A economia portuguesa está a destruir empregos a uma velocidade cada vez maior face à média dos 16 membros da zona euro, mostram dados ontem publicados pelo Eurostat. No terceiro trimestre Portugal perdeu empregos em praticamente todas as áreas – com excepção do sector público -, mas é no comércio, na restauração, no turismo e no imobiliário que a sangria se está a agravar a um ritmo maior face à média do euro, apurou o i a partir de dados fornecidos pelo instituto estatístico europeu. A tendência de degradação cada vez mais profunda do mercado de trabalho português, ampliada pela recessão internacional, continua a ser a principal preocupação dos portugueses.
No terceiro trimestre foram destruídos 161 mil empregos face ao mesmo período do ano anterior, um ritmo de variação quase 50% acima da média da zona euro. Esta divergência tem vindo a acelerar ao longo de 2009: entre o segundo e o terceiro trimestres deste ano a taxa de destruição de emprego foi de 1,1% (menos 58 mil postos de trabalho), mais do dobro dos 0,5% registados pelo clube do euro.
Provavelmente esta é daquelas notícias que não era suposto difundir, mas a “falta de sentido corporativo” obriga-me a sublinhar que só o sector público, o único cujas receitas não dependem da performance ou escolhas voluntárias dos consumidores, parece escapar à crise.
Até que enfim que se começa a destruir empregos. É uma coisa que devia ter sido feita há pelo menos 30 anos.
Pena é que seja só no sector privado. O sector público tambémn está pejado de empregos pouco qualificados, inúteis, contraproducentes.
Comentário por Luís Serpa — Dezembro 15, 2009 @ 10:57
Calma. O governo têm-se demonstrado incansável a desviar recursos de empresas rentáveis para mortos-vivos. Mesmo que daqui a uns meses cheguem à conclusão que apesar do dinheiro lá enterrado as empresas são mesmo inviáveis.
Comentário por Miguel — Dezembro 15, 2009 @ 11:16
A tendência destrutiva
repleta de ferocidade,
é uma marca objectiva
da nossa infelicidade.
Mascarando a realidade
com fantochada despesista,
revela-se a boçalidade
de um regime tão farsista.
Com o défice descontrolado
para um nível insustentável,
deste regime esfarelado
brota um cheiro insuportável.
Comentário por Amêijoa Fresca — Dezembro 15, 2009 @ 13:01