Este país fede por todos os lados e há uma geração de politicozinhos com politiquices da treta que são uma espécie de lastro a puxar a coisa pelo cano abaixo.
Os contribuintes em geral, quem paga para alimentar as preocupações clientelares desta gente, continuam a encolher os ombros e a dizer que “eles têm de arranjar uma solução para o país”.
“Eles” têm claramente mais com que se preocupar. “Eles” foram os mesmos que conduziram esta república socialista ao abismo onde caímos. “Eles” estão mais preocupados em se irem safando o melhor que podem.
Há umas semanas, a propósito da minha participação no programa “Descubra as Diferenças“, o André Amaral comentava comigo (desculpa lá a indiscrição) que eu estava zangado com o país. Custa-me muito reconhecer que ele tem razão.
A apatia e a desresponsabilização de quem paga por esta bandalheira são as verdadeiras culpadas de termos deixado esta gente conduzir os assuntos do governo ao estado a que isto chegou.
Sim, estou bastante zangado por a maioria não ter prestado atenção às vozes de quem repetiu incessantemente o destino desta viagem socialista. Se os dias que correm não forem suficientes para mostrar que os limites da decência democrática já foram ultrapassados, que a honra e a responsabilidade na gestão do dinheiro dos contribuintes desapareceram da vida pública, então sim, eu desisto.
Por hora aguardo para ver se os contribuintes portugueses continuam a encolher os ombros à espera que “eles resolvam” ou se começam a dar sinais que estão fartos desta merda e desta gentinha sem qualidade. Temos de ser mais exigentes, mais participativos, mais atentos com as escolhas que são feitas, como se gasta a fatia cada vez maior dos nossos rendimentos tornados impostos. É um apelo à exigência de maior higiene na gestão do estado e dos seus instrumentos de governo.
Ou querem continuar a viagem cano abaixo?
Felizmente, já vai havendo bastante gente zangada, coisa que não acontecia antes… o que me deixava perplexo, incrédulo, desanimado. As pessoas pareciam mesmerizadas num universo cor-de-rosa, como já descrevia aqui:
http://umjardimnodeserto.nireblog.com/post/2009/09/19/propriedades-psicolagicas-das-cores-a-asfixia-cromatica
Quanto tempo mais irá levar este povo a acordar completamente deste pesadelo?
Comentário por zedeportugal — Fevereiro 7, 2010 @ 17:46
ultimamente são só politi-cusinhos
muito sodomizados
Comentário por balde-de-cal — Fevereiro 7, 2010 @ 17:49
Para colocar a coisa em linguagem que o português comum perceba, Sócrates está a fazer ao país o que o Vale e Azevedo fez ao Benfica (ou o que o João Loureiro fez ao Boavista, para citar um caso que, como boavisteiro, me diz respeito). Não só leva o país à bancarrota como, pelo meio, serve unica e exclusivamente os seus interesses próprios e os do seu núcleo duro. E se isto é evidente, cristalino, então a única solução possível que protege minimamente a nação é a exigência da demissão imediata do primeiro-ministro. Se o sistema político não percebe isto – e aparentemente não percebe – há meios de o fazer perceber, desde logo, sendo possível organizar petições ou manifestações que juntem centenas de milhares de portugueses revoltados e firmes no mesmo propósito de devolver alguma decência ao Estado. Se o fazem contra o congelamento dos seus salários ou contra o casamento gay também o podem fazer quando é tão só o regime político que apodreceu nos últimos anos de forma insustentável ao ponto de nos questionarmos se vivemos num país europeu, democrático e respeitador dos direitos fundamentais dos cidadãos.
Comentário por José Barros — Fevereiro 7, 2010 @ 18:16
Quem se mete connosco, leva!
http://c4.ac-images.myspacecdn.com/images02/54/l_9b63a24f20dc428bb1b533affd9aebff.jpg
Comentário por Osório — Fevereiro 7, 2010 @ 18:34
LA
Não fique assim, o país não está lá grande coisa é verdade, mas ainda há quem se preocupe, quem esteja disposto a investir os neurónios numa alternativa a “isto”.
Às vezes é preciso que tudo o que apodreceu venha à tona para que esteja visível. É a fase em que estamos agora. Não é agradável, mas é necessária. Os mais ingénuos e os cépticos precisavam de ver tudo, de ver aquilo em que apostaram, de perceber que apostaram mal, e aprender de uma vez por todas a apostar nas propostas mais saudáveis e viáveis.
É certo que haverá sempre “propostas indecentes”, sede insaciável de poder, ambições desmedidas e inadequadas. O importante é que os eleitores aprendam a distinguir as propostas que respeitam os cidadãos e uma cultura democrática.
Comentário por Ana Silva Fernandes — Fevereiro 7, 2010 @ 20:24
Por este caminhar,e tendo em conta o que sescreve,no Portugal de hoge,os anos não contam para a frente.Contam para trás.E como correm tão depressa…parece que nem têm 365 dias.Não estamos longe de 1926.
Depois não se queixem,aonde deixaram levar Portugal estes aprendizes de politicos. Vamos a ver,e ainda vamos houvir gritar bem alto..Ó TEMPO VOLTA PARA TRÁS. Por-que baixinho já se houve mormurar.
Comentário por O fantasma — Fevereiro 8, 2010 @ 09:23
Luís, o ‘eles’, no entender do Luís Delgado, somos todos nós. Uns decidem e outros comentam. A culpa já é de todos.
Comentário por André Abrantes Amaral — Fevereiro 8, 2010 @ 11:24