Vale a pena ler o texto de despedida do provedor dos leitores do Público:
Enfrentem a realidade: o público está a emigrar em massa para a informação via digital e não irá fazer marcha atrás
(…)
Julgo o PÚBLICO afectado por certo grau de presunção. Muitas das suas matérias e da sua linguagem são elaboradas em função da superioridade intelectual que os seus jornalistas julgam de bom tom manter, mas será que se interrogam por um momento sobre se estão a comunicar para o público generalista que é o conjunto de leitores do jornal (e que desejavelmente deveria alargar-se a camadas mais vastas)?
A meu ver, ainda pior do que a presunção é a grosseira ignorância de boa parte da redacção do Público (e não só…) demonstrada repetidamente, especialmente nas áreas da economia e das relações internacionais.
Uma das principais razões para a evidente migração para o digital é que para quem deseje andar bem informado, comprar um jornal português é cada vez mais um desperdício face às fontes alternativas de informação e opinião disponíveis. Neste contexto, não é de espantar a queda continuada das vendas da imprensa (que nem os artifícios de marketing e as formas criativas de “estimulação” artificial dos números da circulação paga conseguem disfarçar).
[...] complementar: Jornais que não têm futuro. Deixe um [...]
Pingback por Significativo « O Insurgente — Dezembro 30, 2009 @ 00:36
[...] relatado e a cultura da sociedade, acontece o que aparentemente está a acontecer ao Público [via]. O problema não está na presumida “superioridade intelectual” dos jornalistas, mas na [...]
Pingback por O jornalismo das meias-tintas « perspectivas — Dezembro 30, 2009 @ 06:41
No entanto a comunicação social “alinhada” vai sobrevivendo, sendo que tem o “capital” atrás a financiar prejuizos atrás de prejuizos; Mas como estes meios de informação contribuem e muito para atingir certos objectivos, nomeadamente incutir no povo a doutrina necessária para que mantenham-se em rebanho, alinhados com a visão necessária ao prosseguimento da politica lucrativa para o capital.
Resumindo, sabem o que interessa que saibam… e pensam o necessário… é a cultura existente.
E para distrair do restante levam com o futebol; não é por acaso que num pais tão pequenino existem três diários desportivos, e com grande tiragem…
Comentário por Sopro Leve — Dezembro 31, 2009 @ 00:04
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Pingback por Sem surpresa « O Insurgente — Dezembro 31, 2009 @ 00:52