O Insurgente

Novembro 17, 2009

Anarquia, Estado e Utopia

Filed under: Livros,Política,Teoria — Miguel Noronha @ 09:03

O Miguel Morgado anuncia aqui a edição portuguesa de “Anarchy, State and Utopia” de Robert Nozick. Um livro fundamental e uma brilhante apologia do Estado Mínimo e a refutação da (suposta) “Justiça Social”.

D’isto

Filed under: Diversos — Helder Ferreira @ 02:23

“…Listen, what’s the most horrible experience you can imagine? To me-it’s being left, unarmed, in a sealed cell with a drooling beast of prey or a maniac who’s had some disease that’s eaten his brain out. You’d have nothing then but your voice-your voice and your thought. You’d scream to that creature why it should not touch you, you’d have the most eloquent words, the unanswearable words, you’d become the vessel of the absolute truth. And you’d see living eyes watching you and you’d know that the thing can’t hear you, that it can’t be reached, not reached, not in any way, yet it’s breathing and moving there before you with a purpose of it’s own. That’s horror. Well, that’s what’s hanging over the world, prowling somewhere through mankind, that same thing, something closed, mindless, utterly wanton, but something with an aim and a cunning of it’s own. I don’t think I’m a coward, but I’m afraid of it. And that’s all I know-only that it exists. I don’t know it’s purpose, I don’t know it’s nature.”

Steven Mallory em Atlas Shrugged de Ayn Rand

Novembro 16, 2009

As características do “Cartão de Cidadão” e outros grandes avanços civilizacionais

Filed under: Justiça,Media,Nanny State Watch,Política,Portugal,Teoria — André Azevedo Alves @ 23:50

You are still my bitch. Por Sérgio dos Santos.

Trata-se de um pequeno plástico para controlar todos os tratamentos médicos que se recebem, onde se recebem, quem os concede e como o faz. Para saber em que escola se andou, durante quanto tempo se andou e designar para que estabelecimento de ensino se irá a seguir. Quanto se declara em termos fiscais, que tipo de trabalho se tem, e para quem é feito. Que propriedades, veículos e contas bancárias podemos ter em nosso nome. Que tipo de compras tentamos apresentar como deduções e em que quantidades. Quem são os progenitores e quanto devem eles receber por existirmos. Quanto devemos nós receber por termos filhos e a quanto teremos direito quando nos reformarmos. Quanto se deve obrigar o nosso empregador a pagar por nos empregar. Onde moramos, onde nascemos, quando nascemos – e, em conjugação com o cada vez mais idêntico irmão passaporte, por onde andamos e por quanto tempo o fazemos. E porquê. As relações amorosas que temos. Onde e quantas vezes votamos. Em que eleições votamos. Quanto mede a nossa estrutura óssea. Como é a nossa geometria facial, a cor do nosso cabelo, da nossa pele, dos nossos olhos. Como assinamos. Num futuro talvez não muito distante, a identificação inconfundível do veículo que conduzimos e da sua exacta localização. Para além das retinas, das íris e das impressões digitais, o nosso código genético. E com isso, as nossas doenças congénitas, as nossas propensões para doenças, comportamentos de dependência, tendências sexuais. Potenciais capacidades cognitivas e problemas psiquiátricos. Prováveis traços de personalidade…

Ainda Sócrates e as escutas

Filed under: Comentário,Justiça,Política,Portugal — Bruno Alves @ 23:28

O deputado do Partido Socialista, João Galamba, criticou o meu post anterior. Diz o João que nós não sabemos o que realmente está nas escutas, e que portanto, não cabe a Sócrates defender-se daquilo que elas pretensamente o indiciam, mas sim à Justiça esclarecer-nos do seu conteúdo. Diz ainda o João que a Justiça fez este Sábado o esclarecimento que tinha a fazer, dizendo que havia indícios de crime nenhum.

Há uma coisa em que o João tem razão: nós não sabemos se o teor das conversas de Sócrates com Vara é ou não aquele que foi relatado nos jornais. Por isso mesmo eu escrevi que “a confirmar-se que elas dizem o que se diz que dizem, elas são suficientes para nós sabermos que Sócrates mentiu ao Parlamento, para sabermos que interferiu em negócios privados, e para sabermos que usa o poder para o qual foi eleito para dar “ajudas” a “amigos” como “o Joaquim”.” Ou seja, se aquelas conversas não forem verdadeiras, então, nada há a censurar no Primeiro-Ministro. Ora, tanto quanto julgo saber, ninguém desmente o teor das conversas. O que o Primeiro-Ministro nega é que elas sejam reveladoras de práticas duvidosas.

O que nos conduz ao “esclarecimento” feito pela “Justiça” neste Sábado: ao contrário do que o João diz, a Justiça não se pronunciou. pronunciou-se um intérprete da Justiça. Um intérprete autorizado (pelo Estado de direito) a interpretar a Justiça e a fazer valer a sua interpretação, mas um intérprete nonetheless. pode haver quem ache (há quem ache) que essa sua decisão é errada, e que existem nessas escutas (cujo conteúdo, mais uma vez, não foi desmentido, pelo menos que eu saiba) indícios de práticas mais duvidosas.

Mas admitamos que Pinto Monteiro tem razão ao considerar que elas não revelam qualquer indício de qualquer crime. Isso, mais uma vez, não nega que Sócrates não tenha dito o que se diz que ele disse. E se ele tiver dito o que se diz que disse (e nem ele próprio o nega: não é preciso ter-se “conhecimento oficial” para se ter conhecimento) então nós, cidadãos comuns, eleitores, devemos ter isso em consideração. Algo com que o próprio João galamba concorda, quando diz que “em certas circunstâncias, a legalidade da coisa passa para segundo plano, ou melhor, torna-se irrelevante; a legalidade não anula todos os factos.”

Ora, é precisamente isto que o Daniel Oliveira, que também criticou o meu post, contesta. Diz o Daniel que “a legalidade da utilização das escutas é, por enquanto, tudo o que me interessa”: “se eu colocar microfones na casa de Bruno Alves; se violar a sua caixa de correio e abrir-lhe a correspondência; se entrar no seu computador para ler os seus documentos e descobrir os sites que visita; e se, depois disso, tiver imensas coisas para dizer sobre a pessoa em causa, não se atrevam a querer discutir a moralidade e a legalidade do que fiz. Perante o que eu possa dizer sobre o Bruno Alves, isso será completamente irrelevante e secundário.”

Se o Daniel fizer isso tudo, terá tudo menos coisas interessantes a dizer sobre a minha pessoa. Levo uma vida francamente desinteressante, e pior do que ser eu, só mesmo ser a pessoa responsável por me vigiar 24 horas por dia. Mas esqueçamos isso, e imaginemos que eu sou um verdadeiro Tony Soprano, apenas com os meus 50 quilos de peso e neuroses mais graves. O facto de o Daniel cometer uma imoralidade ao escutar-me ilegalmente não apaga a minha imoralidade ao ser um líder de uma organização mafiosa. O nosso vizinho não me poderá pôr em tribunal, mas pode (e deve) pensar que será condenável associar-se a mim.

Diz o Daniel que se discutirmos o teor de escutas ilegais, e das quais não temos a certeza do seu teor, estaremos a pôr em causa conquistas que não deveríamos arriscar perder. Ele esquece-se que, se esse teor for verdadeiro, essas conquistas já estão em grande parte perdidas. E ao contrário do Daniel, eu não acho isso secundário.

Como se faz um estudo de viabilidade em Portugal

Filed under: Economia,Media,Política,Portugal,Videos — Nuno Branco @ 20:23

Esta semana a SIC Noticias surpreendeu-me com um programa de qualidade apresentado por um senhor jornalista que realmente ainda vale a pena acompanhar ao contrário do lixo escrito, falado e televisionado que habitualmente nos chega a casa.

O programa é o “Plano Inclinado” onde participam 3 conhecidos economistas portugueses (que apesar de alguns defeitos que apontaria parecem ser mais realistas que os que normalmente se apanham na TV) que falam sobre o estado da Nação. Chamo a atenção dos leitores para a pérola que nos é dada ao minuto 37 sobre um estudo encomendado pelo Governo para determinar a viabilidade do aeroporto de Alcochete.

[Link para o programa]

Eu digo sinceramente, estive envolvido num trabalho de estudo aprofundado sobre o aeroporto e naquele caso em que eu trabalhei sobre a vertente financeira eu nunca tive acesso nem pude simular aquilo que eram variáveis associadas à procura. [... E]u costumava dizer que era a palavra de Deus, isto é a linha de previsão sobre a quantidade de passageiros – entradas ou saídas – vezes a taxa aeroportuaria aplicada quer aos passageiros quer à carga era um dado com uma previsão a 30 anos e que eu tinha de assumir sem questionar. [...] Cheguei a uma conclusão que nos pressupostos desenvolvidos o projecto era positivo do ponto de vista financeiro. – João Duque

Recomenda, a terminar, que seja feito um estudo independente o que demonstra bem a confiança que tem num estudo que o próprio conhece bem exactamente por nele ter participado. Alguém, em cubículo minesterial incerto, tirou um número do rabo que era suposto representar o número de passageiros e carga a passar em Alcochete e gastam-se milhares de euros em estudos sem ninguém questionar (ou ter poder efectivo para alterar os pressupostos) a validade deste número. Isto promete… promete ser demolido antes de aterrar o primeiro avião.

A ocasião faz o ladrão

Filed under: Justiça — Adolfo Mesquita Nunes @ 19:00

A corrupção não se combate com leis dedicadas a combatê-la. Estas, que devem ser gerais e abstractas, serão sempre incapazes de cobrir toda a malha por onde circula a corrupção e partirão sempre em atraso relativamente à perícia de quem vive da fuga às ditas.

Mas a corrupção está longe de ser um problema sem soluções satisfatórias. Basta que mudemos o prisma: em vez de investir tempo e meios e leis para investigar aqueles que desviam os seus poderes na prática de um acto (i)lícito para proveitos ilegais, poderíamos antes perder tempo e meios e leis para acabar com os poderes públicos desnecessários. Acabe-se com o poder desnecessário e reduz-se substancialmente a corrupção.

Esta capa, faz hoje mais sentido do que nunca

Filed under: Diversos — Rodrigo Adão da Fonseca @ 17:59

Claustrofobia now

Uma notícia positiva sobre o Zimbabwe (para variar)

Filed under: Economia,Política — Miguel Noronha @ 17:10

Zimbabwe: A Fresh Start

zdIn February 2009 Zimbabwe was the only country in the world without debt. Nobody owed anyone anything. Following the abandonment of the Zimbabwe Dollar as the local currency all local debt was wiped out and the country started with a clean slate.

It is now a country without a functioning Central Bank and without a local currency that can be produced at will at the behest of politicians. Since February 2009 there has been no lender of last resort in Zimbabwe, causing banks to be ultra cautious in their lending policies. The US Dollar is the de facto currency in use although the Euro, GB Pound and South African Rand are accepted in local transactions.

Price controls and foreign exchange regulations have been abandoned. Zimbabwe literally joined the real world at the stroke of a pen. Money now flows in and out of the country without restriction. Super market shelves, bare in January, are now bursting with products.

Escutando Sócrates

Filed under: Colunas,Comentário,Justiça,Política,Portugal,Semana Política — Bruno Alves @ 16:52

Há uns anos, na Hungria, veio a público uma gravação do então Primeiro-Ministro, em que este admitia ter mentido aos eleitores acerca da verdadeira situação das contas públicas do seu país, provocando um compreensível escândalo público e uma série de manifestações violentas. Obviamente, essa gravação era tudo menos legal. Mas uma vez realizada, e uma vez tornada pública, as pessoas não podiam ignorar aquilo que ela revelava.

Imaginemos que um qualquer autarca era objecto de uma escuta ilegal por parte do DIAP do seu distrito era “apanhado” a organizar uma qualquer actividade criminosa. Esse imaginário autarca, por razões óbvias, não poderia ver essas provas usadas contra si em tribunal. Tendo sido ilegalmente obtidas, por muito que elas provassem a culpabilidade do dito autarca, não poderiam servir para o julgar criminalmente. No entanto, todos nós ficaríamos a saber que esse autarca havia estado envolvido em actividades criminosas. Não é difícil de imaginar as reacções da “inteligência” pátria: todos os colunistas e comentadores colocariam em causa o carácter do dito autarca, e exortariam os seus munícipes a não votarem nele.

Curiosamente, não têm essa reacção quando tal acontece a José Sócrates. Aparecem relatos de escutas que indicam que José Sócrates terá mentido ao Parlamento ao negar ter interferido no negócio da TVI, e a discutir “ajudas” ao “amigo Joaquim”. De imediato, inciou-se uma discussão acerca da legalidade das ditas escutas: há quem diga que são legais, e portanto passíveis de serem usadas como prova, e quem negue essa legalidade, dizendo que terão de ser destruídas. Essa é uma discussão importante, mas apenas relevante para saber se Sócrates deverá ou não ser alvo de um processo judicial. O facto de as escutas serem ou não legais é absolutamente irrelevante para o nosso julgamento do que lá é revelado. Elas poderão não ser suficientes para pôr Sócrates em tribunal. Mas, a confirmar-se que elas dizem o que se diz que dizem, elas são suficientes para nós sabermos que Sócrates mentiu ao Parlamento, para sabermos que interferiu em negócios privados, e para sabermos que usa o poder para o qual foi eleito para dar “ajudas” a “amigos” como “o Joaquim”. São suficientes para nós formarmos uma opinião sobre o carácter duvidoso do Primeiro-Ministro, e emitirmos um julgamento sobre a forma como ele usa o poder. Gente sem vergonha na cara mas com o bolso cheio (as “ajudas” de Sócrates aos seus “amigos”, pelos vistos, são bem generosas) mostra-se muito preocupada com o Estado de direito e os atentados contra este, motivados pelo uso de escutas ilegais (e isto dando de barato que são ilegais, algo com que nem toda a gente concorda). No entanto, não se preocupam tanto quando o primeiro-Ministro usa o tal “Estado de direito” (convenientemente “torcido”) para benefício próprio e dos seus “amigos”.

Os “reinflaccionistas” confundem as causas com as consequências

Filed under: Economia,Política,Teoria — Miguel Noronha @ 15:11

“Falling Wage Rates” de Jerry O’Driscoll (Think Markets)

Many analysts, myself included, argue that economic recovery will involve a switch to a lower consumption path. In the process, proportionately more resources will be devoted to production of goods for rest of the world. New savings will be needed to finance that transition. But much accumulated savings have been lost due to capital misallocation. In order to be competitive in the global economy, the U.S. must become a country of lower wages. And we are witnessing that painful adjustment in real time.

The reflationists (whether monetary or fiscal) conflate cause and effect. Falling wages rates are the consequence of prior bad policies and decisions. They are not the cause of current problems. Moreover, fiscal and monetary stimulus cannot restore the lost capital. Printing money or redistributing income does not create real wealth.

Falling real wages and declining living standards put flesh on the skeleton of macroeconomic policy debates. They are the real-world consequences of bad macroeconomic policy: easy money, politically directed investment and regulatory capture. All those bad policies are being continued or enhanced. Only further misery will flow from them.

Quanto custa a UE

Filed under: Economia,Nanny State Watch,Política,União Europeia,Videos — Miguel Noronha @ 13:00

Novo spot promocional da Taxpayers Alliance (UK) relativo à nova publicação “Ten Years On”

O cancro social

Filed under: Comentário,Política,Portugal — André Abrantes Amaral @ 11:58

portugalfundo9150zj7 (Cartoon de Luís Afonso).

A corrupção e os défices públicos são cancros que minam as sociedades. Portugal padece deste mal há muito, há tanto tempo que foi corroendo, corroeu de forma definitiva, a nossa auto-estima. Mas analisemos outro país, noutro tempo. Recuemos ao reinado de Carlos V, na nossa vizinha Espanha. Aquele Imperador era o grande da Europa. Tinha a Flandres, os Países Baixos, reinava em Espanha, em Nápoles, na Sicília e era o senhor do Sacro Império Romano. Tinha tudo, demasiados encargos, muitas despesas e precisava de muito dinheiro. Endividou-se, melhor, endividou a Espanha, principalmente Castela cujas cortes não tinham a força das do Reino de Aragão, e deixou uma pesada herança ao seu filho Filipe.

Carlos tinha a noção dos perigos que corria. Precisava de cada vez mais dinheiro para fazer frente à despesa sempre maior que as piores expectativas. Contraiu empréstimos junto dos banqueiros alemães e genoveses, de tal forma que o ouro e a prata que vinham da América serviam para pagar juros, primeiro, e as despesas, depois. Ficou preso à dívida estrangeira, cada vez mais rigorosa porque cada vez havia menos dinheiro, o que liquidou a possibilidade de qualquer reforma das finanças públicas que tanto desejava. Apesar de poderoso, talvez por ser tão poderoso, viveu ao sabor das tormentas, dos percalços e dos buracos orçamentais que iam surgindo. Tornou-se mais vantajoso viver da dívida que investir capital na indústria ou na agricultura.

Para centralizar o poder na sua pessoa, desconfiou da alta nobreza e apostou em homens de origens, embora nobres, sempre humildes. Burocratas como Francisco de los Cobos, prontos a servi-lo, que não tinham ideias, não pensavam pela sua cabeça, alheios às correntes de pensamento que então corriam pela Europa, mas que enriqueceram à conta dos favores que prestaram, das cunhas que deram e das penas e multas que perdoaram. A corrupção alastrou, os mais ricos e poderosos ficaram isentos do pagamento de impostos. A desigualdade social e territorial agravou-se. Castela financiou a Espanha, o sul castelhano pagou bem mais que o norte, pois no corrupio de sacar dinheiro, deixou de se olhar a meios.

Avancemos agora para o século XXI e aterremos em Portugal. Deparamos com o estado endividado e a precisar de receitas. Um governo que não consegue descer a despesa pública, pois há muita gente que beneficia com o défice. Uma parte da sociedade está protegida, tem o futuro garantido, ao contrário da outra que sente a insegurança no trabalho e que até, por vezes, quanto mais trabalha, mais paga.

Com o processo ‘Face Oculta’, discutimos o significado de uma alínea do número de um artigo de um código de processo penal. Andamos à nora, a tapar buracos, a puxar uma manta de retalhos que não cobre a totalidade da cama, deixando sempre um bocado de fora. O país está perdido e perdido não vislumbra soluções. Não aceita que a corrupção se reduz com o fim da tentação, com a privatização das empresas públicas, o fim da intromissão do poder político na gestão das empresas privadas. Para que os que têm mérito vinguem, os laços políticos percam importância e larguemos as amarras que nos prendem ao passado estatista que nos limita. Para que tal aconteça muitos terão de perder demasiado.

A Espanha de Carlos V foi definhando até se tornar irrelevante. Nós já definhamos há muito, mas o poço que estamos a cavar espanta-nos com a profundidade que tem.

Como falir o SNS em dois anos: ouvir as “esquerdas socialistas”

Filed under: Diversos — Rodrigo Adão da Fonseca @ 11:28

É para isto que servem as esquerdas socialistas

«O Governo vai acabar com as taxas moderadoras no internamento e na cirurgia de ambulatório no Orçamento de Estado para 2010.»

 Susete Francisco no DN. Agora só falta acabar com as outras taxas no SNS. Eliminar os mecanismos que tomam os cidadãos por predadores. Romper com a herança liberal de Correia de Campos.

João Rodrigues, nos Ladrões de Bicicletas, dá-nos mais um bom motivo para que nos afastemos, como país, das esquerdas socialistas. Em dois anos, voltaríamos ao caos nas urgências, à busca indiscriminada de serviços de saúde desnecessários. O SNS já tem dificuldades de sustentabilidade, com os Ladrões de Bicicletas e companhia, davamos o passo que falta rumo à falência.

Onde está Cavaco Silva?

Filed under: Justiça,Media,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 10:53

Manuela Moura Guedes no Portugal dos Pequeninos

Que interessa afinal, para si, se são ou não nulas umas tais de escutas, se o mais alto órgão judicial declara que nessas escutas foram feitas declarações contra o Estado de Direito, que não é mais do que uma forma enviezada de declarar que nessas escutas foram expressos crimes. E sabe, Senhor Presidente, eu estou arredada do “métier” mas preferia não estar, e estas coisas de manipular, proibir, suspender, controlar ou o que lhe queiram chamar mas que têm a ver com a Comunicação Social, são graves, mesmo graves! É por tudo isto que eu não percebo por que é que não sei onde anda o Senhor Presidente. É que, quando foi daquelas escutas que metiam um café, um assessor, umas historietas de jornais para aqui e para acolá, muita intriga politica, enfim… umas escutas de opereta, eu sabia onde o Senhor estava, até o vi na televisão a falar sobre o assunto, embora achasse na minha modesta opinião que não devia ter deixado, mesmo antes das Eleições, que aquela historieta atingisse aquelas proporções porque acabou por ter efeitos perversos. E agora, que há escutas mesmo, ordenadas por um Juiz, que o seu conteúdo parece ir contra o que de mais “sagrado” há num Estado de Direito, não sei onde está o Presidente do meu País!!!! Por favor, digam-me, onde está Cavaco Silva?»

Dois políticos, a mesma luta

Filed under: Justiça,Política — Miguel Noronha @ 10:40

BERLUSCONIsocrates2

O centenário esquecido

Filed under: Economia — Nuno Branco @ 10:26

The year 2009 will most likely expire without commemorating the centenary of a most momentous event in history that figures prominently as the main cause of the Great Financial Crisis of the century. This event was the so-called legal tender legislation in 1909. The bank notes of both the Banque de France and the Reichsbank of Germany were made legal tender by law, first in France and then, a very short time later, also in Imperial Germany. The rest of the world followed suit. In this way all roadblocks were removed in the way of financing the coming world war through credits and monetizing the resulting debt through the issuance of bank notes.

[...]

The way out of the crisis, and the way to prevent another great Depression, is through the restoration of freedom in the realm of money.
Artigo completo de Antal E. Fekete.

Em destaque

Filed under: Blogosfera — Miguel Noronha @ 09:59

Esta semana, em destaque o blog The Mess That Greenspan Made.

Também acho: já se passaram todas as marcas

Filed under: Media,Política,Portugal — Maria João Marques @ 08:38

Ontem pela hora de almoço liguei a televisão e deparo-me com a RTPN e um jornalista (não sei o nome, nem sequer se exerce o seu enviesamento profissional num dos jornais do ‘amigo Joaquim’) fazendo o seu comentário sobre o thriller de terror As Escutas e José Sócrates. Fiquei por lá alguns minutos (foram de mais e durante uns meses não me apanham a ver tal canal) e o que ouvi resume-se como se segue.

O jornalista/comentador disse que José Sócrates tinha razões para “estar indignado”, depois reforçou que JS tinha razões para estar “muito indignado” (como se as escutas fossem dirigidas a Sócrates e não a Armando Vara, com quem, pelos vistos, Sócrates fala muitas vezes). Que já se tinha percebido que nada de incriminatório para o PM constava das tais escutas, como se via pela entrevista do PGR ao Expresso e porque aquele não havia pedido autorização para escutar o PM para prosseguimento das investigações (porque, pedindo autorização ao presidente do STJ para escutar o PM, o PGR viria, como é óbvio, avisar o facto para os jornais – ironizo supondo, talvez ingenuamente, que os jornalistas não sabem quem é escutado; e, depois desta escandaleira, também não é nada previsível que o PM comece a ter algum cuidado com as suas conversas telefónicas). En passant (mesmo en passant), Vieira da Silva esteve mal ao falar de ‘espionagem política’ e até o PM devia ter vindo assegurar que estava inocente e que as escutas nada poderiam revelar. Mas nada se comparou ao mal que esteve Manuela Ferreira Leite, pois claro, ao exigir um esclarecimento político do PM (apesar do próprio jornalista também ser de opinião que o esclarecimento teria sido bom).

Depois mudei de canal, que estas coisas ainda contribuem para uma depressão pós-parto.

Privatizem a RTP já. Gozarem-nos com o nosso dinheiro é bastante pior do que gozarem-nos com o dinheiro que o BCP emprestou ao ‘amigo Joaquim’.

Novembro 15, 2009

Obama’s bow to Japan’s Emperor Akihito

Filed under: Internacional,Media,Política,Videos — André Azevedo Alves @ 23:50

Obama’s botched bow

Bad enough that Obama bowed down to another head of state yesterday. Even worse, he did not bother to learn how one bows in Japan, and just winged it.

Barack Obama bows to Japan’s Emperor Akihito

Leitura complementar: Mudança na qual podemos acreditar; Mudança na qual podemos acreditar (2).

Rand Paul, constitutional conservative

Filed under: Internacional,Política — André Azevedo Alves @ 23:21

Q&A With Rand Paul: Shaking Up the Kentucky Senate Race

Rand Paul spent much of 2007 campaigning for his father, Ron Paul, the iconoclastic Republican thorn-in-the-side.

But now the younger Paul, an ophthalmologist, is making his own bid for office, and he is doing so in the family tradition: Making Republicans uncomfortable.

Paul is running in the GOP primary for U.S. Senate in Kentucky, his home state since 1993. He is leading in the most recent poll and raising buckets of money. He is outperforming Secretary of State Trey Grayson, who has the support of Kentucky’s most powerful pol, Senate Minority Leader Mitch McConnell.

(…)

Washington Wire: Do you consider yourself a libertarian?
Paul: I call myself a constitutional conservative. I see myself as sort of, part of this insurgency that’s out there, the way [former Florida state legislator Marco] Rubio is a conservative and fighting against an established moderate like [Gov. Charlie] Crist. Our race in Kentucky is going to shape up to be very similar.

Washington Wire: How much of your campaign is built on the Ron Paul base?
Paul: Probably 75% of people at the “tea parties” I go to didn’t support Ron Paul. It opened the door [for my candidacy] that 25% who did were big supporters of mine and my dad.

(…)

Washington Wire: Do you want Sarah Palin to campaign for you?
Paul: We’d love to have her come. We’ve made some overtures to her.

Do que é que os portugueses precisam?

Filed under: Comentário,Política,Portugal — André Abrantes Amaral @ 22:24

Pergunta Mário Crespo, agora mesmo, na SIC Notícias. Precisam de mudar a sua mentalidade. Encarar a vida em sociedade de forma diferente. Serem mais exigentes e, em virtude disso mesmo, oferecerem mais. Entregarem-se mais. Deixarem de ser colectivamente egoistas. Passarem a ser individualmente generosos. A saída da crise está no íntimo de cada um de nós.

A resposta é muito simples e, naturalmente, bastante complicada.

A TSF e José Sócrates

Filed under: Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 22:00

NOVAS FRONTEIRAS (II). Por Filipe Nunes Vicente.

A TSF costuma passar, ao Domingo de manhã, um programa de debate de diferentes pontos de vista (quem é mais pró-Sócrates).

Importa-se de repetir?

Filed under: Media,Política,Portugal — jtcb @ 21:56

Na TSF:

O antigo Presidente da República, Mário Soares, afirmou este domingo, que a investigação do caso “Face Oculta”, como questão política, não passa de um «problema comezinho».

E mais:

No final, o antigo Presidente da República sublinhou que «é preciso que a Justiça não seja uma Face Oculta».

Desculpem lá a pergunta (que eu fiquei um pouco zonzo com isto…) mas, este Mário Soares é aquele que toda a gente identifica como o Pai da Democracia? É que se é, então tudo começa a ficar mais claro…   Deve ser uma doença hereditária.

A ética e as raízes da crise financeira

Filed under: Economia,Internacional,Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 21:00

Ethics alone will not prevent financial crises. Por Philip Booth.

Nearly all financial market “busts” are preceded by monetary “booms” and this one was no exception. When central banks hold interest rates down, credit spreads become depressed, economic activity and asset prices boom and bad risks begin to look like good risks. Whether you have a moral compass or not, it becomes very difficult to distinguish between good and bad risks.

Also, when the government signals that some banks are too big to fail, as has happened over many years in the US, banks grow big. Individuals in those banks have an incentive to take risks and the providers of finance – especially debt – lose their incentives to monitor and to be prudent. Governments in the future must communicate a credible “no bail-out” policy.

Added to that, tax and regulatory systems have strongly encouraged the financial engineering that has made banks so complex. In nearly all developed countries, equity finance is taxed penally compared with debt finance, and regulatory capital requirements can be reduced by off-balance-sheet transactions. If these things are so toxic, why are they encouraged?

(…)

A call for more ethics is all well and good but its effect will be limited unless self-interest in financial markets runs with the grain of the interests of society. A free market generally ensures that. Our current corporatist culture, underpinned by government guarantees and bureaucratic state regulation, has the same flaws Mr Field observed with the welfare state. And the result is remarkably similar.

Pilar del Río, a raiva e o azedume

Filed under: Cultura,Política — André Azevedo Alves @ 20:31

PERFEITAMENTE POSSÍVEL. Por Filipe Nunes Vicente.

Pilar del Río pergunta hoje, na Pública, como é possível haver mulheres que continuam a sentir fascinação pela figura do pai. É a figura do impostor, o depositário da autoridade divina e social. A resposta é simples. Há mulheres que tiveram um pai bom, carinhoso e protector, pelo que é natural sintam fascínio por tal figura.
Por que motivo alguém faz regra da sua má experiência individual e a partir daí pinta o mundo com as suas cores de raiva e azedume?

No país dos rodinhas, again and again…

Filed under: Diversos — Rodrigo Adão da Fonseca @ 17:38

(…) Este episódio nada tem que ver – ou não deveria ter – com a luta política conjuntural ou escolhas ideológicas democráticas. José Sócrates neste processo é só um nome. Aliás, pelo caminho que as coisas levam, muitos diferentes nomes se seguirão no futuro, sejam eles primeiros-ministros, Presidentes da República, ministros ou apenas cidadãos comuns.

No momento em que as escutas servirem para investigar um cidadão e não um crime deixamos de ter qualquer tipo de garantia; ficamos completamente à mercê do Estado. O que se deve indagar são crimes ou actos que indiciem crimes. Nunca pessoas.

Mais, quando a descoberta de um crime – que não é sequer o caso – for eticamente mais importante que as garantias dos cidadãos, deixam de existir limites. Estaria autorizada a tortura, a invasão de domicílio, a violação de correspondência. Deixaríamos de existir enquanto pessoas para passarmos a ser meros instrumentos de um qualquer desígnio. Seria o início da consagração do Estado totalitário (…)

Hoje, no Pravda, o PML faz um daqueles exercícios fantásticos, onde vai à lua e regressa, desconversando até um nível que começa a ser preocupante. Vamos aterrar e cingirmo-nos à realidade do que está em cima da mesa: José Sócrates foi indirectamente escutado, apanhado numa teia de escutas legais, efectuadas no âmbito do processo Face Oculta. Tanto quanto se sabe, ninguém no MP tomou a decisão de, activamente, escutar José Sócrates. Nestas escutas, gravadas por acidente, parece, haverá matéria que levou o MP a emitir certidões, solicitando ao STJ a sua validação a posteriori (pois, no caso concreto, não se poderia exigir que houvesse autorização prévia). A dúvida que há, é saber se as escutas obtidas nestas condições (e não noutras) são ou não válidas, face ao que dispõe o Código do Processo Penal. Podemos concluir que mesmo as escutas obtidas nestas condições estão feridas de nulidade, podendo ou não ter de ser destruídas. Mas o que o PML escreve não corresponde ao que está a ser discutido. Não há neste caso desvios totalitários, nem invasões da privacidade, nem perseguição a pessoas. Apenas dúvidas quanto à aplicação de uma lei de processo penal. Que, obviamente, causa uma enorme confusão, na medida em que quem aproveita da ambiguidade da lei é, por acaso, o Primeiro-Ministro…

O estado de impunidade não é um Estado de Direito

Filed under: Justiça,Política,Portugal,Teoria — André Azevedo Alves @ 17:05

Estado de Direito: o que é? Por Miguel Morgado.

O Estado de Direito existe para que a inocência não seja sacrificada. Mas este é apenas um aspecto do Estado de Direito. Um outro que lhe está intimamente associado é este: o Estado de Direito não tolera a impunidade. A violação do Direito implica a correspondente punição. O estado de impunidade não é um Estado de Direito.

“Fica sempre aquela dúvida…”

Filed under: Política,Portugal,Teoria — André Azevedo Alves @ 16:17

Do formalismo. Por João Miranda.

É tudo uma questão de incentivos, Henrique

Filed under: Justiça,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 14:08

Henrique Raposo

É muito engraçado. Nada funciona na nossa justiça. Tudo demora séculos. Mas a destruição destas escutas está a ser feita à velocidade do TGV japonês. Sócrates tem sempre azar ao ser vítima de cabalas, e depois tem sempre sorte na rapidez com que sai delas. Um génio do acaso, este Dr. Sócrates

Pela eliminação dos símbolos religiosos nos serviços públicos

Filed under: Nanny State Watch,Política,Portugal,Religião — André Azevedo Alves @ 12:00

Uma perspectiva certamente discutível, mas interessante: Autenticidade Republicana e a Cruz Quebrada

Como já aqui escrevi há tempos, sou absolutamente a favor da eliminação de símbolos religiosos nos serviços públicos. A razão para isso é muito simples: nas nossas escolas e serviços públicos a Cruz só pode ser vista como um elemento cultural, um elemento de formação de uma identidade política. No fundo, é como se se apresentasse uma cruz pela metade, desprovida do seu carácter salvífico. Este carácter desvirtua a função da Santa Cruz e transporta-a para domínios em que esta pode ser discutida sem referência ao seu carácter transcendente.

Os Dias Contados

Filed under: Justiça,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 10:17

Excerto da crónica de Alberto Gonçalves no Diário de Notícias.

Era de esperar. Num ápice, a história sobre uma rede de corrupção que se estende da sucata às altas instâncias perdeu relevo perante o debate dos labirintos jurídicos que permitem ou, aparentemente, não permitem escutas telefónicas a conversas em que o primeiro-ministro participe. Há sempre um pormenor chato qualquer a perturbar a investigação e, claro, a eventual condenação das manobras mais extravagantes perpetradas pela classe política. É assim na tal “Face Oculta”, foi assim na nacionalização (de facto) do BCP, na partidarização da CGD, na lendária Fundação para a Prevenção e Segurança e note-se que só vamos em “A”, de Armando Vara. Muitas letras se seguem, nenhum processo do género, quando por descuido se instaura um processo, seguiu para lá do rebuliço público inicial. É demasiado azar.

Um azar determinado pela eventual coincidência entre os que fazem e aplicam as leis e os que delas beneficiam. Por regra, cada “caso” murcha graças à soberana, assaz soberana, necessidade de se defender uma coisa chamada “Estado de direito”, o qual, curiosamente, vai desaparecendo em proporção directa ao zelo com que é defendido. O “Estado de direito”, conceito em teoria louvável, vem sendo adaptado na prática às conveniências dos que mandam nele, ou seja, na prática a impressão é a de que a manha e a trapaça se apossaram de tudo, ou de quase tudo, o que não é o mesmo mas, em matéria de falência do regime, é igual.(…)

Cavaco Silva declarou-se “preocupado” com o processo “Face Oculta”. Depois do episódio das “escutas” em Belém e de uma explicação ao País que o País não podia perceber, a preocupação é tudo o que lhe resta. Raras vezes, se alguma, o regime precisou tanto de um presidente com autoridade sobre o pandemónio em volta, mas a autoridade de que Cavaco Silva evidentemente dispunha sumiu-se algures, entre trocas de e-mails, lanches de assessores com jornalistas e uma ligeira inclinação para a paranóia. Por isso a preocupação do PR é hoje sinónima da sua impotência e, por maioria de razão, da impotência de todos nós. Culpa dele, azar o nosso.

Dias do incrível

Filed under: Portugal — Helder Ferreira @ 01:04

Não é que dei por mim com saudades do Prez Jorge Sampaio aka Senador Palpatine? Por muito menos já tinha resolvido o assunto do Estado de Direito, do regular funcionalismo das instituições, da disfunção do estado e assim.

Novembro 14, 2009

Ácido Redux

Filed under: Videos — Helder Ferreira @ 23:17

There you go. Exactly what you wanted – Helmet. Complain now and go fuck yourself.

Logisticize

Filed under: Diversos — Helder Ferreira @ 23:12

Portugal ganhou. Espero que estejam todos muito contentinhos com aqueles onze tipos vestidos de vermelho. Daqui a uns dias lá estarei, no sofá a torcer pela Bósnia, de novo. :-$

Do Estado de Direito: a imprensa é livre e independente? os tribunais são independentes? Os reguladores são independentes? Há contrapoderes? Não pois não? Então não me fodam mais o Estado de Direito que esse cada vez é mais pequenino e irrelevante.

A propósito, por estas paragens,  existe mesmo um sistema de Justiça, com juízes, tribunais e assim? É que do que vejo, vivo num circo. Tem hienas, cães, elefantes, malabaristas, trapezistas, mestres de cerimónias e palhaços. Ó se tem palhaços. Têm é pouca piada.

Opinião de um e só um consumidor: dos diários de referência – DN, Público e i – dois estão vergonhosamente vendidos ao poder e o terceiro é chato comá potassa. Não que os dois primeiros não sejam uma merda também. Enfim.

Na praxe de uma das Faculdades do Porto, os mais velhos mandam os caloiros fazer o que chamam uma GAM (extensões de braços e assim). Chamam-lhe dji-ei-éme. Não sei onde estes imbecis, burros, idiotas foram buscar a coisa. G.A.M. significa Ginástica de Aplicação Militar e consiste num conjunto de -penosos- exercícios com arma (G3) e, na gíria da recruta dizia-se que era Ginástica Até à Morte. Pois os palermas dos engenheiros, não fazendo ideia onde foram buscar o acrónimo, anglicizaram-no. Devem querer dizer, Glad And Milfed, Go And Mumble, Get A Mom, Give me A Moment, etc. Que vão apanhar na peidola. :-$

Gramsci. Gramsci era um tipo porreiro (pá!). Aprendamos com ele. Reptilianos ao poder.

Modéstia

Filed under: Justiça,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 18:51

[N]ão tenho comentário nenhum a fazer e nem contribuo para essa sucessão de episódios que não têm grande dignidade nem contribuem para elevar a nossa vida pública”

Eu até acho que ele já contribuiu bastante.

Carros eléctricos podem levar ao aumento das emissões de CO2

Filed under: Ambiente,Economia,Internacional,Política — André Azevedo Alves @ 14:00

Electric cars ‘could increase carbon emissions’

If there is a surge in popularity for the cars, demand for electricity from the national grid will increase.

“Even if the grid has the capacity and the basic infrastructure to meet the needs of electric cars, the new demand patterns they will create may mean greater use of coal and nuclear power,” the report argues.

Coal-fired power stations are now regarded as one of the biggest sources of carbon emissions.

Even if a car uses electricity rather than petrol, it must be fuel efficient for genuine environmental benefit, the report continues.

“Electric cars should be rewarded for their energy efficiency, not for moving emissions from exhaust pipes to power station chimneys”

Novembro 13, 2009

Calendário Ryanair 2010

Filed under: Cultura,Videos — André Azevedo Alves @ 20:34

Hospedeiras da Ryanair despem-se para calendário de 2010

Ryanair Cabin Crew Strip Off For 2010 Calendar

Ryanair’s CEO Michael O’Leary has already bought the first 100 copies of the 2010 calendar and sent one to anti-fun Labour MEP Mary Honeyball who last year wrongly accused Ryanair of “forcing” cabin crew to take part in the calendar. Ryanair’s cabin crew volunteer to take part and this year over 800 of the airline’s 4,000 cabin crew applied for this great charity event.

Making of the Ryanair Cabin Crew Charity Calendar 2009

Coerência bloquista

Filed under: Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 20:25

BE elegeu vereador com passado criminal

O vereador bloquista eleito, João Pereira, está a ser alvo de queixas-crime no Ministério Público, pelo seu envolvimento na venda de terrenos de familiares, sobre cuja propriedade há suspeitas de terem sido cometidas falsas declarações.

(…)

Além disso, o agora vereador do Bloco foi sócio de uma empresa de construções local, a J.& Valério, que o tribunal declarou insolvente em 2007 e que foi alvo mais de uma dezena de processos. Há três anos, aliás, estava na lista das maiores devedoras ao fisco, publicada pelo Ministério das Finanças.

Mais uma oportunidade para rasgar as vestes em “defesa do Estado de Direito”

Filed under: Justiça,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 20:17

Uma notícia que poderá suscitar junto de alguns comentadores de esquerda e – ainda mais – da “direita” que interessa a essa esquerda a reivindicação de nova legislação que promova o respeitinho através, quem sabe, da consagração legal da figura de namorada oficial desempenhada pela “jornalista de causas” Fernanda Câncio: Fernanda Câncio já é ‘namorada’ do primeiro-ministro

A Comissão da Carteira Profissional de Jornalistas (CCPJ) arquivou as queixas de Fernanda Câncio contra os jornalistas Pedro H. Gonçalves (Correio da Manhã), Amélia Moura Ramos (SIC) e Carolina Reis (Expresso).

Câncio recorreu àquele órgão por não ter gostado de ter sido referida como «namorada de» José Sócrates, nas peças destes jornalistas.

Mas, numa decisão unânime, a comissão considerou que «a matéria em causa era do conhecimento público e de interesse jornalístico» e concluiu que os arguidos não atentaram contra o «dever de preservar a reserva da intimidade», como consta do Estatuto dos Jornalistas.

Pérolas

Filed under: Diversos — filipeabrantes @ 19:53

Inverdadeiro é quase tão bom como insultivo.

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