“A bancarrota na Grécia e em Portugal” de Ricardo Reis (i)
Portugal vai entrar em bancarrota? Provavelmente não. Mas a possibilidade de isso ocorrer era praticamente zero há uma década e hoje é bem alta. Uma simples chance em cem de renegarmos as nossas dívidas pela primeira vez desde 1892 é assustadora.
Como qualquer pessoa afundada em dívidas, Portugal tem duas opções. Uma é ganhar mais dinheiro com um aumento no crescimento económico. Há uma década que Portugal não cresce. A outra é corrigir o défice público, o que nesta altura de recessão só tornaria a vida dos portugueses ainda mais difícil. Se Portugal tem estas escolhas dolorosas só tem de se culpar a si mesmo pela irresponsabilidade do crescimento do Estado e pela acumulação de dívida pública nos últimos 20 anos.
No mínimo, exige-se aos nossos governantes que tranquilizem os nossos credores com intenções claras, apoiadas por medidas concretas, de controlo das finanças públicas e promoção do crescimento económico. Continuar a esconder o problema dos portugueses, entretendo-os com telenovelas de insultos na Assembleia da República e temas fracturantes no topo da agenda só levará mais depressa ao precipício.
Nota: Ricardo Reis atribui a origens dos problemas orçamentais gregos “em parte (…) à aventura dos Jogos Olímpicos e do novo aeroporto de Atenas” tudo mascarado com uma hábil contabilidade criativa. Recorda-vos outro país?
e o ricardo reis não era aquele q antes das eleições tinha certezas científicas d os burros-despesistas eram
os outros q governaram dois anos e pouco nos ultimos 15?
Comentário por andré cruz — Dezembro 21, 2009 @ 17:27