É de facto muito útil que os jornais – como fez o Público neste caso – assumam claramente as suas posições: A Direcção do “Público” assume posição. Por Duarte Calvão.
Andou bem a Direcção do Público ao assumir na edição de sábado passado o seu apoio ao casamento gay. No editorial, intitulado “O fim histórico de um velho preconceito”, escreve-se, no final, que: “fica, no entanto, para a história, o facto de Portugal ter conseguido, de forma legítima (porque decidida no órgão representativo dos portugueses por excelência), dar um passo histórico ao vencer o velho preconceito sem, com isso, anular o sentido do casamento na sua forma tradicional”. Era bom que outros órgãos de informação portugueses, em vez de fingirem que são “independentes”, mostrassem de forma tão clara qual o seu posicionamento, diria até a sua visão “progressista” da sociedade, a ideia que têm sobre o que são “velhos preconceitos” e a forma categórica com que dispensam referendos sobre a matéria. Acho que é muito útil que os leitores saibam quais as posições do jornal.
Quem os ouve, percebe porquê: http://www.youtube.com/watch?v=5COGu89cQrk
Comentário por Filipe Abrantes — Janeiro 12, 2010 @ 00:00
E pensar que a desculpa apresentada para os editoriais anónimos era a necessidade de equidistância política da parte do jornal. Ora, ora…
Comentário por José Barros — Janeiro 12, 2010 @ 01:13
Então é a Bárbara do Público… O que é que esperavam?
Comentário por Eduardo F. — Janeiro 12, 2010 @ 01:38
Só é pena terem assumido tal posição apenas depois de anos de destaques e notícias relativas ao assunto em questão.
Desta forma ter-se-ia dado o devido desconto à preponderância de assuntos lgbt nas páginas do jornal desde há muito, e poderia o movimento ter um jornal de referência do seu lado.
Já agora, qual é a próxima causa pela qual o Público se vai bater?
Comentário por Daniel Rodrigues — Janeiro 12, 2010 @ 09:37
“É de facto muito útil que os jornais – como fez o Público neste caso – assumam claramente as suas posições”
Eu também acho. Mas admira-me ver isto escrito num blogue onde tanto se criticou o facto de os editoriais do Público terem deixado de vir assinados – ou seja, o facto de terem passado a ser verdadeiros editorias, da responsabilidade da direção editorial do jornal, e não apenas artigos de opinião de um membro dessa direção.
Comentário por Luís Lavoura — Janeiro 12, 2010 @ 10:05
O Público ainda existe?
Comentário por harms — Janeiro 13, 2010 @ 17:30