O Insurgente

Dezembro 18, 2009

Hoje às 18 horas, Descubra as Diferenças com Helena Matos (Em redifusão, Domingo às 19)

Filed under: Insurgentes nos media,Internacional,Política,Portugal — André Abrantes Amaral @ 15:39

Esta semana o ‘Descubra as Diferenças’ conta com a presença especial de Helena Matos que analisa alguns dos principais acontecimentos de 2009. São eles:

1) Descrédito da Justiça – A Justiça portuguesa alcançou o descrédito absoluto, com a sua politização. Será resultado da degradação sentida ao longos dos últimos anos, ou a figura de José Sócrates foi decisiva para este desenlace?

2) Ano político 2009 – A perda da maioria absoluta por parte do PS, a governamentalização da CGD e do BCP, mais os negócios decididos pelo governo em prol do bem estar público. Passámos do estado paternal para o estado usurário?

3) Obama um ano de Nobel – A finalizar o seu primeiro ano na Casa Branca, Barack Obama recebeu o Nobel da Paz ao mesmo tempo que reforçava as tropas norte-americanas no Afeganistão. Justificou-se, dizendo que a paz se consegue estando pronto para a guerra. Mas não foi este também o entendimento de Bush?

O “Descubra as Diferenças” tem podcast disponível aqui.

“Descubra as Diferenças”… Um programa de opinião livre e contraditório, onde o politicamente correcto é corrido a quatro vozes e nenhuma figura é poupada. No final de cada emissão, fique para ouvir a já clássica “cereja em cima do bolo”: uma música, em irónica dedicatória, ao político/figura/situação em destaque na semana.

Bruno “Pidá”

Filed under: Diversos — filipeabrantes @ 15:14

Alguém sabe, em concreto, o que motivou os crimes do Bruno “Pidá”?

Inimputáveis

Filed under: Economia,Nanny State Watch,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 14:50

Ainda mal refeito do sismo de ontem (durante o qual dormi profundamente), descubro que o governo planeia obrigar à inclusão de uma clausula relativa a sismos nos seguros multi-riscos. Para tornar o negócio mais interessante para as seguradoras (porque o resseguro não deve ser barato nestes casos) propõe-se constituir um “fundo de risco sísmico” que funcionaria à semelhança do Fundo de Garantia Automóvel.

Para além do carácter paternalista da medida, os nossos governantes (e as seguradoras) demonstram que a sua irresponsabilidade não conhece limites.

Qual é então o problema? Ora vamos imaginar que o sismo de ontem, em vez de uns meros 6 tinha atingido uns assinaláveis 8 ou 9 na escala de Richter. O grau de devastação do Algarve à Grande Lisboa teria sido extremamente significativo. Contrariamente aos acidentes de viação ou outros riscos mutuados, as perdas dos segurados são forte e positivamente correlacionadas e os montantes de danos de tal modo elevados que “devoram” todo o capital das seguradoras. Inexplicavelmente, no i diz-se convictamente que “Uma coisa é certa: quanto mais generalizado for a cobertura anti-sismo, menor será o custo para cada segurado“. Nada mais errado. Quanto mais generalizado maior será o risco assumido pelas seguradoras. Para agravar a questão temos o supracitado “fundo de risco sísmico”. Neste tipo de seguro só uma seguradora multi-nacional conseguiria diversificar o risco. O que não é caso. Caso ocorresse um sismo todas as seguradoras seriam afectadas pelo que, para servir como garantia efectiva, o fundo teria dispor de montantes idênticos ao capital segurado.

Com a legislação avance, para além das perdas humanas e patrimoniais teremos um terramoto financeiro. Este último, criado pela irresponsabilidade humana.

Parecendo que não, tem a ver com os minaretes

Filed under: Religião — Maria João Marques @ 13:43

«In 1981, aged 15½, I was taken out of my school in Derby and told by my parents that seven years earlier I had been promised in marriage to a man from Punjab. They showed me a photograph of him. They had not even met him themselves, but they wanted me to marry him because they knew it would give them great status to be able to get this man into Britain and gain him citizenship.

When I refused to go through with the marriage I was locked in a room. My mother told me: “unless you marry who we say, you are dead in our eyes”. Unknown to my parents I had a boyfriend, and I ran away with him to Newcastle where we slept in a car and washed in public toilets before we managed to find a bedsit.

I spent seven years in hiding and it was only when I heard that my 24-year-old sister Robina had set fire to herself rather than suffer the shame of leaving a violent arranged marriage, and had died as a result, that I returned to Derby to campaign against forced marriage. Even now my brother and surviving sisters will cross the road rather than talk to me.

I was lucky compared with many victims. When I was on the run in Newcastle I told my story to a policeman who agreed not to send me back home. Unfortunately, the police often fail to believe girls who tell them they are in danger; they are treated like stroppy teenagers who have fallen out with their parents. Tulay Goren begged to be put into a children’s home. If she had been listened to she would be alive now.»

Jasvinder Sanghera

É tramado

Filed under: Economia,Política,União Europeia — Miguel Noronha @ 11:00

Com tanto “investimento público” nos últimos anos não consigo perceber a origem da crise grega. Consta que corre o risco de insolvência. Inexplicavelmente.

(fonte: Daniel J Mitchell)

Barreiras Lógicas

Filed under: Ambiente,Comentário,Economia,Internacional,Política,Religião,Teoria — Miguel Botelho Moniz @ 10:03

O debate sobre o aquecimento global deveria ser simples. Mas não é. A politização da ciência, que continuando assim vai acabar por descredibilizá-la completamente, não o permite. Existem quatro barreiras que os proponentes de medidas draconianas para tentar reverter os (supostos) malefícios do (possível) aquecimento global devem ultrapassar:

1) O aquecimento global é um facto?
2) Se a resposta a (1) é afirmativa, a causa é antropogénica?
3) Se a resposta a (2) é afirmativa, há algo que possa ser feito para inverter ou mitigar o aquecimento?
4) Se a resposta a (3) é afirmativa, esse “algo” é a melhor forma de aplicar tanto dinheiro?

Apenas uma resposta positiva ao último destes pontos poderia justificar as medidas radicais avançadas por vários ambientalistas, ou mesmo as menos radicais, mas intrusivas e potencialmente desastrosas, avançadas por inúmeros políticos influentes e actualmente a ser consideradas em Copenhaga. O meu objectivo neste post não é abordar este ponto. Para tal, remeto para as ideias coordenadas por Bjorn Lomborg; apesar de não concordar inteiramente com elas parecem-me um ponto de partida razoável.

Uma atitude céptica relativamente a qualquer acção política de grande escala cujos promotores dizem ser tão urgente que não se deve perder tempo a debatê-la é um caso de puro bom senso. Tal como é uma atitude de repúdia quando alguém sugere “gerir” a população humana para valores mais baixos ou alterar os meios de produção industrial ou agrícola para níveis que só são compatíveis com um aumento generalizado da pobreza e de carências várias. No entanto, os tresloucados que apregoam estas enormidades são levados a sério e considerados idealistas, enquanto que quem duvida da necessidade de regredir as nossas sociedades é comparado a um negacionista do Holocausto e/ou tratado como um herege a ser trancado a sete chaves numa masmorra. Este contexto mostra que o debate tem já pouco de científico. É na melhor das hipóteses político; na pior, religioso.

O ponto (1), a constatação de que as temperaturas médias têm subido nas últimas décadas, parece ser inegável. Onde podem surgir dúvidas é na questão da escala e de se o aquecimento continua a acontecer presentemente. Isto acaba por estar ligado ao ponto (2): Se o aquecimento já não está a ocorrer, então a causa não deverá ter sido antropogénica, pois as emissões do gases de efeito de estufa continuam a aumentar. Uma constatação de que ele tinha parado, ou regredido, seria um forte indício de que outra causa haveria (actividade solar, por exemplo). Os relatórios contraditórios, que sugerem que as temperaturas não têm subito desde 1998, são por sua vez negados por outros, que sugerem que 2005 foi mais quente que 1998. O tom quase histérico das críticas a qualquer pesquisa que vá contra o consenso de que o planeta continua a aquecer, no entanto, deveria deixar preocupada qualquer pessoa que preze a ciência, e que deseje encontrar uma verdade fáctica, não uma convenção politico-religiosa. Eventuais dúvidas, infelizmente, apenas serão respondidas pelo tempo; ou seja, na eventualidade do aquecimento das últimas décadas não ser antropogénico, apenas o conseguiremos constatar depois de provavelmente já ter tomado medidas desnecessárias e provavelmente nocivas.

Acresce ainda a questão que não basta constatar o aquecimento. É necessário que este seja sem precedentes na história e que a sua magnitude seja superior à variabilidade normal, por definição, não-antropogénica. É aqui que o recente escândalo ClimateGate entra. Os esforços comprovadamente coordenados por uma dúzia de cientistas no sentido de “eliminar” o período quente medieval constituem uma fraude científica de proporções inéditas. Os alegados factos usados pelo IPCC para concluir que o aquecimento nos últimos 150 anos foi sem precedentes são colocados em cheque pelo que veio a público agora. Os badalados gráficos hockeystick foram, inequivocamente, fabricados à força para persuadir a comunidade científica. Ao contrário do que querem fazer crer aqueles que minimizam a importância do ClimateGate, não é necessário acreditar numa conspiração global para aceitar que os gráficos são falsos. Basta perceber que um grupo restrito de pessoas falsificou dados que servem de base a vários estudos científicos e que a comunidade aceitou os resultados em boa fé.

O que o método científico exige, perante estes factos, é que se rejeite a teoria de que o aquecimento recente é sem precedentes. Mais: Urge reverter a forma como o processo político tem vindo a manchar o processo científico; rever os processos de peer-review; rever a forma como fundos de pesquisa são atribuídos. Se isto não fôr feito, corre-se o risco de manchar irremediavelmente a reputação da ciência, criando um mundo em que os “factos” serão baseados em maiorias sociológicas, ou na capacidade de as formar ou influenciar, em vez de estarem assentes na realidade objectiva.

Leitura complementar: Posts sobre ClimateGate n’O Insurgente.

ClimateGate: Como instituir o pensamento único

Filed under: Ambiente,Política — Miguel Noronha @ 09:19

“How to Manufacture a Climate Consensus” de Patrick J. Michaels (WSJ)

Few people understand the real significance of Climategate, the now-famous hacking of emails from the University of East Anglia Climatic Research Unit (CRU). Most see the contents as demonstrating some arbitrary manipulating of various climate data sources in order to fit preconceived hypotheses (true), or as stonewalling and requesting colleagues to destroy emails to the United Nations Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC) in the face of potential or actual Freedom of Information requests (also true).

But there’s something much, much worse going on—a silencing of climate scientists, akin to filtering what goes in the bible, that will have consequences for public policy, including the Environmental Protection Agency’s (EPA) recent categorization of carbon dioxide as a “pollutant.”

The bible I’m referring to, of course, is the refereed scientific literature. It’s our canon, and it’s all we have really had to go on in climate science (until the Internet has so rudely interrupted). When scientists make putative compendia of that literature, such as is done by the U.N. climate change panel every six years, the writers assume that the peer-reviewed literature is a true and unbiased sample of the state of climate science.

That can no longer be the case. The alliance of scientists at East Anglia, Penn State and the University Corporation for Atmospheric Research (in Boulder, Colo.) has done its best to bias it. (mais…)

E se fossem tratar da vida deles?

Filed under: Nanny State Watch,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 08:54

Medeiros Ferreira

Ontem deu-se o maior abalo de terra em Portugal continental dos últimos 40 anos, ou seja desde o de Fevereiro de 1969. Em nenhum dos dois houve «danos materiais» assinaláveis.Pois já se fala num seguro anti-sísmico por habitação. Obrigatório, entenda-se.Uma mina, claro está

Dezembro 17, 2009

Sobre a regionalização

Filed under: Comentário,Política,Portugal — João Luís Pinto @ 23:04

Não posso deixar de exprimir o meu apoio na generalidade à opinião expressa pelo Miguel em relação ao assunto que mais uma vez regressa à discussão, por motivos mais ou menos bem intencionados, nomeadamente em termos de timing.

Sobre o assunto, já se pronunciou ontem o PM e secretário geral do PS, no sentido de apoiar como modelo de regionalização uma proposta que passa pela criação de cinco regiões administrativas, muito provavelmente coincidentes com as NUTS II, e com a criação associada dos respectivos governos regionais.

Estamos, na minha opinião, perante uma solução errada para o problema da descentralização, e perante um caminho que se poderá consumar num grande amargo de boca para muitos dos actuais bem intencionados defensores do processo, materializado na criação de um mero patamar político intermédio entre o governo central e os municípios, muito apetecido por muitos desempregados mais ou menos temporários da política, como também já havia referido aquando do rescaldo das eleições autárquicas.

Não digo, naturalmente, que não haja necessidade de descentralizar o macrocéfalo e centralista estado que temos, mas oiço muito pouco da parte dos proponentes da causa no sentido de satisfazer aquelas que são para mim condições básicas para credibilidade das propostas. A primeira é a de afirmar taxativamente quais são as competências de que estado central está disposto a abdicar em prol do governo descentralizado, e nomeadamente quais são os montantes do orçamento de estado de que abdica pela perda dessas competências. A segunda é argumentar e justificar a necessidade da criação desse patamar intermédio do governo do estado, particularmente justificando quais são as questões que só poderão ser abordadas por essa solução, e que não podem ser resolvidas pela atribuição dessas competências aos municípios e às coligações livremente estabelecidas entre estes.

No seguimento desta segunda condição surge a terceira: a de que os proponentes aceitem o compromisso de, antecipadamente ao processo de regionalização, removerem os impedimentos constitucionais à autonomia fiscal dos municípios (ou governos regionais).

A não satisfação destas condições, na minha óptica, só pode representar uma ameaça iminente: a de que se quer fazer uma espécie de fusão entre os governos civis e as comissões coordenadoras regionais, e atribuir-lhes a gestão de alguns fundos comunitários de incidência regional e as nobilíssimas competências que subsistem nos primeiros.

Tudo isto com o conveniente efeito lateral de criar toda uma corte regional, com novos e abundantes empregos para caciques desocupados, eminências da política regional e outro boys e assessores da esfera das distritais políticas.

ClimateGate: O mistério das estações russas

Filed under: Ambiente — Miguel Noronha @ 17:00

No blog de James Delingpole (Daily Telegraph)

On Tuesday, the Moscow-based Institute of Economic Analysis (IEA) issued a report claiming that the Hadley Center for Climate Change based at the headquarters of the British Meteorological Office in Exeter (Devon, England) had probably tampered with Russian-climate data.

The IEA believes that Russian meteorological-station data did not substantiate the anthropogenic global-warming theory. Analysts say Russian meteorological stations cover most of the country’s territory, and that the Hadley Center had used data submitted by only 25% of such stations in its reports. Over 40% of Russian territory was not included in global-temperature calculations for some other reasons, rather than the lack of meteorological stations and observations.

The data of stations located in areas not listed in the Hadley Climate Research Unit Temperature UK (HadCRUT) survey often does not show any substantial warming in the late 20th century and the early 21st century.

The HadCRUT database includes specific stations providing incomplete data and highlighting the global-warming process, rather than stations facilitating uninterrupted observations.

Propaganda Warrior

Filed under: Ambiente,Política — Miguel Noronha @ 14:48

(Copenhagen, Denmark, December 16, 2009) Global warming skeptics from CFACT yesterday pulled off an international climate caper using GPS triangulation from Greenpeace’s own on-board camera photos to locate and sail up long-side of the infamous Greenpeace vessel, Rainbow Warrior. Then in Greenpeace-like fashion, the CFACT activists unfurled a banner reading “Propaganda Warrior” which underscored how the radical green group’s policies and agenda are based on myths, lies, and exaggerations.

Mistérios que a econometria não alcança

Filed under: Economia,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 14:23

“Menos compreensível é o anúncio pela Ryanair da instalação da sua segunda base em Portugal para Faro. Nao faria sentido levar a empresa a investir no aeroporto de Beja, que se pretende, de acordo com as últimas informações que receba as low cost?”

Alguém explica a este jovem porque razão a Ryanair prefere um aeroporto no Algarve a outro no meio do Alentejo? Quem conseguir ganhar um single da Nikita.

Leituras recomendadas

Filed under: Diversos — Rodrigo Adão da Fonseca @ 13:53

“A religião de Copenhaga”, pelo João Miranda, no Blasfémias.

Três razões porque sou contra este processo de regionalização

Filed under: Economia,Nanny State Watch,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 13:01

Esta semana, José Manuel Fernandes apontava uma curiosa coincidência. Devido à limitação de mandatos, nas próximas eleições muitos dos actuais “dinossauros” autárquicos não se vão poder ser candidatos. A criação das regiões administrativas não poderia vir em melhor altura.

Mas isto é uma “mera” curiosidade. Existem outras razões bem mais fortes que me levam a estar contra o processo de regionalização que se anuncia.

Em primeiro lugar, esta vai ser uma repartição do país feita (qual mapa de África) a “regra e esquadro” a partir de S.Bento. Bem negociada entre os principais partidos por forma a repartir as áreas de influência. Não vai ser um processo de adesão voluntária como previa o anterior projecto aprovado pelo PSD e CDS e posterioremente anulado pelo PS. Na sua omnisciência, José Sócrates já decidiu que o país terá cinco regiões. Não serão quatro ou seis ou qualquer outro número a decidir pelas populações. Ele quer que sejam cinco e acabou-se a conversa.

Em segundo lugar, não é difícil prever que os poderes delegados às regiões vão ser mais os resultantes do esvaziamento das autárquias do que da redução das competências do poder central. Quanto muito, os poderes regionais vão funcionar como delegados deste restando-lhes pouca autonomia. O resultado final será mais e não menos centralização, por mais absurdo que possa parecer.

Por último tal como sucede hoje com os municípios, as regiões vão ser fiscalmente irresponsáveis. Este é aliás uma peça essêncial desta falsa descentralização. Garante a subserviência das futuras regiões ao poder central (ainda que com manifestações exteriores mais ou menos folclóricas de rebeldia) em regime competitivo para ver quem “saca mais”.

Resumindo, estou contra esta regionalização precisamente porque considero essencial que exista uma verdadeira descentralização.

Bernanke, homem do ano

Filed under: Economia,Media — Nuno Branco @ 11:41

Ben Bernanke é o “Man of the year” da Time Magazine. Um bom sinal para quem defende o fim do banco central se tomarmos em conta a utilidade desta revista como indicador contrário.

Quem se lembra desta capa pouco antes do rebentar da bolha tecnológica?

E mais exemplos abundam:

(mais…)

Missão cumprida

Filed under: Economia,Política — Miguel Noronha @ 10:07

A maior subida na bolsa em sete décadas está a reduzir a necessidade de medidas de estímulo adicionais, por parte do governo, considera o antigo presidente da Reserva Federal, Alan Greenspan

Segundo Greenspan, a acção concertada da Reserva Federal e da Administração conseguiu recriar a bolha especulativa.

O Lopes expiatório

Filed under: Justiça,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 08:43

Num país em que a tentativa de pressionar magistrados resulta nuns meros 30 dias de suspensão é provável que se aceite que Lopes de Mota agiu por conta própria ao tentar forçar o arquivamento do processo Freeport.

ADENDA: Quando escrevo isto ainda não tinha lido este post do Pedro Pestana Bastos nem tinha ouvido as declarações do advogado de Lopes da Mota.

Dezembro 16, 2009

Circo

Filed under: Comentário,Política,Portugal — André Abrantes Amaral @ 17:44

A autarquia de Lisboa está endividada. O que faz o poder autárquico? Compra uma corrida de aviões para o Tejo.

No meio do descalabro, o que vai salvando um político é o circo. Contra este populismo é muito difícil lutar.

Contra o culto da barbárie

Filed under: Política — Miguel Noronha @ 15:29

João Carlos Barradas (Jornal de Negócios)

Um homem digno.

É o caso do pai do homem que atacou Berlusconi.

Na sua casa, em Milão, esse pai foi claro e singelo.

Disse o senhor Alessandro Tartaglia que o filho sofre de problemas psiquiátricos, afirmou que a família vota à esquerda e discute política em casa, mas, reiterou que não se cultivam ódios pessoais pelo que lamenta tudo o que aconteceu e se manifesta consternado pela agressão ao chefe do governo.

O senhor Tartaglia foi dos primeiros a telefonar para o hospital onde Berlusconi está internado para apresentar a suas desculpas.

O senhor Tartaglia pediu desculpas pessoais, está constrangido, preocupado com o seu filho que aos 42 anos e visivelmente perturbado anda a dizer à polícia ter atacado Berlusconi por não suportar o primeiro-ministro ainda que se mostre arrependido.

Nesta Itália em transe, em que tudo gira em torno das idiossincrasias políticas, familiares e empresariais de Berlusconi, o pai Tartaglia é quem mais lembra outro mundo gentil e idílico.

É o senhor Tartaglia quem evoca o melhor da velha aldeia de Don Camillo e Peppone.

Pena que o senhor Alessandro Tartaglia quase pareça um homem só, solitário, mas, pelo que diz, aparenta ser uma pessoa bem digna das melhores tradições do liberalismo italiano que nunca admitiu nem ses nem mas na hora de se opor à violência.

LEITURAS COMPLEMENTARES: O culto da barbárie, O culto da barbárie (2), O culto da barbárie (3), O culto da barbárie (4)

ClimateGate: O mistério das estações chineses

Filed under: Ambiente — Miguel Noronha @ 15:09

No blog de James Delingpole (Daily Telegraph)

[T]here is great concern among sceptics that the data records used to support the IPCC’s claims about “unprecedented” and catastrophic late 20th century global warming are untrustworthy. Not only do these records rely on a dwindling number of weather surface stations whose readings have been skewed either by relocation or by the warming effects of the cities which have grown around them over the years. But also, the raw data may have been tampered with by activist scientists with a specific political agenda – as for example we saw in this story about some very dubious temperature records in Darwin, Australia.

In 2007 Steve McIntyre’s Climate Audit blog had identified serious inconsistencies in one such data record – the GIStemp record at NASA, run under the auspices of Al Gore’s favourite scientist James Hansen. He wondered whether similar rules might apply at another surface record, HadCrut, run by Phil Jones of the CRU. But when McIntyre put in a Freedom of Information request for data on the weather stations used by HadCrut, this was – predictably and quite deliberately, as we now know from the Climategate files – rebuffed

In 1990 – as Christopher Booker reports in The Real Global Warming Disaster – two papers had appeared on these stations, one in Nature by a team led by Jones, the other by a US scientist Professor Wei-chyung Wang, who also contributed to Jones’s paper. The Jones paper stated that HadCrut had chosen stations ‘with few, if any, changes in instrumentation, location or observation times’. This was confirmed in almost identical terms by the Wang paper. Both papers referred to a report produced jointly by the US Department of Energy and the Chinese Academy of Sciences, making a similar claim. (mais…)

O Apocalipse da Greenpeace

Filed under: Ambiente,Religião — Miguel Noronha @ 14:35

Henrique Raposo (Expresso)

Há tempos, escrevi uma crónica que me valeu uns valentes impropérios de (alguns) ambientalistas portugueses. A dita crónica era uma sátira ao ambientalismo. Dizia eu que a ciência “verde” esconde um imenso culto religioso, que ameaça as pessoas com a coisa mais básica do arsenal teológico: o Apocalipse. Ou seja, a Greenpeace andava a repetir a chantagem mas velha do mundo: “Se não fizeres o que eu digo, vais arder no inferno”. Bom, no caso em questão é mais “irás morrer de hipotermia nas águas do degelo”.

Ora, eu pensava que tinha feito uma sátira. Estava enganado. Fiz uma descrição exacta. Ontem, a Greenpeace encenou uma “cavalgada apocalíptica” em Copenhaga. A ciência “verde” foi buscar as piores partes da Bíblia para convencer cientificamente as opiniões públicas.

Outro

Filed under: Economia,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 14:27

Sinceramente, espero que não se concretizem os cenários mais péssimistas mas, se for esse o caso, não nos poderemos queixar de falta de avisos.

Portugal e a Grécia correm o risco de estar a entrar num ciclo de baixo crescimento económico e dívida cada vez mais insustentável, que faz com que nem o facto de pertencerem à zona euro lhes sirva de protecção, avisou ontem a agência internacional de notação financeira Moody”s.

Num relatório sobre a evolução prevista para os ratings atribuídos aos Estados de todo o mundo, a Moody”s escolhe os dez temas que irão dominar a análise de risco durante o próximo ano. E um desses temas é dedicado em exclusivo a Portugal e à Grécia.

A unir os dois países, assinala a Moody”s, está, para além da ameaça recente feita aos seus ratings, um cenário bastante sombrio para as suas economias. “Uma nova conjuntura, com ainda mais dívida e baixas expectativas de crescimento, combinada com um apetite reduzido pelas reformas, colocou estes países num rumo negativo de crédito”, afirma o relatório. A agência internacional – uma das três mais importantes do Globo – avisa ainda que “in extremis, à medida que a dívida se torna cada vez mais insustentável, os governos podem vir a ficar tentados a tomar decisões que sejam prejudiciais para os seus credores”.

Eu também não comento (mas por razões diferentes)

Filed under: Política,Portugal — Miguel Noronha @ 13:01

O presidente da Comissão para o Centenário da República Portuguesa elogiou, esta terça-feira, a ideia da Câmara Municipal de Paredes em levantar um mastro de cem metros para suportar a bandeira portuguesa. Segundo as contas da autarquia, o mastro custará um milhão de euros, um valor que Artur Santos Silva não comenta

(via Provas de Contacto)

Jantar de Natal da Comunidade de Sant’Egídio

Filed under: Diversos — Miguel Noronha @ 11:53

A Comunidade de Sant’Egídio é uma instituição de solidariedade social, sem fins lucrativos, que presta assistência diária aos mais necessitados: Idosos que vivem em situação precária sem qualquer apoio; crianças de bairros sociais; Sem-abrigos e vive exclusivamente da boa vontade e da ajuda de amigos e de voluntários.

Mais uma vez estamos a organizar o almoço de Natal, que terá lugar no dia 25 de Dezembro, pelas 13h00, no mercado da Ribeira, em Lisboa. Nesse dia tão importante em que a solidão é mais sentida precisamos da ajuda de todos para que aqueles que acompanhamos diariamente possam ter um almoço em família e sentirem que não são esquecidos. Contamos com cerca de quinhentos participantes. (mais…)

Não há muito mais tempo

Filed under: Comentário,Economia,Política,Portugal — André Abrantes Amaral @ 11:47

Portugal não vai ter nenhum TGV, nem sequer um novo aeroporto. Em Lisboa ou noutro local qualquer. Acabou o dinheiro, acabou o regabofe do seu desperdício em obras públicas que dura há mais de 20 anos. Há males que vêm por bem, mas para chegarmos ao bem, vamos ter de sofrer muito. Não o sofrimento de quem se queixa, mas o daqueles que cortam na despesa. Que gastam menos e prescindem de algo bom.

O artigo de hoje no Wall Street Journal é um (mais um) excelente alerta para o que aí vem. Países como Portugal (mais a Espanha, a Itália, a Grécia e a Irlanda) apresentam défices públicos muito elevados, taxas de crescimento, actuais e futuras, muito reduzidas, o que agravará ainda mais o estado das contas públicas. Os países ricos da Europa, com a Alemanha à cabeça, dão sinais de preocupação e a exigir mudanças significativas do modelo de desenvolvimento destes países.

Tanto Portugal, como a Espanha e a Grécia, basearam o seu crescimento económico nos gastos públicos e na bolha imobiliária. Foi aqui que, a par com os fundos comunitários, se arranjou liquidez para financiar a melhoria no nível de vida sentido há vários anos. Esta fórmula já não dava resultados há algum tempo e teve o seu fim com a actual crise. Ora, a única forma de ultrapassar esta difícil situação está em reduzir a despesa. Principalmente a pública. Como referi no início acabaram-se as obras, mas também o trabalho fácil. Empregos garantidos de pouquíssima produtividade no sector público e nas empresas associadas ao estado. Tudo muito caro e que retira dinheiro a quem efectivamente produz e que podia fazê-lo muito melhor e em mais quantidade.

Agora vem o aviso final. Caso não estejamos dispostos a mudar, caso a metade privilegiada deste país que tem empregos e ordenados garantidos e quer viver como há 40 anos, consiga fazer valer a sua posição, teremos sempre outra alternativa: Sair do euro. Sair da moeda única europeia, esquecer os sonho de vir algum dia a fazer parte do grupo desenvolvido de países da Europa, e ter a liberdade de desvalorizar o valor do dinheiro a nosso belo prazer. É fácil, permite a uns tantos continuar a viver mais uns anos na ilusão de que são ricos e não passaremos a cepa torta. Os governos não chegarão ao fim dos seus mandatos, transformar-nos-emos numa república terceiro-mundista até que alguém põe a casa na ordem. Aconteceu ontem. Pode acontecer amanhã. A Europa esquece muito facilmente a suas periferias.

Das duas, uma…

Filed under: Media,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 10:57

Sol

O ex-presidente da República, Mário Soares manifestou-se, terça-feira, em Braga, convicto de que «ninguém vai atrever-se a deitar o Governo baixo pouco depois das eleições legislativas»

Em declarações aos jornalistas, Mário Soares sublinhou que «o Governo não quer cair, quer cumprir a sua missão e os partidos da oposição não têm interesse nisso porque seriam castigados».

i

A estratégia da dramatização divide os socialistas. O líder parlamentar diz que PS não pode promover instabilidade

Das duas uma. Ou o i inventou por completou a notícia ou Mário Soares está algo alheado da realidade e quem anda a falar em demissão é PS e o governo.

O caminho para o empobrecimento

Filed under: Economia,Nanny State Watch,Política,Teoria — Miguel Noronha @ 09:22

“Socialism in Stages” de Dan Oliver Jr. (NRO)

[In 1946] George Kennan (…) argued that the political contradictions of the Soviet state would eventually cause its own demise. America had but to be patient.

Kennan may have been the first to realize that a society based on Communism would not survive politically, but it was Ludwig von Mises, in his 1922 work Socialism, who demonstrated that any such society could not survive economically. (mais…)

Anjos e Dementes

Filed under: Ambiente,Economia,Internacional,Nanny State Watch,Política — Miguel Noronha @ 08:59

Artigo de Fernando Gabriel no Diário Económico

Desde que a nódoa da fraude científica alastrou sobre o pano imaculado que encobria a agenda política a aprovar em Copenhaga, despontaram algumas cabecinhas, declarando a cimeira “irrelevante” por não discutir “o verdadeiro problema”: a sobrepopulação.

Atente-se, por exemplo, no que diz a sra. Diane Francis , editora do jornal canadiano Financial Post. As previsões de evolução da temperatura não a aquecem nem a arrefecem. Com o misto de afoiteza e candura dos que imaginam ouvir a voz do destino, Francis garante que só uma drástica redução da natalidade global poderá impedir “uma catástrofe”. O Instituto Demográfico de Viena fez as contas e a aplicação imediata da política reduziria a população mundial a 3,43 mil milhões em 2075 -um cenário idílico para anti-humanistas como a sra. Francis.(…)

A sra. Francis apenas repete uma variação do tema fundamental do anti-humanismo contemporâneo iniciado por Paul Ehrlich em “The Population Bomb”, onde comparou o crescimento populacional à multiplicação de células cancerosas e exigiu que o “cancro humano” fosse extirpado através de políticas drásticas de redução populacional. Ehrlich e os seus discípulos não compreendem que é o aumento da riqueza, e não o controlo político da reprodução, que desincentiva o crescimento populacional. Não adianta explicar-lhes: os oráculos são inimputáveis e além disso o verdadeiro alvo do planeamento populacional é o ocidente em envelhecimento, onde o “excesso populacional” evoluirá para o “fardo insustentável” dos idosos com o mesmo descaramento com que o “aquecimento global” se travestiu em “alterações climáticas”. A baronesa Warnock já alvitrou que os pensionistas em declínio mental devem ser submetidos a eutanásia, em nome da poupança de recursos para o Estado. É só uma questão de tempo até aparecerem “peritos” que defenderão programas estatais de eutanásia em nome do ambiente, com o mesmo fervor com que outros defenderam no passado programas de eugenia em nome da perfectibilidade. Tomar estes dementes por anjos e acreditar na promessa espúria de salvação política acabará num epitáfio, individual e civilizacional.

Ainda Berlusconi

Filed under: Diversos — filipeabrantes @ 00:57

Já o escrevi aqui: uma agressão (iniciação da força) é condenável sob qualquer ponto de vista, e os governantes e restantes políticos não fogem à regra. Quem agride um político está a desrespeitar os mais básicos princípios da Ética e do Direito.

Contudo, fazer de Berlusconi uma espécie de mártir da liberdade é algo perfeitamente absurdo. Quem se propõe liderar um governo tem de ter a consciência de que está a cometer uma grave imoralidade face aos seus concidadãos, e deve estar preparado para que estes lho lembrem de vez em quando. Quem, para mais, como Berlusconi, tem governado a Itália da forma como o tem feito deve estar preparado para uma resposta por parte dos grupos mais atingidos pelas suas políticas (daí, já agora, o meu grande cepticismo sobre a reformabilidade das democracias), a saber, a esquerda e em geral os grupos instalados e tocados pelas reformas do governo Berlusconi.

Como disse Freitas do Amaral em tempos, o 11 de Setembro não foi legítimo e foi um crime terrível, mas foi compreensível tendo em conta um contexto geral de décadas de agressão dos EUA a países do Médio Oriente. Compreender não é justificar.

Outro exemplo: A viola B; B mata A. Eu compreendo a atitude de B, mas não a justifico dada a desproporção da resposta face à agressão ocorrida.

Leitura complementar: Agrediram um parasita

Dezembro 15, 2009

Novo curso de medicina na Universidade de Aveiro

Filed under: Economia,Educação,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 23:23

É uma boa notícia num domínio no qual o PS tem, apesar de tudo, marcado a diferença pela positiva. Este é um pequeno passo, mas ainda assim um passo na direcção certa: Governo diz que novo curso de medicina ajuda a combater falta de médicos

José Sócrates sublinhou ainda o facto de esta nova oferta formativa vir “corrigir um erro histórico”, que foi a “inexplicável” redução de vagas nos cursos de medicina, nas décadas de 80 e 90.

O executivo acabou por desvalorizar as críticas da Ordem dos Médicos ao novo curso, que resulta de um consórcio entre a UA e a Universidade do Porto, através do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar. “É importante nunca ceder a nenhum interesse, nem corporativo ou particular, e lutar pelo interesse geral”, ressalvou o primeiro-ministro.

Na sessão realizada ao início da tarde de hoje em Aveiro, e que serviu para assinalar o 36º aniversário da UA, José Sócrates foi peremptório em afirmar que o país precisa de mais clínicos. “Estamos a importar médicos. […] Temos de criar novas ofertas de cursos de medicina para que o país disponha mais rapidamente de médicos necessários”, considerou o primeiro-ministro.

Leitura complementar: A urgência de diminuir as barreiras legais ao ensino da Medicina (2); A urgência de diminuir as barreiras legais ao ensino da Medicina; Efeitos do corporativismo extremo na Medicina em Portugal; As vagas de Medicina e os grupos de interesse na saúde; As notas de entrada em Medicina e o falhanço do governo; Um primeiro passo para aumentar as vagas em Medicina; O Bastonário e o monopólio.

E agora, Obama? [2010]

Filed under: Economia,Internacional,Política — BZ @ 17:07

“Social Security will go bust in 2010″, de Gary North.

Para que serve a imprensa?

Filed under: Ambiente,Comentário,Media,Política — Miguel Botelho Moniz @ 16:24

Quando um jornal publica um editorial em que assume que a investigação de factos é secundária perante a força dos números de quem defende uma determinada teoria, isto é jornalismo ou propaganda? Quando um jornalista deixa que a sua opinião pessoal influencie a sua abertura a investigar factos surgidos publicamente, ignorando-os, está a fazer o seu trabalho ou a disseminar propaganda? Quando um jornal dissemina acriticamente a refutação de factos por terceiros, sem analisar os factos em si, está a veicular informação ou a escondê-la?

A crise da imprensa é conhecida. O declínio provavelmente inevitável. Sem boas práticas de jornalismo, o epílogo limitar-se-á a chegar mais depressa.

Algumas notas:

O editorial do i refere [negritos meus]: «[O climategate levou] este batalhão de cientistas a declarar “a maior confiança nas provas de aquecimento global”, a lembrar que o fenómeno se deve “às actividades humanas” e a pedir medidas urgentes na Dinamarca

Na verdade, como se pode ver na “declaração”, não existe qualquer menção à Cimeira de Copenhaga, ou à Dinamarca. A “declaração” limita-se a ser uma profissão de fé nas conclusões dos relatórios do IPCC.

Refere ainda: «O efeito de estufa resulta da emissão de dióxido de carbono, mas é curioso verificar como tanta gente responsável ainda duvida desta evidência científica ou da própria existência do efeito de estufa.»

Não é esta a questão. Este argumento falaccioso tenta reduzir ao ridículo a posição céptica. O que está em causa é a magnitude do fenómeno, especialmente face a outros fenómenos não-antropogénicos, e a alegada urgência de agir.

Saúde e segredo

Filed under: Diversos — elisabetejoaquim @ 15:40
Tags:

O caso do rapaz de 14 anos que morreu em casa no dia seguinte a ter recebido “medicação de suporte” para a gripe A continua sem explicação médica. «Em comunicado o hospital lamenta o sucedido e refere que o doente não apresentava febre nem dificuldade respiratória, nem outros critérios de gravidade clínica’. A avaliação clínica e imagiológica apontou para uma situação que ‘não carecia de internamento’.»

Antes de morrer sofreu fortes hemorragias o que levantou dúvidas sobre a causa de morte. Os resultados da autópsia estão em segredo de justiça. Será que nunhum jornalista se lembra de perguntar directamente se o rapaz tinha tomado a vacina?

Leitura complementar sobre a hemorragia como efeito secundário da pandemrix.

O culto da barbárie (4)

Filed under: Justiça,Política — Miguel Noronha @ 15:02

Miguel Castelo Branco a propósito deste post do 5 Dias.

Li e reli, não fosse a rotunda sonoridade das palavras ocultar uma elegante parábola. Mas não, pois ali estava tudo quanto de mais desprezível encerra a violência gratuita, aquela que mata o combate político e a guerra das ideias, que faz do ódio uma bandeira, apela aos mais primitivos instintos e justifica o assassínio como modalidade da acção política. (…) É o velho fantasma da acção directa, da “propaganda pelo facto”, do revolverismo e do dinamitismo – usando expressões consabidas, património das esquerdas ditas libertárias, que sempre acabaram no liberticídio – que assoma na pinchagem de Renato Teixeira. Podia ser uma blague, mas não é, pois provocação – se a fosse – exigia um exercício de retórica. Ali está, sem tirar, a arte da comunicação totalitária, palavras barrando a inteligência comunicativa. Ali está, apenas, oratória, a arte por excelência de todas as tiranias, o analfabetismo dos sentimentos, a proibição do pensamento. Jamais encontrei melhor no género e bate aos pontos o mais sórdido ódio ao humano que em tempos invadiu uma certa blogosfera racista e miserável que o curso do tempo em boa hora, à míngua de argumentos, acareou e levou à extinção. Que diferença, pois, entre o nazismo e este comunismo que se dissimula no à la page das ideias ditas progressistas? O 5 Dias morreu hoje.

LEITURAS COMPLEMENTARES: O culto da barbárie, O culto da barbárie (2), O culto da barbárie (3)

Change (nem que seja cosmética)

Filed under: Internacional,Política — Miguel Noronha @ 14:23

A Casa Branca deverá anunciar ainda hoje planos para transferir para um centro de detenção no estado do Illinois “um número limitado” dos cerca de 200 suspeitos de terrorismo que se encontram na prisão militar norte-americana de Guantánamo, em Cuba, revela na edição de hoje o diário “The New York Times”.

Como se previa, Obama o encerramento da prisão de Guantanamo não vai trazer grandes diferenças à situação dos que agora lá se encontram detidos. Vão apenas mudar o local de detenção. Com o tempo a escassear, Obama tentar cumprir a promessa mesmo que não tenha qualquer significado prático.

Nota: Na notícia do Público, o jornalista dá a entender que a culpa no encerramento de Guantanamo é culpa (sobretudo) da oposição republicana. Antes vergar os factos que admitir uma falha do messias.

Apresentação em Braga do livro “A Crise Financeira Internacional”

Filed under: Agenda,Economia,Internacional,Livros,Teoria — Miguel Noronha @ 12:04

“A Crise Financeira Internacional” de Fernando Alexandre, Ives Gandra Martins, João Sousa Andrade, Paulo Rabello Castro, Pedro Bação
Apresentação a cargo do Prof. André Azevedo Alves – U. Aveiro
17/12 (Quinta) às 21h30 na FNAC de Braga

A Crise Financeira Internacional, um livro publicado pela “Imprensa da Universidade de Coimbra” é o contributo de quatro académicos e de um profissional, três portugueses e dois brasileiros, na avaliação do risco dos mercados financeiros, que procuraram descrever de forma mais acessível as origens e os efeitos mais imediatos da crise de 2007, a mais grave crise económica e financeira desde a Grande Depressão dos anos trinta.

Mais sobre o livro aqui e aqui.

Ciclos

Filed under: Comentário,Internacional,Portugal — André Abrantes Amaral @ 11:48

Ao ler o livro de Robert Gilpin, ‘War and Change in World Politics’ dei com esta formulação do século XVI sobre os ciclos de poder: “(…) peace bring riches; riches brings pride; pride brings anger; anger brings poverty; poverty brings humanity; humanity brings peace; peace brings riches and so the world’s affairs go round.

Voltando a Gilpin, este cita George Modelski quando afirma, também em defesa da tese dos ciclos geo-políticos, que o poder mundial muda mãos através de guerras hegemónicas (que envolvem grande numero de nações, são ilimitadas nos meios utilizados e de consequências imprevisíveis, até para os vencedores). Acrescenta ainda Modelski que só terão existido cinco potências mundiais. Foram elas Portugal, a Holanda, a Grã-Bretanha (por duas vezes) e os EUA.

A terra gira, o mundo é uma mudança continuada e, às vezes, vemo-nos no meio da história. Há ‘coisas’ que têm a sua graça.

Wise words

Filed under: Economia,Nanny State Watch,Política,União Europeia — Miguel Noronha @ 11:32

Roberts Lucas, Nobel da Economia em 1995

“Se se castiga os ricos pelo seu êxito, o País terá menos êxito”, adverte Robert Lucas ao “Expansión”. A multiplicação das políticas de gastos orçamentais contra a crise é criticada por este economista, que acrescente que os seus efeitos chegam tarde de mais: “O efeito das políticas orçamentais de Zapatero e de Obama vão chegar quando já não fizerem falta”, sendo que os planos fiscais “vão criar obstáculos ao regresso do crescimento” económico.

Considerando o nível de desemprego espanhol “chocante”, Lucas defende uma reforma laboral. E diz: “O endividamento de Espanha é insustentável”, avisando que haverá um efeito de “crowding out” (expulsão): “Se o Estado emite mais [dívida], o sector privado emite menos”.

Tanto Zapatero como Obama, acusa, “falam demasiado sobre a subida de impostos sobre os ricos, como se pudessem financiar a crise apenas com isso. Desincentivam a procura de riqueza”. E sentencia: “A União Europeia está a sair da crise; a Espanha não”.

Subsídio de Natal (2)

Filed under: Economia,Portugal — BZ @ 11:32

Segundo artigo no Diário de Notícias (via comentário do lucklucky), somando à Dívida Directa do Estado a dívida das empresas públicas, o Governo de José Sócrates endividou cada português, no corrente ano, em cerca de 2.800 euros.

Diagnóstico

Filed under: Ambiente — Miguel Noronha @ 10:47

Segundo este editorial do i, quem se opõe à tese do aquecimento global antropogenico é “meio cínic[o], meio psicótic[o]“. Eu acrescento que quem só consegue conceber que quem pensa de forma diferente é desonesto e doente mental (em doses iguais, suponho) expõe a 100% o seu ridículo.

« Página anteriorPágina Seguinte »

Tema: Rubric. Blog em WordPress.com.

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Join 342 other followers