Esta notícia no jornal ‘i’ explica em parte o porquê destes meus dois textos críticos à posição do CDS, e também do PSD, quanto ao orçamento de estado para este ano. A situação é demasiado grave para nos continuarmos a endividar como até aqui. A minha crítica ao CDS difere da que faço ao PSD. Se os centristas têm um programa bem pensado e estruturado, já aceitaram receber pequenas medidas que satisfazem o seu eleitorado, mesmo sacrificando o país no seu todo. No que diz respeito ao PSD, que podia, devido à sua dimensão, preocupar-se com todos os eleitorados, o seu erro consiste em não ter qualquer programa alternativo e devidamente fundamentado. O PSD fez um bom diagnóstico dos problemas que enfrentamos, mas não tem o remédio.
Os avisos andam por aí. Como não há muito tempo, é urgente fazer política a sério. Pensar a sério nas soluções e apresentá-las ao eleitorado. Como já referi, quanto mais cedo o fizer, mais depressa o PSD volta ao poder. É preciso inovar o discurso e estar na vida partidária com uma disposição diferente da que se tem hoje.
André
Completamente de acordo.
Comentário por Ana Silva Fernandes — Janeiro 25, 2010 @ 12:56
André,
Erras, na minha opinião, obviamente, numa coisa: eu também gostava que o PSD pudesse apresentar algo mais, só que este PSD está em transição directiva, é bom que nesta fase se limite a fazer oposição, responsável, exigindo ao PS moderação na dívida. Quem vier, sim, terá de fazer esse exercício de apresentar ao país o que pretende como alternativa.
Nada a opor quanto ao resto.
Ab
RAF
Comentário por Rodrigo Adão da Fonseca — Janeiro 25, 2010 @ 13:14
Obrigado Ana.
Rodrigo, o problema é que esta direcção quis ficar para discutir o orçamento. Assim sendo, o ser transição não devia ser desculpa. Ou então não é de transição, mas para ficar. Um abraço.
Comentário por André Abrantes Amaral — Janeiro 25, 2010 @ 13:57