O Insurgente

Novembro 30, 2009

ClimateGate (18): activist scientists and the corruption of the peer review process

Filed under: Ambiente,Blogosfera,Economia,Educação,Internacional,Media,Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 00:05

Redefining Peer Review. Por Roger Pielke, Jr.

Peer review as related to scientific publishing is a process in which experts are asked to judge the appropriateness of a paper for publication in a scientific journal. It is often cursory and focused on the merits of an argument, rather than a detailed replication or decomposition of the data or methods. Peer review does not mean that a result is right or will stand the test of time, but that it has met some minimal standards of acceptability for publication.

(…)

Peer review works because over the long-term good ideas win out, and this process happens organically and through a decentralized process. Peer review takes place through many independent journals, with editing and reviewing conducted by many independent scholars from a diversity of disciplinary and experiential backgrounds, and with their own idiosyncratic biases and views. No one group or perspective owns the peer review process, and that diversity is part of its core strength.

(…)

Now back to the CRU emails. The emails show a consistent pattern of behavior among the activist scientists to redefine peer review in accordance with their own views of climate science. In doing so, they sought to turn the entire notion of peer review on its head.

The emails show a group of scientists frustrated with the peer review process, seeking to change how it is practiced. How so? The emails indicate concerted efforts to reshape the peer review process by managing and coordinating reviews of individual papers, by putting pressure on journal editors and editorial boards, by seeking to stack editorial boards with like-minded colleagues, by arranging boycotts of journals and other actions involving highly questionable ethics.

(…)

The emails reveal activist scientists busy extolling the virtues of peer review to journalists and the public, while at the same time they were busy behind the scenes working to corrupt the peer review process in a way that favored their views on the science and politics of climate change. Here we have a case study in the politicization of climate science by climate scientists.

(via João Miranda)

6 Comentários »

  1. Caros Insurgentes,
    Deixei ontem um link que tem um ponto de vista diferente do vosso sobre esta discussão.
    Se tivessem dado um salto ao blog indicado, encontrariam também isto:
    http://ambio.blogspot.com/2009/11/climategate-defesa-dos-visados.html
    Apesar da decência mínima vos aconselhar a publicar também a defesa das pessoas atacadas, deixando aos vossos leitores o juízo sobre o assunto, preferem continuar a publicar apenas o que serve para defender a vossa agenda.
    Se publicar apenas o que serve a vossa agenda é legítimo, atacar sistematicamente pessoas concretas sem que se lhes dê o menor espaço à sua defesa não só é ilegítimo como muito revelador.
    henrique pereira dos santos

    Comentário por henrique pereira dos santos — Novembro 30, 2009 @ 09:06

  2. E já agora, certamente por esquecimento não fizeram a transcrição dos dois últimos parágrafos de que retiraram os excertos do post:
    “The clique of activist scientists sees absolutely nothing wrong in what they are doing — they are after all justifying their actions in terms of “truth” in support of the greater good. And the issue is made even more complex because those who share the political agenda of the activist scientists are ready to join their peer review coup whereas those opposed to that political agenda are happy to try to exploit for political gain the scientists’ ethical lapses and failure to appreciate their role in politicizing climate science. So much of the discussion gets wrapped up in these distractions, rather than the issue of the integrity of climate science.
    The sustainability of climate science depends upon our ability to distinguish the health of the scientific enterprise from the politics of climate change. The need to respond to climate change (which I support) does not justify sacrificing standards of scientific integrity for political ends. In fact, as the events of the past week show, when standards of scientific integrity are compromised, the political consequences can be double edged.”
    henrique pereira dos santos

    Comentário por henrique pereira dos santos — Novembro 30, 2009 @ 09:17

  3. Henrique Pereira dos Santos talvez pense que ao flagrante do assassino deve ser dado um olhar ponderador caso este tente racionalizar o acto cometido. Por existir uma diferença entre facto e argumentação de defesa é que notas como a de que fornece a hiper-ligação não são mais que o direito do abusador à sua opinião.
    Nos dias seguintes a toda a informação estar em domínio público este mesmo senhor admitiu que apagaram todos os dados iniciais sobre os quais construíram proxys compensadas por loraritmos que até sobre uma entrada de dados aleatória faziam parecer existir um aumento de valores exponencial. É demais e já chega desta farsa, a concentração de dióxido de carbono é combatida com a florestação e não com impostos e uma nova economia de jogo com derivativas de créditos de carbono. O Falsificacionismo e os seus defensores devem ser expostos pelo que são. Criminosos, quer se justifiquem ou não. “Querida o cão comeu os meus dados relacionais não compensados” e a apologia do “hacker” mau/cientista injustiçado” exposta naquele blog não serve de contenção de danos neste caso.

    Comentário por Marco Silva — Novembro 30, 2009 @ 15:55

  4. Facto 1) os dados foram apagados em 1980, numa altura de transferência de instalações e quando o actual acusado não tinha responsabilidade no assunto.
    Facto 2) os dados são compilações de terceiros. Quem quiser pode ir às fontes ter o trabalho de voltar a compilar e, inevitavelmente, fazer o necessário tratamento estatístico para expurgar anomalias e continuar (a questão que se levanta é que os dados disponiveis são os já tratados, e há quem tenha dúvidas sobre a seriedade do tratamento estatístico inevitável para que sejam utilizáveis os dados brutos).
    Facto 3) não há flagrante nenhum, há indícios que precisam de ser investigados. Mas ainda que houvesse flagrante o direito de defesa é inquestionável em qualquer país civilizado.
    Facto 4) o insurgente persiste em achar dispensável o direito dos acusados à sua defesa
    henrique pereira dos santos

    Comentário por henrique pereira dos santos — Novembro 30, 2009 @ 18:11

  5. “Facto 4) o insurgente persiste em achar dispensável o direito dos acusados à sua defesa”
    O Insurgente é um blog onde um conjunto de pessoas expressa os seus pontos de vista e destaca notícias que acha interessantes. Não é um orgão de comunicação social (denominação vagamente socialista) nem um tribunal. Os “acusados” (sic) tal como o Henrique possuem meios idênticos para fazer a sua defesa e/ou defenderem as suas posições. Na verdade estes têm até beneficiado de grande exposição e conivência dos media tradicionais tendo os seus opositores um espaço infimo. Na verdade, os media tradicionais tem preferido na maior parte dos casos abafar o ClimateGate. Não percebo pois, do que se queixa.

    Comentário por Miguel — Novembro 30, 2009 @ 18:50

  6. Os dados foram viciados como está comprovado pelo código fonte do algoritmo que os transformou em proxy. Os comentários apontados em anotação ao código confirmam a manipulação e a intencionalidade do manipulador. Foi esse código usado para obter os resultados pretendidos, um aumento exponencial de valores que não se verifica na realidade. Se esse facto não lhe disser nada e os outros factos disserem foi você que escolheu defender os falsificacionistas através de uma abstracção perigosa. O acto, a intenção e a prova não desaparecem face ao “direito à defesa”.

    Enquanto não se voltar à noção básica de que o lobby das indústrias poluentes não abrem mão, de que se deve atenuar/parar a emissão de químicos nocivos vai ficar roxo de tanto palrar sobre factos quando a verdade é só uma e terceira.

    A reflorestação é a única solução para a diminuição da concentração de ppm co2 e o vapor de água é mais de 90% do valor total de gases de estufa. A nossa contribuição de carbono não tem um nexo directo estabelecido com o nível de temperaturas que não seja posterior à variação das supra citadas. A fotosíntese não deixou de acontecer só porque alguém decidiu criar um sistema apoiado em “créditos de carbono” negociáveis.

    Estes são os factos alheios a racionalizações passivo defensivas de cientistas apanhados em flagrante, defensores, acusadores, a si e a mim. Meros criadores
    de trocas gasosas e muito “ar” quente. Cumprimentos.

    Comentário por Marco Silva — Dezembro 1, 2009 @ 03:57


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