivos. De acordo com o estudo, a maioria das mulheres que abortam caem neste último grupo, e isso sim deveria ser motivo de reflexão. Ainda mais, quando no mesmo estudo se afirma que “(..)mesmo depois do aborto algumas optaram por continuar a não fazer nenhum método contraceptivo”. Fica claro que, pelo menos para essa mulheres, o aborto é visto como método contraceptivo primário. Se ninguém vislumbrasse no aborto um método contraceptivo primário, 100% das mulheres que abortavam teriam usado métodos contraceptivos. Mas não são 100%, são 13%.
Nota final para dizer que eu sou (e fui) a favor da legalização do aborto. Parece-me que este ponto é importante apenas para relembrar os termos em que a discussão foi feita na altura. Os movimentos que na altura promoviam a legalização do aborto, afirmavam que o aborto seria na maior parte dos casos uma solução de recurso em caso de falha dos métodos contraceptivos. Olhando para estes números, não parece que seja esse o caso.

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