O Insurgente

Dezembro 30, 2009

A independência é uma forma de vida

Filed under: Comentário,Política,Portugal — André Abrantes Amaral @ 16:00

Este texto de Pacheco Pereira é importante. São poucos os que estão, ou querem estar, na política e não dependem do estado, não têm qualquer ligação a qualquer interesse económico e, cuja vontade para fazer política deriva, única e exclusivamente, do gosto pela política. Por ser útil. São poucos, mas basta estarmos atentos. Apenas são financeira e psicologicamente independentes, os que trabalham nesse sentido desde cedo.

Pacheco Pereira refere-se tão só ao PSD, mas não é só aí que a independência é necessária. A procura deve abranger todas as áreas, deve ser feita por todos os intervenientes. Da comunicação social às empresas, das empresas às universidades, das universidades aos partidos e daí por diante. E quem procura deve ter em consideração que a disponibilidade pode não ser imediata. Ser independente e entrar na rixa não é para todos.

3 Comentários »

  1. Isso não existe, a não ser que estejamos a falar de um qualquer imprestável como o próprio Pacheco Pereira. Quando o nível de intervenção económica do estado atinge este nível, já não há pessoas válidas que se arrisquem na política. Isto só mudará de dentro para fora, não de fora para dentro. Vai mesmo ser alguém dependente a mudar a coisa.

    Comentário por Camarada Toni — Dezembro 30, 2009 @ 16:31

  2. A propósito da revisão ortográfica em curso, na revisão do vocabulário que está a ser feita pelo ILTEC, é afirmado pela respectiva responsável que “quando a referência é a pronúncia optou-se por seguir a da região de Lisboa”.

    Pelos vistos a revisão ortográfica não visa apenas a uniformização da ortografia entre países, visa também a imposição administrativa do falar de Lisboa como referência – substituindo e atropelando a tradição e o entendimento da Academia de considerar o falar de Coimbra como o verdadeiro português-padrão.

    Não é tolerável a Lisboa que o português padrão seja o falado noutra cidade. Por isso, pretende mais uma vez ganhar na secretaria a quem com mérito (Coimbra) lhe faz sombra.

    Da minha parte, e porque a língua pertence ao povo e não ao Estado (sendo o contrário sintomático de países totalitários ou colonialistas), não pretendo aderir ao novo acordo ortográfico. Enquanto me for possível, irei ler livros e jornais no português actual.

    Comentário por PMS — Dezembro 30, 2009 @ 19:32

  3. “Ser independente e entrar na rixa não é para todos.”

    A quem o dizes…

    Comentário por João Cardiga — Dezembro 31, 2009 @ 01:00


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