Até no interior do PS o ambiente de tensão é notório. São poucos os socialistas que ousam criticar abertamente Sócrates. Mas são também poucos aqueles que manifestam a sua solidariedade com o líder socialista. Mesmo António Vitorino, autor do programa do PS, assumiu ontem à noite na RTP que o Governo “dá-se mal com algum tipo de crítica da comunicação social”. E sublinhou que Sócrates “deu uma resposta incorrecta quando disse que não sabia” do negócio da PT/TVI.
Mas há socialistas que já reivindicam uma “nova liderança” para o partido. É o caso do ex-deputado Ventura Leite, que, não sendo uma voz solitária no PS, é o único que defende publicamente que Sócrates deveria abandonar o Governo, “para bem do país” e da si- tuação económica nacional. “Temos uma liderança extremamente debilitada, que faz todos os esforços, no plano mediático, para mostrar dinamismo. Mas está muito fragilizada e não dá qualquer confiança ao país”, disse ao PÚBLICO.
Mais cauteloso mas igualmente preocupado está o dirigente socialista Vítor Ramalho, conotado como soarista, que nota que o pedido de Cavaco Silva, na reunião do Conselho de Estado, não foi ouvido pelas lideranças partidárias. “O pedido de calma pedido pelo Presidente foi a posição mais sensata. Mas os líderes não foram sensíveis a esse apelo”, disse, referindo-se ao PS e ao PSD.
Fevereiro 9, 2010
O início do fim?
6 Comentários »
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Parece que…
Com mais um caso fulminante
neste regime a propender
a quietude dissonante
é difícil de se esconder.
Com tanto monturo varrido
para o tapete fartado,
o caso será discorrido
como mais um tão enquistado.
Comentário por Amêijoa Fresca — Fevereiro 9, 2010 @ 12:42
“uma resposta incorrecta”
A quantidade de eufemismos que existe.
A meu preferido continua a ser “inverdade”
Comentário por jácáestive — Fevereiro 9, 2010 @ 12:49
Assessor e coveiro
Ora atentem lá nesta coisa vinda no Diário da República nº 255 de 6 de Novembro 2008:
EXEMPLO 1
No aviso nº 11 466/2008 11 466/2008 (2ª Série), declara-se aberto concurso no I.P.J.
Para um cargo de “ASSESSOR”, cujo vencimento anda à roda de 3500 EUR (700 contos).
Na alínea 7:… “Método de selecção a utilizar é o concurso de prova pública que consiste na
“… Apreciação e discussão do currículo profissional do candidato.”
EXEMPLO 2
No aviso simples da pág. 26922, a Câmara Municipal de Lisboa lança concurso externo de ingresso para COVEIRO,
cujo vencimento anda à roda de 450 EUR (90 contos) mensais.
Método de selecção:
Prova de conhecimentos globais de natureza teórica e escrita com a duração de 90 minutos.
A prova consiste no seguinte:
1. – Direitos e Deveres da Função Pública e Deontologia Profissional;
2. – Regime de Férias, Faltas e Licenças;
3. – Estatuto Disciplinar dos Funcionários Públicos.
4. – Depois vem a prova de conhecimentos técnicos: Inumações, cremações, exumações, trasladações, ossários, jazigos, columbários ou cendrários.
5. – Por fim, o homem tem que perceber de transporte e remoção de restos mortais.
6. – Os cemitérios fornecem documentação para estudo. Para rematar, se o candidato tiver:
- A escolaridade obrigatória somará + 16 valores;
- O 11º ano de escolaridade somará + 18 valores;
- O 12º ano de escolaridade somará + 20 valores.
7. – No final haverá um exame médico para aferimento das capacidades físicas e psíquicas do candidato.
ISTO TUDO PARA UM VENCIMENTO DE 450 EUROS MENSAIS!
Enquanto o outro, com 3500!!! Só precisa de uma cunha.
Vale a pena dizer mais alguma coisa?!
Por estas e por outras, é que existem Coveiros cultos e Assessores burros …
Comentário por chocoscomtinta — Fevereiro 9, 2010 @ 14:22
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