Imprensa, aquecimento global e formação da opinião pública. Por João Miranda.
Há mais de 10 anos que sigo a questão do aquecimento global de forma continuada. Durante este período, a imprensa portuguesa noticiou o aquecimento global da perspectiva alarmista. Com excepções muito pontuais, não houve lugar a debates dignos desse nome, nem a dúvidas, nem a uma análise racional dos problemas. Dominaram as notícias alarmistas, as “certezas científicas” e o moralismo ambientalista. As provas, os argumentos e as falhas no conhecimento científicos e a politização da ciência foram ignorados, simplificados ou deixados para segundo plano. Foi neste ambiente intelectual que a esmagadora maioria dos portugueses formou opinião.
Leitura complementar: Público: o novo Jugular da imprensa escrita?; Uma primeira página, sff; Eco-alarmismo e linguagem catastrofista nos media.