Climategate: sack ‘no longer credible’ Michael Mann from IPCC urges climatologist
Not everyone shares the BBC’s rosy view of discredited Climategate scientist Michael Mann (inventor of the roundly discredited Hockey Stick graph and unlikely Youtube comedy musical star) (hat tip: Bishop Hill) (Still less will they do so after the gobsmacking revelations by Steve McIntyre that in his latest paper, he’s actually got his data UPSIDE DOWN!)
One of his IPCC co-authors Eduardo Zorita has demanded that Mann should be banned from contributing to future reports because his scientific assessments are “not credible any more.” Zorita also calls for the barring of CRU’s director Phil Jones and another IPCC lead author, Stefan Rahmstorf.
Zorita, who works in the paleoclimate department of the Institute of Coastal Research, has issued a statement on his website in which he complains that the “scientific debate has been in many instances hijacked to advance other agendas.”
(…)
Zorita was one of the contributing authors to the IPCC’s Fourth Assessment Report. He’s unlikely to be asked to contribute to the Fifth. Indeed, as he ruefully acknowledges, this brave admission could well be the death of his career
(via João Miranda)
Leitura complementar: ClimateGate (3); ClimateGate (4); ClimateGate (5); ClimateGate (9): an attack on the heart of science.
Repito aqui o comentário que fiz no Blasfémias: o essencial é que o Sr. Zorita (que apesar de se dizer boicotado é co-autor de relatórios do IPCC) diz: “These words do not mean that I think anthropogenic climate change is a hoax. On the contrary, it is a question which we have to be very well aware of.”
Ou seja, mesmo admitindo que há, como é inevitável no meio de milhares de cientistas, alguns aldrabões, o que tem isso com as conclusões que o Sr. Zorita subscreve?
henrique pereira dos santos
Comentário por henrique pereira dos santos — Novembro 28, 2009 @ 19:50
Henrique, li os seus comentários no Blasfémias.
Diga-me uma coisa, tem assim tantas dificuldades em perceber que o que está em causa é a imparcialidade e seriedade do processo de ‘refereeing’, que se mostrou vulnerável a agendas políticas?
Não consegue perceber que quando se põe isto em causa é a própria integridade da Ciência, que vive do confronto de ideias e da busca dos erros dos cientistas anteriores, que está em causa?
Quando leio comentários como os seus, fico sempre na dúvida se estou perante alguém intelectualmente desonesto, intekectualmente limitado ou se apenas está a avacalhar com o debate por brincadeira. Espero que seja a última hipótese.
Comentário por LA-C — Novembro 28, 2009 @ 22:52
“Quando leio comentários como os seus, fico sempre na dúvida se estou perante alguém intelectualmente desonesto, intekectualmente limitado ou se apenas está a avacalhar com o debate por brincadeira. Espero que seja a última hipótese.”
LA-C,
Não sei se será o caso, mas acho que há muita gente que genuinamente acredita no tipo de disparates como o do comentário a que te referes. Acho que é uma mistura de paixão/clubismo com absoluta ignorância do que é suposto constituir um processo de peer-review.
Comentário por André Azevedo Alves — Novembro 29, 2009 @ 00:02
“Diga-me uma coisa, tem assim tantas dificuldades em perceber que o que está em causa é a imparcialidade e seriedade do processo de ‘refereeing’, que se mostrou vulnerável a agendas políticas?”
Já agora, outra coisa: tendo experiência dos dois lados em termos de refereeing e tanto a nível nacional como internacional, não acredito que haja algum processo de refereeing totalmente impermeável a agendas políticas.
O que acredito é que há graus (muito) diferentes de permeabilidade entre países, áreas científicas, etc.
E o que agora se tornou evidente com o ClimateGate (embora já fosse sugerido por vários indícios anteriores) é que no domínio da promoção da poderosíssima indústria criada em torno do aquecimento global, o processo científico foi totalmente instrumentalizado e desvirtuado.
Comentário por André Azevedo Alves — Novembro 29, 2009 @ 00:38
AAA, é evidente que não ha refereeing perfeitos. Muito menos em Econ e CP, que são as áreas por onde nos mexemos. Mas cabe-nos a nós, quando desempenhamos o papel de referees, fazer o melhor que podemos. Isto a que assistimos é, pura e simplesmente, uma vergonha.
“absoluta ignorância do que é suposto constituir um processo de peer-review.”
Aliás, só essa ignorância sobre o que é Ciência é que justifica que se atribua um prémio nobel político (o da Paz) a uma agremiação que se pretendia científica — o IPCC — distorcendo todos os incentivos que os cientistas deviam ter.
Comentário por LA-C — Novembro 29, 2009 @ 00:48
“AAA, é evidente que não ha refereeing perfeitos. Muito menos em Econ e CP, que são as áreas por onde nos mexemos. Mas cabe-nos a nós, quando desempenhamos o papel de referees, fazer o melhor que podemos. Isto a que assistimos é, pura e simplesmente, uma vergonha.”
Sem dúvida. Uma coisa é haver processos com mais ou menos falhas e outra é haver uma instrumentalização e uma manipulação completas. Ainda para mais com as implicações que esta tinha…
Comentário por André Azevedo Alves — Novembro 29, 2009 @ 01:09
“Aliás, só essa ignorância sobre o que é Ciência é que justifica que se atribua um prémio nobel político (o da Paz) a uma agremiação que se pretendia científica — o IPCC — distorcendo todos os incentivos que os cientistas deviam ter.”
Esse era um dos tais indícios que eu tinha em mente.
Comentário por André Azevedo Alves — Novembro 29, 2009 @ 01:10
Caro LA-C,
Apesar do nível do seu comentário procurarei responder racionalmente e sem processos de intenções sobre pessoas que nem sequer faço ideia quem sejam (como suponho que é o seu caso em relação a mim).
Que os processos de produção e publicação científica estão sujeitos a agendas laterais não tenho a menor dúvida. É assim em todos os domínios da actividade humana e seria estranho que a ciência fosse diferente.
O que está em causa é saber se os emails de facto põr em causa “a própria integridade da Ciência” ou como diz AAA (parece que por aqui se gosta de abreviaturas e eu em Roma acho que devo ser romano) “é que no domínio da promoção da poderosíssima indústria criada em torno do aquecimento global, o processo científico foi totalmente instrumentalizado e desvirtuado”.
Para defender isto convém discutir a substância dos problemas levantados e não apenas dizer que há problemas. Por que razão, se se vier a provar que de facto houve fraude e manipulação de dados, etc., coisa que está longe de ter sido provada, como sabem, até porque as revistas visadas, pelo menos algumas, ainda não concluíram os inquéritos que determinaram aos processos de peer review que precederam as publicações dos artigos, retomo, por que razão, a provar-se a fraude, isso significa que a fraude é generalizada?
A mim faz-me confusão ver este tipo de raciocínios associados a pessoas que são intelectualmente liberais.
Que o Bloco de Esquerda conclua que por haver Madoff ou o BPN está demonstrado que o capitalismo liberal é intrinsecamente mau, eu percebo. Que liberais façam raciocínios semelhantes só porque num assunto concreto isso serve a sua agenda, a mim faz-me confusão.
Provavelmente tem toda a razão e é mesmo por eu ser apenas “intekectualmente limitado” visto que as outras duas hipóteses, que são as que dependem das minhas opções, posso garantir que não se verificam.
Sendo assim, peço desculpa, mas não tenho responsabilidade de ter nascido burro.
henrique pereira dos santos
Comentário por henrique pereira dos santos — Novembro 29, 2009 @ 07:27
“Que o Bloco de Esquerda conclua que por haver Madoff ou o BPN está demonstrado que o capitalismo liberal é intrinsecamente mau”
Uma comparação sem sentido? Qual foi quem disse que o liberalismo transdormava os homens em anjos? Pelo contrário, este exemplo servirá mais para expor as falhas dos supervisores que se diziam omnicientes e desaconselha as garantias públicas (leia-se dos contribuintes) a bancos privados.
Comentário por Miguel — Novembro 29, 2009 @ 08:44
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