O Insurgente

Janeiro 22, 2010

Acordo PS-CDS e breves notas sobre o PSD

Filed under: Comentário,Política,Portugal — André Abrantes Amaral @ 11:00

O Adolfo Mesquita Nunes criticou a minha análise às negociações orçamentais que juntaram PS e CDS à mesma mesa. Se concordo com o essencial do que o Adolfo escreveu, já denoto que ele não compreendeu o fundamental do que defendi.

O CDS está a negociar o orçamento com o governo por dois motivos: Em primeiro lugar, porque representa vários sectores muito específicos do eleitorado e tem todo o interesse (legítimo, diga-se) de os defender. Daí ser um partido com temas caros, como sejam a segurança, o apoio às famílias numerosas e a agricultura. Ao CDS cabe dirigir-se ao seu eleitorado e mostrar que cumpriu. Já quando se vira para país, tal não sucede. A razão está em que partidos pequenos, sejam de direita ou de esquerda, para pouco mais servem que negociar trocos e esperar algumas migalhas. Ora, perante o abismo em que Portugal se encontra (e não estou a exagerar), isto não chega. Melhor ainda: não serve.

Chegamos agora ao segundo motivo que levou os centristas a negociar com os socialistas e que é a inépcia do PSD.

Caso o PSD tivesse um programa bem definido e alternativo ao PS (como deveria ter sido apresentado nas últimas legislativas), que defendesse uma mudança de modelo governativo e de modelo de desenvolvimento, um programa bem estudado pelos seus pares, caberia ao PSD não aprovar qualquer orçamento socialista, sob o pretexto de não querer pactuar com o agravamento da situação calamitosa em que o país se encontra e mostrar-se pronto para eleições. Assim não sendo, prepara-se para se abster.

Fosse o PSD liderado por uma equipa capaz, com visão e planeamento estratégico e o CDS via-se obrigado a ser cúmplice do PS ou a se encostar ao PSD. Entre os social-democratas há muito medo em mudar de discurso, por receio de se perderem as benesses conquistadas e nunca mais se chegar ao poder. A verdade vem precisamente no sentido contrário: quanto mais depressa o PSD apresentar um corte com o passado, mais cedo regressa ao governo. E aqui chegamos ao ponto essencial, porque o PSD, sendo um partido mais abrangente, alcançará o poder não para levar a cabo políticas sectoriais que satisfaçam uma parte do eleitorado, mas encarar o governo do país como um todo. A minha crítica ao CDS está, pois, não na forma como se tem comportado, mas no dilema de pouco mais conseguir fazer que isto. E ‘isto’, como referi, é nada.

Os abrantes e a vocação para a peixeirada

Filed under: Blogosfera,Insurgentologia,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 00:42

Rodrigo,

Acho que devias aproveitar esta simpática sugestão da jugular Ana Matos Pires. Se lhes prometeres robalos frescos, aposto que os abrantes – mesmo os mais cobardolas – aparecem no almoço.

É que, como demonstram as discordâncias internas no Jugular, ser ou não ser abrantes é em boa medida uma questão de estômago

Leitura complementar: Virando o bico ao prego; abrantes, abrantes….

Janeiro 21, 2010

E dizia Obama na campanha de 2008 que não era socialista

Filed under: Economia,Política — Maria João Marques @ 23:30

President Barack Obama proposed Thursday new rules designed to restrict the size and activities of the U.S.’s biggest banks, the latest in a series of administration moves to curb Wall Street.

The White House wants commercial banks that take deposits from customers to be barred from investing on behalf of the bank itself—what’s known as proprietary trading—and said the administration will seek new limits on the size and concentration of financial institutions.

Boa escolha

Filed under: Comentário,Política,Portugal — Bruno Alves @ 22:33

Passos Coelho apresentou hoje o seu livro, onde conta o seu “percurso de vida” e dá a conhecer as suas “ideias para o país”. À mesma hora, eu estava noutro local de Lisboa, sem Passos Coelho ou as suas “ideias”, mas a levar com chocolate quente em cima das pernas e a arriscar graves queimaduras. Acho que fiz uma boa escolha.

Peixe Oculto

Filed under: Blogosfera,Insurgentologia,Política,Portugal — Miguel Botelho Moniz @ 22:15

Quem andará a fornecer robalos, ainda por cima estragados, aos jugulares?

Leitura Complementar: Virando o bico ao prego; abrantes, abrantes…; Caro Conselheiro Acácio

Expectativas positivas

Filed under: Cartoons — Nuno Branco @ 19:53

It’s the Wile E. Coyote theory of economics. As long as you never look down after running off a cliff chasing the roadrunner, you can keep treading air. Unfortunately, although the power of positive thinking may help in many ways, it’s of zero use if you continue living above your means and making stupid decisions.

Doug Casey

Caro Conselheiro Acácio

Filed under: Diversos — Rodrigo Adão da Fonseca @ 16:50

Aliás, “Miguel Abrantes”,

Vamos todos fingir que o “João Magalhães” lhe telefonou mesmo, a desafiá-lo a aceitar o convite para o almoço. Vamos todos acreditar que o “Miguel Abrantes” e o “João Magalhães” têm mesmo vergonha de serem vistos na mesma mesa que gente do “povo”

Realmente, há malta, que mal tem acesso a umas ajudazitas de custo e a carros de gama média com motorista, acha logo que ascendeu à elite social, ao ponto de se poder dar a certo tipo de snobeiras. Que coisa tão pouco socialista, recusar um almoço. Não se preocupe, caro Conselheiro Acácio, que aqui a gentinha não se cospe, e sabe comer à mesa. Mais, sou tolerante com quem come com a colher, põe os cotovelos em cima da mesa, e o guardanapo a fazer de baba, para não sujar a gravata oferecida pelo Engenheiro no Natal. Não é preciso ter nem medo nem vergonha.

O convite para almoçar continua em aberto. Está na hora de dar a cara. A bem, ou a mal.

Em alternativa podemos sempre culpar os malvados dos especuladores

Filed under: Economia,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 16:04

Camilo Lourenço

Como se viu ontem nos mercados, (…): os “yields” da dívida pública portuguesa superaram em um ponto percentual os “yields” da alemã, algo que não se vivia desde Junho de 2009. Coisa que só pode ter um significado: os mercados, embora continuem a comprar dívida portuguesa, olham para nós como “o próximo”. É justo? É irrelevante. O que conta são os factos. E eles são indesmentíveis: se a Grécia (a quem a Moody’s não retirou o Outlook negativo, apesar das promessas de corte do défice orçamental) cair, Portugal vai a seguir. Será que alguém no Terreiro do Paço, em São Bento e na São Caetano à Lapa está a prestar atenção aos mercados?

Casamento PS-PP

Filed under: Diversos — Rodrigo Adão da Fonseca @ 15:38

Discordo do Adolfo, neste post, quando afirma que o PSD não se distinguiu do PS na campanha eleitoral. Admito que essa diferença não tenha ficado clara para o eleitorado, mas que havia linhas claras de demarcação – recusa do investimento público, apoio às PME’s, alteração da tributação sobre o património, equiparação do público e do privado em matéria de saúde, discussão sobre uma reforma na segurança social que altere a forma de  capitalização – lá isso, havia, estavam lá para quem as quisesse ler.

Discordo também quando se procura equiparar as propostas do CDS e o PSD em matéria de negociação do OGE 2010. Há diferenças significativas – basta pensar no que pensa o CDS ou o PSD sobre a abolição do pagamento especial por conta, por exemplo.

O CDS de Portas quer ser o partido do OGE, com um grau – parece – de exigência menor do que o PSD. Veremos se o PS pretende ter um consenso mais alargado, indo mais além, incorporando algumas das propostas do PSD, ou se se basta e acomoda nos limites desenhados pelo CDS. Cá estaremos, para a semana, para fazer o balanço.

Crónica de uma morte exagerada (4)

Filed under: Economia,Internacional,Nanny State Watch,Política — Miguel Noronha @ 15:37

Editorial da National Review Online

Scott Brown didn’t just defeat Martha Coakley in the Massachusetts Senate race. He also defeated a hardy band of political clichés. That Republicans can’t win Senate races in deep-blue Massachusetts. That the state is devoted to “the Kennedy legacy.” That the Republican party has become hostage to extremists who would rather lose than support a pro-choice candidate. That the GOP has become a southern regional party. That what Democrats call “health care reform” is a fait accompli. That President Obama has magical powers of persuasion.(…)

Liberals — some of the same people who chalked up Obama’s win to the public’s new zeal for progressivism — blame the economy for the public mood. But is it really high unemployment that has moved the public against the health-care legislation, abortion, and gun control? Remember that just a few months ago the conventional wisdom was that a weak economy would build public support for Obamacare. The Massachusetts race was as close to a referendum on that legislation as can reasonably be imagined, and it lost.(…)

We have no doubt that N[ational] R[eview] will have friendly disagreements with Senator Brown on many issues. But Brown ran on tax cuts, tough interrogations of terrorists, and opposition to a federal takeover of health care and a bank tax. If that is a winning platform in Massachusetts, it will surely be one elsewhere

Agora só lhes falta abandonarem o terrorismo

Filed under: Médio Oriente,Política — Miguel Noronha @ 15:26

O mais alto representante do Hamas na Cisjordânia, Aziz Dwaik, afirmou que o Hamas aceitou o direito à existência de Israel e que está preparado para anular a sua carta que apela à destruição de Israel, segundo um milionário britânico citado pelo diário hebraico anglófono “Jerusalem Post

The most dangerous man in America

Filed under: Internacional,Videos — BZ @ 15:06

Que fazer quando sucessivos Governos mentem aos cidadãos que, supostamente, devem servir? Em relação à guerra no Vietname, Daniel Ellsberg decidiu divulgar os Pentagon Papers:

re: Sobre o acordo PS-CDS

Filed under: Política — Adolfo Mesquita Nunes @ 15:03

O André Abrantes Amaral apresenta, um pouco mais abaixo, uma interessante análise política sobre as negociações entre o Governo e o CDS para efeitos de viabilização do Orçamento de Estado, na qual, em síntese, aponta ao CDS não só a responsabilidade por fazer perdurar a política orçamental deste Governo como igualmente a de não dar o devido retorno aos votos alcançados.

Discordo desta análise por um conjunto vasto de razões a que só valerá a pena voltar quando forem conhecidos os resultados dessas negociações. Por agora destaco apenas aquele que me parece ser o vício original da análise do André, que é o de partir de uma realidade ficcional.

O PSD não só não se apresentou distinto do PS na campanha e nas eleições como, igualmente, nesta discussão orçamental, não conseguiu ainda alinhar uma política de verdadeira ruptura com a política orçamental que tem vindo a ser seguida em Portugal. Se isso estivesse a acontecer, as negociações entre o CDS e o Governo, fossem elas quais fossem, seriam um entrave a essa ruptura. Com razão, Aguiar Branco estaria a dizer aos portugueses que o CDS estava a impedir a mudança de paradigma e a reforma das políticas e a investir no reforço do socialismo. No entanto, como sabemos, Aguiar Branco apenas se veio queixar de ser com o CDS e não com o PSD que o Governo estava a negociar, não se lhe conhecendo (em coerência aliás com o que foi feito em camPanha) uma palavra que seja sobre uma alternativa liberal à política orçamental de esquerda (apesar de o PSD ser também, porque sim e porque quer, de centro-esquerda).

Desta forma, e perante a ausência de uma alternativa orçamental de ruptura, a opção que o CDS tem neste momento (e logo veremos se dela fez bom uso ou não) está entre rentabilizar o seu caderno de encargos (é que, ao contrário do que sucedeu com o PSD, o eleitorado sabe muito bem quais as bandeiras pelas quais o CDS se bateu nas últimas eleições e pode ficar facilmente destrunfado se o PS o acusar de ter rejeitado as várias ofertas de satisfação do mesmo pelo Governo) ou recusar-se a negociar o Orçamento, deixando que outros partidos, como seja o PSD, apareçam a salvar a possibilidade de eleições antecipadas.

Esta opção de avançar com as negociações é claramente discutível politicamente, embora eu concorde com ela. Mas não assume, na minha opinião, os contornos traçados pelo André.

Jacques Martin

Filed under: Comentário,Cultura — André Abrantes Amaral @ 14:23

A confirmar-se o falecimento de Jacques Martin, é mais uma triste notícia deste já muito triste ano de 2010 para a banda desenhada franco-belga. Depois de Tibet (desenhador de Ric Hochet e Chick Bill), desaparece mais um dos grandes autores das histórias aos quadradinhos europeias do século XX.

(Na foto, Hergé e Jacques Martin).

Adenda: Através desta notícia, ficamos a saber que o Público se prepara para publicar a série Alix. Esperemos que sejam todos os álbuns e que não se limitem às reedições das histórias publicadas pelas Edições 70, que os interessados já têm em casa desde os anos 80.

Alegre: unificador ou divisionista?

Filed under: Diversos — Rodrigo Adão da Fonseca @ 12:27

Os nossos media, que andam sempre tão atentos a cada pequena divergência no PSD, têm neste momento na área do PS “pano para mangas”, e mais qualquer coisinha. O nível de acidez nos comentários que se ouvem para as bandas do PS, a favor e contra Manuel Alegre, e as faiscas que se vislumbram nos olhos socialistas, perspectivam tempos interessantes lá para os lados do Largo do Rato. Já se ouvem as facas a serem bem afiadas.

Crónica de uma morte exagerada (3)

Filed under: Economia,Internacional,Nanny State Watch,Política — Miguel Noronha @ 12:01

David Boaz (Cato Institute) sobre a vitória de Scott Brown no Massachusetts

Ainda sobre as presidênciais chilenas

Filed under: Internacional,Política — Miguel Noronha @ 11:15

Carta aberta de Alvaro Vargas Llosa a recém-eleito Sebastian Piñera

Tu elección como Presidente de Chile—me permito seguir tuteándote con afecto hasta el 11 de marzo en que asumirás el mando —está reverberando más allá de tu país

Como algunos amigos hemos tenido oportunidad de ponderar contigo recientemente, el enemigo tradicional de América Latina ha sido (…) la concentración de poder. Ese legado autoritario acabó cristalizando en la radicalización de la izquierda con el terrorismo revolucionario y la radicalización de la derecha con el terrorismo de Estado.

Tu país fue emblemático en ese envilecimiento; a ello se debe que el progreso de Chile lo haya convertido luego en un “país modelo”. La gente alaba su democracia y la reducción de su pobreza. Pero ambos son hijos de un fenómeno más esencial: la paulatina limpieza moral de la izquierda y la derecha. Los gobiernos de los últimos veinte años renunciaron a la ideología de Salvador Allende, que condujo al régimen de asesinos de Augusto Pinochet.(…) (mais…)

Quatro dias de extrema lealdade, competência e dedicação

Filed under: Política,Portugal — Miguel Noronha @ 09:53

(via Albergue Espanhol)

ADENDA: Erro mau. Afinal sempre foram algo mais que 4 dias.

Proteccionismo medicinal

Filed under: Nanny State Watch,Política — Miguel Noronha @ 09:26

Público

O bastonário da Ordem dos Médicos alertou hoje, no Parlamento, para o perigo de se poderem “pôr em causa” expectativas de jovens e até lançar médicos para o desemprego com o aumento das vagas nas faculdades de Medicina.

Felizmente, em Portugal a escolha do curso superior é ainda uma decisão voluntária e ninguém pode obrigar terceiros a fornecer-lhe colocação profissional. Compreendo que o Sr bastonário queira garantir os rendimentos da sua guilda mas nós não temos que satisfazer os seus caprichos proteccionistas.

Crónica de uma morte exagerada (2)

Filed under: Internacional,Política — Miguel Noronha @ 09:01

Nuno Gouveia

[O]ntem a direita americana obteve uma vitória histórica, das mais importantes dos últimos anos, e isso não pode deixar de ser atribuído a Barack Obama e à agenda liberal (no sentido americano) que tem tentado implementar. Com a preciosa ajuda de Nancy Pelosi e Harry Reid. Ainda faltam três anos para o término do mandato, e ainda pode corrigir o tiro de partida.(…)

Não deixa de ser curioso que ainda há um ano davam o Partido Republicano como morto,e já se falava na maioria democrata para os próximos 20 anos. Mas a política é lixada, e quando são as pessoas a escolher, e não académicos ou jornalistas, acontecem estas surpresas. A bem da democracia.

A Edite Estrela…

Filed under: Diversos — Rodrigo Adão da Fonseca @ 01:50

… não era aquela que na RTP nos ensinava os segredos da língua portuguesa?

C O M O  É  P O S S Í V E L  U M A  C O I S A  D E S T A S ?

Janeiro 20, 2010

Por que aumenta o preço da electricidade em Portugal?

Filed under: Economia,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 22:33

Duplopensar. Por João Miranda.

Deputados do PS vão hoje perguntar à ERSE porque é que o preço da energia eléctrica aumenta acima da inflação em PT. A resposta está na política do governo socialista:

a) que apostou em energias renováveis mais caras que são subsidiadas pelo preço ao consumidor;

b) que permitiu a acumulação de um défice tarifário que tem que ser pago.

Haiti cheio de especialistas sem meios

Filed under: Internacional — elisabetejoaquim @ 22:05

Uma reportagem de hoje no telejornal falava do desespero dos médicos obrigados a assitir passivamente à morte de feridos devido à falta de meios básicos.

Sobre a aparente falha de organização da ajuda humanitária no Haiti: os kits de saúde aparecem apenas hoje na lista de doações dos países da UE (a cinzento). Nos dias seguintes ao terramoto a preocupação residiu sobretudo no envio de equipas de especialistas, e depois no envio de materiais relativos ao alojamento provisório da população.

*A equipa portuguesa chegou a 17 com:  Base-camp for 400 persons (44 tents, portable WC, showers mattresses, kitchen kits, hygiene kits, sheets, generators); 10 pers to support the camp, Medical Support team (8 pers), 1 DVI team, 1 coordination team, medical emergency team (8 pax) and 1 AMP

Página permanente sobre a assistência da UE ao Haiti (dados actualizam-se automaticamente) aqui.

Os números americanos aqui.

Depois de um post sobre a religião ateísta, um post sobre a religião obâmica

Filed under: Política,Religião — Maria João Marques @ 17:45

The Roots of Obama Worship, The Weekly Standard.

E agora Obama?

Filed under: Internacional,Nanny State Watch,Política — Miguel Noronha @ 16:59

Não foi só a perda da maioria qualificada no Senado. Alguns democratas começam a questionar a oportunidade de avançar com a reforma na Saúde.

A conhecida rapidez do PGR

Filed under: Política,Portugal — elisabetejoaquim @ 16:55

Pinto Monteiro e o vice-presidente do CSM, juiz-conselheiro Ferreira Girão, foram hoje recebidos na Comissão Parlamentar de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias (1.ª Comissão) para darem a sua opinião técnica sobre o diploma relativo ao casamento homossexual.

Pinto Monteiro apresentou aos deputados uma proposta de nova redacção do artigo, “mais clara e óbvia”, esperando que seja adoptada pelo legislador.

O vice-presidente do Conselho Superior da Magistratura assumiu que a forma como este artigo está redigido «feriu» a sensibilidade do Conselho, e confessou, no final, que ao contrário do que fez Pinto Monteiro, não apresentou uma solução alternativa por «manifesta falta de tempo».

Para o Conselho Superior da Magistratura (CSM), o artigo 3.º do diploma enferma de “dupla inconstitucionalidade”.

Jamé!

Filed under: Política,Portugal — Miguel Noronha @ 16:12

Mário Lino foi sondado pelo Governo para substituir José Penedos como presidente da REN (Redes Energéticas Nacionais) soube o Negócios.

Menos liberdade economica em Portugal

Filed under: Economia,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 16:00

Já foi disponibilizada a edição de 2010 do Index of Economic Freedom, Portugal cai 11 lugares para a 64º posição.

Portugal’s economic freedom score is 64.4, making its economy the 62nd freest in the 2010 Index. Its score is 0.5 point lower than last year, with reductions in five of the 10 economic freedoms. Portugal is ranked 28th out of 43 countries in the Europe region, and its overall score is above the world average.

Reforms have modernized and diversified the Portuguese economy’s productive base. The services sector is now the largest source of employment. Business formation is more efficient and streamlined. Consolidation and restructuring have increased efficiency in the financial sector, which weathered the global financial turmoil relatively well. The judiciary is independent and free of corruption, although resolution of cases is slower than the EU average.

Portugal’s overall economic freedom remains limited by high government spending, low fiscal freedom, and a rigid labor market. Reforms in public finance administration are ongoing. The deficit had decreased to less than 3 percent of GDP but has been rising in recent years. The labor market is highly regulated.

Mais um aviso do mercado (2)

Filed under: Economia,Portugal,União Europeia — Miguel Noronha @ 15:20

Jornal de Negócios

Portugal é um dos países que poderá entrar em incumprimento nos próximos dois anos. Quem o diz é o investidor Marc Faber, célebre por ter aconselhado os investidores a abandonarem as acções norte-americanas antes da segunda-feira negra de 1987.

“Depois de qualquer crise financeira, ocorre uma crise da dívida soberana”, adverte Faber. Os países que se endividaram demasiadamente nos períodos de expansão começam a ter dificuldades em reembolsar os seus credores, podendo entrar em incumprimento, salienta o investidor em entrevista à “Tech Ticker”.

Para Marc Faber, os países que mais provavelmente poderão “estoirar” desta vez são os chamados “PIIGS”: Portugal, Irlanda, Itália, Grécia e Espanha. Um ou mais destes países deverá entrar em incumprimento do pagamento da dívida soberana nos próximos dois anos, alerta. E isso, sublinha, poderá ser a morte do euro.

Faber considera também que, no mais longo prazo, o Japão e os Estados Unidos poderão ter o mesmo destino, refere a “Market Oracle”. O “Digital Journal” avança mesmo que Marc Faber prevê que a crise da dívida nos EUA possa ocorrer nos próximos cinco a dez anos.

Problemas internos no Jugular

Filed under: Blogosfera,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 14:28

O bom nome e a reputação do Pedro Lomba. E o de todos nós. Por Isabel Moreira.

Leitura complementar: Virando o bico ao prego; abrantes, abrantes…

Mais um aviso do mercado

Filed under: Economia,Política,Portugal,União Europeia — Miguel Noronha @ 14:17

No Blommberg

Greek bonds tumbled, pushing the yield on the two-year note up by almost 90 basis points, on concern the government will struggle to sell the debt it needs to fund the biggest budget deficit in the European Union.(…)

Greek stocks declined, with the benchmark ASE Index falling as much as 3.1 percent. The cost of insuring against losses on the government’s bonds increased, with credit-default swaps on Greece rising 10 basis points to 327, according to CMA DataVision prices. The cost was 174 on Dec. 1.

Portuguese and Spanish securities also fell as investors bet Greece’s difficulties will be replicated in other countries as governments raise unprecedented amounts of debt to finance economic stimulus measures. European Commission President Jose Barroso said the region’s economy is at a “delicate moment.”

The Portuguese 10-year bond yield advanced 8 basis points to 4.27 percent, with the equivalent-maturity Spanish security’s yield rising 4 basis points to 4.04 percent.

Motivações

Filed under: Insurgentologia,Portugal — Carlos Guimarães Pinto @ 13:01

Há aquela anedota do caçador que todas as semanas insistia em ir caçar o mesmo urso. A caça acabava invariavelmente com o urso a apanhar o caçador por trás penetrando-o de forma progressista enquanto repetia a frase “toma lá para não seres tão mau”. À quinta vez que o caçador tentou apanhar o urso, a história acabou da mesma forma,mas desta vez o urso percebeu as verdadeiras motivações do caçador e em vez da frase anterior disse-lhe: “tu no fundo não és mau, gostas é de apanhar no cu”.

O Luis Lavoura será um dos comentadores mais conhecidos da blogosfera. Ele comenta um pouco por todo o lado e todos os assuntos. Poucas vezes esses comentários acrescentam real valor à discussão. Muitas são as vezes em que esses comentários tocam o absurdo e em algumas chegam a ultrapassar a fronteira do insulto. Eu tenho por hábito nunca apagar comentários mas quando leio o Luis Lavoura, lá no seu cantinho, a dizer que tem o o privilégio de ser um dos comentadores mais censurados da blogosfera, só me apetece parafrasear o urso da anedota: Luis, você no fundo não é mau…

O fracasso da discriminação positiva

Filed under: Educação,Nanny State Watch,Política — Miguel Noronha @ 12:47

No Libertad Digital

En 2003 en Suecia tuvieron la genial idea de privilegiar a los hombres en el acceso a la universidad porque el 60 por ciento de las estudiantes eran mujeres. Los resultados han sido tan catastróficos que hasta en este país, paradigma de las políticas igualitaristas, han tenido que dar marcha atrás.(…) [E]n 2003 (…) algún burócrata entusiasta decidió atajar tamaño problema estableciendo una cuotas de acceso en las que se “discriminaba positivamente” a los hombres. El resultado: el 95 por ciento de las solicitudes de acceso rechazadas son de mujeres que, en su mayoría, tenían una mejor cualificación y expediente académico que los hombres, admitidos por el mero hecho de ser varones.(…) Recientemente un tribunal de justicia sueco dio la razón a 44 mujeres que habían sido rechazadas en la carrera de Veterinaria por su sexo. La Corte sentenció que era un caso de discriminación ilegal y condenó al Estado sueco a pagar una indemnización de 3.400 euros a cada una. Está pendiente de sentencia un caso similar de 31 chicas rechazadas en una facultad de psicología en 2008.

Sobre o acordo PS-CDS

Filed under: Comentário,Política,Portugal — André Abrantes Amaral @ 11:54

O CDS prepara-se para viabilizar o orçamento de estado, com pequenas alterações que o PS se propõe acatar em nome de uma maioria parlamentar e uma paz de espírito que já não sente desde o Verão. O fenómeno não é novo e surge quando o CDS cresce eleitoralmente. A história demonstra-o. A memória lembra-nos.

Antes das últimas eleições legislativas, sugeri a possibilidade de os centristas se coligarem com o partido socialista e formarem juntos um governo para quatro anos. Tal não aconteceu porque o CDS conseguiu um resultado acima dos 10%, o que não acontecia desde 1983. Com um resultado tão bom, e sabendo que se tratava de um voto de protesto, o CDS não podia ir para o governo. A estratégia transformou-se em render os votos recebidos. Para tal, nunca os democrata-cristãos não se furtaram às negociações com o PS, que não se preocupa em fazer cedências sectoriais ao agrado do eleitorado do CDS. Uns dinheiros para as polícias; umas ajudas para as famílias numerosas; algo mais para os agricultores e daí em diante. Dir-me-ão que é política. Pois é. Mas uma política que se paga caro.

O país atravessa uma grave crise em nada semelhante com os tempos vividos nos anos do guterrismo, quando o CDS, então PP, aprovou orçamentos socialistas. O momento é demasiado grave e o país está atrofiado à custa de pequenos arranjos e ligeiros acertos feitos com um ar de imensa responsabilidade e uma seriedade cega. O desemprego, que se aproxima dos 11% da população activa (uma percentagem muito maior se nos cingirmos ao sector privado), atinge já perto de 600 mil pessoas. Não é pêra doce. Precisamos urgentemente de outro modelo de desenvolvimento, não assente no endividamento do estado em troca de benesses ao agrado de sectores da sociedade que mantêm o status-quo. É preciso pôr o dedo na ferida e reduzir o peso do estado na economia e na sociedade. Centrá-lo no que é o seu papel, naquelas que devem ser as suas funções primordiais. Arrumá-lo e impedir que estrague mais vidas. Ver o país como um todo, sem preferências de uns sectores sobre os outros. Os Portugueses não são peças que se descartam na mesa das negociações. São homens e mulheres que votaram e escolheram quem governasse em seu nome. Fizeram-no confiando, uns mais, outros menos, mas fizeram-no. O mínimo que pedem é um retorno digno.

The Republicans were supposed to be finished!

Filed under: Internacional,Política — elisabetejoaquim @ 11:52

Hitler Finds Out the Massachusetts Senate Seat Was Won by a Republican.

Leitura complementar: Crónica de uma morte exagerada.

Coisas simples

Filed under: Comentário,Internacional — André Abrantes Amaral @ 11:19

Aquando do tsunami no Índico, em 2004, os EUA montaram uma grande operação de salvamento, numa das poucas iniciativas unanimemente apreciada da Administração W. Bush. Muitos disseram ser este tipo de acções que os EUA deveriam levar a cabo para ganhar a simpatia da opinião pública, o tal soft-power que mais não era que a arma secreta dos norte-americanos. Na semana passada, um forte abalo de terra destruiu a capital do Haiti, o que levou vários países a organizar a melhor forma de ajudar aquele país e a sua população. Entre todos, os EUA tomaram a liderança das operações, dominando já o espaço aéreo (chateando seriamente os franceses) e tendo enviado para o Haiti, o ex-presidente Bill Clinton e a secretária de estado, Hillary Clinton.

A Administração Obama procura ‘caçar dois coelhos com uma cajadada só’. Não apenas recupera um pouco do perdido soft-power, como mostra ao mundo quem manda naquela região. É o reafirmar da Doutrina Monroe e um sério aviso a Chávez, um homem muito humano, mas muito quieto quando preciso, ao governo cubano, ali mesmo ao lado e com pouca vontade de se mexer, apesar de contar com um sistema de saúde que nos dizem ser excelente. Enquanto tudo isto se passa, a nossa imprensa perde-se, muito ao agrado dos espíritos mais mórbidos, com imagens dolorosas e descrições terríficas do sofrimento humano. A terra treme, e o pessoal o que quer é refastelar-se no sofá.

Crónica de uma morte exagerada

Filed under: Internacional,Política — Miguel Noronha @ 09:43

Há um ano escreviam-lhe o epitáfio. Ontem, o Partido Republicano ganhou um lugar no Senado que “pertencia” aos democratas (e à família Kennedy) há quase 60 anos).

Novidades blogosfericas

Filed under: Blogosfera — Miguel Noronha @ 08:00

Era uma vez na América. Um blog sobre política e cultura nos EUA de José Gomes André e Nuno Gouveia.

abrantes, abrantes… (3)

Filed under: Blogosfera,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 01:33

Embora seja compreensível, acho que a indignação do Rui Crull Tabosa não se justifica. Apesar dos indícios existentes, devemos tentar ter uma interpretação tão benevolente quanto possível da reacção dos abrantes.

Não vá dar-se o caso de a falta de resposta positiva de pelo menos um abrantes que se veja ao convite do Rodrigo Adão da Fonseca ser devida a receios infundados relativamente a blogues “colectivos” tidos (injustificadamente) como potencialmente ameaçadores, aqui fica evidência visual do carácter afável do Colectivo Insurgente e de como o medo dos abrantes é descabido.

Visão parcial do Colectivo Insurgente (coordenação executiva: 'Miguel Noronha'; consultoria estratégica: 'Rodrigo Adão da Fonseca'; relações transatlânticas: 'Bruno Garschagen'; orientação espiritual e doutrinal: 'André Azevedo Alves'; coordenação da oferta de efeitos especiais: 'Hélder Ferreira')

Leitura complementar: Virando o bico ao prego; abrantes, abrantes…

Os abrantes não são desses…

Filed under: Blogosfera,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 01:24

Pedro Rolo Duarte sobre “Miguel Abrantes”:

Não sei se existe ou não, mas para mim não quis existir. Foi com essa ideia que fiquei quando (em Fevereiro de 2008) me respondeu negativamente a um convite para uma entrevista na Antena 1 (onde obviamente só se iria ouvir a voz dele…) com os seguintes argumentos:

“1. Não quero continuar a alimentar esta situação de crispação em que me vejo agora envolvido;
2. Não gosto de estar sob os holofotes, tendo sempre preferido a discrição;
3. A minha vida profissional não é compatível com um estilo de vida jet-set;
4. Não me seria fácil organizar as coisas para me deslocar a Lisboa”

Dito isto, não me parece que algum dia Miguel Abrantes dê à costa. Podia ser visto e lá está: jet-set, holofotes, revista Caras, um festival… Ele não é desses.

Leitura complementar: Virando o bico ao prego; abrantes, abrantes…

« Página anteriorPágina Seguinte »

Tema: Rubric. Blog em WordPress.com.

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Join 342 other followers