André Macedo no i
A conclusão é evidente: há um ano, quando o ministro das Finanças apresentou o Orçamento, já se sabia que o cenário era negro e as previsões catastróficas. No entanto, Teixeira dos Santos achou que o défice ia ser de apenas 2,2% – na verdade, será de 8%. O divórcio entre o ministro e a realidade é gritante. Mas o nosso problema é maior do que o ego e as previsões falhadas de Teixeira dos Santos: é o futuro do país que assusta. Os números da OCDE prometem o pior: criar emprego – emprego verdadeiro, não público – vai ser quase impossível nos próximos anos. Até 2017 o saldo real será irrelevante, o que significa que vamos ter de nos habituar a sobreviver com taxas de desemprego esmagadoras. Não se pode dizer que ontem tenhamos conhecido a face oculta da economia. Já éramos sucata antes disso. O problema é que agora não há depois. O Estado não precisa só de banda gástrica. Precisa de um colete de forças: está louco. Louco e falido.
Há coisas que eu não entendo. o Miguel Macedo – que tem escrito algumas coisas excelentes no i- ainda há muito pouco tempo elogiava Teixeira dos Santos e a sua continuaidade no MF.
Comentário por Maria João Marques — Novembro 20, 2009 @ 15:08