
O orçamento do estado para 2010 é o equivalente macro de uma família que começa a usar o cartão de crédito para pagar as prestações da casa e do carro. Todos conhecemos o roteiro para este filme.

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Mas afinal o que é propõe?
Mas este OE não foi “negociado” com a direita?
Queriam um OE de esquerda?
Com cortes nos salários e rendimentos, como na Irlanda?
Que me lembre nunca vos vi a apoiar o governo em nenhuma medida com carácter restritivo do despesismo ou da irresponsaboilidade.
Professores, lembram-se?
Juizes, esqueceram? ( agora, coitados, vão reformar-se sempre acima dos 5.000€ e abaixo dos 61 anos…)
Madeira e Açores?
Farmácias, médicos, militares e tuti quanti?
Qual foi o papel da direita e da esuqerda irresponsável?
Venha de lá uma ideia para melhorar o OE!
Gostava de ver isso!
Cumps.
Comentário por MFerrer — Janeiro 27, 2010 @ 12:46
“Venha de lá uma ideia para melhorar o OE!”
Simples. Cortem nas funções do Estado. Mas a sério. Deixem de subsidiar empresas e particulares. Privatizem as empresas do estado. Etc.
Comentário por Miguel — Janeiro 27, 2010 @ 13:05
“Com cortes nos salários e rendimentos, como na Irlanda?”
Era um começo.
“Mas este OE não foi “negociado” com a direita?”
Querem ver que isto é um orçamento “neo-liberal” ?
Comentário por Nuno Branco — Janeiro 27, 2010 @ 13:21
Acho que a conclusão simples é:
Portugal não produz riqueza suficiente para sustentar o estado português.
Agora olha, é tentar arranjar emprego lá fora.
Comentário por primeiravezquevenhodesdequecaestive — Janeiro 27, 2010 @ 13:24
“Queriam um OE de esquerda?”
É verdade que qualquer coisa mais liberal que o modelo Soviético só pode ser entendido como de “direita” e “ultra-liberal”
“Com cortes nos salários e rendimentos, como na Irlanda?”
É extraordinário como neste país faz-de-conta ainda há quem acredite no Pai Natal e pense que o corte da despesa pública (incluindo, sim, cortes salariais) fosse ainda uma opção.
É apenas uma questão de tempo até que essa inevitabilidade se concretize, apenas com a agravante de que quanto mais tarde, mais doloroso vai ser o ajustamento. E acreditem que por essa altura, a Irlanda já terá dado a volta por cima e retomado o ritmo do crescimento económico (e salarial)
Comentário por brutus — Janeiro 27, 2010 @ 13:37
Os pobres não pagam porque não têm dinheiro, os ricos não pagam porque são padrinhos dos governantes, restam os remediados (a classe média) que é quem se lixa sempre nestas situações.
Portanto é de esperar que os carrinhos-de-utilização-total pagos pelas empresas aos senhores gerentes e directores passem a deixar de ser custo fiscal, assim como as contas de telemóvel do sogro e da mulher do patrão. Etc.. Etc.. Etc.. e não me venham dizer isso é um aumento de impostos! porque não é! Ou há moralidade ou comem todos.
Comentário por Manolo Heredia — Janeiro 27, 2010 @ 14:32
“Venha de lá uma ideia para melhorar o OE!”
Apenas 2 ideias da Esquerda com Ética que a direita Neo Liberal nao quer:
1- “…O governo decidiu retirar a sua promessa eleitoral de aplicar um imposto sobre as mais-valias bolsistas, seguindo a regra europeia. Ora, as dez pessoas cujos patrimónios imobiliários se valorizaram em 5 mil milhões de euros, em 2009, teriam que pagar mil milhões de imposto se tivessem comprado e vendido as acções nesse ano e se houvesse um imposto mínimo…”
OU SEJA através de uma modesta tributação das mais-valias bolsistas em 20%, na linha do que se passa na generalidade dos países da OCDE
2- A situação de excepção fiscal da banca em sede de IRC deveria ser corrigida. Seguindo os cálculos de Eugénio Rosa, se a banca pagasse uma taxa de IRC semelhante à da generalidade dos outros sectores económicos (25% em vez de uns efectivos 15%), entre 2005 e 2008, o Estado teria arrecadado 1,3 mil milhões de euros de impostos a mais
Comentário por Rui F — Janeiro 27, 2010 @ 14:40
Só para os que não perceberam o meu português:
“Queriam um OE de esquerda, negociado com a direita?” Está mais perceptível agora?
Mas, por partes:
Miguel,
É que não me recordo de quando é que se subsidiaram “particulares”.
Quanto às funções do estado mínimo também continuo à espera das sugestões: Educação? Segurança Social? Saúde? Forças de Segurança? Guarda Fiscal? Talvez abandonar as Regiões ditas autónomas?
Sabe Miguel, atirar assim umas boutades ao ar sem concretizar umazinha, é fácil :TYem um porém. Não acrescenta nada à solução…e não sei se ao problema…
Nuno Branco,
Espero que tenha agora percebido o que eu escrevi. Mas sempre lhe acrescento que este OE é o mais parecido possível com um OE liberal, com afirmações de carácter geral sobre o social. Fica-se pelas intenções de manter o estado de coisas com o elevado risco de o défice lhes pregar umas partidas…
Ao Brutus, fico-me pela risada. Então um OE soviético seria a minha proposta? Foi sol que apanhou, ou perdeu as gotas?
Tenha muita saúde que eu nesse peditório nem comecei a dar. Desconfiava da fartura. Como hoje desconfio da descida do défice à custa do que não custa nada descer.
Aliás como escrevi no meu sítio estou já sentado à espera do 2º OE e seguintes. Este ano vai haver de vários tipos e paladares!
E como não sou funcionário público, estou apenas a dar um palpite: Cortem nas mordomias, nas aposentações de luxo. Nas reintegrações dos deputados. Façam um orçamento democrático, porra!
Comentário por MFerrer — Janeiro 27, 2010 @ 14:55
“através de uma modesta tributação das mais-valias bolsistas em 20%”
“se a banca pagasse uma taxa de IRC semelhante à da generalidade dos outros sectores económicos”
Rui F., isso é lógica ceteris paribus. Acredita que os investidores/banca não iriam reagir a tais medidas?
Comentário por BZ — Janeiro 27, 2010 @ 14:56
“É que não me recordo de quando é que se subsidiaram “particulares”.”
É só pensar em todos os subsidios que recebe. Desde casamento, funeral, etc
“Quanto às funções do estado mínimo também continuo à espera das sugestões”
Defesa, segurança interna, representação externa e administração da justiça
Comentário por Miguel — Janeiro 27, 2010 @ 15:03
“2- A situação de excepção fiscal da banca em sede de IRC deveria ser corrigida. Seguindo os cálculos de Eugénio Rosa, se a banca pagasse uma taxa de IRC semelhante à da generalidade dos outros sectores económicos (25% em vez de uns efectivos 15%), entre 2005 e 2008, o Estado teria arrecadado 1,3 mil milhões de euros de impostos a mais”
E que tal acabar também com todas as isenções fiscais em sede de IRS (saúde, habitação, educação, seguros, etc) para quem não existem particulares a pagar mais que outros? E que tal acabar com os escalões de IRS para que não se esteja a penalizar o trabalho?
Comentário por Miguel — Janeiro 27, 2010 @ 15:08
Miguel
Não seja Mau Miguel!
Os negócios dos banqueiros são priviligiados neste país se compararmos com os países da OCDE.
Mas os Portugueses são uns tapadinhos…coitados.
Comentário por Rui F — Janeiro 27, 2010 @ 16:38
Porquê?
Comentário por Miguel — Janeiro 27, 2010 @ 16:46
Em nenhum sector económico, a taxa efectiva de IRC é 25%, até porque essa é a taxa nominal seja para q sector for incluindo a banca. Se não estivéssemos sujeitos à divulgação destas questões por gente que não merece a palha que come (com raras excepções), que se convencionou chamar jornalistas, mas por alguém que soubesse rudimentos de aritmética, “os lucros escandalosos” seriam o que na realidade são: nada de especial. 2% ou 3% de do volume de negócios não é lucro que se veja. Mais, no caso da banca (também aplicável às construtoras), quando o lucro ultrapassa essa %, é certo e sabido que o melhor cliente é o coiso defensor do bem comum, último reduto da decência, o deus ex-machina dos infelizes, mais conhecido por Estado (com maiúscula por caridade pelos tristes)
Comentário por Helder — Janeiro 28, 2010 @ 00:07