O Insurgente

Janeiro 14, 2010

Prometeu, cumpriu!

Filed under: Economia,Internacional,Política — Nuno Branco @ 21:05

Na Venezuela vive-se o verdadeiro socialismo, nada como esta coisa desavergonhada que dá pelo nome de José Sócrates em Portugal. Quando Chavez promete algo, é mesmo para cumprir, ou seja, mais de 70 lojas foram já fechadas por terem aumentado os preços (medidos em bolinares)  por algo tão insignificante como a medida de Chavez desvalorizar a moeda. Provavelmente a desculpa mais parva de sempre para subir o preço de algo.

Infelizmente, lá como cá, existem campanhas negras. Também lá acontecem nos centros comerciais mas com efeitos diferentes: prateleiras vazias.

The news came as Venezuelans rushed to empty supermarket shelves of televisions, refrigerators in anticipation that prices would soar for imported items.

Leitura Complementar: Venezuela: o custo de ignorar os erros do passado e Que caminho para a Venezuela?

Tudo pela Pátria!

Filed under: Diversos — Rodrigo Adão da Fonseca @ 18:48

As coisas que os “Abrantes” têm de escrever para poderem pagar as contas no fim do mês. Começo a ter pena desta gente:

A credibilidade é dos bens mais preciosos do nosso tempo. E, apesar da sem-vergonhice que assolou o mundo financeiro (com ramificações noutras esferas, como a da política), não deixa de impressionar como aqueles que falharam em toda a linha na crise de que agora começamos a sair tenham a lata, sim, a lata, de virem apontar o dedo a quem tudo fez para resolver a crise.

Chavez, we love you

Filed under: Diversos — Rodrigo Adão da Fonseca @ 17:43

O país “não tem dinheiro”, mas a EDP exporta anualmente fortunas.

Agora, acaba de anunciar um investimento de 4 mil milhões de euros na Escócia. Estamos a falar de valores próximos do custo do novo aeroporto de Lisboa.

Se a EDP fosse uma empresa puramente privada, poder-se-ia, quando muito, questionar o seu sentido de responsabilidade social.

Como o Estado detém lá uma “golden share”, seria interessante saber o que pensa disto o Governo de Portugal.

Fico a aguardar que alguma televisão ou jornal faça a pergunta.

Quem escreve este disparate total é um dos mais conhecidos e famosos “Abrantes”, o João Pinto e Castro. A EDP é uma empresa privada, que actua em inúmeros mercados, e cujos donos são milhares de accionistas que o que desejam é que o seu capital seja aplicado de uma forma eficiente. Atrevo-me até a afirmar que boa parte do investimento em questão será obtido por via de dívida, pelo que o empréstimo dependerá da viabilidade do projecto, representando, para a nossa economia, uma exportação de know-how.

Um dia destes, e mantendo-se esta linha, vamos ter no Jugular uma defesa expressa das medidas económicas de Hugo Chavez.

Twilight Zone

Filed under: Diversos — Rodrigo Adão da Fonseca @ 17:21

“Não questiono os problemas de tesouraria e de falta liquidez das empresas portuguesas, sobretudo PME’s. Mas alguém de bom senso acha que as empresas não investem por causa do prazo de devolução de IVA, da taxa social única e da carga "fiscal elevada"? Será assim tão difícil de entender que quando falamos de decisões de investimento essas variáveis têm pouco ou nenhum impacto?”>Não questiono os problemas de tesouraria e de falta liquidez das empresas portuguesas, sobretudo PME’s. Mas alguém de bom senso acha que as empresas não investem por causa do prazo de devolução de IVA, da taxa social única e da carga “fiscal elevada”? Será assim tão difícil de entender que quando falamos de decisões de investimento essas variáveis têm pouco ou nenhum impacto?

Eu gostava de saber em que empresas as “decisões de investimento” não dependem dos problemas de tesouraria, e dos encargos com impostos e com encargos sociais. O João Galamba, com este post, mostra que em matéria de aderência ao real vive na twilight zone.

Meu artigo para o Instituto Francisco Sá Carneiro

Filed under: Comentário,Nanny State Watch,Política,Portugal — André Abrantes Amaral @ 16:55

A par do artigo da Ana Margarida Craveiro, foi hoje publicado um meu texto texto para o Instituto Francisco Sá Carneiro, intitulado ‘A liberdade nos pormenores‘.

(mais…)

Anatomia de uma fraude (2)

Filed under: Media,Nanny State Watch,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 16:00

A agenda escondida e a agenda assumida. Por Rui Crull Tabosa.

Leitura complementar: Anatomia de uma fraude.

Como é que se diz “bolha” em chinês?

Filed under: Economia,Internacional,Política — Miguel Noronha @ 15:57

Bloomberg

China’s economy is overheating as asset bubbles and inflation pressures build, posing a “major risk” to global growth, the World Economic Forum said.(…)

China’s property prices rose at the fastest pace in 18 months in December, highlighting the government’s struggle to rein in speculation while maintaining economic growth, data showed today. The nation’s authorities this week raised the proportion of deposits that banks must set aside as reserves in a bid to cool the economy.

“The Chinese economy is in the process of overheating,” Hofmann said. “The result of the monetary stimulus was a credit expansion of 30 percent in a year alone,” and “large cities like Shanghai and Beijing saw houses price increase more than 60 percent in 2009 alone.”

Ainda a propósito da China e de políticas keynesianas, leiam este post de Mario Rizzo acerca das críticas de Paul Krugman à política cambial chinesa.

Fiat Civitas!

Filed under: Media,Nanny State Watch,Política,Religião — Miguel Botelho Moniz @ 15:15

No princípio, Deus criou o céu e a terra.
E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus movia-se sobre a face das águas.
E disse Deus: Haja Estado; e houve Estado.
E viu Deus que era bom o Estado; e fez Deus separação entre o Estado e as trevas; e criou Deus o SNS e a GNR.
E depois, das trevas, vieram os privados concorrer com o Estado.

A relação do socialismo moderno com o movimento de capitais

Filed under: Economia — Carlos Guimarães Pinto @ 15:07

Se um investidor estrangeiro tenta adquirir numa empresa em Portugal, o socialista acha mal porque nos estão a levar os centros de decisão para o estrangeiro. Se uma empresa portuguesa investe no estrangeiro, o socialista também acha mal porque nos estão a levar o dinheiro para o estrangeiro. Para um socialista, o país só melhora se o “estrangeiro” estiver disposto a trazer dinheiro sem pedir nada em troca, ou então a vender activos a preço zero. Infelizmente para nós, o “estrangeiro” não está para isso. Campanhas negras é o que é…

Quando a realidade desmente o discurso oficial (2)

Filed under: Economia,Internacional,Portugal — BZ @ 15:03

Bloomberg (meus destaque e link):

The cost of insuring against default by Greece and Portugal rose amid concern that government funding costs will soar as investors demand higher yields for lending to countries burdened by deteriorating public finances.

(…)

Credit-default swaps on Alpha Bank SA, Greece’s third- largest bank, jumped 31 basis points to 356.5, according to CMA. Contracts on Banco Comerical Portugues SA, Portugal’s second- biggest bank, climbed 12.5 basis points to 95, and Banco Espirito Santo SA, the country’s biggest lender, rose 9 basis points to 113.5, CMA prices show.

Quando a realidade desmente o discurso oficial

Filed under: Economia,Política,União Europeia — Miguel Noronha @ 14:28

O primeiro-ministro grego, George Papaconstantinou disse que está a ser difícil recuperar a confiança dos investidores no relativamente ao controlo do défice orçamental

LEITURAS COMPLEMENTARES: O mentalista; O Mentalista (2)

O 3.º segredo de Fátima

Filed under: Diversos — Rodrigo Adão da Fonseca @ 13:00

Afinal, o 3.º segredo de Fátima reside em saber-se quem é, afinal, o “Miguel Abrantes”. O Eduardo Pitta, parece, é o único que recorrentemente afirma que já o viu. O Bruno Reis assume que no Câmara Corporativa escrevem “dezenas de pessoas”. O Carlos Santos começa a fazer a sua travessia para Damasco, e com claro sentido ecuménico, tenta aproximar Keynes de Hayek. Eu começo a achar tudo isto um bocado bizarro, e fico com a sensação, parafraseando o blogue dos anónimos ao serviço do socratismo, “isto vai acabar mal”.

O mentalista (2)

Filed under: Economia,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 10:03

João Miranda

É esta a mentalidade subjacente ao investimento público: as expectativas, mesmo que absurdas e megalómanas, são consideradas mais importantes do que os custos do projecto. Não interessa se um projecto tem custos elevados, desde que se tenha fé suficiente de que terá resultados maravilhosos.

Só os empresários que querem sabotar a grande obra do PS é que se preocupam com coisas comezinhas como o custo de cada posto de trabalho ou os custos directos e indirectos induzidos pela elevada carga fiscal. Ou, como diz o outro, “nunca vi um pessimista criar um posto de trabalho”. A realidade tornou-se dispensável.

Como é evidente, entramos há muito no domínio do puro nonsense e já não há forma de sair.

LEITURA COMPLEMENTAR: O mentalista

Dezenas de “abrantes”

Filed under: Blogosfera,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 09:11

Um lapsus linguae do Bruno Cardoso Reis

Parece-me igualmente lamentável JPP lançar sobre blogues em que escrevem dezenas de pessoas - como o Câmara Corporativa, o Jugular, ou o Aspirina B

Janeiro 13, 2010

Anatomia de uma fraude

Filed under: Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 23:34

Em Portugal, quase tudo é possível, mas mesmo assim espero que as notícias que têm vindo a sair nos media não sejam uma forma de preparar o terreno e sinalizar o que seria uma gigantesca e lamentável fraude política:

PS admite adopção no casamento homossexual
Gays: PS admite adopção
Gays: Parlamento deve retirar proibição da adopção, diz BE

They Live!

Filed under: Blogosfera — Helder Ferreira @ 23:33

O Miguel Abrantes existe. Um autêntico trinta e um.

Quem vier a seguir que pague a conta… (2)

Filed under: Economia,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 23:27

Sem recuo. Por Gabriel Silva.

Os socialistas em quatro anos aumentaram impostos, aumentaram a eficiência fiscal, recorreram todos os anos a significativas receitas extraordinárias e desenvolveram com mestria a desorçamentação.

Por seu lado, também a despesa aumentou todos os anos. Mas em valor inferior ao crescimento da receita. Com esse curriculum, continuam a todo o custo a querer vender a ideia de que «endireitaram as contas públicas»…

Moody`s: Portugal e Grécia ameaçados por «morte lenta»

As economias portuguesa e grega estão cada vez mais equiparadas nas análises dos especialistas. Agora é a Moody`s que avisa para a possibilidade dos dois países enfrentarem o risco de «morte lenta».

Em causa está a necessidade de dedicar uma parcela crescente da produção nacional ao pagamento de dívidas e dos respectivos juros, diz a agência de notificação de risco, citada pela Bloomberg.

Leitura complementar: Quem vier a seguir que pague a conta…

Pornografia política

Filed under: Economia,Justiça,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 23:19

Um caso relativamente menor, mas que acaba por ser um retrato de um país e da forma como se faz política nesse país: Red Bull Race: Lisboa «dá» milhões

«As câmaras do Porto e Gaia pagavam um valor fixo de 800 mil euros ¿ 400 mil cada ¿ por dois anos de realização da corrida no Rio Douro. Lisboa, juntamente com os restantes parceiros, pagará 3,5 milhões de euros por um ano», explica António Monteiro.

Deste valor 50 por cento é avançado pela autarquia de Lisboa, 25 por cento pela Câmara de Oeiras e 25 por cento pela própria ATL.

«Mas vai pagar muito mais do que isso», acrescenta a mesma fonte. «No Porto, a Red Bull Race assumia as despesas de segurança, pública e privada, dos bombeiros e das infraestruturas. Na capital, serão as autarquias e o turismo de Lisboa a assumir esses gasto, que apesar de enumerados na proposta, não foram contabilizados», acusa.

E como se não bastasse, «além de garantir patrocínios no valor de 3,5 milhões de euros, isenta de taxas a publicidade da Red Bull ¿ algo que não acontecia no norte ¿ e “dá” as receitas da publicidade à empresa privada. Há uma cláusula no contracto a garantir isso», lamenta ao tvi24.pt o vereador democrata-cristão.

Leitura complementar: Posts sobre a Red Bull Air Race n’O Insurgente.

À falta de coisas importantes para discutir, o país político dedica-se às presidenciais

Filed under: Colunas,Comentário,Media,Política,Portugal,Semana Política — Bruno Alves @ 19:17

Manuel Alegre deu, este fim-de-semana, uma entrevista ao Expresso, mais uma oportunidade para falar longamente sobre o assunto que mais gosta, ele próprio (entre a entrevista e as fotos de Clara Pinto Correira em “êxtase sexual”, que fizeram as delícias de metade do país, e encheram de pesadelos o sono da outra metade, na qual me incluo, não houve grande diferença). A dada altura, o ex-deputado dizia que Cavaco Silva “sabe gerir os silêncios, mas não sabe gerir a palavra”, o que mostra que, se é verdade que o júri ainda está à procura de um veredicto acerca de se Alegre sabe gerir a palavra ou não, pelo menos fica claro que não sabe dar grande sentido às ditas.

Mas deixemos as graças de lado, até porque Alegre não merece ser gozado, pois cumpre um papel importantíssimo na manutenção da paz e tranquilidade na sociedade portuguesa. Se não fosse ele, e o seu gosto em mostrar que nada tem para dizer, o que teria sido dos jornalistas esta semana? Findo (por agora) o festival do casamento gay, centenas de jornalistas e comentadores entraram em pânico, sofrendo profundos e severos ataques de ansiedade por terem ficado sem assunto sobre o qual terem milhares de opiniões, nenhuma dela fundamentada. Teriam que se preocupar com o défice? Fazer reportagens sobre a sustentabilidade (ou falta dela) da Segurança Social? Limitar-se-iam a entrevistas a Pedro Passos Coelho, outro homem visivelmente apaixonado por si próprio? Esta última hipótese não preocupava especialmente a redacção do Diário de Notícias, que não tem feito outra coisa nos últimos tempos, mas certamente não fazia as delícias dos restantes. Felizmente, Alegre resolveu falar, e daquele conjunto de sons mal articulados, logo os jornalistas fizeram brotar um assunto de “debate”: as presidenciais de 2011.

Diga-se de passagem (e muito, muito, a contragosto) que o tema não é totalmente descabido. Dada a situação política actual, as eleições presidenciais de 2011 poderão ter um impacto significativo na realidade política (embora, dado o adormecimento que parece agradar a todos nós, o mais provável é que fique tudo exactamente na mesma). Mas o que excita os jornalistas (que, no entanto, não exibem fotos disso em galerias de Cascais) é mesmo a eterna dúvida “será que Alegre se candidata?”, e as intrigas palacianas que ela acarreta, especialmente tratando-se do PS, onde estas coisas têm sempre um certo fascínio, só superado pelas do PSD (quem tem Santana Lopes consegue sempre oferecer outra magia).

Gente mais sensata, como o Luciano Amaral, também se preocupou com as presidenciais de 2011. Diz o Luciano que a “última coisa de que o primeiro-ministro gostaria” seria “ter de lidar com um Presidente Alegre. Ora, é esse mesmo o outro real candidato a perfilar-se no horizonte. Um Presidente Alegre tornaria Sócrates refém da maioria parlamentar de esquerda (ou pelo menos da quase-maioria com o BE), o caminho certo para a sua irrelevância ou para o fim da sua credibilidade governativa. Onde chegamos a uma situação interessante. Entre a penúltima” (ter de lidar com Cavaco silva novamente) “e a última coisa de que menos gostaria, talvez o primeiro-ministro devesse preferir a primeira, o que reeditaria as circunstâncias das últimas presidenciais: apoio oficial a um candidato de esquerda e multiplicação de sinais mostrando que se preferiria o de direita. Sócrates bem esperneia, mas, na ausência de uma invenção catastrófica, ainda vai ter de acalmar o seu tom com o Presidente.”

Não discordando da análise do Luciano, falta-lhe uma outra hipótese, sobre a qual em tempos já escrevi: Sócrates avançar ele próprio contra Cavaco Silva. O resultado das últimas eleições, e a atmosfera de cortar à faca da política portuguesa nos últimos tempos, fazem-me ver tal cenário como cada vez mais provável: sem maioria absoluta, Sócrates ou governava em minoria ou com uma coligação com um qualquer partido que lhe será pouco menos que hostil (CDS ou BE). Descanso, era coisa que nunca teria (nem terá) fizesse o que fizesse. Eleições antes do tempo serão praticamente inevitáveis. O potencial de conflito com o presidente é enorme, e a melhor desculpa que o PS poderá usar para se vitimizar, estratégia indispensável em eventuais eleições antecipadas. E nada melhor para radicalizar esse conflito com o Presidente, e assim recorrer à única estratégia que poderá salvar o PS na difícil conjunutra que o espera, será Sócrates candidatar-se ele próprio à Presidência, para remover a “força de bloqueio” (aposto mesmo que este será o termo usado) que “impedirá o PS” de “dar futuro a Portugal”. Se a política portuguesa chafurdou na lama nos últimos anos, agora será muito pior. O que certamente deixará os jornalistas um bocadinho mais descansados.

100.000

Filed under: Internacional — Carlos Guimarães Pinto @ 18:35

Cem mil foi o número de mortes no Haiti. O mesmo que a Associate Press estima terem morrido em seis anos de Guerra do Iraque e trinta vezes mais mortes que no 11 de Setembro. O sismo põs fim à vida de 1% da população do Haiti. Simplesmente aterrador.

Pontes Keynes-Hayek (numa perspectiva Austríaca)

Filed under: Economia,Teoria,Videos — António Costa Amaral (AA) @ 17:16

Roger W Garrison: Austrian Theory of the Trade Cycle

O mentalista

Filed under: Economia,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 16:04

Temos uma nova teoria. Afinal a (des)culpa pela “morte lenta” da economia portuguesa já não é nem do “modelo exportador da Alemanha”, nem da integração europeia e nem sequer do euro. A culpa é do miserabilismo (e respectivos “miserabilistas”). Se não lhes ligarmos, as más notícias desaparecem como por magia. Provavelmente.

Submissões

Filed under: Nanny State Watch,Política — Miguel Noronha @ 15:12

Artigo de Fernando Gabriel no Diário Económico

Teremos de aceitar a escolha entre uma submissão total à vigilância ou ao terror? Não. Os mecanismos de vigilância criados depois dos atentados de 2001 falharam, pelos mesmos motivos que irão falhar as novas medidas já anunciadas: geram volumes intratáveis de informação não selectiva, insusceptíveis de definir uma partição entre potenciais terroristas e vítimas. Abdulmutallab mostrou como é fácil a um radical que consta dos ficheiros do MI5 e que foi delatado pelo próprio pai como suspeito de inclinações terroristas embarcar para os EUA com um visto legal de entrada. Imunes ao absurdo, em resposta à incompetência das agências de informação e segurança, os políticos ocidentais anunciaram um reforço imediato dos meios de informação e de segurança. Como o ocidente já não vive no cenário ‘chiaroscuro’ do neo-conservadorismo, a generalidade da imprensa tossiu umas irrelevâncias sobre o assunto e ignorou por grosso mais um grande salto em frente na direcção da hiper-vigilância.

A hipocrisia ideológica conjuga-se com a recusa em assumir o combate firme ao terrorismo pela via militar para exagerar o risco terrorista e justificar o reforço indiscriminado da vigilância, sob o pretexto de garantia “absoluta” da segurança. Convinha não esquecer que uma sociedade absolutamente segura é uma sociedade absolutamente controlada -uma prisão, seja qual for o eufemismo em voga

Convidar a raposa para o galinheiro

Filed under: Nanny State Watch,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 11:50

Perante a evolução do número de afectados, a Associação Portuguesa de Diabéticos [APD] “denuncia o falhanço do Estado na prevenção”. Se por “falhanço” entendesse a incapacidade do Estado em controlar variaveis que estão fora do seu alcança (uma imagem de marca do estado social) não poderia estar mais de acordo. Infelizmente não é esse o caso. A APD acha que grande parte da falha estará na prevenção. Isto apesar das inúmeras campanhas de esclarecimento, regulamentos publicitários e restrições impostas nos menus escolares. Neste ponto convém relembrar que, em muitos casos, a origem do diabetes está na incapacidade em manter uma dieta saudável. Uma decisão puramente individual. Ao convidarmos o Estado a reforçar o seu papel neste domínio estamos a convidá-lo a entrar na nossa casa e a abrir espaço a novos sin taxes. Para além disso a APD está a ilibar e desreponsabilizar os pais e educadores a pedir que nos tratem a todos como crianças. Algo que os socialistas de todos os partidos adoram fazer.

Dois pesos, duas medidas

Filed under: Política,Portugal — Miguel Noronha @ 10:22

Como já aqui tinha dito, se algum privado tivesse este tipo de comportamento iria ter graves problemas.

Para evitar surpresas desagradáveis…

Filed under: Economia,Política,Portugal,União Europeia — Miguel Noronha @ 09:54

“Grécia volta a tremer…aviso à navegação” de Tavares Moreira (Quarta República)

A Comissão Europeia informou hoje (i) que as contas da Grécia para 2009 não são “ainda” verdadeiras e (ii) que o esforço de ajustamento orçamental exigível em 2010 terá de ser superior ao previsto…

Quanto ao primeiro ponto, parece que o défice de 2009 poderá pois ultrapassar os indicados 12,7% do PIB, podendo chegar a 14% ou até mais…e parece também que a dívida pública será mais elevada do que teria sido reportado. Uma enorme confusão, em suma, que embora de natureza histórica condiciona naturalmente as projecções feitas para 2010 e seguintes…

A segunda questão é mais delicada (para além de condicionada pela primeira) e significa que o Orçamento para 2010 aprovado pelo Parlamento grego em Dezembro não é credível nem suficiente para corrigir o desequilíbrio das finanças públicas – o que aliás se pressentia, face ao limitado coro de protestos que se seguiu à sua aprovação…(…)

Por cá, na curiosa azáfama pré-orçamental que se vive por estes dias, seria bom que se fosse dando a devida atenção ao processo da Grécia…nomeadamente a oposição, se é que tem reais “ganas” de chegar ao poder em prazo não muito longo e queira começar a pensar nas eventuais “surpresas” com que possa ser defrontada…conviria que “surpresas”, se as houver, sejam “surpreendidas” quanto antes…

Em suma, espera-se que saibamos aprender com este processo e com as atribulações da Grécia, para perceber melhor o que nos cumpre fazer…e não fazer. Um bom aviso à navegação, pois…

Mais uns milhões pelos ares

Filed under: Desporto,Economia,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 08:56

Depois dos casos dos estádio de Aveiro e Leiria. agora são as Câmaras de Faro e Loulé que se dizem incpazes de suportar os custos de manutenção do estádio do Algarve. Para já vão despedir a maior parte dos funcionários. Não deve demorar muito até colocarem a hipótese de o implodirem. Custou uns miseros 65.5 milhões de euros.

Para ser ter uma noção da irresponsabilidade, ainda em Maio passado se colocava a hipótese de ampliar o estádio.

A caixa de pandora está a abrir-se?

Filed under: Diversos — Rodrigo Adão da Fonseca @ 03:29

Começa a ser evidente que a caixa de pandora sobre os “anónimos” que a partir da net fazem o trabalho sujo de levar a cabo a marcação pessoal a quem discorda do governo está prestes a abrir-se. Fica também a sensação, pelo que se lê hoje na Regra do Jogo, que há muita gente que está devidamente instruída para veicular as posições do governo, e que isso é feito de uma forma organizada e centralizada, quiçá em alguns gabinetes ministeriais. Seria grave se nos apercebermos que há dinheiros públicos e gente a soldo para, sob a capa de um suposto anonimato, ou da áurea de “independente”, promover propaganda do governo.

Desde sempre que fui intransigente na crítica à escumalha do Câmara Corporativa, ou à utilização profissionalizada de blogues sob um manto de suposta independência. Fico a assistir de camarote aos próximos capítulos.

PS: Caro Carlos Santos, sendo o pedido de desculpas sincero – e, desta vez, não tenho a menor dúvida que é o caso – ele é sempre aceite. Sem reservas.

Janeiro 12, 2010

Free-Banking

Filed under: Economia,Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 22:00

O Debate (intra-”austríaco”) Padrão-Ouro Reservas 100% versus Free-Banking

Reverter o processo de estatização do casamento

Filed under: Cultura,Internacional,Nanny State Watch,Política,Portugal,Religião — André Azevedo Alves @ 20:21

Jeffrey Tucker (via CN: A separação do casamento do Estado):

The idea of a marriage license in England was unknown before 1753, and it only gradually took hold in the U.S. in the 19th century. Traditionally, throughout the whole of human history, very few societies have seen marriage as a civil action; it was regard as a religious rite contracted by the affected parties and the disputes arising from it were adjudicated by ecclesiastical courts. It is a measure of the statism of our times that nearly everyone who speaks out on this issue believes that the state itself must either approve or deny gay marriage, so, as in all things, the involvement of the state here has created insoluble divisions and arguments. The only libertarian way forward is the completely privatization and decentralization of marriage.

A ler

Filed under: Internacional — André Abrantes Amaral @ 16:20

The American Blanket. Artigo de Bernardo Pires de Lima, na Majalla Magazine desta semana.

Economics 101: Moral Hazard

Filed under: Economia,Nanny State Watch,Política,Teoria,Videos — Miguel Noronha @ 15:17

O primeiro video de uma serie produzida pelo Center for Freedom & Prosperity.

Da minarquia à anarquia

Filed under: Blogosfera — Miguel Noronha @ 14:23

Provavelmente não tinham dado por nada. O Rui encerrou o Minarquista e mudou-se para o Sem Governo.

Conselho da Europa investiga falsa pandemia da gripeA

Filed under: Diversos — elisabetejoaquim @ 14:23
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Segundo o presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, Wolfgang Wodarg, a campanha da “falsa pandemia da gripe, criada pela OMS e outros institutos em benefício da IF, é o maior escândalo do século na Medicina”:

In order to promote their patented drugs and vaccines against flu, pharmaceutical companies influenced scientists and official agencies, responsible for public health standards to alarm governments worldwide and make them squander tight health resources for inefficient vaccine strategies and needlessly expose millions of healthy people to the risk of an unknown amount of side-effects of insufficiently tested vaccines.

Só Portugal gastou até Dezembro passado 90 milhões de euros, 45 milhões dos quais em vacinas.

Só falta investigar as relações entre “os responsáveis pela saúde pública” e os governos.

Confusos?

Filed under: Ambiente,Religião — Carlos Guimarães Pinto @ 13:39

A Palmira Silva apresenta no Jugular as declarações de um membro do IPCC defensor da teoria do aquecimento global antropogénico, onde este afirma que afinal o que vai existir nos próximos anos é um arrefecimento global de causas naturais. Este arrefecimento global acontece devido a um fenómeno natural que ocorre no Oceano Atlântico, pelo que a Palmira conclui o seu post defendendo que cabe ao Homem fazer algo para salvar os oceanos e linka um texto em que descreve um exemplo de poluição no Oceano Pacífico.

Por estas e por outras é que eu não estudei teologia.

What if american most talented went on strike?

Filed under: Nanny State Watch,Política,Teoria,Videos — Miguel Noronha @ 13:26

“Atlas Shrugged Special” no programa de John Stossel (parte 1)

Partes 2, 3, 4, 5 e 6.

Incentivos externos à boa governação

Filed under: Economia,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 11:16

As agências de ‘rating’ estão de olhos postos no Orçamento do Estado para 2010 e no Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) que o Governo vai apresentar em Bruxelas, no final do mês de Janeiro, para decidir se vão penalizar o custo da dívida portuguesa.

Os ‘credit default swaps’ (CDS) – instrumentos que servem como uma espécie de seguro, caso determinada entidade falhe o pagamento das suas dívidas – das obrigações portuguesas a cinco anos voltaram ontem a ultrapassar os 100 pontos base, pela primeira vez desde Março do ano passado. É mais um sinal de alerta, a juntar ao aviso da Moody’s (ver texto ao lado), para que o Governo tome medidas sérias de consolidação, sob pena dos mercados continuarem a penalizar o custo da dívida nacional.

Grécia segue o (mau) exemplo argentino

Filed under: Economia,Livros,Nanny State Watch,Política,União Europeia — Miguel Noronha @ 11:07

Um artigo do Financial Times faz o paralelo entre a situação actual da Grécia e a da crise argentina nos anos 90.

Having spent a career studying emerging market economies at the International Monetary Fund and on Wall Street, I have seen more than my share of supposedly immutable fixed exchange rate arrangements come unstuck. I have also observed at close quarters the rather well-defined and predictable stages through which countries go as their currency regimes unravel. This experience informs me that, much like Argentina a decade ago, Greece is approaching the final stages of its currency arrangement. There is every prospect that within two to three years, after much official money is thrown its way, Greece’s euro membership will end with a bang.

É tempo de reler “The Sorrows of Carmencita” de Mauricio Rojas.

O acordo de Isabel Alçada vai sair muito caro ao país

Filed under: Economia,Educação,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 01:06

Fora do coro. Por Vital Moreira.

Não acompanho a congratulação geral pelo acordo entre o Ministério da Educação e os sindicatos dos professores. Quando se cede em quase tudo, como sucedeu do lado governamental, é fácil concluir acordos. Quando se busca “a outrance” a concordância dos interessados, é sempre a parte pública que perde.

(…)

É evidente também o forte impacto deste regime sobre as finanças públicas e sobre o sistema de pensões, numa época em que a contenção da despesa pública vai estar na ordem do dia nos próximos anos.

A realidade alternativa do eco-alarmismo (2):do aquecimento global ao arrefecimento global

Filed under: Ambiente,Economia,Educação,Internacional,Media,Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 00:38

30 Years of Global Cooling Are Coming, Leading Scientist Says

From Miami to Maine, Savannah to Seattle, America is caught in an icy grip that one of the U.N.’s top global warming proponents says could mark the beginning of a mini ice age.

Oranges are freezing and millions of tropical fish are dying in Florida, and it could be just the beginning of a decades-long deep freeze, says Professor Mojib Latif, one of the world’s leading climate modelers.

Latif thinks the cold snap Americans have been suffering through is only the beginning. He says we’re in for 30 years of cooler temperatures — a mini ice age, he calls it, basing his theory on an analysis of natural cycles in water temperatures in the world’s oceans.

(via Gabriel Silva)

Leitura complementar: A realidade alternativa do eco-alarmismo; A magnitude da ignorância subjacente ao alarmismo climático; Eles têm resposta para tudo; Posts sobre ClimateGate n’O Insurgente; Barreiras Lógicas.

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