Noticia o Público (10 Dezembro 2009): o governo britanico impôs uma taxa de 50% sobre os bonus dos executivos bancários superiores a 25 mil libras. Os afectados são 20 mil. Um deles lamenta-se: “Isto é um regime de vitimização extrema. Muitas pessoas trabalham fora de horas, em prejuizo das suas famílias, e agora são discriminadas. Isto dá-me vontade de abandonar o emprego”. (…)O problema tem de se resolver. Proponho que se corte o tempo de trabalho deste senhor a metade e com a metade do tempo (e também do salário e dos prémios) que sobra se dê emprego a mais um. Ambos ficariam a ganhar: o que passa a ter vida familiar e o que passa a ter emprego.
José Castro Caldas, no Ladrões de Bicicletas
(…)A quinta tolice é pensar que, porque o montante de trabalho é fixo, os empregados tiram empregos aos desocupados. Esta velha falácia é persistente, apesar de sempre negada. É trabalhando que se gera a necessidade de mais trabalho. Aqui não há partilha, mas crescimento. Ou queda se, em vez de aumentar o bolo, se lutar pela sua divisão.
João César das Neves, num artigo que vale a pena lêr na íntegra.
Em tempos pré-BE O Louçã fez uma proposta semelhante. “Trabalharmos menos para trabalharmos todos” dizia ele. Que o digam os franceses com a sua má experiência com semana das 35 horas.
Comentário por Miguel — Dezembro 15, 2009 @ 10:04
Discordo, existem as duas tendências. A esquerda(e uma parte da Direita) conspira para que a semana dos 4 dias não exista já para muitas pessoas. É só ver a quantidade de trabalho inútil que se faz no Estado e mesmo em muitas empresas.
Comentário por lucklucky — Dezembro 15, 2009 @ 12:50
Mas?
A Banca está a dar bónus nalgum local?
Um bónus devia premiar bom desempenho, não muitas horas de trabalho.
José Simões
Comentário por Jose S — Dezembro 15, 2009 @ 14:00