Em 1944 foi criado um novo sistema monetário mundial. A principal característica desse sistema era a convertibilidade entre o USD e o ouro. Os bancos centrais que tivessem USD no seu balanço poderiam dirigir-se aos EUA e pedir para converter esses papeis em ouro a $35 cada onça.
Fast forward para 1971. Os EUA entram em default de facto. São incapazes de cumprir a sua promessa de trocar USD por ouro e terminam unilateralmente com essa possibilidade. A Europa, carregada de USD tem duas hipóteses: assume as perdas e atribui ao USD um valor contabilístico de zero ou fecha os olhos, faz de conta que não se passa nada e chuta o problema para um futuro longínquo.
Fast forward para 2010. A Europa aderiu entretanto a uma moeda única partilhada por 15 nações bastante diferentes, umas mais frágeis que outras. Uma nova crise monetária lança o fantasma da insolvência a médio prazo sobre os países mais fracos da União. A Europa cegada por um objectivo político tem duas opções: assume as perdas e remove os elementos mais fracos do euro ou fecha os olhos e despeja dinheiro sobre esses países e chuta o problema para o futuro.
As notícias de que se preparam ajudas da Alemanha à Grécia parece indicar que a escolha está tomada para mal de todos nós. O futuro de 1971 demorarou algum tempo a chegar. O futuro de 2010 poderá não ser tão condescendente.
Haverá certamente um dia em que a operação contabilística adiada em 1971 terá de ser concretizada e quando o for já não será somente o dólar. A realidade não pode ser adiada eternamente.
isso vai ser uma chatice das grandes. . .s a historia s repetir. desculpem la mas essas notas de divida q voces chinocas teem nao valem nada.. isto e o q o market watch.denninger diz hoje.. qt aos europeus. ainda teem mais uns chutos pra frente nao acha? ainda podem cmecar a emitir divida federal nao?
Comentário por molinari — Fevereiro 10, 2010 @ 14:57