
All conservatism is based upon the idea that if you leave things alone you leave them as they are. But you do not. If you leave a thing alone you leave it to a torrent of change.
G. K. Chesterton
Em primeiro lugar porque essa conversa patética do conservadorismo-liberal é uma patranha ridícula sem qualquer tipo de substância e que a ninguém diz nada a não ser a uma meia dúzia de terroristas de teclado. Em segundo lugar, liberal e Igreja não rima, como bem sabes.
Pedro Marques Lopes
Caro Pedro,
desta parte que transcrevo, interessa pouco que digas que “essa conversa patética do conservadorismo-liberal é uma patranha ridícula sem qualquer tipo de substância”, porque há literatura suficiente sobre o assunto, escrita por gente bem melhor que eu – de Locke, Lord Acton Chesterton até Hayek e Revel – que o desmente.Não sou crente mas interessa-me mais que digas que “liberal e igreja não rima”.Ora isto sim é um disparate e mesmo havendo, também, imensa literatura que o desmente,seguem as minhas razões:
1 Praticamente a partir do nada, o cristianismo criou o conceito de livre arbítrio porque, antes dos cristãos, só os deuses eram volitivos. Foram os cristãos a libertar os homens da vontade de Deus;
2 Não existem nem nunca existiram sociedades mais livres – mesmo que imperfeitas e com momentos bárbaros – que as sociedades cristãs/católicas;
3 Quem primeiro separou o divino do terreno foram os cristãos: “a César o que é de César, a Deus o que é de Deus”; Nenhuma sociedade separou o Estado e a religião como as sociedades cristãs fizeram;
4 Foram os cristãos a denunciar o perigo das utopias antes de quaisquer outros. Foi Cristo que fez o aviso: “O Meu Reino não é deste Mundo” e dois mil anos depois, tanto a esquerda, como a direita que a esquerda gosta, continuam sem o perceber o aviso. Enfim, trocam a teologia católica pela teleologia esquerdista;
5 Os primeiros a pensar a economia do ponto de vista liberal foram os Escolásticos da Universidade de Salamanca. Sacerdotes Católicos, imagina;
6 Etc
Nos “tempos interessantes” que vivemos, qualquer que seja a organização social independente do estado é uma espécie de último reduto de liberdade. Infelizmente, o que a ICAR tem feito – pelo menos em Portugal – é assumir um colaboracionismo vergonhoso com a prepotência do estado. O que se lhe devemos exigir é que cumpra o que prega e que esteja do lado das pessoas contra o poder discricionário e crescente dos partidos políticos e do estado, que hoje não passam associações de malfeitores. Partidos, Comunicação Social, Ministérios, Direcções gerais, Repartições, Reguladores, etc são antros de sanguessugas, de filhos da puta que não merecem a palha que comem. Esses são os inimigos, não é nem a Igreja, nem os conservadores-liberais.
Ah. Já agora,sobre o casamento entre homossexuais, parece que existe o direito (deve fazer parte dos direitos humanos de 50ª geração) a actos administrativos*, é isso?
P.S A partida de golfe não está esquecida, é uma questão de oportunidade. A ver se o Miguel Botelho Moniz alinha e jogamos melhor bola, melhor soma ou Texas Scramble. Bom Sucesso?
I regard golf as an expensive way of playing marbles.
– G. K. Chesterton
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