A família Silva, composta por 4 pessoas, onde só trabalham o pai e a mãe, tem um rendimento disponível, anual, de 30 mil euros. A mãe, que trabalha numa fábrica de componentes para automóveis, de repente é surpreendida com o fecho da laboração, e o consequente processo de despedimento colectivo. O rendimento da família diminui, abruptamente, para 25 mil euros.
O pai Silva reúne a família para discutir com a mulher e os filhos como vão enfrentar as dificuldades. A mãe entende que deve haver cortes nas despesas menos importantes, e eventualmente vender um dos carros. Um dos filhos, habitual leitor de blogues de esquerda, tem uma solução milagrosa na manga, sem dor, e que não obriga a mudar o estilo de vida, antes o projecta para um patamar superior: fazer um empréstimo para “investir” na aquisição de um carro novo, e de uma casa de férias no Algarve. O irmão mais novo propôs a medida mais sensata: vender o portátil do irmão mais velho, poupar na assinatura da net, e oferecer-lhe um bilhete de ida para o centro da Europa, com direito a trabalho nas obras na Alemanha ou na França, para ver o que custa a vida.
Genial!
Como em meia dúzia de linhas se desmonta uma argumentação desenvolvida em centenas de páginas, como as do programa do nosso (des)governo…
Comentário por MAF — Dezembro 28, 2009 @ 18:24
[...] e infelizmente – um ressurgimento de popularidade das mais perigosas falácias keynesianas: O pior de 2009: “a saída para a crise está no investimento público”. Por Rodrigo Adão da [...]
Pingback por O pior de 2009: o retorno das falácias keynesianas | OrdemLivre.org/blog — Dezembro 28, 2009 @ 18:26
e o pai ainda se lembrou de ir à camara lá do sítio perguntar porque a autarquia não faz como em guimarães e dispensa uns terrenos públicos vazios para a mãe plantar umas couves e tal , que sempre dá umas poupanças na mercearia e a mantém ocupada.
Comentário por mf — Dezembro 28, 2009 @ 21:14
E a irma pequena falou, “Sem problema! Nos temos uma maquina de copiar, ne’? Podemos fazer bastante dinheiro!”
Comentário por Bill Woolsey — Dezembro 29, 2009 @ 01:17
[...] textos, quando está provado, à saciedade, que em geral se estica ao comprido. Se, como escrevi aqui, numa família de 4 pessoas, com um rendimento anual de 30 mil euros, um deles for despedido, o [...]
Pingback por Alerta: professor de economia ignora o impacto do subsídio de desemprego no rendimento de uma família « O Insurgente — Dezembro 30, 2009 @ 23:42
Metáfora inteligente. E certeira!
Comentário por Eduardo F. — Janeiro 1, 2010 @ 21:13