Sendo certo que nenhum sistema deste género pode ser invulnerável face a condições extremas, fica a dúvida sobre a forma como países onde as condições climatéricas “normais” são bem mais agrestes do que as portuguesas conseguem (ou não) assegurar a continuidade do fornecimento do serviço e sobre a responsabilização das empresas de distribuição em caso de falhas prolongadas como aconteceu mais uma vez em Portugal: EDP explica o que aconteceu no Oeste: 250 clientes ainda estão sem luz
O responsável da EDP Distribuição adiantou também que, em zonas rurais, a rede «está muito mais exposta» – em 80 por cento do país a rede eléctrica é aérea – pelo que «não é possível garantir que uma situação destas não se repita». Este risco já não surge nas «principais cidades» do país, onde a rede é subterrânea, explicou.
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Os «estragos na rede foram muito elevados», sublinhou Vítor Tomás, e, num universo de 500 mil clientes, ficaram sem energia 350 mil, dos quais 50 por cento viram o seu abastecimento reposto ainda durante o dia de quarta-feira.
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Questionado sobre eventuais pedidos de indemnização por parte de clientes afectados por estes quatro dias sem energia, o administrador da EDP-Distribuição referiu apenas que serão analisados «caso a caso», quando surgirem.
Que posso dizer? São artistas portugueses… e está tudo dito. No accountability at all, palavra q nem sequer tem tradução em português, o q já é sintomático.
Comentário por mindetective — Dezembro 27, 2009 @ 18:57
O que se passa é que a EDP depende nestes casos de muitos sub-empreiteiros. Daqueles sub-empreiteiros que exploram o mao de obra. Ora, no Natal, a mão de obra explorada fez-lhes um manguito…
Tão simples quanto isso, e confirmado…
Comentário por Ricardo Ferreira — Dezembro 27, 2009 @ 20:17
[...] complementar: Qual a responsabilidade da EDP? Deixe um [...]
Pingback por Qual a responsabilidade da EDP? (2) « O Insurgente — Dezembro 28, 2009 @ 16:50
A resposta de Ricardo Ferreira está excelente!
Se me permite, queria apenas acrescentar uma situação.
Essa exploração chega a ser tal, que existem trabalhadores com salários em atraso, e trabalham no fundo indirectamente para uma entidade que até por acaso tem preocupações sociais.
Vejam a Fundação EDP!
E se esta EDP olha-se primeiro para dentro de portas, e tenta-se perceber que sem trabalhadores motivados, não existe trabalho eficiente?
Comentário por Carlos Monteiro — Fevereiro 20, 2010 @ 13:10