A direita anda em pulgas para derrotar Sócrates, em o desgastar até cair de podre e serem convocadas novas eleições, de preferência quando as sondagens o permitirem. Também eu não gosto do primeiro-ministro mas, e reconheçamos, o problema não se reduz à sua existência. Precisamos de mais. Se pararmos um pouco, veremos que precisamos de imenso. É neste ponto que o PSD tem uma importância fulcral. Não só porque tem hostilizado o governo no Parlamento, mas também por ser o que pode apresentar uma alternativa concreta às actuais políticas. Mais que fintar o governo, desgastar o primeiro-ministro, o PSD precisa de estudar alternativas, preparar políticas concretas que nos tirem do buraco onde estamos. O PSD não pode correr o risco de errar como aconteceu em 2002. Não pode ir para o governo a todo o custo. Não pode chegar a São Bento e fazer diferente do que se predispôs a levar a cabo na campanha eleitoral, com a desculpa de não conhecer o estado das contas públicas. Estas são calamitosas. Este facto chega e este facto obriga a uma responsabilidade acrescida.
Dito isto, o PSD, ao mesmo tempo que se prepara para governar, não deve pactuar com o caminho proposto pelo PS e que terá como consequência a falência do estado. Não lhe cabe aprovar orçamentos despesistas; não lhe cabe aprovar subidas de salários da função pública; não deve permitir uma sombra que seja da ideia de um Bloco Central. Deve ser firme nas sugestões para a redução da despesa e consequente descida de impostos; firme na descentralização da política educativa e na flexibilização da lei laboral. Duro nas políticas, brando nos ataques pessoais. Mais que Sócrates, a palavra de ordem para 2010 é firmeza. O tempo é demasiado grave para compromissos de gabinete e de pouco ou nenhum efeito prático. O PSD tem uma oportunidade de ouro para se apresentar de mãos limpas, devidamente pronto para assumir o poder. O tempo dar-lhe-á razão. O eleitorado, o voto.
o problema é que não se vislumbra no psd qualquer movimento de renovação ou de qualquer viragem que o torne numa alternativa real ao ps… para o eleitor comum é viródisco e toca o mesmo… e como o psd tem mostrado aquela “potência” política marques mendista do “sou contra, portanto abstenho-me” que já contagiou o cds… se calhar o necessário é criar uma nova força política, de cariz menos socialista e mais liberal que seja uma oposição de facto e não um partido de meias tintas e delírios de grandeza perdidos… acho eu…
Comentário por caodeguarda — Janeiro 5, 2010 @ 12:59
mas se o PSD não percebeu isso antes, porque perceberá agora?
Comentário por onitsuaf — Janeiro 5, 2010 @ 12:59