Esta notícia no jornal ‘i’ explica em parte o porquê destes meus dois textos críticos à posição do CDS, e também do PSD, quanto ao orçamento de estado para este ano. A situação é demasiado grave para nos continuarmos a endividar como até aqui. A minha crítica ao CDS difere da que faço ao PSD. Se os centristas têm um programa bem pensado e estruturado, já aceitaram receber pequenas medidas que satisfazem o seu eleitorado, mesmo sacrificando o país no seu todo. No que diz respeito ao PSD, que podia, devido à sua dimensão, preocupar-se com todos os eleitorados, o seu erro consiste em não ter qualquer programa alternativo e devidamente fundamentado. O PSD fez um bom diagnóstico dos problemas que enfrentamos, mas não tem o remédio.
Os avisos andam por aí. Como não há muito tempo, é urgente fazer política a sério. Pensar a sério nas soluções e apresentá-las ao eleitorado. Como já referi, quanto mais cedo o fizer, mais depressa o PSD volta ao poder. É preciso inovar o discurso e estar na vida partidária com uma disposição diferente da que se tem hoje.

