Attorney General Eric Holder: Judicial Genius
Novembro 20, 2009
Novembro 19, 2009
Henry Handball Against Ireland
Thierry Henry handball against Ireland in the World Cup Play Off November 18th 2009
O respeito pelo Estado de Direito na América de Obama
The definition of “show trial”
Show trials are conducted by despots and dictators to give only a thin veneer of legality to political detentions and executions. If the state isn’t prepared to abide by the decision of the court, including dismissals and acquittals, then the use of the trial system is worse than useless. It demeans the federal system needed for Americans to seek unbiased justice.
(…)
As James Joyner also concludes, it’s impossible to see Holder’s assertion that the US will detain KSM no matter what the court finds as anything other than an endorsement for “a show trial and a sham.”
Leitura complementar: Obama anuncia sentença de morte para Khalid Sheikh Mohammed; Do Estado de Direito na América.
A vacina contra a gripe A e as crianças e as grávidas
Nem todos têm tantas certezas como a expressa na posição oficial da OMS: Crianças têm «melhor» imunidade com doença do que com vacina, diz especialista
O presidente do Colégio de Pediatria da Ordem dos Médicos disse, esta quinta-feira, que os especialistas estão divididos relativamente à vacinação das crianças contra a gripe A, acrescentando que, na sua opinião, seria preferível que as crianças não recebessem a vacina.
(…)
No entanto, o presidente do Colégio de Pediatria da Ordem dos Médicos reconhece que numa situação de pandemia quantas mais crianças forem vacinadas mais facilmente se poderá impedir a propagação da doença.
Ainda assim, José Manuel Lopes dos Santos entende que a vacina que está disponível em Portugal não é a melhor para a saúde das crianças e das grávidas, preferindo um fármaco com a composição semelhante à que está a ser usada noutros países.
(via Portugal Contemporâneo)
Leitura complementar: A gripe A e a vacina Pandemrix: risco de danos ao sistema nervoso e toxicidade.
E agora José?
O director do Sol revela à Sábado que foi pressionado para não divulgar notícias sobre o Freeport.
“Uma pessoa do círculo próximo do primeiro-ministro e que conhecia muito bem a situação do jornal e a nossa relação com o banco BCP disse-nos que os nossos problemas ficariam resolvidos se não publicássemos a segunda notícia do Freeport”, diz à SÁBADO o director do Sol, José António Saraiva – não revelando, porém, a identidade do autor da proposta. Ressalva, porém que não foi Armando Vara: “É evidente que Armando Vara era a pessoa que tinha o pelouro do Sol no BCP e que todos os assuntos relacionados com o Sol passavam directamente por ele, e isso nós sabíamos”, acrescenta José António Saraiva.(…)
Nessa fase, o Sol atravessava graves problemas financeiros e preparava-se para mudar de accionista, sendo que o BCP (accionista e financiador do jornal) dificultou todo esse processo, segundo especificou uma fonte oficial do jornal à edição impressa da SÁBADO(,,,)
Nos primeiros nove meses deste ano, a publicidade do BCP caiu 68% no Sol, segundo dados da Mediamonitor, da Maktest.
(via Elevador da Bica)
Curiosas coincidências
Miguel Morgado (Cachimbo de Magritte)
Ouvi há pouco no Rádio Clube Português o Miguel Pinheiro, director da revista “Sábado”, denunciar mais uma das muitas coincidências que caracterizam a vida pública aqui na ditosa Pátria. Ao que parece, o investimento publicitário das quatro grandes empresas semi-públicas – EDP, PT, GALP e CGD – nos jornais tem obedecido a padrões engraçados: o “Público” e o “Sol” viram as suas receitas publicitárias provindas destas quatro grandes empresas cair a pique, ao passo que o abençoado “DN” registou uma quase equivalente subida. Como o Miguel Pinheiro sublinhou, não foram as audiências dos respectivos órgãos de comunicação que justificaram estas transferências de investimento em publicidade. Claro que a resposta oficial das empresas foi não responder pelos números, e balbuciar que elas não se “regem por critérios políticos, blá, blá, blá, blá”.
Assim vai o Estado em Portugal…
Chefe do fisco que ajudava Godinho foi promovido por três directores-gerais
Ao longo de dez anos, três directores-gerais de Impostos aceitaram promoções e transferências entre postos de chefia do chefe das Finanças de São João da Madeira, recentemente suspenso pelo tribunal de Aveiro na sequência da operação Face Oculta.
Essas decisões foram tomadas, apesar dos avisos do director distrital de Finanças de Aveiro e mesmo depois de quatro condenações judiciais, duas delas por crime de abuso de confiança fiscal.
O Orçamento Rectificativo ao longo do ano
16 de Dezembro: Ministro das Finanças recusa fazer Orçamento Rectificativo
15 de Abril: Teixeira dos Santos afasta cenário de um orçamento rectificativo
04 de Maio: Teixeira dos Santos diz que “orçamento rectificativo não é oportuno”
01 de Julho: Teixeira dos Santos continua a rejeitar necessidade de orçamento Rectificativo
20 de Agosto: Governo afasta orçamento rectificativo
10 de Novembro: Ministro diz que ainda é cedo para saber se haverá Orçamento Rectificativo
19 de Novembro: Governo apresenta orçamento rectificativo
Change
“Do Estado de Direito na América” de Luciano Amaral (Gato do Chesire)
Era o tempo da arbitrariedade bushista: Guantánamo e os tribunais militares estavam ao nível do Gulag (não invento…). Agora, no luminoso tempo obamista, afinal Guantánamo não fecha. Mas, para compensar, Khalid Sheikh Mohammed (KSM, um dos autores do 11 de Setembro de 2001) vai ser julgado num tribunal civil em Nova Iorque. Há alguém preocupado com isto? Não vale a pena: o Attorney General (Eric Holder) garantiu que se KSM não for condenado também não será libertado, e o próprio Presidente garantiu que KSM será executado. A questão é: para que serve um julgamento com todas a garantias de processo se a condenação está garantida à partida? Deve ser para mostrar respeito pelo Estado de Direito (que isto é tanto lá como cá…).
Um governo de gente com muito azar
Já vamos, em menos de uma semana e tendo há pouco mais começado o período de vacinação generalizado das grávidas com a vacina da gripe A, no terceiro caso de morte uterina, situação com uma incidência média normal, como avançado pelas autoridades, de 300 casos por ano.
O desvio estatístico (que até é perfeitamente enquadrável nos valor que estão em cima da mesa) nem será porventura o mais relevante da situação. Relevante, pelo menos para mim, é o facto do director-geral da Saúde (particularmente zeloso do seu espírito científico) e do secretário de estado da tutela se terem apressado a menorizar a situação e a proclamar a mera coincidência temporal dos factos e a ausência de causalidade entre estes, mesmo antes de ser conduzida qualquer autópsia às vítimas, ou no caso da segunda vítima, mesmo antes da mãe ter sido operada para extrair o feto e de ter sido possível qualquer análise preliminar do mesmo.
É, sem dúvida, gente com muito azar e muito “científica”.
Por uma auditoria externa à Reserva Federal
“Americans Deserve a Transparent Fed” de Ron Paul e Jim DeMint (WSJ)
For nearly a century the Federal Reserve has operated in the shadows, away from the prying eyes of Congress, journalists and the American people. Created in 1913, the Fed was given enormous responsibility to protect the value of our currency. Yet in the last 96 years the U.S. dollar has lost more than 95% of its purchasing power. The Fed’s unprecedented actions over the past year in attempting to stabilize the financial system have now forced it into the spotlight, and caused millions of people around the country to question the opacity of the Fed’s financial transactions.(…) (mais…)
Testemunha de um crime hediondo
“Welsh hero of Ukraine recognised” na BBC News
A British man who became a hero in Ukraine for highlighting the famine there in the 1930s is being recognised by his former university.(…) His name, until relatively recently, has been virtually unknown in the West. But in Ukraine, he is held in the highest regard. Ukraine suffered a terrible man-made famine between 1932 and 1933. Between seven and ten million people are thought to have died. Ukraine now uses Gareth Jones’s ground breaking reports in its efforts to secure international recognition of the famine, known in Ukrainian as the Holodomor, meaning genocide.(…) At the time, in Britain, and in the West, the Holodomor, like other tragic chapters in Soviet history, was hardly acknowledged outside the Ukrainian community. Even in Ukraine itself, people only began to speak about “The Great Famine” in final years of Communism. To this day, Holodomor remains a sensitive subject not only for politicians, but for some Western historians as well.(…) (mais…)
Ginásios: Mais um serviço publico Insurgente
Ultimamente tenho dado por mim em várias discussões com colegas e amigos onde surge sempre um tema recorrente: os donos dos ginásios portugueses são uns porcos capitalistas. Porquê? Porque o governo baixou o IVA para 5% mas os preços dos ginásios não desceram. Este tema voltou a surgir agora em formato electrónico aqui mesmo n’O Insurgente de maneira que está na hora de mais um serviço público gratuito (infelizmente parece faltar-me o gene capitalista).
Pontos de partida:
- O preço nominal do ginásio não aumentou.
- O preço real do ginásio desceu (devido à inflação)
- A função de um empreendedor é maximizar o lucro (o horror!)
Novembro 18, 2009
Cauda da Europa (2)
Bom, agora que já ganhámos o direito a ir fazer figuras tristes à Africa do Sul queria dizer mais qualquer coisa sobre o assunto. Era para responder no tópico do BZ mas o texto tornou-se tão extenso que preferi colocar aqui para melhor leitura. A situação portuguesa é obviamente grave e as politicas que se seguem tendem a agrava-las (por exemplo, o novo regime contributivo a entrar dia 01 de Janeiro habilita-se a surtir o mesmo efeito que tiveram as alterações ao ordenado mínimo em Espanha: disparar o desemprego) e os nossos politicos não têm capacidade para mais a não ser darem os concursos publicos a ganhar aos amigos e saquear o país enquanto há. Nisso acho que o BZ concorda (genericamente) comigo.
Por outro lado, e o que queria passar (antes que me chamem Mr. Doom) é que o gráfico em baixo reconforta-me. Porque Portugal está bem? Não. Porque a acontecer o pior dentro da zona Euro o mais provável é ser outro país a levar com o primeiro “entalanço” – o que é positivo. Nós não queremos ser os primeiros a ter problemas de tesouraria e tudo indica que não vamos ser.
Sobre a “taxa multibanco” (2)
O que muitos não sabem (inclusive a DECO) é que os consumidores já pagam, por via indirecta, a dita “taxa multibanco”.
Se, por exemplo, visitarem o site do Millennium BCP podem verificar que este banco, por cada transacção efectuada nos seus terminais (TPA/POS), cobra aos comerciantes uma taxa de 0,9% até ao limite máximo de 1,5 euros. Além da mensalidade.
Actualmente, os comerciantes englobam tais despesas no preço dos produtos e serviços vendidos. Por motivos de transparência (e para beneficiar quem paga com dinheiro) pretende-se que os consumidores sejam informados sobre o que realmente estão a pagar. Tal como já acontece com o IVA pago!!!
PS: como se pode perceber do link acima, os 1,5 euros que tanto se fala representam apenas o máximo que se pode cobrar.
Obama anuncia sentença de morte para Khalid Sheikh Mohammed
Obama on terror trials: KSM will die
Americans who are troubled by the decision to send alleged Sept. 11 mastermind Khalid Sheikh Mohammed to New York for trial will feel better about it when he’s put to death, President Barack Obama said Wednesday.
During a round of network television interviews conducted during Obama’s visit to China, the president was asked about those who find it offensive that Mohammed will receive all the rights normally accorded to U.S. citizens when they are charged with a crime.
“I don’t think it will be offensive at all when he’s convicted and when the death penalty is applied to him,” Obama told NBC’s Chuck Todd.
Cauda da Europa
Nuno, o spread da Dívida Pública portuguesa pode, nos próximos meses, seguir a tendência da dívida grega.
Segundo o Boletim de Novembro (pdf) do Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público, o Estado português terá de refinanciar mais de 10 biliões de euros nos próximos três meses (cinco biliões em Novembro/09 e outros cinco em Janeiro/10). E só em Maio do próximo ano terá de angariar mais de 7 biliões de euros!
Nota: tudo isto sem contar com o agravamento do défice público, que também necessitará de financiamento…
Obama’s bogus stimulus
Bogus Stimulus. Por John Stossel.
Kudos to the Washington Examiner. They’re keeping tabs on the Obama administration’s phony stimulus claims. They’ve set up an interactive map that documents instances of government exaggeration– or lies –over how many jobs were “created or saved” by the $787 billion stimulus package.
The Examiner has found that just over 10 percent of the jobs supposedly “created or saved” are bogus. I’m not surprised.
O custo da dívida
Conforme pedido neste tópico deixo aqui um gráfico que contém os spreads entre a Alemanha e Portugal, Irlanda, Grécia e Espanha. A informação recolhida é de Outubro de 2008 a Outubro de 2009 e a fonte é o próprio BCE e estamos a falar de financiamento a 10 anos (preferia o de 2 anos mas não encontrei os dados para todos os países).

Sobre a “taxa multibanco”
“Tens de prestar o serviço, mas não podes cobrar por ele” de Luís Rocha (Blasfémias)
Facilmente se generaliza a ideia de que prestar o serviço via ATMs é algo sem custos para os bancos (eles até destruiram empregos à custa disso…). Acontece que o negócio bancário de hoje é totalmente diferente do que era há cerca de 20/30 anos. De Instituições de Crédito, os bancos transformaram-se em Instituições prestadoras de serviços, muito por força do esmagamento da margem financeira que deixou há muito de ter 2 dígitos, que então permitia cobrir tudo.
Independents registering deep unease with Obama
Dems alarmed as independents bolt party
a flurry of new polls makes clear that Democrats are facing deeper problems with independents—the swing voters who swung dramatically toward the party in 2006 and 2008 but who now are registering deep unease with the amount of spending and debt called for under Obama’s agenda in an era of one-party rule in Washington.
A Gallup Poll released last week offered a disturbing glimpse about the state of play: just 14 percent of independents approve of the job Congress is doing, the lowest figure all year. In just the past few days alone, surveys have shown Democratic incumbents trailing Republicans among independent voters by double-digit margins in competitive statewide contests in places as varied as Connecticut, Ohio and Iowa.
Obama’s own popularity among independents has fallen significantly, too. A CBS News poll Tuesday showed the president’s approval rating among unaligned voters falling to 45 percent — down from 63 percent in April.
Um homem azarado
Os casos acumulam-se. É a licenciatura domingueira. É a engenharia chico-esperta na Guarda. É o apartamento na Braamcamp. É o empresário da comissão de honra que desaparece. É o ‘Face Oculta’. É o já esquecido Freeport. Mas aposto que é tudo uma questão de azar. Sócrates tem tido azar. É só isso. Sócrates, coitadinho, está sempre no local errado à hora errada. Alguém é capaz de dar um trevo de quatro folhas ao pobre homem? Faça-se o milagre dos trevos, por favor.
A razão do espanto
A Senhora Ministra do Trabalho ficou «surpreendida» com os números elevados do desemprego no país que ajuda a governar. Para acudir ao problema pediu «sugestões» aos parceiros sociais para «relançar o emprego». A atitude vale pela simpatia e modéstia, mas não devemos esquecer que o Estado Social em que vivemos sempre se preocupou em promover políticas que «fomentem» o emprego. Daí, provavelmente, o espanto da Senhora Ministra e o nosso também: como pode um estado que absorve mais de 50% do PIB em políticas sociais ter estes níveis de desemprego?
Alguém me explica o é que é uma “inocência superficial”?
Armando Vara “sente-se profundamente inocente”
ADENDA: O Joaquim esclarece que se trata de uma “inocência de 4º grau”.
Obama e o Irão
“O Candeeiro das Ilusões” de Fernando Gabriel (Díário Económico)
[O] presidente russo Medvedev (…) sugeri[u] no encontro com Obama em Singapura que a Rússia poderia não se opor a sanções ao Irão se as negociações diplomáticas em curso falharem. Antes de felicitarmos Obama pela descoberta da chave para o problema de segurança colocado pelo programa nuclear iraniano, convinha por precaução verificar se é mesmo da solução que se trata, o que exige responder a três questões. Será provável que o Conselho de Segurança da ONU aprove um regime sancionatório contra o Irão? Será possível aplicar eficazmente um hipotético conjunto de sanções económicas? Qual a resposta estratégica mais provável do Irão?(…)
Na eventualidade improvável de aprovação de sanções económicas, os apologistas da ideia supõem que o bloqueio eficaz da importação de combustíveis pelo Irão diminuirá o risco de guerra. Na verdade terá o efeito contrário. Quanto maiores forem as dificuldades económicas, mais intensa será a actividade das matilhas de terroristas que o Irão alimenta carinhosamente por todo o mundo. No limite, o Irão detonará o equivalente a uma bomba nuclear no centro da economia mundial: o bloqueio através de minas do estreito de Ormuz, o que provocará o confronto militar directo com as forças navais americanas. Além disso, os israelitas sabem que as promessas de leste não serão cumpridas e não vão aguardar pelo final do baile de máscaras para agir militarmente: é a sobrevivência enquanto nação que está em causa.
O dilema de Obama é o mesmo dos seus antecessores ideológicos progressistas e pacifistas: promover a segurança exige a ameaça credível de recurso à força e manter a paz pode exigir fazer a guerra. A Liga das Nações foi incapaz de resolver este dilema, com consequências históricas conhecidas; Obama continuará a preferir a luz equívoca dos candeeiros ocasionais à procura de soluções para os problemas de segurança que enfrenta.
Da promessa de +150000 ao resultado de -76900
A culpa só pode ser, naturalmente, das políticas neoliberais que têm sido levadas a cabo…
Perderam-se 178 mil empregos este ano e 77 mil na anterior legislatura
De acordo com os dados hoje publicados pelo INE, existiam, durante o terceiro trimestre deste ano (o último em que o anterior Governo esteve em funções), 5.017.500 pessoas empregadas em Portugal. Esse número é inferior em 76.900 pessoas do que o registado no primeiro trimestre de 2005, o último em que o Governo liderado por Santana Lopes assumiu o poder.
Desemprego sobe para os 9,8 por cento
A taxa de desemprego em Portugal disparou, durante o terceiro trimestre deste ano, para 9,8 por cento, o que representa o valor mais alto registado desde pelo menos 1983.
Dias Ferreira e José Eduardo Bettencourt no Núcleo Sportinguista de Portimão
Um video especialmente dedicado a todos os meus prezados camaradas insurgentes sportinguistas…
Clima de festa na celebração do 18º aniversário do Núcleo Sportinguista de Portimão
Novembro 17, 2009
Respondendo ao Minarquista
O Rui Botelho Rodrigues, do blogue Minarquista, respondeu aos meus anteriores dois posts aqui. Passo a responder-lhe de seguida:
Vamos ser sérios
Uma das motivações (confessas ou inconfessas) dos homossexuais para se quererem casar é o desejo de aceitação social. Porém, esta aceitação dificilmente acontecerá, apesar de todo o esforço dos militantes da causa e de todas as engenharias que conseguirem impor na legislação. Uma sociedade tende a valorizar práticas que a ajudem a prosperar e a perpetuar-se no tempo. Daí que, desde sempre, o trabalho, o esforço individual ou a entreajuda foram vistos como valores indispensáveis pela generalidade dos membros de uma sociedade. Da mesma forma, tudo aquilo que beneficiava a instituição da Família era estimado e protegido. A educação, a segurança ou a entreajuda entre membros de uma família eram alguns dos pilares que sustentavam a força da instituição familiar. Todas as sociedades foram criando mecanismos que favoreciam a estabilidade familiar. A Família é o núcleo mais básico de uma sociedade. Em todas as sociedades surgiu espontaneamente a instituição do casamento. E, não por acaso, em nenhuma delas se verificou o casamento para duas pessoas com o mesmo sexo. E porquê? Porque, basicamente, a homossexualidade era, e bem, vista como luxúria, como um vício (como o jogo ou as drogas, por exemplo), e sempre foi minoritária. E mesmo se a homossexualidade nem sempre foi criminalizada e combatida (ver Grécia Antiga ou Roma, para citar os exemplos mais conhecidos), nunca foi assimilada à instituição familiar, e muito menos confundida com ela. A homossexualidade, apesar de natural em muitos dos casos, é vista como uma provocação ao restante da sociedade que, espontaneamente, vive para a reprodução e para a procura da prosperidade. Ora a homossexualidade é estéril (como o jogo ou outros tipos de vícios). Os não homossexuais podem (e devem, pois não é crime duas pessoas do mesmo sexo terem relações sexuais) tolerá-la, mas é utópico querer que a aceitem no sentido de a equipararem à heterossexualidade (o normal, na espécie humana).
A insistência por parte dos militantes pelo casamento homossexual reveste-se, assim, de uma particular perversão: sabendo que a grande maioria das pessoas reprova os seus gostos e práticas sexuais (devem saber pois não se cansam de reclamar contra essa “discriminação no dia-a-dia”), insistem na usurpação de uma instituição ancestral, tentando dessa maneira que através do poder político as pessoas se vão desligando dos seus “preconceitos” e passem a aceitar plenamente a homossexualidade. Esta promoção do casamento homossexual é 1. uma provocação imoral à sociedade, e 2. um atentado (mais um) à instituição do casamento.
Portugal sai da cauda da Europa
A situação na Grécia agrava-se a passos largos nos ultimos dias:
Greek bonds dropped as the nation’s deteriorating finances deterred investors from owning the government’s debt.
The difference in yield, or spread, between 10-year Greek securities and benchmark German bunds widened to 156 basis points, the most since July 16. The yield on the bond climbed 11 basis points to 4.89 percent as of 4:45 p.m. in Athens. The yield has risen 22 basis points in the past three days.
Sobre este tema, sem me alongar muito, gostava de chamar a atenção para algo que já tinha deixado na caixa de comentários que é o facto do fundo de garantias do BdP ter trocado parte da dívida publica alemã que tinha por divida grega em 2007. Graças a estes gestores de carteira do melhor que há podemos ter todos a noção da solidez do nosso sistema bancário. Esperemos que este fundo nunca seja necessário (tal como foi desenhado para não ser) pois a coisa pode ser chata.
Outra coisa que gostava de referir é um artigo meu, já do inicio do ano (gráficos desactualizados como é fácil de compreender), onde alertava para a fraqueza do EUR quando se falava apenas do problema do outro lado do Atlântico (e se faziam umas curtas referências a terras de sua majestade). É que ao contrário dos analistas que aparecem na televisão eu não acho que a força do EUR seja a força da Alemanha. Bem pelo contrário, o EUR é um poço de minas e uma corrente muito fraca. A fraqueza do EUR são os PIGS (Portugal, Ireland, Greece and Spain) e a Alemanha poderá ser o gigante que caiu arrastada pela fraqueza destas economias periféricas. A força de uma corrente é determinada pelo seu elo mais fraco e não pelo mais forte.
Não que o problema seja imediato, pelo menos às 17h00 de hoje ainda ninguém da zona euro tinha efectivamente falido.
Quando o escrutínio é um insulto
Ando para escrever este texto há uns dias, mas o excerto do Miguel do muito bom texto do Paulo Marcelo no DE, fazendo referência ao escândalo das despesas pessoais dos MPs britânicos suportadas pelos contribuintes, convenceu-me a escrevê-lo hoje. Para evidenciar a diferença na resposta a um escândalo que o envolve entre o PM britânico e o PM português.
As despesas pessoais dos deputados britânicos foram tornadas públicas porque alguém que tinha acesso aos recibos vendeu a informação a um jornal. Houve, de início, quem tentasse transformar a questão num problema de violação de privacidade dos MPs (havia compras de tampões nos supermercados por MPs homens para as suas mulheres, modelos modernos e caros de televisões, tratamentos dos jardins contra as toupeiras, por exemplo) ou num debate sobre a legitimidade de um jornal pagar para dispor de informação desta natureza, ou angariar repúdio geral na sociedade para uma fonte que dava informação em troca do vil metal. Sem sucesso.
As despesas de Gordon Brown também foram questionadas. Entre outras coisas, Brown tinha pago (e pedido reembolso dessa despesa) cerca de 6000 libras ao seu irmão num ano por serviços de limpeza na casa que possui no seu círculo eleitoral. Atempadamente, Brown deu explicações: havia partilhado uma empregada doméstica com o irmão, que lhe tinha pago na totalidade e feito contas depois com Gordon Brown; não, não fora o irmão de Gordon Brown que fizera pessoalmente as limpezas. Tudo isto porque os eleitores britânicos queriam ser esclarecidos e Brown tem a humildade e a decência de entender que aos eleitores são devidos esclarecimentos.
Por cá, perguntas de jornalistas são insultos e notícias de jornais verdadeiras (o próprio PM já reconheceu implicitamente que mentiu no Parlamento ao dizer que não tinha conhecimento oficial do negócio Prisa-PT) também são insultos.
A culpa não é só de Sócrates e do seu estranho conceito do que deve ser o escrutínio popular. É também de quem vota neste país e se contenta com este estado de coisas.
Muçulmano também é gente
Os defensores do casamento entre dois homens dizem que o actual contrato de casamento só permite o casamento entre um homem e uma mulher. Por isso dizem que dois homens (ou duas mulheres) não poderem casar é uma discriminação e que uma maioria não pode impor-se a uma minoria. Esse é igualmente o argumento contra a realização do referendo (é curioso, diga-se de passagem, que admitam implicitamente que a vontade do parlamento pode ser contrária à da população portuguesa).
É uma questão de igualdade, dizem.
Mas se é uma questão de igualdade, não há qualquer motivo para que não levem esse desejo de igualdade até ao limite da coerência. A bem da coerência, têm o dever intelectual de defenderem igualmente o casamento poligâmico ou o casamento incestuoso por exemplo.
A preocupação dos defensores do casamento homossexual é a igualdade mas não parecem de todo preocupados em que todos os cidadãos residentes em Portugal beneficiem dessa igualdade (esta é só para os amigos e correligionários, pelos vistos). Um muçulmano que se queira casar com mais do que uma mulher é portanto um parente pobre da república portuguesa. Aliás, não fazem questão de o disfarçar. Ainda ontem, no programa de “debate” (chamemos-lhe assim) Prós e Contras, o deputado socialista Miguel Vale de Almeida fez questão de ridicularizar quem referiu essa situação (“não respondo ao argumento porque não é um argumento sequer”, disse o deputado, que todavia tinha a obrigação de ser mais sensível face à discriminação de grupos minoritários). É uma situação ultra-minoritária, argumentam. Mas se isto é verdade, não é menos verdade que a homossexualidade também é ultra-minoritária, apesar de provavelmente haver mais homossexuais em Portugal do que muçulmanos ou outros adeptos da poligamia.
Assim, das duas, uma: ou uma minoria nunca pode ser discriminada (a bem da coerência) ou pode ser discriminada desde que as suas ideias/práticas não estejam na mó de cima e não tenham relevância dentro da maioria política do momento.
Consequências totalmente inesperadas das políticas assistencialistas
Via CM:
“O Rendimento Social de Inserção faz concorrência desleal ao nosso sector. E é cada vez mais difícil contratar pessoas, porque muitas preferem viver do subsídio a ter de trabalhar numa padaria. Acham mais vantajoso”, disse ao CM Carlos Alberto dos Santos, líder da Associação do Comércio e da Indústria de Panificação. A crítica do presidente da ACIP à Segurança Social consubstancia-se na falta de 20 a 30 por cento de mão-de-obra no sector.
Via DE:
(…)relatório do INE que mostra um agravamento da taxa de desemprego portuguesa para 9,8% no terceiro trimestre. (…)
Segundo o relatório do INE, entre Julho e Setembro o número de desempregados aumentou para 547,7 mil indivíduos, um acréscimo de 26,3% face a igual período de 2008 e uma subida de 7,9% na comparação com o trimestre anterior.
Isto no mesmo país onde os recursos estatais e privados se mostram escassos para prover às situações de verdadeira necessidade, no suporte de uma “safety net”.
Ouro
Mauritius bought 2 metric tons of gold from the International Monetary Fund, underscoring a drive by central banks to boost holdings as the precious metal trades near a record and the dollar slumps.
The $71.7 million sale to the Bank of Mauritius was based on market prices on Nov. 11, the IMF said in an e-mailed statement yesterday. The Reserve Bank of India paid $6.7 billion for 200 tons from the IMF, according to a Nov. 2 statement.
Gold has surged this year as the U.S. currency declines and investors seek to protect their wealth. Emerging-market nations, which have amassed stockpiles of foreign-currency reserves since the 1998 financial crisis, have shown increased interest in diversifying out of U.S. assets.
Consta que o FMI temia não arranjar compradores para as quantidades que pretendia vender e que essa vendia iria deprimir a cotação do ouro. Pois.
Gold for immediate delivery is headed for a ninth annual gain and touched an all-time high of $1,143.60 an ounce yesterday.
Conversas ocultas
Artigo de Paulo Marcelo no Diário Económico
O mais recente caso político nacional “face oculta” trouxe-me à memória o escândalo das despesas indevidas de deputados, que abalou a política inglesa em Junho.
Estavam em causa factos aparentemente “privados”. Após uma denúncia, o jornal Daily Telegraph vasculhou as contas pessoais dos deputados, para verificar o gasto de dinheiros públicos em despesas tão ridículas como jardinagem ou decoração de interiores.
A primeira reacção do parlamento inglês foi defensiva. Exigiu-se a punição do jornal e do “bufo” pela devassa da vida privada. Mas perante a indignação geral, as autoridades concluíram que a investigação do Telegraph era justificada por razões de interesse público. A verdade devia ser divulgada mesmo estando em causa despesas pessoais dos deputados. O escândalo levou à demissão do ‘speaker’ da Câmara dos Comuns -a primeira em mais de 300 anos – que assumiu a responsabilidade política pelo escândalo. Governo e oposição exigiram o apuramento da verdade e a responsabilização dos deputados faltosos.
Não podia ser maior o contraste com o nosso escândalo caseiro.(…)
Não se sabe onde isto vai parar. Se o cidadão José Sócrates tem o direito de permanecer calado, o primeiro-ministro tem o dever de esclarecer os portugueses. O silêncio é insustentável e faz aumentar as suspeitas de que existe algo a esconder

Era o tempo da arbitrariedade bushista: Guantánamo e os tribunais militares estavam ao nível do Gulag (não invento…). Agora, no luminoso tempo obamista, afinal Guantánamo não fecha. Mas, para compensar, Khalid Sheikh Mohammed (KSM, um dos autores do 11 de Setembro de 2001) vai ser julgado num tribunal civil em Nova Iorque. Há alguém preocupado com isto? Não vale a pena: o Attorney General (Eric Holder) garantiu que 
