O Insurgente

Dezembro 10, 2009

Obama: War is peace (2)

Filed under: Internacional,Media,Política — André Azevedo Alves @ 20:56

Parece anedota, mas aconteceu mesmo: Obama defends war as he picks up Nobel Peace Prize

Leitura complementar: Obama e o Afeganistão.

9 Comentários »

  1. Orwell no seu melhor…

    Não é tudo isto uma farsa? felizmente que restam alguns bloggers para nos dar alento.

    Comentário por JP Ribeiro — Dezembro 10, 2009 @ 22:01

  2. «I know there is nothing weak, nothing passive, nothing naive in the creed and lives of Gandhi and King.
    But as a head of state sworn to protect and defend my nation, I cannot be guided by their examples alone. I face the world as it is, and cannot stand idle in the face of threats to the American people. For make no mistake: Evil does exist in the world. A nonviolent movement could not have halted Hitler’s armies. Negotiations cannot convince al-Qaida’s leaders to lay down their arms. To say that force is sometimes necessary is not a call to cynicism — it is a recognition of history, the imperfections of man and the limits of reason.
    I raise this point because in many countries there is a deep ambivalence about military action today, no matter the cause. At times, this is joined by a reflexive suspicion of America, the world’s sole military superpower.»
    Este excerto do discurso proferido hoje por Obama mostra que ele tem consciência das críticas que lhe fazem por ter recebido um prémio que muitos julgam indevido. Eu acho que, apesar de parecer estranho que o Nobel da paz seja atribuído a alguém que enviou agora novos contingentes de tropas para o Afeganistão, as críticas à sua atitude devem ser ponderadas pelo facto de que ele herdou uma situação complicada do seu antecessor, o famigerado megalómano Bush. Talvez seja cedo para o criticar e insinuar que vai ser tudo como antes. Parece-me que o mundo inteiro depositou nos seus ombros um fardo pesadíssimo que consiste em considerá-lo como uma espécie de messias moderno. E também não entendo porque criticam tanto Obama e não são tão duros com aqueles que sabiam os verdadeiros motivos que se escondiam por detrás da invasão do Iraque, como Gordon Brown e outros. Ainda agora veio a público a confissão de militares ingleses sobre o modo como se processou essa invasão e sobre as atrocidades cometidas. Os que despoletaram a situação, deviam ser hoje julgados no TPI e não vejo nada. Obama terá que ser ambivalente porque possivelmente não consegue a paz sem terminar esta guerra, por muito nefasta que esta, como qualquer outra, aliás, seja. Farsa? Acho que ainda é cedo para chegar a essa conclusão.

    Comentário por Isabel Pizarro — Dezembro 10, 2009 @ 23:20

  3. E os que reforçam contigentes militares enquanto recebem prémios nobel deviam ir para onde Isabel? O TPI chega-lhe também? O Clinton antes do Bush mandou misseis de cruzeiro antes no 9/11 e soubemos de apenas dois porque massacraram um aviao cheio de civis e uma aldeia. Deixou essa herança como lhe chama para o Bush agravando até ao ponto de sofrerem na pele as consequências.
    Porque não manda o Clinton para o TPI também?
    Já gora e na senda do TPI vá entregar os islamitas do Sudão que limparam o sebo a quase dois milhoes de pretos animistas no sul e caçam no Darfur para poder dar aos seus amigos chineses, que os armam, quantos recursos naturais tiverem.
    O TPI estaria cheio mas iria ter uma bela surpresa.
    Tal como o Nobel da Paz que acaba por defender a guerra vcs tem umas guerras para que não olham ou não querem olhar, a maior parte delas heranças do sol mais brihante que não querem ver julgadas.

    Comentário por OLP — Dezembro 11, 2009 @ 12:46

  4. “Ainda agora veio a público a confissão de militares ingleses sobre o modo como se processou essa invasão e sobre as atrocidades cometidas.”

    Só pode estar a brincar.

    Comentário por lucklucky — Dezembro 11, 2009 @ 13:48

  5. Muito gostava eu que Bush tivesse ganho o Nobel da Paz. Eram as mesmas reacções mas trocava a esquerda com a direita. Cambada de hipócritas, vocês todos.

    Comentário por — Dezembro 11, 2009 @ 14:56

  6. «E os que reforçam contigentes militares enquanto recebem prémios nobel deviam ir para onde Isabel? O TPI chega-lhe também?» Vou pegar nestas suas palavras (já que elas me são dirigidas) para acrescentar isto: sim, eu mandava muito mais gente para o TPI; depois, uma 2ª questão: eu comentei acerca do prémio atribuído a Obama e não pretendi fazer uma resenha dos acontecimentos internacionais que ocorreram antes, mas apenas dizer que considero que a posição de Obama é difícil e por isso falei em ambivalência: que pode ele fazer neste momento em que a ameaça da Al Qaeda é para levar a sério pelo facto de querem tomar conta do Afeganistão (e apenas uma pequena parte dos afegãos quer um governo ultraconservador talibã), estarem a minar o Paquistão (que tem poder nuclear) e tem talibãs infiltrados no governo que tornam o país ingovernável e ainda o problema da guerra estupidamente lançada contra o Iraque? Eu não sou analista política, mas parece-me que Obama não quer uma forma de governar imperialista e tão agressiva como a do seu antecessor (os EUA já não podem dominar o mundo pq não têm poder económico para isso, actualmente). Portanto, qual seria a solução?
    Em vez de enviar os 30 000 soldados para o Afeganistão e pedir ajuda à europa, como ele tem feito, devia abandonar tudo aquilo aos fanáticos talibãs? É certo que muitos civis têm morrido, mas não morreriam na mesma entregues a um poder que maioritariamente rejeitam e que se aproveitam da extrema pobreza das pessoas para as manipular e ganharem aderentes para uma causa igualmente desumana? Eu não sou a favor de guerra nenhuma, mas acho que, a partir do momento em que são desencadeadas acções bélicas deste tipo, quem as desencadeou terá que lhes pôr um termo e isso certamente não passa por fazer as malas, dizer xau e vir embora.

    Comentário por Isabel Pizarro — Dezembro 12, 2009 @ 02:50

  7. Ouça uma coisa, Zé: você devia, na minha modesta opinião, está claro, contar até 10 antes de chamar hipócrita a «todos vocês» visto que «todos» inclui-me a mim também. É que uma coisa é deixar aqui a sua opinião e outra é ofender as pessoas que você não conhece, com juízos de valor fortemente negativos e que não acrescentam nada ao que foi dito (podia ter-se explicado em vez de lançar a sua agressividade para as pessoas «todas»). Pense nisso.

    Comentário por Isabel Pizarro — Dezembro 12, 2009 @ 03:04

  8. Desculpem o facto de eu me estar a tornar (eventualmente) chata (mas também só lê quem quer, não é verdade?) Pois então eu ia dizer que lendo alguns comentários que aqui deixam os leitores, me começo a interrogar sobre a liberdade de opinião, isto é, interrogo-me sobre a validade da mesma já que reparei que opiniões não em conformidade com as de algumas pessoas levam a tomadas de posição que tendem a mostrar-se demolidoras, sem que eu veja razão para tal. Ainda bem que não estamos de acordo caso contrário não haveria discussão nem argumentação a favor ou contra da «tese» do momento. Mas uma coisa é expressar a opinião e outra é arrasar a opinião alheia. São apenas opiniões e, portanto, parcelas da nossa subjectividade. Qual de vocês é detentor da verdade? Nenhum, claro! Assim, sendo…

    Comentário por Isabel Pizarro — Dezembro 12, 2009 @ 03:15

  9. “que sabiam os verdadeiros motivos que se escondiam por detrás da invasão do Iraque”

    Quais eram os “verdadeiros” motivos? Aqueles em que você acredita?

    “os EUA já não podem dominar o mundo ”

    E já quiseram?
    Demonstre, por favor.

    “Eu não sou a favor de guerra nenhuma, mas”

    Pois é, há sempre um mas.Como é natural, só os seus “mas” lhe pareçam virtuosos. É como os descuidos gasosos…os nossos cheiram sempre bem

    “Obama não quer uma forma de governar imperialista e tão agressiva como a do seu antecessor”

    Os EUA são “imperialistas”? E Obama quer governar o mundo? E de que forma o seu antecessor era “agressivo”?

    É que você, Isabel, larga umas postas de pescada banais, fast-food ideológico que ouve aí de raspão pelas televisões, e pensa que já sabe tudo o que há para saber e que aquilo que diz é óbvio senso-comum.
    Como sabe, os senso-comum é a coisa mais bem distribuída do universo. Nunca ouvi ninguém queixar-se de ter pouco.

    Comentário por Lidador — Dezembro 12, 2009 @ 17:05


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