O Insurgente

Janeiro 31, 2010

As previsões de Vítor Constâncio

Filed under: Economia,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 23:55

O astrólogo. Por Rui Crull Tabosa.

Mas, se o governador do Banco de Portugal não vê nada do que se passa no País, o que só por si recomenda o prémio da vice-presidência do Banco Central Europeu, o mesmo não se pode dizer sobre as suas raras qualidades no campo da adivinhação.
De facto, ainda estamos bem lembrados desse vergonhoso frete de prognose que Constâncio prestou a Sócrates quando, há 5 anos, disse que, “se o Governo entre Março de 2005 e Dezembro de 2005 não tomar nenhuma medida para combater o défice, então o défice será de”, tchatchan…“6,83%”! Um cálculo sério e nada fraudulento, como se imagina.
Mas o que é verdadeiramente engraçado é o facto de Constâncio não acertar no ponto percentual de um défice passado, mas conseguir prever o défice futuro até à casa centésimal…

Portugal, Grécia e as agências de rating

Filed under: Economia,Internacional,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 22:00

Não digo que não. Por Luciano Amaral.

As pessoas esforçadas são de apreciar. Ultimamente, muitos têm-se esforçado por mostrar que os problemas da dívida pública portuguesa são as agências de rating. É um esforço louvável, como qualquer outro, mas não vale a pena o exercício de denial. Falam-nos da venda de títulos gregos na passada 2ª feira. Mas esquecem-se de dizer que só foi possível graças a um prémio acima do spread então em vigor e sempre com a possibilidade de salvamento por parte da Alemanha (que ainda não está excluída). Entretanto, o spread da dívida grega voltou a atingir máximos, mesmo com a possibilidade de salvamento pela Alemanha. Sorry folks, a Grécia e Portugal têm mesmo um problema de endividamento, público e externo. Mas sobretudo têm um problema mais grave: más perspectivas de crescimento económico no futuro.

A estatística tem tiques liberais

Filed under: Economia,Política,Portugal — Carlos Guimarães Pinto @ 20:07

Países que têm mais despesa pública e mais receita fiscal (em relação ao PIB) na Europa: Suécia, Dinamarca, França, Finlândia, Bélgica. Países que têm menos receita mas poupam na despesa: Roménia, Bulgária, Eslováquia, Lituânia, Malta

(Daniel Oliveira, no Arrastão)

Para o Daniel Oliveira, e José Gusmão, uma pista: o crescimento do PIB em 2008 para a Suécia, Dinamarca, França, Finlândia e Bélgica foi de -0.4%, -1.2%, 0.3%, 0.9% e 1.0% respectivamente. Já para a Roménia, Bulgária, Eslováquia, Lituânia e Malta foi de 7.1%, 6.0%, 7.3%, 3.1% e 2.7%. Dá para perceber aqui um padrão?
Pelo sim pelo não, aqui fica um desenho. No gráfico em baixo encontram a relação entre crescimento do PIB e peso do estado na economia em 2008 para todos os países apresentados nesta tabela:

Para infelicidade da esquerda, não é só a economia que é de direita, também a estatística é inimiga do proletariado.

‘Obama Girl’ Amber Lee Ettinger no longer crushing on Obama

Filed under: Internacional,Media,Política,Videos — André Azevedo Alves @ 20:00

‘Obama Girl’ Losing Love for President

Conferência Antena 1: “O Estado e a competitividade da economia portuguesa”

Filed under: Economia,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 18:19

A minha primeira reacção ao ler este alinhamento foi pensar que se tratava de um produto da imaginação do João Miranda mas, por incrível que pareça, não é o caso.

Desemprego nos EUA

Filed under: Economia,Internacional,Política — Nuno Branco @ 15:06

Há mentiras e há estatísticas, e quando vejo uma noticia a reportar que o despesismo de Obama salvou 600 mil empregos (género Sócrates on steroids) sei que algo de errado se passa e sobre o desemprego nos EUA muita coisa há a dizer. Se a memória não me falha foi Bill Clinton que durante os anos 90 mudou (ou mandou mudar) a forma como eram calculadas a estatísticas do desemprego (entre outras coisas, como a inflação) porque, supostamente, a realidade não lhe devia servir muito.

Nesta imagem em baixo deixo três medidas diferentes para a taxa de desemprego:

(mais…)

A obamofilia já conheceu melhores dias…

Filed under: Internacional,Política,Sondagens — André Azevedo Alves @ 14:00

O estado actual da obamofilia. Por Luciano Amaral.

A recente eleição de um senador republicano pelo Massachussets (uma espécie de eterna coutada democrata) é um primeiro sinal da mudança contra a mudança de Obama. O Massachussets não podia votar republicano. Mas a traição ao mote da “mudança”, juntamente com a típica auto-indulgência democrata e a pose de direito natural ao poder (que Obama tão bem adoptou uma vez eleito), tornaram o impossível possível. O eleitorado americano anda à procura de verdadeira mudança. E talvez não tenha acertado com Obama. Ele que se cuide.

As greves e as marchas lentas

Filed under: Economia,Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 12:29

A lata dos enfermeiros. Por Henrique Raposo.

Não tenho problemas com greves, mas tenho problemas com as passeatas e com as marchas lentas que costumam aparecer no arsenal dos grevistas. As pessoas têm direito à sua greve, mas não têm o direito de bloquear uma cidade com as suas passeatas e marchas lentas. Ontem, várias estradas do Porto foram bloqueadas por carros de enfermeiros em marcha lenta. Ou seja, vários milhares de pessoas tiveram o seu dia estragado, porque um grupo de pessoas acha que a sua “corporação” é superior ao “interesse público”.

Os funcionários públicos, os sindicatos e o desemprego

Filed under: Economia,Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 11:55

Recapitulando… Por Tomás Belchior.

[música]

Filed under: Videos — Miguel Noronha @ 00:15

CAMERA OBSCURA – Lloyd I’m Ready To Be Heartbroken

[música]

Filed under: Videos — Miguel Noronha @ 00:00

LLOYD COLE AND THE COMMOTIONS – Are You Ready To Be Heartbroken

Janeiro 30, 2010

Como se desincha um orçamento inchado, sem desinchar?

Filed under: Diversos — Rodrigo Adão da Fonseca @ 22:23

Gostava que o João Galamba explicasse como é que com as taxas de crescimento previstas para Portugal, é possível fazer a consolidação sem diminuir drasticamente a despesa.

“Esmiuçando” o OE, e a forma como são alocadas as verbas pelas diversas rubricas, tomando como referência a dificuldade que haverá em aumentar as receitas fiscais, dado o crescimento anémico da nossa economia e a manutenção de uma elevada taxa de desemprego, não há dúvidas para ninguém que tenha feito as contas – e eu fiz as contas – que serão uns largos milhares de milhões de euros – no mínimo, oito mil milhões de euros – que vai ser necessário literalmente “cortar” em OE’s futuros, para atingir, primeiro os 3%, depois um défice 0.

[D]izer que consolidação orçamental não implica uma redução da despesa pública, pois consolidação é sobretudo um conceito qualitativo“, faz sentido no País das Maravilhas da Alice e do seu coelhinho, mas não no quadro da realidade orçamental portuguesa.

Convido o João Galamba a nos dizer, na sua perspectiva, como é que ele promoveria a consolidação orçamental, reduzindo o défice projectado, em 2010, de 8,3%, para um cenário, a 3 anos, de 3%? Gostava de perceber como é que se faz a nossa consolidação – do Portugal de 2010 – sem “cortar” na despesa, e sem diminuir o peso do Estado na Economia. Sou todo eu ouvidos.

Quem fala a verdade?

Filed under: Economia,União Europeia — Nuno Branco @ 19:39

A 6 de Janeiro:

“The markets are deluding themselves when they think at a certain point the other member states will put their hands on their wallets to save Greece,” Stark said in an interview with Italian newspaper Il Sole 24 Ore.

A dia 30 o DE fala de outra forma:

Num enquadramento de enorme secretismo, há contactos a serem produzidos entre as capitais e responsáveis europeus sobre o desenho e o ‘timing’ para soltar um plano de ajustamento ‘ad-hoc’.

Dependendo do que fala verdade pode ser necessário começar a desenhar o plano para Portugal.

Leitura complementar: Isto é que é confiança ; Governar ou brincar aos governantes?

Um manifesto de gente humilde

Filed under: Economia,Política,Portugal — Carlos Guimarães Pinto @ 17:59

O João Miranda recorda aqui o manifesto pela despesa pública lançado em Junho de 2009. Um aspecto interessante deste tipo de manifestos é a forma como os signatários se identificam. Quase sem excepção todos os autores do manifesto se identificaram pelo neutro grau académico ou posição actual na Academia. Por humildade, portanto, os signatários escondem do manifesto a ocupação de onde obtêm uma boa parte do seu rendimento. 
Um bom exemplo de humildade é o primeiro signatário do manifesto, Manuel Brandão Alves, que também poderia ter assinado como membro do conselho estratégico da Augusto Mateus & Associados, a empresa de consultoria liderada pelo ex-ministro socialista que presta serviços maioritariamente a empresas públicas. O mesmo podiam ter feito os co-subscritores e colegas no conselho estratégico da mesma empresa: Mário Rui Silva e Isabel Guerra. Também o agora deputado do PS João Galamba apresentava-se na altura apenas como Economista, embora também se pudesse ter apresentado como consultor da área financeira da UMCCI (contratado por ajuste directo por serviços que com certeza apenas ele teria a capacidade para prestar).

Como estes, existem muitos outros casos de académicos humildes na lista de signatários. Para relembrar fica então aqui a lista dos subscritores, retirada daqui:
(mais…)

O resultado está à vista

Filed under: Economia,Nanny State Watch,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 17:40

O João Miranda oportunamente recorda o tristemente célebre “Manifesto pela Despesa Pública” em que uma serie de doutas personalidades defendia que era a gastar que a gente saia da crise.

LEITURA COMPLEMENTAR: A arrogância fatal; Sobre o Manifesto pela Despesa Pública I; Sobre o Manifesto pela Despesa Pública II

Glaciergate (2)

Filed under: Ambiente,Política — Miguel Noronha @ 17:24

Segundo o Times Online, o Sr. Rajendra Pachauri (o manda-chuva do IPCC=) terá sido avisado acerca da inexistência base cientifica para a previsão de degelo dos Himalaias dois meses antes da cimeira de Copenhaga. Não só não terá qualquer medida nessa altura como, quando finalmente a notícia surgiu na imprensa, negou desconhecer quaisquer problemas com o “estudo”.

Janeiro 29, 2010

Not suitable for the job at hand

Filed under: Economia,Media,Política,Portugal — Miguel Botelho Moniz @ 23:50

Estão uns senhores no Expresso da Meia-Noite a falar do défice e do orçamento o estado. Falam de medidas para melhorar a economia e as contas públicas no próximos anos. Só me vem à ideia a imagem de meia-dúzia de gatos pingados a aproximarem-se de uma densa floresta tropical equipados com tesouras de poda.

Falácia de observação selectiva

Filed under: Blogosfera,Economia,Política,Portugal — Miguel Botelho Moniz @ 19:18

Como é que a observação de um caso de lançamento de um novo produto ou serviço  serve de argumento para rebater o argumento de crowding out? Estaria o João Galamba à espera de um total colapso da economia portuguesa, com a suspensão da inovação e da criatividade (assumindo que é o caso) simultaneamente em todas as empresas?

Talvez a explicação esteja na sua pergunta: «[C]omo é possível insistir-se na validade do axioma: crescimento económico equivale a redução do peso do Estado na economia?»

É que ele está a ver as coisas ao contrário. O peso do estado na economia é que coloca entraves  ao crescimento económico, pois o processo de alocação de recursos por decisão política será regra geral menos eficiente que o processo de alocação resultante do acesso próximo à informação de mercado por parte dos seus participantes. Se o planemamento central falhou nos velhos estados comunistas e nas democracias que o tentaram, porque havia de resultar agora? O que mudou?

Além disso, o problema do crowding out em Portugal não é exclusivamente uma questão de peso do estado. Mais importante (e o exemplo da Galp é nisso totalmente irrelevante) é o limite de endividamento de Portugal como um todo. Quanto mais o estado se endividar, mais terá de cobrar em impostos no futuro para poder pagar aos credores; mais impostos significam menores rendimentos no sector privado, que significam menor capacidade de financiamento. E aqui nem o velho argumento keynesiano colaria: As despesas do estado neste momento são esmagadoramente em áreas improdutivas.

Cara de pau demagógica

Filed under: Economia,Política,Portugal — Miguel Botelho Moniz @ 18:31

Consta que no parlamento hoje, Francisco Louçã afirmou que «os dez maiores investidores da bolsa ganharam cinco mil milhões no ano passado sem pagar um cêntimo de impostos». De igual modo, há poucos dias, a Mesa Nacional do Bloco de Esquerda fez um comunicado em que afirmou [negritos meus]:

«Ora, as dez pessoas cujos patrimónios imobiliários se valorizaram em 5 mil milhões de euros, em 2009, teriam que pagar mil milhões de imposto se tivessem comprado e vendido as acções nesse ano e se houvesse um imposto mínimo, e não pagarão nada se se mantiver a situação actual. O rigor fiscal financiaria dois anos de acesso ao subsídio de desemprego para todos os que dele precisam para viver. O governo preferiu beneficiar dez especuladores

Esta subtil qualificação é o gato escondido com o rabo de fora. A verdade é que não ocorreram mais-valias taxáveis ao abrigo dos códigos do IRS e IRC, que embora com uma taxa de 10%, já taxam mais-valias detidas por menos de 12 meses. Se o governo tivesse implementado o planeado, a taxa passaria para 20%, mas as “mais-valias” em causa (não realizadas), permaneceriam isentas. Uma mais-valia só é cobrável no momento da venda. Não havendo venda, não há mais-valia.

Isto é fácil de entender. Mas o disparate ainda é maior, na medida em que dificilmente se concebe a possibilidade de que as transacções pudessem realmente ocorrer no prazo de 12 meses. O volume total anual de transacções na Euronext Lisboa foi de 31,7 mil milhões de euros. Tendo a valorização da capitalização total das acções ali transaccionadas subido 51,8%. Assim, as referidas 10 pessoas teriam de “passar” pelo mercado cerca de 15 mil milhões de euros, cerca de metade do volume total anual. A pressão vendedora seria brutal. Os preços provavelmente teriam de descer bastante. Os magnatas portugueses deixariam de ser donos das suas empresas. (acho que nem mesmo a CGD poderia intervir aqui para manter os “centros de decisão”).

O único ponto deste sound bite do Bloco é salientar o contraste entre os poucos dez ricaços e os muitos que “precisam”. Subjacente à afirmação está um conjunto de pressupostos: Que se o governo fosse atrás dos “dez”, eles não se iam embora; que se tentassem ir embora, bastaria expropriá-los; no fundo, que o que é teu é nosso.

Hoje somos todos sportinguistas

Filed under: Desporto — Miguel Noronha @ 18:21

(e guardem os murros para os adversários, tá bem?)

Há muito por onde escolher

Filed under: Economia,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 16:06

Dos cerca de 56.5 M€ que constituem a dotação directa dos Ministérios apenas 7 M€ correspondem às funções nucleares do estado(*). Está bom de ver que se queremos realmente reduzir a o défice, a despesa, e endividamento público temos grande margem de escolha. E ainda sobra espaço para reduzir impostos.

(*) Convém reservar mais qualquer coisita para as depesas de pessoal (que se encontram na dotação do Ministério das Finanças) mas não deve ultrapassar os 10-12 M€.

Princípios e participação política

Filed under: Blogosfera,Política,Teoria — Miguel Botelho Moniz @ 15:28

«(…) as decisões públicas são tomadas pelos políticos na base do seu próprio bem estar, e não do interesse da sociedade… A ideia do político como criatura dedicada à prossecução dos interesses da sociedade como um todo é hoje considerada como um mito pela generalidade dos economistas (…)»

A propósito destas palavras, escritas por Cavaco Silva em 1978 numa revista da Universidade Católica, João Pinto e Castro afirma:

«(…) não se entende como é que alguém nessas condições se atreve a candidatar-se a um qualquer cargo de responsabilidade pública.»

Deixando de lado o aspecto de que qualquer dos leitores destinatários das palavras de Cavaco Silva reconheceria de imediato a referência à teoria da Escolha Pública, a atitude de Pinto e Castro é sintomática de um dos grandes problemas do debate político, particularmente em Portugal. Os “donos do regime” criam as suas regras, definem a sua ética e todos os outros são uns malandros. Quem não concordar tem bom remédio: Resigne-se à sua insignificância.

É o “catch-22″. Quem vê as falhas do regime e a forma como este permite, pelo próprio desenho do sistema e respectivos incentivos ao comportamento, que  os eleitos se comportam de forma criticável, torna-se não elegível para participar politicamente na reforma do sistema. A maldade está no olho maldoso do crítico. Ético e com bons princípios é pagar lip service às boas intenções e à beatitude, e depois agir de outra forma.

Dor de corno, ou de cotovelo?

Filed under: Diversos — Rodrigo Adão da Fonseca @ 14:59

A que título é que José Pacheco Pereira cede o seu lugar na Quadratura do Círculo a José Pedro Aguiar-Branco? Já tinha visto os outros intervenientes do programa de debate daSIC Notícias a deixarem a cadeira vaga para outras figuras próximas das suas áreas políticas, mas Pacheco Pereira não. É inédito. E quando o faz, deixa logo à vista as suas reais intenções. Cede o lugar ao líder parlamentar do PSD, um dos putativos candidatos à presidência do partido. Será que vale tudo para promover uma candidatura? Gato escondido com o rabo de fora…

O FAL assume que JPP cedeu o seu lugar a JPAB. Não lhe passa pela cabeça que JPP não tenha podido estar nesse dia, e que a SIC Notícias tenha decidido, por critérios seus, escolher JPAB para preencher, ontem, a ausência momentânea.

Mas, no limite, e se tivesse cedido o seu lugar, so what?

Hoje às 18 horas, Pedro Marques Lopes e Pedro Picoito

Filed under: Insurgentes nos media,Internacional,Política,Portugal — André Abrantes Amaral @ 14:18

Esta semana eu e a Antonieta Lopes da Costa estamos em debate com Pedro Marques Lopes e Pedro Picoito, fazendo a análise de alguns dos principais temas da actualidade:

- PSD e a corrida à liderança – Pedro Passos Coelho continua a ser o único candidato forte à liderança do PSD, apesar dos inúmeros anticorpos que tem dentro do partido. Quem o pode enfrentar e qual o futuro do PSD, caso vença?

- Orçamento de estado – O orçamento foi negociado com os partidos da direita, dele constando a congelação dos salários da função pública e a penalização das pensões. Esforços, no entanto, insuficientes para travar o crescimento da despesa pública. Valeu a pena o entendimento da direita com o PS?

- Gripe A – A Comissão de Saúde do Conselho da Europa acusou a Organização Mundial de Saúde de ter organizado uma campanha de falsa pandemia da gripe, em benefício da industria farmacêutica. Há quem fale do maior escândalo da medicina. Fomos enganados?

- Mandela e o Rubgy – O novo filme de Clint Eastwood, ‘Invictus’, retrata-nos a tentativa de Nelson Mandela em transformar uma equipa de Rugby, de raça branca, num símbolo de união nacional. Que lição podemos retirar desta história?

O “Descubra as Diferenças”, pode ser ouvido hoje às 18 horas e no Domingo, dia 31 de Janeiro, às 19. Tem podcast disponível aqui e é também transmitido pela Rádio Universitária de São Paulo, no Brasil.

“Descubra as Diferenças”… Um programa de opinião livre e contraditório, onde o politicamente correcto é corrido a quatro vozes e nenhuma figura é poupada. No final de cada emissão, fique para ouvir a já clássica “cereja em cima do bolo”: uma música, em irónica dedicatória, ao político/figura/situação em destaque na semana.

Maus hábitos

Filed under: Economia,Nanny State Watch,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 13:10

João Miranda

Pedro Adão e Silva defendia ontem que estes serviços de rating deviam ser dados por uma autoridade pública idónea sob controlo do banco central europeu. Ou seja, dava jeito que os ratings fossem atribuídos, em regime de monopólio, por um burocrata sobre quem se pudesse fazer pressão política, como se faz actualmente com o BCE. O senso político deve prevalecer sobre o mercado neoliberal. Mas será que o mercado iria na conversa?

Bom mesmo era se os ratings de Portugal pudessem ser atribuídos pelo amigo Constâncio, ou até pelo governo. Ou se o governo pudesse decidir os ratings com um telefonema, tal como faz com as linhas editoriais das televisões e dos jornais. No fundo, a melhor análise de rating é o sistema implementado para a avaliação dos professores: muita burocracia que no fim se reduz à auto-avaliação.

Tudo isto revela uma sociedade pouco habituada a ser avaliada por autoridades externas e independentes. Uma sociedade que facilmente recorre a teorias da conspiração para desculpar as suas próprias debilidades. Uma classe política medíocre que reage mal a toda a opinião que não controle. Um desejo de controlo de tudo o que seja opinião independente. Uma incapacidade de viver para alem do “estou muito satisfeito comigo”.

Paranóias Brancas

Filed under: Comentário,Cultura,Nanny State Watch — André Abrantes Amaral @ 11:50

Neste livro, Don DeLillo descreve-nos a paranóia de uma pequena comunidade norte-americana, perto da qual se dá um acidente tóxico. O descarrilamento de um comboio origina a fuga de uma nuvem negra com produtos químicos de efeitos desconhecidos. Primeiro vem a apreensão, com o desassossego dos filhos de Jack Gladney, em primeiro plano. Depois a evacuação de toda a localidade, ordenada pelas autoridades. Filas e filas de automóveis deslocam-se pelas estradas para diversos locais antecipadamente preparados para receber aqueles novos refugiados. Gladney deixa-se ir na onda. Para ele um professor universitário nunca seria um refugiado, o que não deixa de ter a sua graça sendo Gladney um estudioso de Adolfo Hilter. Mais tarde surge a dúvida miudinha de quem possa ter sido contaminado. Quem morrerá primeiro? E o que sucederá aos que ficarem sozinhos? Como serão reconfortados os seus medos? Uma panóplia de receios primários, com várias deslocações a médicos e outros modos bem menos ortodoxos na busca de um pouco de paz. Tudo  ampliado por muito ruído branco.

Nós vamo-nos rindo com o passar das páginas deste livro e é com a satisfação de quem leu algo divertido que o guardamos na prateleira. Passados dias, no meio de uma conversa sobre a gripe A e a possível fraude e criação estudada de pânico, mais a condução massiva de homens e mulheres para agirem de uma ou de outra forma, um frio percorre-nos a espinha. Nós também vivemos naquela pequena cidade, alargada agora para o mundo inteiro. Magotes de gente tirou dias e deslocou-se para as filas dos hospitais e com algum receio, tomou vacinas. À entrada e em todos os andares do prédio onde trabalho, há folhetos que nos ensinam a lavar as mãos. Já subi sozinho no elevador porque espirrei à entrada. Colegas a cumprimentarem-se com luvas. Foi um inverno solitário e difícil. E não aconteceu nada de mais que não fosse um ruído universalmente branco. Nós vamo-nos rindo, mas às vezes fico com alguma vontade de chorar.

Portugal até pode não ser a Grécia, mas não nos gozem …

Filed under: Diversos — Rodrigo Adão da Fonseca @ 11:23

… Sr. Primeiro-Ministro, comparar o défice de Portugal com o dos Estados Unidos, do Japão, e do Reino Unido, só devia dar para rir, se não fosse triste.

Alice no País das Maravilhas

Filed under: Diversos — Rodrigo Adão da Fonseca @ 11:15

Quando ouço José Sócrates falar da sua governação fabulosa, cheia de atributos, que deve encher de orgulho os portugueses, e comparo as projecções do nosso Primeiro-Ministro com as dos bancos internacionais e das agências de rating (que nos empurram em termos de performance para o fundo do pelotão do Euro, só superados pela Grécia), não sei porquê, lembro-me sempre daquele anúncio de jornal:

A receita de sempre

Filed under: Economia,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 10:21

A quebra de despesa com pessoal que surge inscrita na proposta de Orçamento do Estado resulta de uma alteração metodológica na contabilização destas despesas e não de uma redução efectiva de gastos. No relatório do OE, o Governo repete uma forma de contabilização da despesa com pensões da Função Pública (CGA) que adoptou no orçamento de 2009, alargando-a este ano também à despesa com os subsistemas de saúde dos funcionários públicos.

O défice orçamental não é afectado, já que a alteração interfere, no mesmo valor, nas receitas e despesas. Já o esforço de redução de défice deste ano é muito diferente: o corte em um ponto percentual – de 9,3% do PIB para 8,3% – é conseguido em 90% pelo lado da receita e só em 10% pelo lado da despesa.

Confirma-se, o problema são as agências de rating

Filed under: Economia,Política,Portugal,União Europeia — Miguel Noronha @ 08:56

Bloomberg

The group of 16 finance ministers whose countries use the euro expressed concern that the economies of some nations may undermine monetary union, Handelsblatt reported, citing a draft statement by the group ahead of a meeting in mid-February. (…) The finance ministers referred to the economies of Greece, Ireland, Spain, Portugal and Cyprus

Estes são como o chefe, trabalham 24 horas por dia, às vezes mais

Filed under: Diversos — Rodrigo Adão da Fonseca @ 00:54

Começo a achar que a identidade dos “Abrantes” interessa, sobretudo, já não a quem defende uma democracia saudável, mas à Inspecção Geral do Trabalho. É que é impressionante a capacidade de reacção que se nota lá para os lados do Câmara Corporativa. Este post é paradigmático, tal o nível de pormenor, e a capacidade de arremessar números, como forma de argumentação.

O que atrapalha todo este raciocínio são mesmo, quer os 9.3% de défice, em 2009 – a juntar a já excelente performance de 2008 – quer os 8,3% previstos, para 2010 – isto se tudo correr “bem” – e o facto do país ter de pedir dinheiro emprestado para cobrir o serviço da dívida. Não sei porquê, cheira-me a pântano guterrista…

PS: Os “Abrantes”, de facto, esforçam-se;  é gente que dá o corpo ao manifesto, 24 horas por dia; vejam-nos, aqui, cantando a defesa do défice.

Janeiro 28, 2010

Breaking News: especialistas chegaram à conclusão que a Escola pública cria cidadãos-tipo

Filed under: Política — elisabetejoaquim @ 20:32

No Jornal Público: Vem aí uma geração de rapazes frustrados:

O fenómeno, que é comum à maioria dos países ocidentais, Portugal incluído, está a alargar o fosso entre rapazes e raparigas no sistema educativo. As raparigas têm hoje melhores notas e vão mais longe; os rapazes desistem, muitos deles logo no fim da escolaridade obrigatória. Nos 27 países da União Europeia, só a Alemanha mantém, no ensino superior, valores equilibrados de participação dos dois sexos.

“É perverso que se avaliem instâncias cognitivas com base em comportamentos. Se um aluno indisciplinado aprende, a sua aprendizagem tem de ser reconhecida”, sustenta Nuno Leitão, antropólogo.

“Penso que corremos o perigo de estar a criar uma nova classe baixa”, constituída só por rapazes, diz o director do instituto britânico de políticas para o ensino superior.

Nada que um pouco de engenharia social não resolva: o artigo acrescenta que já se pensa introduzir quotas para homens nas faculdades de Medicina, e que estão em cima da mesa propostas para o regresso às escolas separadas ou ainda estratégias de ensino diferenciado que coabitem no mesmo espaço – nada que uma política do género e da identidade sexual estatalmente aprovada não consiga operacionalizar.

Haja paciência…

Filed under: Economia,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 16:36

Jornal de Negócios

É “paradoxal” que as agências de “rating” tenham apelado a que os Estados ajudassem a economia e agora digam para estes “saírem de cena rapidamente”, disse hoje o ministro das Finanças, acusando estas instituições de “seguirem estratégias comerciais” para ganharem quota. Teixeira dos Santos afirmou ainda que a degradação dos “spreads” da dívida pública é generalizada e não exclusiva de Portugal.(…) “Não podemos deixar de afirmar que muitos dos problemas com que nos confrontamos tiveram a ver com erros na avaliação do risco, em parte cometidos pelas agencias de rating”, disse Teixeira dos Santos, para logo de seguida afirmar que “é preciso moderação”(…) O ministro português acrescentou ainda que “não podemos estar sujeitos a estratégias comerciais [das agências de “rating”] que podem ter como objectivo um aumento das quotas de mercado”.

O que eu acho “paradoxal” é que o Ministro da Finanças pretenda imputar às agências de rating a responsabilidade pelas opções políticas do seu governo. Admito que este discurso até possa ter alguma eficácia para concenver o os eleitores do seu partido mas na conjuntura actual e se que se pretende é transmitir confiança ao mercado, parece-me ser de uma irresponsabilidade tremenda senão mesmo suicida.

Se, como disse Teixeira dos Santos as agências de notação têm alguma culpa na actual crise foi porque subavaliaram o risco. É natural que agora façam um esforço na direcção contrária. Mas convém não esquecer que se estas têm como “objectivo um aumento das quotas de mercado” não podem consistentemente fazer análises erradas (que por defeito que por excesso). Afinal, tratam-se de empresas privadas a operar num mercado concorrêncial. Se o mercado não confiar no seu produto o seu destino é a falência. Contrariamente ao governo português, não têm uma base contribuinte que pode indefenida e coercivamente financiar os seus caprichos.

LEITURA COMPLEMENTAR: Os Protocolos dos Sábios de Sião (explicado de forma simples aos “abrantes”)

iBad

Filed under: Media — Carlos Guimarães Pinto @ 13:35

ipadÉ pior do que o kindle para a leitura de e-books. É menos conveniente do que o iPod para ouvir música. É pior que um Macbook para basicamente tudo o resto. Não é também, como se esperava, o grande avanço que se espera há muito nas vídeo-chamadas (nem sequer tem câmera) e navegar na internet só em sites sem flash. Uma grande banhada portanto. Até pode vir a ter sucesso pelo design e pela marca que ostenta, e é de esperar que conquiste espaço no mercado de brinquedos para adultos e nos indefectíveis clientes da Apple. Mas não foi a revolução que se aguardava certamente.

O choque com a realidade

Filed under: Economia,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 12:17

Diário Económico

[O]s CDS portugueses a cinco anos, uma espécie de seguro em caso de incumprimento da República Portuguesa, estão a subir para 150,33 pontos, muito próximos do máximo histórico intradiário de 151,7 pontos, atingido em Fevereiro do ano passado.

Mas os receios dos investidores também são visíveis na evolução do ‘spread’ das obrigações portuguesas. É que o prémio que os investidores exigem para comprar dívida portuguesa em vez das obrigações a 10 anos alemãs, que são a referênca para o mercado, estão já nos 114 pontos base, o nível mais elevado desde Maio do ano passado.

Também a ‘yield’ ou o juro das obrigações portuguesas 10 anos está a subir 1,6 pontos percentuais para 4,36%. É o valor mais elevado desde Julho do ano passado e significa que os investidores estão a exigir juros mais elevados para comprarem dívida portuguesa

Se este cenário não se alterar nos próximos dias, e após ultrapassar a “fase de negação” é muito provável que o governo tenha que fazer alterações profundas no OE2010. E essas vão ser “a doer”…

ADENDA1:Trazer o défice orçamental do máximo histórico de 9,3% do PIB para 3% em 2013 só será possível através de cortes “profundos na despesa” ou “subida de impostos”, considera a Moody”s.

ADENDA2: Os CDS para a divída soberana portuguesa já bateram o máximo histórico

Da série: “saiba para que serve o dinheiro dos seus impostos”

Filed under: Desporto,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 11:57

O Benfica encaixou 65 milhões de euros à custa do contrato-programa firmado com a Câmara de Lisboa, no âmbito do Euro 2004. Santana Lopes não é arguido, apesar de a PJ ter concluído que município, a que ele presidia, instrumentalizou a EPUL para financiar o Benfica

Mais uns que ficaram convencidos

Filed under: Economia,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 11:45

Diário Económico

Na reacção ao Orçamento para este ano, a Moody’s afirmou hoje que Portugal ainda precisa de apresentar um “plano credível para baixar o défice” e assim conseguir evitar mais pressões sobre o ‘rating’.(…)

Diz a agência de ‘rating’, citada pela Bloomberg, que estes números “não só significam que a extensão da consolidação orçamental necessária para restaurar a saúde das contas públicas é muito maior do que antes, como também representa uma maior erosão da sustentabilidade de endividamento de Portugal em relação aos seus pares, sobretudo os da zona euro”.

O vice-presidente da agência de ‘rating’ Anthony Thomas, vai mais longe, e diz mesmo que “o Governo [português] já não pode ser descrito como tendo uma dívida relativamente baixa”.

LEITURAS COMPLEMENTARES: 8.3%; E agora, José?; O orçamento de 2010 em poucas palavras; Ilusão e realidade

Ilusão e realidade

Filed under: Economia,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 10:54

Ilusão

José Sócrates, Portugal’s Socialist prime minister, on Wednesday pledged to cut the country’s spiralling budget deficit by more than two-thirds over the next four years after the shortfall reached a record high in 2009. Speaking after the government unveiled its budget proposals for 2010, he said his overriding concern was to restore confidence in the Portuguese economy and stimulate growth to lift the country out of recession. “Our key goal is economic recovery and for the good of the economy we will begin consolidating the deficit this year,” he said at a briefing for foreign journalists.

…e realidade.

Investors should sell the euro against the dollar as concern over the budget deficits of Greece and Portugal increase, according to UBS AG, the world’s second- largest currency trader

The euro is poised to weaken as the extra yield investors demand to own Greek bonds has climbed to the most since the nation joined the euro-zone, said Gareth Berry, a currency strategist at UBS in Singapore. Portugal’s “uninspiring” budget released this week may lead to further credit downgrades, also weighing on the 16-nation currency, he said.(…) The Portuguese budget “has done little to allay fears about its own commitment to deficit reduction, and further rating downgrades cannot be ruled out,” Berry wrote.

Do manual da sacanice (*)

Filed under: Ambiente,Justiça,Política — Miguel Noronha @ 10:41

A University of East Anglia, que se encontra do centro da fraude conhecida como “Climategate”, arranjou uma forma habilidosa para violar o cumprimento do Freedom of Information Act e mesmo assim escapar aos procedimentos judiciais. (mais…)

Aquele Bush não aprende!

Filed under: Internacional,Política — Miguel Noronha @ 09:41

No discurso sobre o “Estado da União” o presidente dos EUA citou Reagan ameaçou o Irão.

Página Seguinte »

Tema: Rubric. Blog em WordPress.com.

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Join 342 other followers