O Insurgente

Novembro 10, 2009

Carta aberta de João Miguel Tavares a José Sócrates

Filed under: Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 23:37

Uma vergonha, de facto: Carta aberta ao primeiro-ministro José Sócrates. Por João Miguel Tavares.

Excelentíssimo senhor primeiro-ministro: Sensibilizado com o que tudo indica ser mais uma triste confusão envolvendo o senhor e o seu grande amigo Armando Vara, venho desde já solidarizar-me com a sua pessoa, vítima de uma nova e terrível injustiça. Quererem agora pô-lo numa telemovela – perdoe-me o neologismo – digna do horário nobre da TVI é mais um sintoma do atraso a que chegámos e da falta de atenção das pessoas para as palavras que tão sabiamente proferiu aquando do último congresso do PS: “Em democracia, quem governa é quem o povo escolhe, e não um qualquer director de jornal ou uma qualquer estação de televisão.” O senhor acabou de ser reeleito, o tal director de jornal já se foi embora, a referida estação de televisão mudou de gerência, e mesmo assim continuam a importuná-lo. Que vergonha.

(…)

Depois da licenciatura na Independente, depois dos projectos de engenharia da Guarda, depois do apartamento da Rua Braamcamp, depois do processo Cova da Beira, depois do caso Freeport, eis que a “Face Oculta”, essa investigação com nome de bar de alterne, tinha de vir incomodar uma pessoa tão ocupada. Jesus Cristo nas mãos dos romanos foi mais poupado do que o senhor engenheiro tem sido pela joint venture investigação criminal/comunicação social. Uma infâmia.

O liberalismo e o crescimento do Estado

Filed under: Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 23:30

como cresce o estado. Por Rui A.

O nosso mundo é o da política – foi-o sempre -, e da política nasceu o estado, o governo e as demais instituições representativas que cumprem aquelas funções e outras que vão sendo resultado de necessidades sociais sentidas e da racionalidade do aparelho de poder, ele mesmo gerador de finalidades e objectivos próprios. O problema do estado reside essencialmente no seu crescimento e nas formas de o conter.

Como cresce o estado? E como se pode impedir o seu crescimento para além dos limites naturais que o pacto social liberal concebe? A resposta a estas questões não é linear, mas também não é impossível. Historicamente, nas sociedades europeias é relativamente fácil entender como cresceu o estado: pela ausência da sociedade civil. Frequentemente, do esvaziamento desta, promovido ao longo dos anos por quem detém o poder público. Esta racionalidade de crescimento da soberania não depende de regimes políticos, e atravessa-os mesmo quando neles se verificam rupturas violentas. Foi o que ocorreu em França, na passagem do Ancien Régime para o novo estado saído da Revolução iniciada em 1789. A França, país modelo do estatismo europeu, não enveredou pela centralização e pelo estatismo a partir da Revolução, como habitualmente se acredita. Essa transição começou muito tempo antes e manteve-se e desenvolveu-se depois. O aparelho administrativo do estado francês só foi, de resto, desmobilizado, apenas na aparência, após a Revolução. O que lhe era essencial manteve-se e aprofundou-se. O estatismo é uma força que não se deixa abater por revoluções.

Faltas de Vergonha

Filed under: Diversos — Rodrigo Adão da Fonseca @ 20:42

Diz o Pedro Marques Lopes, num post que designou de “Perdeu-se a Vergonha”:

” (…) Fico estarrecido quando vejo pessoas a confundir luta política com princípios fundamentais do estado de Direito (…) “

Ora bem. A Perda de Vergonha, para o PML, resulta do facto de uma boa parte da população estar indignada por ver escutas anuladas pelo STJ ao abrigo de uma prerrogativa legal que determinará que o PM só possa ser escutado após prévia autorização de um tribunal superior, formalidade que terá, aparentemente, pelo que resulta da leitura da notícia do Expresso Online, sido preterida por quem liderava a investigação. Não se discute a bondade da decisão do STJ, mas a ironia de potenciais ilícitos pessoais de José Sócrates poderem beneficiar de uma protecção que resultará da inerência do seu cargo de PM.

Explicando, (mais…)

E vão 15…

Filed under: Economia,Justiça,Política,União Europeia — André Azevedo Alves @ 20:14

Open Europe publishes 50 new examples of EU waste

Today, the EU’s accountants – the European Court of Auditors (ECA) – have published their annual report on the EU’s budget. The ECA has refused to give the EU’s accounts a clean bill of health for the 15th year in a row, owing to fraud and mismanagement in the budget. Like last year, the auditors did sign off the Commission’s own accounts, saying that they accurately represented how much money was raised and spent.

A desconfiança dos portugueses em relação aos políticos e à justiça

Filed under: Justiça,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 19:56

Há circunstâncias em que a confiança pode ser ainda pior do que a desconfiança generalizada: Desconfiança. Por João Miranda.

Há duas soluções para este problema. Ou os portugueses deixam de ser tão desconfiados ou os políticos e magistrados deixam de dar tantas razões para que se desconfie deles.

O comunismo não é respeitável

Filed under: Internacional,Política — Maria João Marques @ 16:01

A memória é curta, nós ocupamo-nos e preocupamo-nos com muitas outras coisas mais ou menos graves e afinal o nosso não é o melhor dos mundos. Tudo isto aproveita os que tentam a reabilitação do comunismo, aparentemente com algum sucesso, a julgar pelo descaramento das propostas de nacionalizações feitas pelo PCP e pelo BE nas últimas legislativas. É, portanto, útil que comunistas ou para-comunistas mostrem as garras de vez em quando – como no já famoso e infame editorial do Avante! – e que sejam colocados no lugar, como fez Pedro Correia muito bem.

Nos Estados Unidos, chamar alguém de comunista é um insulto. Na Europa, com a intelligentsia alinhada maioritariamente à esquerda e, se não comunista, pelo menos julgando com bonomia o comunismo, vivemos com esta praga política de considerar o comunismo uma ideologia respeitável. Não é. (Por muito respeitáveis e plenas de boas intenções que sejam as pessoas que acreditam em ou simpatizam com o comunismo). Depois de 1989 o comunismo foi considerado temporariamente má companhia, contudo, lá está, a memória é curta, temos mais com que nos ocupar e não vivemos no melhor dos mundos, e lá regressa a ideia de que o comunismo não foi assim tão mau.

O comunismo foi uma experiência criminosa para os povos que a sofreram. Não porque houve meia dúzia de sádicos que tiveram, por acaso ou por azar, lugares de liderança e mataram e torturaram e prenderam a eito. Tal como ‘a ocasião faz o ladrão’, também o comunismo faz o líder sádico. Não foi a experiência comunista que se prejudicou com este azar dos líderes criminosos, mas sim o comunismo que só sobrevive com líderes criminosos. Alguém decente, num regime comunista, ou está preso ou está quietinho tratando da sua vida e esperando não hostilizar ninguém que o possa vir a denunciar. Ao contrário do previsto – o novo homem, melhor e mais solidário, que surgiria depois de transpostas as barreiras da existência de propriedade privada, classes, ganância capitalista, etc., etc. – os regimes comunistas não só não criaram um novo homem como apenas deixaram singrar os especialmente sanguinários.

Nem sequer porque foi uma excelente receita de empobrecimento dos países onde foi experimentado, ou porque criou uma partidocracia, associada a uma desigualdade social tão ou mais gritante que a existente nas sociedades burguesas ou aristocráticas que substituiu.

A razão porque as experiências comunistas serão sempre fracassadas resume-se ao comunismo ser, em si mesmo, profundamente desumano. Porque esmaga essas duas qualidades essenciais para um ser humano: a liberdade e a individualidade. Ao negar liberdade de expressão, de associação, religiosa, e um extenso etc., ao retirar o direito à propriedade e ao justo retorno do nosso trabalho, criatividade e empenho, ao impor uma igualização de homens e mulheres que são diversos, únicos e irrepetíveis o comunismo pretende algo muito sinistro: destruir o ser humano. (Repete-se: o comunismo não é respeitável.) Seja por instinto de sobrevivência, seja por ânsia de justiça dos homens e das mulheres, as experiências comunistas estarão sempre a prazo.

As escutas

Filed under: Justiça,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 15:06

Ainda que o STJ venha a declarar nulas as escutas a José Sócrates, importa saber se é verdade que Sócrates e Vara tentaram interceder pelo “amigo Joaquim”. A decisão do STJ pode impossibilitar um julgamento penal mas não um julgamento político.

Aumentos

Filed under: Comentário,Política,Portugal — André Abrantes Amaral @ 14:52

Apesar de não terem recebido aumentos nos últimos anos, o rendimento dos funcionários públicos, como aliás da grande maioria dos portugueses que trabalha no sector privado, continua acima da sua produtividade. Desta forma, seria bastante bom (conforme já o referiu Pedro Brás Teixeira) que se aproveitasse a deflação para corrigir esta situação. Peço desculpa pela crueza com que escrevo estas palavras, mas há que aproveitar oportunidades que nascem das dificuldades e a presente crise, pode ser de ouro.

Um chefe de governo tem de perceber esta realidade. Como deve ter consciência que o aumento dos salários dos trabalhadores do sector público onera os do privado. Com impostos e dívida. Défice. O tal que andamos a pagar há anos e que há anos nos dizem ser para combater.

Acresce a estes dois factores, um terceiro que é a segurança no emprego: Quem trabalha no sector público muito dificilmente perde o seu sustento. Por isso, o aumento do desemprego resulta de postos de trabalho que desaparecem das empresas, nunca dos serviços do estado. As eleições foram em Setembro. Ainda é tempo de governar sem fazer campanha eleitoral.

A resposta à “perguntas insultuosa”

Filed under: Justiça,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 12:11

“Os Intocáveis” de Mário Crespo (Jornal de Notícias)

O processo Face Oculta deu-me, finalmente, resposta à pergunta que fiz ao ministro da Presidência Pedro Silva Pereira – se no sector do Estado que lhe estava confiado havia ambiente para trocas de favores por dinheiro. Pedro Silva Pereira respondeu-me na altura que a minha pergunta era insultuosa.

Agora, o despacho judicial que descreve a rede de corrupção que abrange o mundo da sucata, executivos da alta finança e agentes do Estado, responde-me ao que Silva Pereira fugiu: Que sim. Havia esse ambiente. E diz mais. Diz que continua a haver.

Tudo legítimo

Filed under: Economia,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 12:02

Uma realidade própria de um país desestruturado, com um quadro político, social e económico cada vez mais “complexo”: Família milionária recebe agora rendimento mínimo

Em 2001 uma quantia astronómica entrava na conta da família Almeida. Apesar das duas casas e três carros, vivem à conta do subsídio estatal e esperam por mais apoios.

São donos de um património invejável. Têm duas moradias, avaliadas em setecentos mil euros, e três carros topo de gama. Foram bafejados pela sorte em 2001, ganharam numa sociedade 600 mil euros no Totoloto. Oito anos volvidos vivem à conta do Estado.

Para a Segurança Social, é tudo legítimo. A família Almeida não tem liquidez e a ajuda é fundamental. Todos os meses entram 365,56 euros na residência familiar. A mãe e o filho também aguardam por nova ajuda da Segurança Social.

“Trata-se de um agregado desestruturado, com um quadro familiar muito complexo. Enriqueceram subitamente e não demonstraram ter as competências necessárias à gestão do património, bem como à perspectivação do seu futuro. Para além da falência da empresa que criaram, viram-se sem qualquer tipo de rendimentos líquidos, embora com património”, explica à Domingo fonte do Instituto de Segurança Social (ISS), ao enquadrar a decisão de dar a esta família o Rendimento Social de Inserção (RSI).

(via Helena Matos)

O futuro começa a parecer-se demasiado com o passado

Filed under: Economia,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 10:46

“A Lição de 1898″ de Paulo Soares Pinho (Diário Económico)

Confesso que (…) esperava uma degradação do ‘rating’ da República tão rápida como a que veio a ocorrer. E nas últimas semanas, as previsões da Comissão Europeia e de outras organizações internacionais sobre as perspectivas para a economia portuguesa em muito excedem o tom pessimista daquelas palavras. Crescimento medíocre, desemprego elevado, ‘deficits’ explosivos (valores até 8% do PIB) e dívida pública a ameaçar chegar aos 90% são previsões dignas de assustar qualquer comum dos mortais.

Por isso não deixa de surpreender que o Programa do Governo tenha ignorado quase por completo esta impensável trajectória económica, deixando apenas uma breve referência à importância (pelos vistos secundária) do endividamento externo, optando por concentrar as “medidas combate à crise” no habitual programa de obras públicas cujos beneficiários directos são fáceis de identificar, os respectivos pagadores futuros seremos todos nós, e cuja credibilidade de execução acaba de ser posta em causa por um relatório demolidor do Tribunal de Contas sobre algumas das obras mais recentes. Mais estranho, é que a uma crise de endividamento se responda com um radical aumento da despesa.

Mas Portugal tem alguma experiência destas situações. No final do Século XIX, após alguns excessos de obras públicas, designadamente em caminhos de ferro (‘dejá vu’), o país viu-se em situação de incumprimento perante os seus credores internacionais. Em 1898 a Inglaterra e a Alemanha concordaram em tomar as nossas colónias como garantia do pagamento da dívida. Uma disputa sobre os Açores, a Grande Guerra e uma humilhante reestruturação da dívida salvaram-nos nessa ocasião. Será que o nosso Governo tem um plano genial para sair desta? Nós, os futuros pagadores desta “nova” dívida, gostávamos de o conhecer.

Sá Carneiro e o PSD (a propósito de Sá Borges)

Filed under: Política,Portugal — Miguel Noronha @ 09:24

Imagino que esta lacónica notícia acerca do falecimento de Jorge Sá Borges tenha despertado parco interesse para quem não viveu o periodo pós-revolucionário em Portugal. Sá Borges foi nesse periodo destacado dirigente do PPD. Primeiro aliado e depois feroz opositor de Sá Carneiro. Isto recordou-me os dois excelentes volumes intitulados “A Revolução e o Nascimento do PPD” de Marcelo Rebelo de Sousa. Não posso pois deixar de sorrir ao ler o que hoje se escreve acerca da imperiosa necessidade de a qualquer custo se alcançar a “unidade interna”. Igualmente hilariamente são os que mais à direita ou mais à esquerda criticam o pretenso “desvio liberal” do PSD que, supostamente, estaria a renegar uma pretensa “herança social-democrata”. A verdade é que Sá Carneiro nunca foi propriamente consensual ou conciliatório. As suas irredutíveis convicções provocaram graves cisões e valeram-lhe inúmeras acusações de “ditador” para baixo. E já nem falo o que dele dizia ou das campanhas difamatórias que lhe moveram Soares e o PS. Para além de ter uma visão clara do que pretendia, Sá Carneiro nunca pactou com os que pretendiam subalternizar o PSD a Eanes ou colá-lo ao PS para tentar garantir votos. Apostou na ruptura com o “status quo” e, para além de inúmeros dissabores, foi isso que lhe valeu a vitória da AD e a memória que dele perdura. Seria extremamente útil que alguns comentadores lessem a obra de Marcelo Rebelo de Sousa. Incluindo o autor.

Nota: Apesar do título, este post acaba por ser mais sobre Sá Carneiro do que sobre Jorge Sá Borges sobre o qual escassa informação biografica consegui encontrar. Seria de esperar que os jornais fizessem algo mais que copiar ipsis verbis o que escreveram as agências notíciosas. Apesar de há muito esquecido, Sá Borges foi um personagem importante numa importantissima fase do passado recente. Merecia (e mereciamos) algo mais. Uma rara (apesar de curta excepção) é este post de Medeiros Ferreira.

Uma redundância chamada Pedro

Filed under: Política,Portugal — Miguel Noronha @ 08:00

Excerto da Crónica de Alberto Gonçalves no Diário de Notícias.

Pedro Passos Coelho é candidato à liderança do PSD, não é? A dúvida justifica-se pela frequência e simpatia com que destacados socialistas invocam o seu nome. Desculpem a metáfora futebolística, mas se Pinto da Costa recomenda um jogador ao Benfica ninguém acredita que o sujeito não manque de uma perna. Curiosamente, muitos benfiquistas, perdão, muitos filiados no PSD mostram-se dispostos a aceitar a recomendação e a eleger o coxo, perdão, o dr. Passos Coelho presidente do partido.

Entre os filiados, o argumento, pelos vistos, é o de que o PSD precisa de um líder relativamente jovem, “fresco” embora nascido e crescido na escola partidária, dono de retórica fácil e inconsequente, populista, ambicioso e sem grandes convicções a perturbar-lhe a cabeça. Logo, o PSD precisa do eng. Sócrates. Dado que este saiu para o PS há uns anos, o dr. Passos Coelho é a alternativa perfeita. Tão perfeita, aliás, que não se distingue de que modo o dr. Passos Coelho é alternativa ao actual primeiro-ministro.

A Doença

Filed under: Comentário,Internacional,Política — Carlos M. Fernandes @ 04:06
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A principal doença da Europa está sintetizada nas Niederkirchenerstrasse e Zimmerstrasse (contíguas). Há o Topographie des Terrors, um museu ao ar livre à espera de casa que evoca a Gestapo e as SS. O ambiente é fúnebre, e o “circo“ que ocupa grande parte de Berlim está ausente. A cerca de 100 metros, no cruzamento da Zimmerstrasse com a interminável Friedrichstrasse, está uma caricatura do Checkpoint Charlie, o mais famoso posto de controlo do Muro. Há lojas de recordações, uma réplica da cabina de madeira, retratos de soldados ao estilo de Thomas Ruff, vendas improvisadas que oferecem toda a espécie de memorabilia de Berlim Oriental (e havia também o magnífico Café Adler, agora fechado). É o centro do circo berlinense. A foice e o martelo estão por todo o lado. Apenas a foice e o martelo, ali, como em toda a cidade. Porque o outro símbolo, aquele que, antes do comunismo, começou a preencher de negro as páginas da história de Berlim, não pode ser exibido. Te(re)mos o futuro que merecemos.

História de Portugal – Rui Ramos

Filed under: Agenda,Livros,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 00:57

historia_de_portugal-rui_ramos

O livro deve chegar hoje às bancas e o i pré-publicou o capítulo 9, parte iii (Época Contemporânea), da autoria de Rui Ramos, aqui.

Três historiadores da nova geração decidiram disponibilizar aos leitores as mais recentes pesquisas de história do nosso país, quase sempre inacessíveis ao grande público. Assim nasceu “História de Portugal”, uma síntese interpretativa dos nove séculos da nação. A obra coordenada por Rui Ramos conta com textos de Bernardo de Vasconcelos e Sousa, responsável pela parte i – Época Medieval, e Nuno Gonçalo Monteiro, que escreveu sobre a época moderna (parte ii).

Tal como a Ana Margarida Craveiro, também fui aluno de Rui Ramos, e a experiência que tive – conjugada com a leitura de outros textos do mesmo autor – leva-me a reforçar a recomendação da obra.

A Nikita, 20 anos depois

Filed under: Cartoons,Videos — André Azevedo Alves @ 00:06

Leitura complementar: Óh Nikita, yuuuu will neber nouuuuuu…

Novembro 9, 2009

Antes e Depois

Filed under: Internacional,Livros — Carlos M. Fernandes @ 19:41
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CapaBerlin1880-1930x

Berlin — Photographien 1880-1930, com cem fotografias de Berlim tiradas entre 1871 e 1931 por F. Albert Schwartz (1836-1906), Hermann Rückwardt (1845-1919), Waldemar Titzen-thaler (1869-1937) e Max Missmann (1874-1945), entre outros.

CapaBerlin

Berlin, de Gabriele Basilico (n. 1944), editado em 2002 (as imagens são de 2001), e prémio Photoespaña do melhor livro de fotografia.

Muros (3)

Filed under: Comentário,Internacional,Videos — André Abrantes Amaral @ 18:34

Há quem seja mais velho e se lembre de mais pormenores do dia em que o Muro de Berlim caiu. Mas eu tinha 16 anos. Sabem o que é ter 16 anos e assistir a um acontecimento daqueles? Ter 16 anos e ver que os do lado certo (Reagan, Thatcher, João Paulo II  e Lech Walesa) tinham ganho?

Afinal, os justos também podiam vencer.

Muros (2)

Filed under: Internacional,Videos — André Abrantes Amaral @ 18:22

A grande senhora deu uma ajudinha. Ainda há muitos que não a suportam.

 

Muros

Filed under: Diversos,Videos — André Abrantes Amaral @ 16:02

20 anos depois da queda do Muro de Berlim, nunca é demais lembrar o discurso deste homem que senhores tão sérios, honrados e democratas, à época, ridicularizaram. Os cínicos de há 20 anos, existem hoje ainda.

Público

Filed under: Diversos — Rodrigo Adão da Fonseca @ 16:00

Um amigo anda indignado com o que tem lido no Público. Respondi-lhe que não sei do que fala, já que, desde a saída de JMF, nunca mais abri uma página do jornal que deixei de comprar há uns meses atrás, mérito esse que endereço ao bloquista-colunista Rui Tavares. Espero, aliás, que o Público abra falência rapidamente.

Tear down the Wall

Filed under: Diversos,Media,União Europeia,Videos — João Luís Pinto @ 14:55

Crazy,
Over the rainbow, I am crazy,
Bars in the window.
There must have been a door there in the wall
When I came in.
(Crazy, over the rainbow, he is crazy.)

Judge: The evidence before the court is
Incontrivertable, there’s no need for
The jury to retire.
In all my years of judging
I have never heard before
Of someone more deserving
Of the full penaltie of law.
The way you made them suffer,
Your exquisite wife and mother,
Fills me with the urge to defecate!

“Hey Judge! Shit on him!”

Since, my friend, you have revealed your
Deepest fear,
I sentence you to be exposed before
Your peers.
Tear down the wall!

Por vezes o lobo aparece vestido em pele de cordeiro

Filed under: Diversos — Rodrigo Adão da Fonseca @ 14:48

Medo, muito medo, fobias, ressentimento, desconstrução, um dos maiores perigos para as democracias em consolidação – e até para democracias consolidadas – reside na capacidade que têm hoje os media de vender tudo o que deriva do medo. O progresso tecnológico, a aceleração da circulação da informação, e a forma como os factos se multiplicam à frente dos nossos olhos, em vez de nos tornarem mais capazes, diminuíram o tempo de reflexão, conduziram a que os cidadãos sejam hoje menos os sujeitos da acção, mais objectos da propaganda, assumam uma atitude mais passiva; as consciências adormecem, as sociedades estão indiferentes, acríticas. Temos menos sociedade de conhecimento e mais sociedade de informação, a descambar para a propaganda; estão a perder-se literacias importantes, essenciais para interpretar a realidade. Na batalha pela ocupação do espaço público ganha o ruído à serenidade, assistimos a uma cada vez maior exploração do lado emotivo da natureza humana. O terreno actual favorece o aparecimento de novos totalitarismos, certamente impuros, formalmente travestidos na capa democrática, mas ainda assim, totalitarismos, no espaço público aplaudem-se com entusiasmo restrições às liberdades humanas fundamentais e à afirmação natural dos valores das classes médias, em favor do “colectivo”; do “interesse público”, e das causas progressistas. Por vezes o lobo aparece vestido em pele de cordeiro.

[inicialmente, aqui]

O Erro de Fukuyama

Filed under: Diversos — Rodrigo Adão da Fonseca @ 14:29

[Recuperado, a partir do "O Erro de Fukuyama",originalmente publicado na revista Dia D, que acompanhava o Jornal Público, a 17 de Abril de 2006]

A Europa Ocidental pós-queda do Muro adormeceu anestesiada pelo seu próprio conforto, convencida que o modelo político prevalecente seria capaz de assegurar eternamente a prosperidade e o progresso. Fukuyama (Fim da História e o Último Homem) avalizava este estado de espírito, sentenciando que uma pretensa democracia liberal teria vencido a dialéctica mantida com o marxismo: esta síntese marcaria o ponto terminal da evolução ideológica e o modelo político ocidental representaria a forma final de governo humano. A Humanidade teria agora que se concentrar, apenas, no aperfeiçoamento do modelo vencedor, supostamente capitalista.

Longe de serem liberais, parte das democracias ocidentais mergulharam nos seus enganos, convictas que por via de amplos consensos e de leis prescritivas – a que se foi dando dignidade constitucional – se poderia conformar toda a realidade. Esta cosmovisão, fortemente focalizada no universo político, está a desagregar-se a um ritmo acelerado. Em particular, a ideia conservadora do assistencialismo, auto-justificada durante décadas por fórmulas explicativas assentes nas virtudes postulares e redentoras do Todo, já não consegue esconder as suas contradições; começa a constatar-se não ser possível reconciliar aquilo que para várias gerações parecia fazer sentido: afinal, o Todo não é capaz de solucionar os problemas das Partes. A queda destes muros que ainda persistem explica o clima que se vive em boa parte do mundo ocidental. (mais…)

Another brick in the Wall

Filed under: Internacional,Política,Videos — BZ @ 14:15

Infelizmente ainda há muitos “muros” que limitam a nossa liberdade.

A tragédia

Filed under: Internacional,Política,Videos — Nuno Branco @ 12:26

Procurando pelo arquivo, encontrei imagens retiradas directamente da tragédia. Vejam com os vossos olhos a morte da democracia, da liberdade, da justiça, da fraternidade, da solidariedade e principalmente da paz.

 

A falsa ideia da ausência de preço

Filed under: Diversos — Rodrigo Adão da Fonseca @ 12:17

Para que haja uma esfera em que quase tudo tem um preço é preciso que haja muitas outras em que os preços são recusados (…) A esfera dos mercados funcionais, instituições que dão um trabalhão político a montar e a manter, depende da existência de um sector público que, entre outras coisas, cria e aplica as regras do jogo de forma imparcial, ou seja, um sector regido por valores não-mercantis, fornecendo bens cuja distribuição não pode estar dependente da disponibilidade para pagar.

O João Rodrigues, do Ladrões de Bicicletas, escreve hoje no jornal i um daqueles textos que não esperávamos ler 20 anos após a “Queda do Muro”. Justifique-se porquê.

Desde logo, é ilusória a ideia de que há esferas onde se pode abstrair do preço; o preço geralmente – ainda – corresponde ao montante a pagar para aceder a um dado bem ou serviço, por parte do consumidor ou utilizador. Quando se opta por não cobrar esse montante, directamente, o preço acaba por ser suportado por todos, latu sensu, por via fiscal. É uma forma de ver as coisas: defender o acesso gratuito ou abaixo do seu custo de produção à generalidade da população Agora, não esqueçamos que a produção de qualquer bem ou serviço tem um custo, que se traduz num preço a pagar, ou pelo consumidor, ou por uma classe de consumidores, ou, no limite, pelos contribuintes. Não há almoços grátis.

Ora, para fundamentar a sua tese, o João Rodrigues enuncia depois uma série de pressupostos e resultados incompatíveis em si: ” (…) a existência de um sector público que (…) cria e aplica as regras do jogo de forma imparcial (…) regido por valores não-mercantis, fornecendo bens cuja distribuição não pode estar dependente da disponibilidade para pagar (…)”. Será que esta recusa total de checks and balances é apta a permitir a tal imparcialidade que o João Rodrigues aspira? Então, dispensa-se a tutela do consumidor, fornecendo-lhe bens e serviços que não se orientam por “valores mercantis”, e entrega-se a produção a um sector público que, além disso, cria e aplica as regras do jogo? iPhoda-se

Que nos dias de haja haja ainda quem acredite que este tipo de abordagem induz em alguma eficiência na produção de bens e serviços diz muito sobre o estado do nosso país e do calibre dos nossos economistas. “Por este andar”, um dia destes ainda vamos ler, nas páginas do i, a defesa fundamentada da “ducha socialista”. Pois, como é evidente, e toda a gente sabe, três minutos no banho são mais do que suficientes…

Não podia falir, diziam

Filed under: Economia,Nanny State Watch,Política — Miguel Noronha @ 12:16

The paper concludes that the probability of default by the GSEs is extremely small. Given this, the expected monetary costs of exposure to GSE insolvency are relatively small — even given very large levels of outstanding GSE debt and even assuming that the government would bear the cost of all GSE debt in the case of insolvency. For example, if the probability of the stress test conditions occurring is less than one in 500,000, and if the GSEs hold sufficient capital to withstand the stress test, the implication is that the expected cost to the government of providing an explicit government guarantee on $1 trillion in GSE debt is less than $2 million. To be sure, it is difficult to analyze extremely low-probability events, such as the one embodied in the stress test. Even if the analysis is off by an order of magnitude, however, the expected cost to the government is still very modest.

O que acima se transcreve é o abstract de um paper de 2002 em que se diz que as probabilidades do Fannie Mae e o Freddie Mac falirem era extremamente reduzida. Pois. Os seus autores foram o conhecido e mui aclamado Joseph Stiglitz e os menos mediaticos mas não menos importantes Jonathan Orszag e Peter Orszag. Embora Stiglitz ainda o liste no seu CV o paper encontra-se desaparecido e em parte incerta.

(via EconLog)

Óh Nikita, yuuuu will neber nouuuuuu…

Filed under: Diversos — Rodrigo Adão da Fonseca @ 11:18

O Elton John deve “de” ser um dos gajos mais pirosos do planeta, e Nikita é, de certeza, uma das maiores chachadas da música pop dos anos oitenta.

Relembrar a vida num regime comunista

Filed under: Internacional,Política — Miguel Noronha @ 10:36

“Uma história da História” de Rui Crull Tabosa (31 da Armada)

A minha Mãe é alemã. Nasceu em 1937, numa pequena cidade da Turíngia, chamada Gera. (…) Tinha a minha Mãe 8 anos quando a Alemanha perdeu a guerra e a Turíngia foi ocupada por americanos e, depois, por russos. (…) Em 1956, uma vizinha da minha avó, visita habitual de sua casa, ouviu-a a escutar a Rádio Berlim Livre, a emissora que o Ocidente disponibilizava para os alemães que viviam na zona comunista. Apesar de se fazer passar por sua ‘amiga’, essa vizinha denunciou a minha avó à Stasi, a polícia política da Alemanha comunista, e a minha avó passou a ser seguida e a ter a sua correspondência interceptada.

LEITURAS COMPLEMENTARES: “Nos vinte anos da queda do muro, revelações dos arquivos stasi” de Irene Pimentel; “Painful Memories of an East German Gulag: ‘I Thought I Was in a Nazi Movie’” de David Crossland

Não sejam maldosos. Provavelmente era apenas um happy meal.

Filed under: Justiça,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 10:15

happy-mealNo início do ano, e para demonstrar a proximidade entre ambos, a Judiciária de Aveiro fez-lhes várias vigilâncias. Numa delas – anexa aos primeiros volumes do processo ‘Face Oculta’ – está documentado um encontro entre Godinho e Vara considerado suspeito pelos investigadores. As fotografias dão conta de que estavam ambos numa zona de estacionamento, com os carros de alta cilindrada parados lado a lado, e cumprimentavam-se de forma efusiva. Depois, Godinho entregou a Armando Vara um saco de papel, com asas, e o ex-ministro sorriu depois de espreitar para o interior.

Em destaque

Filed under: Blogosfera — Miguel Noronha @ 08:34

Esta semana, em destaque o blog de Alexandre Soares Silva.

O que resta

Filed under: Política — Carlos Guimarães Pinto @ 06:21

Mulheres bonitasHá vinte anos atrás caía o muro de Berlim. O socialismo havia sido derrotado e um mundo de mulheres excepcionalmente bonitas abria-se ao Ocidente. A civilização Ocidental atingiu o seu pico nesse dia. Hoje restam-nos as mulheres bonitas.

Patranhas e bom senso

Filed under: Teoria — Helder Ferreira @ 01:13

Kafka

All conservatism is based upon the idea that if you leave things alone you leave them as they are. But you do not. If you leave a thing alone you leave it to a torrent of change.

G. K. Chesterton

Em primeiro lugar porque essa conversa patética do conservadorismo-liberal é uma patranha ridícula sem qualquer tipo de substância e que a ninguém diz nada a não ser a uma meia dúzia de terroristas de teclado. Em segundo lugar, liberal e Igreja não rima, como bem sabes.

Pedro Marques Lopes

Caro Pedro,

desta parte que transcrevo, interessa pouco que digas que “essa conversa patética do conservadorismo-liberal é uma patranha ridícula sem qualquer tipo de substância”, porque há literatura suficiente sobre o assunto, escrita por gente bem melhor que eu – de Locke, Lord Acton Chesterton até Hayek e Revel – que o desmente.Não sou crente mas interessa-me mais que digas que “liberal e igreja não rima”.Ora isto sim é um disparate e mesmo havendo, também, imensa literatura que o desmente,seguem as minhas razões:

1 Praticamente a partir do nada, o cristianismo criou o conceito de livre arbítrio porque, antes dos cristãos, só os deuses eram volitivos. Foram os cristãos a libertar os homens da vontade de Deus;

2 Não existem nem nunca existiram sociedades mais livres – mesmo que imperfeitas e com momentos bárbaros – que as sociedades cristãs/católicas;

3 Quem primeiro separou o divino do terreno foram os cristãos: “a César o que é de César, a Deus o que é de Deus”; Nenhuma sociedade separou o Estado e a religião como as sociedades cristãs fizeram;

4 Foram os cristãos a denunciar o perigo das utopias antes de quaisquer outros. Foi Cristo que fez o aviso: “O Meu Reino não é deste Mundo” e dois mil anos depois, tanto a esquerda, como a direita que a esquerda gosta, continuam sem o perceber o aviso. Enfim, trocam a teologia católica pela teleologia esquerdista;

5 Os primeiros a pensar a economia do ponto de vista liberal foram os Escolásticos da Universidade de Salamanca. Sacerdotes Católicos, imagina;

6 Etc

Nos “tempos interessantes” que vivemos, qualquer que seja a organização social independente do estado é uma espécie de último reduto de liberdade. Infelizmente, o que a ICAR tem feito – pelo menos em Portugal – é assumir um colaboracionismo vergonhoso com a prepotência do estado. O que se lhe devemos exigir é que cumpra o que prega e que esteja do lado das pessoas contra o poder discricionário e crescente dos partidos políticos e do estado, que hoje não passam associações de malfeitores. Partidos, Comunicação Social, Ministérios, Direcções gerais, Repartições, Reguladores, etc são antros de sanguessugas, de filhos da puta que não merecem a palha que comem. Esses são os inimigos, não é nem a Igreja, nem os conservadores-liberais.

Ah. Já agora,sobre o casamento entre homossexuais, parece que existe o direito (deve fazer parte dos direitos humanos de 50ª geração) a actos administrativos*, é isso?

P.S A partida de golfe não está esquecida, é uma questão de oportunidade. A ver se o Miguel Botelho Moniz alinha e jogamos melhor bola, melhor soma ou Texas Scramble. Bom Sucesso?

I regard golf as an expensive way of playing marbles.

– G. K. Chesterton

*Copyright JCD

Equilíbrio

Filed under: Diversos — Helder Ferreira @ 00:51

Dragonologia

No momento em que a nossa civilização, segundo dizem, despontou, na Grécia Antiga, posso garantir, um conceito congregava as obsessões daquela boa gente: equilíbrio.Vinte e muitos séculos depois estamos nos antípodas do nosso próprio berço: a actual cultura equivale a um veículo sem volante, quase sem travões e com o acelerador a fundo. Mais que à beira do desastre, eu diria que nos encontramos à beira da sepultura.

Liberal-conservador

Filed under: Diversos — Helder Ferreira @ 00:49

Se regressasse no tempo, o meu filho não me trataria por tu.

Contos do fantástico

Filed under: Diversos — Helder Ferreira @ 00:34

Via Gabriel Silva

«A derrota do socialismo, com o desaparecimento da União Soviética e da comunidade socialista do Leste da Europa, constituiu uma tragédia, não apenas para os povos desses países mas para toda a humanidade: com o capitalismo dominante, o mundo é, hoje, menos democrático, menos livre, menos justo, menos fraterno, menos solidário, menos pacífico.»

Editorial do Avante, jornal oficial do Partido Comunista Português, 2009

Depois de milhões de mortos, incontável miséria e opressão, a falta de vergonha é inacreditável.

Novembro 8, 2009

Defina “áreas políticas”…

Filed under: Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 23:00

Isto está lindo. Por PPM.

É curioso ler os comentadores de várias áreas políticas – incluindo José Miguel Júdice hoje no CM – mais preocupados com os formalismos jurídicos no modo como foram investigadas as escutas entre José Sócrates e Armando Vara, do que com o conteúdo das mesmas.

A crise, a comunicação social e os idiotas úteis

Filed under: Comentário,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 17:44

Delícias no Público. Por Miguel Morgado.

Esta notícia (?!) do Público é uma delícia. Primeiro vem um senhor dizer que os Portugueses neste momento não debatem a crise porque se debatem com uma perturbação do foro psicológico. Estão ainda bloqueados pelas suas escolhas eleitorais, diz o “especialista”. Não percebe que se os Portugueses “não debatem” é porque alguns Portugueses, os dos jornais e sobretudo das televisões, não querem debater e garantem com os seus aliados uma sucessão de temas “a debater” que garantem que a “crise” não é “debatida”.

O Miguel Morgado tem razão no que escreve mas, a meu ver, não atribui o merecido destaque à cada vez maior proliferação de lacaios do poder que representam estrategicamente o papel de idiotas úteis nos media (aqui exemplarmente retratados pelo Rodrigo Adão da Fonseca).

É que por muito que se possa discordar do João Rodrigues e lamentar a quase hegemonia da esquerda e da extrema-esquerda na comunicação social, ninguém causa mais danos à construção e afirmação de uma alternativa às políticas socialistas do que os referidos idiotas úteis ao serviço ao poder.

Falta o CDS para derrotar o Big Brother rodoviário

Filed under: Justiça,Nanny State Watch,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 17:08

De facto, como muito bem salienta o Gabriel Silva, seria totalmente incompreensível que o CDS não fosse coerente com as posições já assumidas e com a defesa da liberdade. Resta assim esperar que o CDS apoie a revogação dos diplomas que regulamentam os chips obrigatórios nos veículos: PSD, PCP e BE querem impedir instalação obrigatória de chips nas matrículas

A intenção do Governo de obrigar à instalação de dispositivos electrónicos nas matrículas dos automóveis, conhecidos como chips, a partir de Janeiro de 2010, pode ter os dias contados. Três partidos – PSD, PCP e BE – já apresentaram no Parlamento projectos de lei para revogar os diplomas que regulamentam os chips e que permitiriam a cobrança de portagens em Scut (auto-estradas sem custos para o utilizador). Para que estas propostas venham a ser aprovadas em plenário, falta o voto favorável do CDS-PP, o que acontecerá se a bancada for coerente com a posição que assumiu durante a anterior legislatura.

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