O Insurgente

Fevereiro 12, 2010

O início do fim (6)

Filed under: Portugal — Adolfo Mesquita Nunes @ 19:58

Do Jornal de Notícias sobre um artigo da revista Visão: Escreve a revista no seu sítio de Internet: “Granadeiro ‘não sabia nem desconfiava’ do envolvimento da empresa nesse plano, mas admite: ‘Pode ter acontecido, à minha revelia’”. A Visão pergunta ainda sobre o que sentiu Granadeiro após ter sabido dos factos divulgados pelo “Sol”. Granadeiro respondeu:”‘Encornado!’. E, de seguida, riu-se.” 

Claro que a parte do encornado tem a sua piada, mas prefiro registar o facto de, pela primeira vez, Granadeiro não aparecer a negar os factos descritos pelo Sol, aparecendo antes a admitir a possibilidade de os mesmos terem ocorrido sem o seu conhecimento. Não sei o que se dirá agora de Granadeiro, depois de dele se ter feito o guardião da versão certa da coisa (talvez o apelidem de distraído com as mordomias da PT), mas sei que não só começa a ser evidente que os factos noticiados pelo Sol começam a causar o natural embaraço a quem estando perto começa a querer estar longe como igualmente começa a tornar-se claro que até quem estava próximo dos factos descritos pelo Sol admite agora que os mesmos podem ter ocorrido tal como relatado (o que é diferente, bem se vê, de admitir que os mesmos ocorreram de facto). E quando isto acontece, não pode senão justificar-se o título deste post: não estamos ainda no fim, mas estamos lá perto.

2 Comentários »

  1. É bem claro, ao longo destes sete anos de blogue, que abomino o socialismo, e em particular, nos últimos tempos, José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa. Consubstancio este sentimento a partir de três factos: um, o seu Governo permitiu, para não dizer promoveu, a subversão dos mais elementares alicerces do Estado de Direito; dois, o PM e o cidadão encarnam em si grande parte do pior carácter que há nos Portugueses – o desprezo pelo rigor e pelas normas, a pesporrência arrogante de quem, com chico-espertismo, salta por cima dos demais, a desfaçatez com que apontam para a Lua seguros de que a populaça apenas repara no dedo; três, revejo na sua pessoa o pior de dois mundos: os esquerdistas arrependidos, que deixaram de saltar em cima das mesas nas cantinas de faculdade, ao serviço das UDPs e MRPPs para passarem a gestores de fato e gravata em altos cargos públicos, e os conservadores demasiado tímidos para fazerem da vida política algo mais do que um escape controleiro. Por isso, à semelhança do Henrique Raposo, também eu celebrarei principescamente, pejado de gáudio e de galhardia, o advento do dia que se aproxima a passos largos, o dia em que esta ditadura de grunhos e tiranetezinhos de pacotilha, mal-encartados e que tresandam a vãs ambições, se finar para sempre, para bem daqueles que cá ficarem.

    Comentário por FMS — Fevereiro 12, 2010 @ 23:56

  2. Rectificação: Jornal de Negócios, e não de Notícias. (Que é o JN) :)

    Comentário por HM — Fevereiro 13, 2010 @ 13:00


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