O Insurgente

Dezembro 15, 2009

A esquerda e o trabalho

Filed under: Media,Política — Carlos Guimarães Pinto @ 10:00

Noticia o Público (10 Dezembro 2009): o governo britanico impôs uma taxa de 50% sobre os bonus dos executivos bancários superiores a 25 mil libras. Os afectados são 20 mil. Um deles lamenta-se: “Isto é um regime de vitimização extrema. Muitas pessoas trabalham fora de horas, em prejuizo das suas famílias, e agora são discriminadas. Isto dá-me vontade de abandonar o emprego”. (…)O problema tem de se resolver. Proponho que se corte o tempo de trabalho deste senhor a metade e com a metade do tempo (e também do salário e dos prémios) que sobra se dê emprego a mais um. Ambos ficariam a ganhar: o que passa a ter vida familiar e o que passa a ter emprego.

José Castro Caldas, no Ladrões de Bicicletas

(…)A quinta tolice é pensar que, porque o montante de trabalho é fixo, os empregados tiram empregos aos desocupados. Esta velha falácia é persistente, apesar de sempre negada. É trabalhando que se gera a necessidade de mais trabalho. Aqui não há partilha, mas crescimento. Ou queda se, em vez de aumentar o bolo, se lutar pela sua divisão.

João César das Neves, num artigo que vale a pena lêr na íntegra.

E agora, Al Gore?

Filed under: Ambiente,Política — Miguel Noronha @ 09:55

No Times Online

There are many kinds of truth. Al Gore was poleaxed by an inconvenient one yesterday.

The former US Vice-President, who became an unlikely figurehead for the green movement after narrating the Oscar-winning documentary An Inconvenient Truth, became entangled in a new climate change “spin” row.

Mr Gore, speaking at the Copenhagen climate change summit, stated the latest research showed that the Arctic could be completely ice-free in five years.

In his speech, Mr Gore told the conference: “These figures are fresh. Some of the models suggest to Dr [Wieslav] Maslowski that there is a 75 per cent chance that the entire north polar ice cap, during the summer months, could be completely ice-free within five to seven years.”

However, the climatologist whose work Mr Gore was relying upon dropped the former Vice-President in the water with an icy blast. It’s unclear to me how this figure was arrived at,” Dr Maslowski said. “I would never try to estimate likelihood at anything as exact as this.”

Estamos entre os melhores…

Filed under: Economia,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 09:36

a destruir empregos.

A economia portuguesa está a destruir empregos a uma velocidade cada vez maior face à média dos 16 membros da zona euro, mostram dados ontem publicados pelo Eurostat. No terceiro trimestre Portugal perdeu empregos em praticamente todas as áreas – com excepção do sector público -, mas é no comércio, na restauração, no turismo e no imobiliário que a sangria se está a agravar a um ritmo maior face à média do euro, apurou o i a partir de dados fornecidos pelo instituto estatístico europeu. A tendência de degradação cada vez mais profunda do mercado de trabalho português, ampliada pela recessão internacional, continua a ser a principal preocupação dos portugueses.

No terceiro trimestre foram destruídos 161 mil empregos face ao mesmo período do ano anterior, um ritmo de variação quase 50% acima da média da zona euro. Esta divergência tem vindo a acelerar ao longo de 2009: entre o segundo e o terceiro trimestres deste ano a taxa de destruição de emprego foi de 1,1% (menos 58 mil postos de trabalho), mais do dobro dos 0,5% registados pelo clube do euro.

Provavelmente esta é daquelas notícias que não era suposto difundir, mas a “falta de sentido corporativo” obriga-me a sublinhar que só o sector público, o único cujas receitas não dependem da performance ou escolhas voluntárias dos consumidores, parece escapar à crise.

His Master Voice

Filed under: Política,Portugal — Miguel Noronha @ 09:11

Não se como se decidem estas coisas. Será que foi por sorteio ou ter-se-à oferecido? De qualquer forma parece ter sido uma boa escolha. Até consegue dizer estas coisas sem se rir.

Em destaque

Filed under: Blogosfera — Miguel Noronha @ 08:28

Esta semana, em destaque o blog Festival de Besteiras que Assolam o Direito.

Dezembro 14, 2009

O caminho da servidão

Filed under: Media,Nanny State Watch,Portugal — Helder Ferreira @ 23:06

Hoje a meio da tarde estava preso numa fila de trânsito e ouvi um pouco de uma entrevista a um académico de Braga que, se percebi bem, é o Professor José Cesário. Pelo que entendi está envolvido na luta contra o tabagismo e, entre outras coisas, estuda os efeitos das diferentes leis nos diferentes países. Parece que em Espanha, quando a lei actual apareceu, os fumadores migraram em massa para os locais abertos ao público que continuaram a permitir fumar, o que levará, a prazo, a legislar mais ou menos no sentido da lei portuguesa para acabar com o regabofe. O Prof José Cesário tem muita pena que a acção da ASAE tenha perdido a autoridade que teve nos primeiros tempos, que é necessária mais fiscalização ao cumprimento da lei e punições mais duras, etc.
Bem, nada neste início me espantou embora, aos poucos, me fosse incomodando sem saber bem porquê. O que me espantou a seguir foi a total falta de pudor com que, o tipo de leis contra o fumo em espaços públicos, foram propostas para outros tipos de hábitos “pouco higiénicos” e para o interior das próprias casas das pessoas. Como se fosse a coisa mais natural deste mundo, o Professor José Cesário dizia que é necessário aprender com a nossa lei do tabaco para combater os maus hábitos alimentares das crianças e jovens; com toda a naturalidade disse que é preciso impedir que os pais fumadores fumem dentro de casa. Não passa pela cabeça do Professor José Cesário que o que ele propõe (cheio de boas intenções com certeza) é o caminho do totalitarismo.

Quando da proposta e aprovação desta lei, muitos avisámos para o que aí vinha: primeiro o tabaco nos cafés, depois em casa de cada um, depois a comida, a literatura, a seguir outra coisa qualquer, até a sociedade higiénica hitleriana esteja completa. Ou seja, a construção do Homem Novo continua por aí nas cabecinhas totalitárias dos altruístas.

O verdadeiro Portugal

Há dias, no Corta-Fitas, João Távora embarcava no comportamento tão típico do “intelectual português” que é a busca da salvação do país, e, como é habitual na espécie, chegava à brilhante conclusão de que “a resolução do imbróglio português só poderá sair duma solução de “salvação nacional” amplamente consensual e de forte liderança”, e de que “é urgente redescobrir a verdadeira alma portuguesa para fundar um novo ciclo”. Deixando de lado a prosa: é difícil dizer qual destas duas “conclusões” é a menos perspicaz.

Comecemos pela “salvação nacional amplamente consensual”. É espantoso como sempre que surge uma crise particularmente grave, toda a gente se lembra de pedir aos políticos que “ponham de lado as divergências” e “se unam” para se encontrar uma “resposta” para os graves problemas que nos afectam. Não ocorre aos suplicantes que é precisamente nas alturas de crise que não só é mais díficil chegar a “consensos amplos” como eles nem sequer são particularmente desejáveis: tais “consensos” são improváveis, pois é em períodos particularmente conturbados e difíceis que as opções à disposição das pessoas se tornam mais radicais, mais drásticas; é portanto apenas e só natural que as divergências entre políticos de uma orientação e outra se tornem ainda mais conflituantes, ainda menos dispostos a chegar a um consenso do que em tempo de “vacas gordas”; em segundo lugar, esses “consensos”, a existirem, são pouco desejáveis pois mais não seriam que um compromisso entre opções mutuamente incompatíveis, um cozinhado aquecido e reaquecido nos microondas das salas do Rato e da São Caetano, concebidos para agradar a toda a gente e destinados a não servir a ninguém que não os que deles recebessem um lugarzinho ou outro numa generosa empresa pública.

Pior que essa curiosa fé no “consenso amplo”, só mesmo o desejo de redescobrir “a verdadeira alma portuguesa” para, com ela, “fundar um novo ciclo”. Não ocorre a João Távora que a “verdadeira alma portuguesa” possa ser precisamente aquela que “fundou o ciclo” a que ele quer pôr fim. Não ocorre a João Távora que “isto” possa ser precisamente aquilo que os portugueses querem. Como em tempos escrevi, Portugal deixou há muito pouco tempo de ser um país verdadeiramente pobre. Há, por isso, uma “memória social” (perdoe-se o jargão) relativamente avivada da penúria, da fome, da miséria. Comparadas com a condição permanente da vasta maioria dos portugueses até há poucas décadas, as agruras desta “crise” são um verdadeiro paraíso, insuficientes para alarmar quem ainda tem a falta de comida como termo de comparação e avaliação da sua condição.

Ainda para mais, a grande maioria do eleitorado certamente se lembra da crise de 73, da do final dos anos 70, da dos anos 80. Um período de dificuldades económicas não é novidade para essa grande parte dos portugueses. E quanto aos eleitores mais novos, desde 2000 que vivem em “crise”, praticamente não se lembram de viver noutro estado que não o de “crise”, e portanto, vêem-na como algo de “normal”, não como algo que justifique uma mudança drástica. Pouca gente em Portugal sente que a estagnação (o destino inevitável do país se não se fizer “alguma coisa”) lhes fará perder o que quer que seja. Já as “reformas” aparecem como a ameaçadora possibilidade de muitos deles perderem alguns dos “benefícios” que o Estado vai fingindo que lhes dá. Entre a calma da estagnação (pouco assustadora se a compararmos com o passado recente do país) e a incerteza das reformas, muitos preferem a estagnação.

Os únicos que poderão perder alguma coisa se a “crise” continuar a ser “normal” (e a ser cada vez mais “normal”) são os que ganharam alguma coisa com a relativa prosperidade dos anos de Cavaco e Guterres. Infelizmente, essa prosperidade veio em grande parte do aumento do funcionalismo público, dos “fundos” europeus e da facilidade do endividamento, ou seja, do Estado e de coisas que ou acabaram de vez ou serão insustentáveis se continuarem. O que quer dizer que os únicos que poderiam ter alguma motivação para querer que a “crise” não se torne “normal”, têm, ao mesmo tempo, muitas razões para não quererem arriscar as “reformas”. É perfeitamente plausível que prefiram comer as poucas maçãs que ainda lhes restam antes que apodreçam, em vez de plantarem outra macieira para passarem a ter mais maçãs para comer. O facto de termos chegado ao “fundo do poço” não quer dizer que façamos tudo para voltar à superfície. Podemos optar por aproveitar o pouco que temos, antes de ficarmos com ainda menos. É uma opção pior, diz o caro leitor, e eu acho que o leitor tem razão. Mas nada nos garante que optemos pelas melhores soluções. A “alma portuguesa” teve, aliás, uma oportunidade de mostrar o que queria há bem pouco tempo. E o que quis foi precisamente “isto”. E eu bem que gostava de acreditar que nada disto é verdade, mas infelizmente é mesmo.

Agrediram um parasita!

Filed under: Diversos — filipeabrantes @ 22:54

Os liberais antigos perceberam muito bem a importância de os políticos em geral, e os governantes sobretudo, temerem o povo. Porquê? Simples: quem detém o poder tem de sentir que não é omnipotente, que tem de prestar contas ao povo, que exerce uma influência directa e coerciva sobre os seus governados e que por isso mesmo tem de respeitá-los. Ora, se isso se aplicava há 200 ou 300 anos, em épocas onde o poder político sobre a sociedade era infinitamente menor do que nos dias de hoje, também se aplicará hoje. O poder, por ser democrático, não tem mais legitimidade do que o poder anti-democrático – a democracia é a ditadura da maioria. O parasitismo inerente à actividade dos governantes é por isso altamente censurável e não é de espantar que haja cidadãos que se excedam no civismo e lhes queiram insultar ou agredir. Na verdade, e se formos práticos, não há outra forma de intimidar a acção dos governantes a não ser a força. A prova disso mesmo é que estes fazem de tudo para não afrontarem quem detém a força (militares e polícia). Nesse sentido, por exemplo em épocas de restrições financeiras, os militares e polícias são dos últimos a serem atingidos nos seus privilégios. Em contexto europeu, com uma população desarmada pelas restrições ao porte de arma, é normal que os políticos tenham avançado com tudo quanto é medidas violadoras das liberdades individuais nas últimas décadas. Sabem que quanto muito o que arriscam é serem substituídos por outros parceiros parasitas da democracia, e no máximo serem atingidos por objectos no meio de exibições públicas.

Pois partiram a boca ao Berlusconi? Nada que me tire o sono. Mais me choca quando fecham pela força uma padaria a pessoas humildes só por não se submeterem às directivas da UE, ou quando arrestam os bens de quem se recusa a pagar os seus impostos. Isso sim, deveria de chocar esquerda e direita que agora apelam à decência pública. Políticos que pactuam com a violência constante e sistemática sobre os seus cidadãos, e que lhes vão ao bolso para sustento do sistema social-democrata, sabem que se arriscam a revoltas. Neste caso a revolta foi do mais inconsequente que se possa imaginar, e ironicamente até poderá beneficiar a popularidade de Berlusconi junto dos italianos. Não nos alarmemos.

O conselho que se pode no entanto deixar aos nossos queridos governantes é: não semeiem ventos se não querem tempestades. Um político, se quer ser ético e ter o respeito dos seus cidadãos, deve defender coerentemente e com firmeza a Liberdade.

Na defesa do matarruanismo

Filed under: Diversos — filipeabrantes @ 21:36

Excelente texto no Minarquista do Rui Botelho Rodrigues, na defesa do matarruano de direita:

Aparentemente é «de direita» exigir que as classes médias educadas e lisboetas paguem elas mesmas o cinema que querem ver; aparentemente é «matarruano» querer que os cinéfilos sustentem a cinefilia. Pelo contrário, é «de esquerda» exigir que os não-cinéfilos, em que se incluem operários e camponeses espalhados pelo país que nem sequer sabem que a cinemateca existe, paguem a cinefilia alheia – geralmente oriunda das classes médias, urbanas e educadas; é «de esquerda» portanto exigir às classes baixas do país que paguem o elitismo das classes médias lisboetas. Bem sei que a Cultura (com C grande, pompa e circunstância) é uma grande religião do Estado; que a Cultura é um bem que se fornece a bem da população em geral, que vivendo na e da ignorância a população sairá dessa condição assim que vir um filme do Manuel de Oliveira ou do Ingmar Bergman, ou assim que puser os olhos na estupenda colecção Berardo; sei que a Cultura do Estado alimenta muitas bocas e que, por isso, quem ataca a imoralidade da coisa é logo acusado de terrorismo, de ser matarruano e de pretender acabar com toda a Cultura. O meu objectivo – que me torna um «matarruano» e ainda por cima «de direita» – não é, porém, acabar com a cultura ou mesmo com a Cultura: é apenas que as classes médias elitistas e aculturadas paguem a cultura do seu bolso, em vez de extorquirem verbas aos cofres do Estado e, por consequência, aos bolsos de gente para quem a Cultura é o mesmo que o Golfe: um luxo; um luxo que se não aprecia ou que se não pode apreciar, e que por isso se dispensa. Com a Cultura do Estado, bem podem dispensar o seu consumo, só não podem dispensar o seu financiamento. É nesta imoralidade continuada e institucionalizada, neste favorecimento das classes médias educadas e urbanas, que consiste o «esquerdismo»? Bela esquerda, belos princípios. Realmente mais vale ser matarruano e de direita.

Al Gore, o mártir

Filed under: Diversos — elisabetejoaquim @ 20:15

Num momento em que se questiona o milagre da multiplicação das águas do mar, e depois dos mais fiéis discípulos de Al Gore terem, sem querer, traido a sua crediblidade ao revelar informações que levaram o profeta a ter de cancelar a palestra do COP15 (na qual apresentaria o Livro que anuncia a solução para a Salvação do planeta), Al Gore é levado a pregar a palavra pelo exemplo, de modo a convencer os mal intencionados e os néscios a quem falta a fé.

Neste contexto, Al Gore anunciou que oferecerá o seu próprio corpo para um estudo pioneiro sobre a preservação de energias, a criopreservação metabólica, que ocorrerá, numa fase inicial, com a periocidade de uma vez por semana, preferencialmente à segunda-feira, dia em que se espera que os seus seguidores jejuem em memória do seu sacrifício.

Al Gore já afirmou não temer as consequências desta experiência, assumindo plenamente o seu destino e perdoando de antemão enventuais erros dos especialistas em climatologia que conduzirão a experiência. “É uma solução win-win”, afirmou, “caso resulte, serei para sempre recordado como o Salvador do planeta, e caso não sobreviva já dei ordens para que o meu corpo sirva para limpar o pecado do consumo de carne de vaca, salvando assim os homens que de mim comungarem“.

cops on COP15

Filed under: Ambiente — elisabetejoaquim @ 18:11

O Charlatão

Filed under: Ambiente,Religião — Miguel Botelho Moniz @ 17:21


«A subida do nível do mar está a acelerar e já começou o fluxo de refugiados

Subsídio de Natal

Filed under: Economia,Portugal — BZ @ 16:35

Em Novembro, a Dívida Directa do Estado (pdf) já ascendia a 130,2 biliões de euros – sem ter em conta a dívida “escondida” nas empresas públicas.

No horizonte de um ano, o valor aumentou, para cada português, cerca de 1.200 euros. Para um agregado familiar de quatro são 4.800 euros!

O estado do debate (II)

Filed under: Ambiente,Economia,Nanny State Watch,Política — Miguel Noronha @ 15:37

Entrevista do portal UOL ao meteorologista Luiz Carlos Molion, da Universidade Federal de Alagoas.

UOL: O senhor diz que o Pacífico esfriou, mas as temperaturas médias Terra estão maiores, segundo a maioria dos estudos apresentados.
Molion: Depende de como se mede.

UOL: Mede-se errado hoje?
Molion: Não é um problema de medir, em si, mas as estações estão sendo utilizadas, infelizmente, com um viés de que há aquecimento.

UOL: O senhor está afirmando que há direcionamento?
Molion: Há. Há umas seis semanas, hackers entraram nos computadores da East Anglia, na Inglaterra, que é um braço direto do IPCC [Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática], e eles baixaram mais de mil e-mails. Alguns deles são comprometedores. Manipularam uma série para que, ao invés de mostrar um resfriamento, mostrassem um aquecimento.

UOL: Então o senhor garante existir uma manipulação?
Molion: Se você não quiser usar um termo tão forte, digamos que eles são ajustados para mostrar um aquecimento, que não é verdadeiro. (mais…)

O culto da barbárie (3)

Filed under: Justiça,Política — Miguel Noronha @ 15:02

Comentário de Carlos Vidal neste post (está a responder a outro comentário de Daniel Oliveira)

Com Daniel Oliveira não há palavras para tanta perspicácia, talento táctico, amor à esquerda, à transformação social educada e ordeira no quadro do estado de direito (do voto e da livre escolha). Depois de Foucault-Deleuze-Guattari (uau!!, as coisas que vamos aprendendo), parece que para os adeptos do Estado de Direito (uma expressão estúpida para estúpidos, ou pior do que isso), o louco continua sem ter acesso à expressão política e a participar nas vésperas de qq coisa que até pode ser o caos ou a revolução. Eu, por mim, gostaria de integrar o louco na revolução.

O meu apreço por estes actos de “dementes” (mas dementes lógicos, pá) aproxima-me de uma circulação fluxista e energética proto-fascista (como aqui alguém debitou sobre um dos meus textinhos) que muito me agrada. É pois nessa ligação entre proto-fascismo e comunismo que eu trabalho. Agora vejo que o sr, jornalista do Expresso (uau!), Daniel Oliveira está definitivamente domesticado e bem domesticado – pela legalidade democrática, pela livre iniciativa e pelo (lá voltamos à mesma merda) Estado de Direito (ufa). Que prosa pomposa e que coisa digna. Que elevação humana e respeitadora dos outros!!

Você é um personagem daquele livrinho de Peter Sloterdijk (um proto-fascista genial) que nos fala do humanismo e do Estado de Direito como formas de amansamento da espécie humana. Mas, o pior é que o Daniel Oliveira já está de antemão amansado, anestesiado na não-violência do novo “parque humano” da harmonia “democrática”. Confuso, senhor?? Então, eu explico outra vez: não confio no amansamento da espécie, não o pretendo (abomino o humanismo) – aqui sou proto-fascista (e convicto seguidor das perversões bataillianas); mas gostaria que elas fossem aplicadas, bem aplicadas, servindo a revolução socialista (não democrática, obviamente, e não pacífica – porque isso não faz sentido nenhum, só na cabeça domesticadinha de DO). Percebeu? portanto, proto-fascista e comunista, aspiro à ponte possível entre estes dois campos na produção de uma violência direccionada ao abate da mediocridade. Percebeu?? Do que não gosto mesmo é da “legalidade democrática”. Oh, isso não, nunca.

Passe bem e apareça de vez em quando. É sempre um prazer ver e ler um “cidadão”.

LEITURAS COMPLEMENTARES: O culto da barbárie, O culto da barbárie (2)

É a vida

Filed under: Diversos — Rodrigo Adão da Fonseca @ 14:58

Por mais que custe a José Sócrates, é no actual quadro parlamentar – e não noutro – que vai ter de governar. O nosso regime dá competências legislativas ao governo, mas as questões fundamentais têm de merecer o crivo da Assembleia da República, e ratificação presidencial.

E pode José Sócrates bociferar, protestar, que não vai a lado nenhum, pois à maioria dos Portugueses agrada que o Parlamento exerça os seus poderes; e tem razões para isso: veja-se o caso dos professores; na anterior legislatura, o PS, com maioria absoluta, empurrou a relação com os professores para o pântano. Recentemente, os impasses foram ultrapassados, em negociação com o PSD. Como bem se vê, é perfeitamente possível governar com este Parlamento, desde que o PS perca o instinto do “posso, quero e mando”.

Nos diplomas fundamentais que aí vêm, é bom que o PS seja capaz de ter uma postura construtiva, na substância e na atitude, porque o país e os cidadãos não vão perdoar “birras” ao senhor Primeiro-Ministro.

Ayrton Senna, o melhor de sempre

Filed under: Diversos — André Abrantes Amaral @ 12:35

Ayrton Senna foi eleito o melhor piloto de sempre. A verdade vem sempre ao de cima. Para quem tenha dúvidas, a mítica primeira volta em Donington é suficiente para que estas se dissipem. Corria o ano de 1993.

O culto da barbárie (2)

Filed under: Política — Miguel Noronha @ 12:02

No i

“Que o tornem Santo imediatamente”. “Que seja nomeado Presidente da República italiana”. “Todos somos Massimo Tartaglia”. Na internet, cresce o número de elogios ao homem que ontem à tarde agrediu Silvio Berlusconi, em Milão. A recordação ficará para sempre na memória do primeiro-ministro italiano e também de todos os que presenciaram ou já assistiram às imagens e ao vídeo dois dentes partidos, o lábio aberto, o nariz partido e a cara coberta de sangue.

Poucas horas depois do ataque, multiplicavam-se os elogios e o número de fãs na página do Facebook: Massimo Tataglia tem agora 41 mil seguidores na rede social. [nota: a esta hora já são quase 50.000]

LEITURA COMPLEMENTAR: O culto da barbárie

Climategate: One Must Ignore 200 Years of Observations to Believe in AGW

Filed under: Ambiente — Miguel Noronha @ 12:00

Artigo de David Bellamy no PJM

This August, right in the middle of the BBC’s promised barbecue summer (which didn’t come to pass), the University of East Anglia’s Climatic Research Unit disclosed that it had destroyed the raw data for its global surface temperature records. Despite the fact that they own some of the most powerful computers in the world, the reason they advanced was “an alleged lack of storage space.” The very foundation of the global warming argument was gone forever. Draw your own conclusions — sabotage or desperation?

Remember the millennium bug, or the dot-com bubble? Tens of thousands of the highest-paid and most computer-literate people fell for it, and rued the day. Now we see folks forced to stand by and watch biodiesel, palm oil, and soya swallow up their biodiverse, sustainably farmed rangelands.

Earth’s climate has remained within the limits tolerated by life for several billion years. During this time, the planet has experienced unimaginable volcanic events which liberated huge amounts of CO2. It has collided with extraterrestrial objects, triggering either an increase or decrease of temperature. Even the energy flow from the sun has varied over such a span of geological time.

And yet — here we are! Life remains. The global temperature is now well within life’s limits, the present-day is cooler than much of previous geological time, and you may soon have the opportunity to buy a secondhand private jet from the worlds first carbon-neutral billionaire.

Deadly Serious

Filed under: Economia,Portugal,União Europeia — Miguel Noronha @ 10:59

No Daily Telegraph (via Portugal Contemporâneo)

No doubt, EU institutions will rustle up a rescue. R[oyal] B[ank of] S[cotland] says action by the European Central Bank may be “days away”. While the ECB may not bail out states, it may buy Greek bonds in the open market. EU states may club together to keep Greece afloat with loans for a while. That solves nothing. It increases Greece’s debt, drawing out the agony. What Greece needs – unless it leaves EMU – is a permanent subsidy from the North. Spain and Portugal will need help too.

O estado do debate

Filed under: Ambiente — Miguel Noronha @ 10:28

“A Few Notes on Climate Change” de Andrei Illarionov (Cato@Liberty)

As the Copenhagen Climate Conference is taking place, it is appropriate to clarify once again what is more or less accurately known about the climate of our planet and about climate change.

Obviously, a brief post can not substitute for detailed studies of professionals in a variety of scientific disciplines – climatology, atmospheric physics, chemistry, geology, astronomy, and economics. However, a short post can summarize basic theses on the main trends in climate evolution, on its forecasts, and on its actual and projected effects.

Podem ler o artigo aqui.

Em alta velocidade para o abismo

Filed under: Economia,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 08:00

Pedro Bráz Teixeira

Parecia que o ministro das Finanças tinha percebido a mensagem vinda dos problemas gregos. Afinal, ou ele não tem poder no governo, ou não percebeu.

Como é que um país com um grave problema orçamental embarca no disparate do TGV, que nos vai agravar o endividamento externo, agravar a competitividade e colocar uma canga permanente sobre as contas públicas, com os seus elevados e persistentes défices de exploração?

Quanto às afirmações do novo ministro das Obras Públicas de que o TGV nos vai ajudar a sair da crise, são más de mais. Um projecto que começa depois do fim da crise, com uma forte componente importada e que vai deixar um peso duplo de décadas sobre as contas públicas (os juros do investimento e os défices de exploração) será tudo menos de resposta á crise.

Queremos mesmo ultrapassar a Grécia e sermos o primeiro país do euro em bancarrota?

Acabou o bluff

Filed under: Diversos,Economia,Médio Oriente — Carlos Guimarães Pinto @ 06:52

Abu Dhabi Bails Out Dubai WorldAbu Dhabi Bails Out Dubai World With $10 Billion

Depois do Reino-Unido ter dado ao Dubai um grande impulso para se tornar num centro financeiro internacional, é a vez do governo de Abu Dhabi emprestar dinheiro a uma das empresas de bandeira do Emirato.

Pois, eu também imaginei que sim

Filed under: Ambiente — Carlos Guimarães Pinto @ 04:03

Al Gore. “As alterações climáticas são a uma escala bíblica”

Amanhã, dia 15

Filed under: Agenda — Bruno Alves @ 01:12

1º Debate blog.PNG

Não se esqueça, caro leitor, amanhã, dia 15 (3ª feira), às 18h, na Sala de Exposições (2º piso do Edifício da Biblioteca João Paulo II da Universidade Católica), a Associação Académica do Instituto de Estudos Políticos da UCP (nobre instituição que caridosamente me acolhe) realizará o seu 1º Debate.blog: todos os meses, dois bloggers estarão no IEP a debater um qualquer tema da actualidade. Nesta primeira edição, Pedro Adão e Silva, do blog Léxico Familiar (para além de ser colunista do I e do Diário Económico, e comentador nos programas Bloco Central da TSF e Roda Livre da TVI 24), e o nosso Rodrigo Adão da Fonseca discutirão o impacto da crise económica e as implicações que esta terá nas políticas a serem adoptadas no futuro. Poderá ainda assistir ao fracasso que será a prestação deste rapaz como moderador, certamente um espectáculo digno de se ver. Quem quiser ir assistir, será bem vindo, e qualquer questão sobre o debate poderá ser respondida através do endereço de mail aaiep@iep.lisboa.ucp.pt.

Dezembro 13, 2009

Preparar o terreno…

Filed under: Comentário,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 23:48

Cada vez mais pressionado, José Sócrates parece apostado em forçar eleições o mais rapidamente possível. Resta saber como reagirão a esta estratégia o Presidente da República, os partidos (incluindo o próprio PS) e, claro, o eleitorado: Portugal é ingovernável com dois orçamentos, avisa Sócrates

O secretário-geral do PS avisou hoje que Portugal é ingovernável com dois orçamentos – um do Governo e outro de “coligação entre a extrema-esquerda e a direita” -, e acusou o PSD de ter entrado em “desvario”.

O culto da barbárie

Filed under: Política — Miguel Noronha @ 23:47

À hora que este post foi publicado, o agressor de Berlusconi já contava com mais de 33.500 fãs no facebook.

Às vezes questionamo-mos como foi possível, no passado, determinados monstros gozarem de tanta popularidade.

Polónia 1981

Filed under: Internacional,Política,Videos — Miguel Noronha @ 21:11

A 13 de Dezembro de 1981, um autodenomindado Comité Militar de Salvação Nacional assumiu o governo da Polónia. O seu objectivo primordial foi esmagar o movimento pró-democracia liderado pelo Solidariedade que foi prontamente ilegalizado e os seus principais dirigentes presos. Especula-se que o golpe terá sido despoletado para evitar uma intervenção “amigável” do Pacto de Varsóvia (à semelhança do ocorrido na Checoslováquia e Hungria). Por cá, o PCP e a CGTP apoiaram o golpe. O governo da Aliança Democrática (liderado por Pinto Balsemão) apoiou o apelo de Ronald Reagan.

Lord Monckton adresses a Greenpeace-campaigner on global warming

Filed under: Ambiente,Videos — Miguel Noronha @ 20:08

O keynesianismo explicado

Filed under: Comentário,Economia,Media,Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 19:35

O Cainesianismo explicado às criancinhas. Por JCD.

O capitalismo gera crises em contextos de forte intervenção estatal, pelo que é preciso intensificar a intervenção estatal para resolver as crises. Estranhamente, o capitalismo continua, ainda assim, a gerar novas crises. Resta por isso aumentar a intervenção estatal na economia.

Paul Samuelson (1915-2009)

Filed under: Economia — Carlos Guimarães Pinto @ 18:19

Paul Samuelson foi um dos fundadores do Neo-Keynesianismo e, por mérito próprio, um dos principais responsáveis  pela divulgação do actual pensamento mainstream nas escolas de Economia. O domínio deste pensamento – uma espécie de fusão manhosa das teorias neoclássicas com uma interpretação muito própria dos escritos de Keynes – na teoria económica foi a principal causa da maior parte  das crises económicas nos últimos 30 anos. Mas, apesar disso, enunciar o seu nome faz-me sempre regressar ao meu primeiro ano de faculdade. Se não houvesse outros motivos, este bastaria para lamentar a sua morte. Que descanse em paz.

Igualdade?

Filed under: Internacional,Política — Carlos M. Fernandes @ 15:35
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UN JUEZ de Sevilla se ha atrevido a romper el tabú sobre la violencia de género al denunciar la unidireccionalidad de la ley, enfocada únicamente a perseguir los malos tratos de los hombres por encima incluso de algunas de las más elementales garantías jurídicas.

(…)

Miles de hombres han sido detenidos en estos últimos años por denuncias de mujeres, pero no hay ni un solo caso en el que las acusadoras hayan sido procesadas por denuncias falsas, a pesar de que, como declaró públicamente la jueza de Barcelona María Sanahuja, hay constancia de que muchas esposas se inventan esos malos tratos para mejorar las condiciones del divorcio.

(…)

No ya sólo la casuística pone en evidencia la existencia de un doble rasero. La Ley de Violencia de Género, aprobada en diciembre de 2004, es un ejemplo de desigualdad. Si alguien se tomara la molestia de dedicar diez minutos a ojear el articulado de la norma, podría ver que la violencia de género se circunscribe solamente al mal trato de los hombres contra las mujeres.

A última oportunidade

Filed under: Ambiente,Economia,Nanny State Watch,Política — Miguel Noronha @ 14:00

Excerto de “Os Dias Contados” de Alberto Gonçalves (Diário de Notícias)

Apesar das trafulhices em que a “ciência” do clima tem incorrido, o “consenso” dominante exige que se tomem à letra as respectivas especulações. As especulações variam (há quem aposte na espécie humana engolida por maremotos, tragada pelo chão ou simplesmente dedicada ao canibalismo), mas o Juízo Final é certo. Excepto, garantem-nos, se se passar imediatamente à “acção”. A “acção”, garantem-nos outra vez, é a única resposta possível ao “aquecimento global”. Que o “aquecimento global” seja um risco por provar e, se calhar, literalmente improvável, é mero detalhe: o catastrofismo ambiental prefere a precaução excessiva aos lamentos posteriores, sob o pressuposto de que amanhã pode ser demasiado tarde. Tarde para quê? Na retórica oficiosa, para impedir eventuais tragédias climáticas. Na realidade, para aproveitar o frenesim ainda em vigor. Aqui e ali, sondagens mostram que a crença das populações no “aquecimento global” e sobretudo no papel do homem no dito tende a diminuir. Por este caminho, chegará o dia em que será difícil submeter os cidadãos dos países desenvolvidos ao retrocesso civilizacional que as pantominices do clima pretendem legitimar. Como por aí se diz, a Cimeira de Copenhaga é de facto a última oportunidade não de salvar o planeta mas de destruir o capitalismo, afinal o único objectivo de toda esta história

Q.E.D.

Filed under: Ambiente,Blogosfera,Educação,Media,Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 13:00

Comentário ao post Quem se mete com o clima leva:

Para os cépticos: Liguem um tubo de escape directamente à vossa boca e depois venham dizer que os CO2eq não fazem mal nenhum. Já agora, mantenham-se assim mais de 5 segundos e faziam um favor ao resto da humanidade. Eu estou muito tentado em começar a fazer experiencias destas com os “cépticos” (eu chamo-os de anormais, ou de assassinos em massa) que se atravessarem no meu caminho. Para grandes males, grandes remédios, e afinal até existe população a mais no planeta… EU VOU COMEÇAR A ANDAR ATRÁS DE VOCES E DOS VOSSOS FILHOS!!! SE É GUERRA QUE QUEREM, VÃO TER!!! GOZAR ASSIM COM A IGNORANCIA DAS PESSOAS NÃO MERECE RESPOSTA MAIS CIVILIZADA QUE ESTA!

Emissões e barulho

Filed under: Ambiente,Economia,Nanny State Watch,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 11:00

Excerto de “Os Dias Contados” de Alberto Gonçalves (Diário de Notícias)

Aconteceu em Cacia. Durante o anúncio da construção de uma fábrica de baterias, o eng. Sócrates ergueu a mãozinha e juntou o polegar ao indicador para decretar: “Eu sou dos que acham que quando as cidades tiverem uma percentagem suficiente de carros eléctricos, sem emissões e sem barulho, já não vão querer andar para trás.” Em seguida, explicou que Portugal será o primeiro país do mundo com uma rede nacional de abastecimento dos carros em questão. Por fim, conduziu, risonho, um exemplar dos ditos, com tamanho comparável a uma lata de atum e desempenho idem. Terminada a sessão, ficaram no ar clichés dispersos: “aposta”, “investimento”, “inovação”, “ambição”, “linha da frente”, etc. Contas feitas, tratou-se de um espectáculo notável, mas quem não viu sabe exactamente o que perdeu.

Em quase cinco anos no poder, é impossível registar o número de ocasiões aproveitadas pelo eng. Sócrates para nos informar de que o Governo, o dele, colocou Portugal na vanguarda internacional de uma maravilha qualquer. Agora é o carro eléctrico. Das outras vezes foram chips de computadores, caixas de computadores, “aerogeradores”, placas solares e por aí fora. Invariavelmente, cada maravilha suscita três ou quatro cerimónias de propaganda até se dissolver em falências, fracassos, trapalhadas judiciais ou nas meras intenções. E até perder a atenção do eng. Sócrates, capaz de abraçar a próxima maravilha com a candura de quem nunca se comprometeu com as anteriores.

Havia a anedota do sujeito que vendia bóias na praia enquanto o tsunami se aproximava: o eng. Sócrates continua a vendê-las após a devastação e, sobretudo, como se a devastação não tivesse ocorrido. Juro: não quero saber quanto do meu dinheiro reverte para essas duvidosas causas. Nem perguntar se não haverá um bom motivo para que nações de facto prósperas permitam a Portugal ser pioneiro no que quer que seja. Nem mesmo verificar a marca do computador que o primeiro-ministro usa, a origem da energia que consome ou o veículo em que, desde Cacia, se desloca.

O único ponto de interesse consiste em apurar se, depois de habituados às emissões e ao barulho que o PS produz, os portugueses algum dia vão querer seguir em frente. E, já agora, também conviria saber se em frente ainda haverá alguma coisa além do abismo.

É a política

Filed under: Economia,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 10:00

Ricardo Reis, a economia e a política. Por Miguel Morgado.

Deixemos de parte as tolices que sempre se dizem num artigo de opinião (falo de experiência pessoal), e passemos ao essencial. E o essencial é a surdez dos portugueses quando lhes gritam notícias económicas deste calibre. Eu concordo com o Ricardo Reis. E agradeço-lhe por ter alertado a nação – sem ironia. (Embora seja da mais elementar honestidade acrescentar que se a Pátria for ao fundo, tal não se ficará a dever a falta de avisos – com ironia).
Porém, tenho de perguntar o que é que Ricardo Reis disse quando, por exemplo, se começou a insistir no estado catastrófico das contas públicas e do endividamento da economia. Diz a minha memória que a sua participação no debate foi dizer que nos governos do PSD os défices eram ainda mais graves. Escolheu uma perspectiva sobre o assunto que eu não rejeito enquanto tal, mas é preciso ver que se paga um preço por essa escolha. Ou seja, a sua opção foi tentar conduzir o debate numa certa direcção – politicamente legítima, insista-se – que teria necessariamente de ser incompatível com uma discussão cerrada sobre os problemas actuais. Nessa altura, Ricardo Reis foi parte da solução ou parte do problema?

Sunday Morning Coming Down

Filed under: Videos — André Azevedo Alves @ 10:00


Johnny CashSunday Morning Coming Down

É favor não contrariar

Filed under: Internacional,Política — Miguel Noronha @ 09:24

Excerto de “Os Dias Contados” de Alberto Gonçalves (Diário de Notícias)

Desde o início que se assiste a uma luta entre o que Obama é e o que os seus devotos queriam que fosse. O discurso de aceitação do Nobel da Paz, que Obama dedicou à necessidade de determinadas guerras, é apenas o mais recente golpe numa ilusão que deu um trabalhão a criar. Aos poucos, a ilusão esvai-se e sobra aquilo que, dentro dos EUA, sempre se pressentiu: um homem, eleito por motivos válidos, absurdos e assim-assim ao mais influente cargo da Terra e cuja prestação convém avaliar em função dos factos e não de delírios.

Incrivelmente, fora dos EUA os delírios persistem. Se muitos, desanimados, desistiram de ver em Obama o ícone antiamericano com que sonharam, outros, por teimosia ou convicção real, mantêm a esperança. Alguns dos esperançados roçam o fanatismo. Alguns dos fanáticos roçam a paródia. São os que, em se tratando de Obama, “percebem” na oposição à erradicação das minas terrestres a forma de erradicar as minas terrestres, na manutenção do Patriotic Act o processo de acabar com o Patriotic Act, na detenção de terroristas em bases americanas o modo de condenar a detenção de terroristas em bases americanas e, em suma, na defesa da guerra o único caminho para a paz.

Há dias, um editorial do Público partilhava esta recusa da evidência em prol do seu reverso e exigia aos “cínicos” que se calassem. Enquanto “cínico”, calo-me: certos estados mentais não devem ser contrariados. Já basta o próprio Obama contrariá-los diariamente, embora, como se nota, sem grandes resultados

Pois são

Filed under: Internacional,Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 02:01

São os mesmos. Por Henrique Raposo.

Deve ser da idade…

Filed under: Comentário — André Azevedo Alves @ 01:28

Estou cada vez menos conservador e cada vez mais reaccionário.

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