Novembro 19, 2009
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Caro Miguel
Isso das equivalências é uma salganhada que que nunca mais acaba.
A senhora é bem capaz de ter tido a equivalência ao MSc americano que em termos de tempo é equivalente à nossa antiga licenciatura de 5 anos. E como a tradução de “master” é “mestre”…
O problema é o fascinio lusitano com os titulos: Doutor, Mestre, Engenheiro, etc…
Comentário por Daniel Azevedo — Novembro 19, 2009 @ 09:31
Desculpem lá, ela fez um Masters pela Boston University, e queriam que não lhe fosse dada equivalência ao um mestrado? Mas que história é essa? E, já agora, onde foram buscar a ideia de que um Masters é um curso de Verão?
Daqui abocado vão acusar quem fez um Ph.D nos EUA de fraude, porque lhe deram equivalência ao doutoramento em Portugal?
E, já agora, permitam-me a pergunta. Que universidade portuguesa chega sequer aos pés da Boston University?
É cada uma.
Comentário por LA-C — Novembro 19, 2009 @ 10:01
O que está em causa não é o prestígio da universidade mas a natureza do curso. Segundo aquela notícia (já vi mas não recordo onde foi publicado) não se tratava de um mestrado mas exactamente de um curso de Verão. Posso estar enganado mas o teu ultimo paragrafo é completamente despropositado.
Comentário por Miguel — Novembro 19, 2009 @ 10:08
Miguel, a notícia diz que é um Masters. Imagino que seja isso que está no diploma. Se querem dizer, ou noticiar, que se trata de um “Summer Course” têm de apresentar algumas evidências, ou não? Esta notícia, sem fundamentar minimamente as suas comclusões, ataca o bom nome da Boston University (que anda a chamar Masters ao cursos de Verão), da Universidade Nova de Lisboa, que lhe deu equivalência ao mestrado, do Instituto Superior onde esta senhora é professora-adjunta e, naturalmente, também ataca o bom nome da própria senhora. A ser verdade a notícia, têm de a fundamentar bem melhor. (Bolas, não é assim tão difícil, basta contactar a Boston University e perguntar-lhe que grau foi concedido a uma sua aluna e qual a duração do curso.)
Comentário por LA-C — Novembro 19, 2009 @ 10:14
Já agora, não sei bem qual é o último parágrafo a que te referes. Caso te refiras a eu ter dito que qualquer universidade portuguesa está a uma grande distância da Boston University, deixo-te aqui o último ranking que vi publicitado: http://www.scimagoir.com/pdf/sir_2009_world_report.pdf
Nele, a Boson University aparece em 105º lugar, entre mais de 2000 instituições de ensino superior. A melhor portuguesa não aparece entre as 300 primeiras.
Comentário por LA-C — Novembro 19, 2009 @ 10:22
Muito pelo contrário. Nem a notícia nem o meu post colocam em causa o prestígio da Boston University. E na lingua inglesa convém ter cuidado com os chamados “false friends”. Nem sempre a tradução literal é acertada.
Comentário por Miguel — Novembro 19, 2009 @ 10:28
“Muito pelo contrário” de quê? Agora fiquei mesmo sem perceber a que último parágrafo te referias.
Comentário por LA-C — Novembro 19, 2009 @ 10:31
Pensei que tinha ficado claro. É esta: “E, já agora, permitam-me a pergunta. Que universidade portuguesa chega sequer aos pés da Boston University?”
Comentário por Miguel — Novembro 19, 2009 @ 10:33
Bem, isso est+a respondido com o ranking que te mostrei. (E tive o cuidado de evitar rankings onde nenhuma univ poryuguesa aparece nos primeiros 500 lugares)
Comentário por LA-C — Novembro 19, 2009 @ 10:36
Que confusão. Luís, o que queria dizer foi que isso nunca esteve em causa. Nem no meu post nem na notícia.
Não era necessário qualquer esclarecimento nesse domínio.
Comentário por Miguel — Novembro 19, 2009 @ 10:42
Aí não concordo. Na notícia é dito que a Sra fez um Master. Isso é um título académico respeitado nos EUA e não acredito que uma universidade séria chamasse Master a um mero “Summer Course”, com 2 meses de duração. Dizer que a Universidade fez tal coisa é pôr em causa o prestígio dessa universidade.
O que me choca nisto, não é a notícia ser falsa. Até porque não sei se é falsa ou não, e sei que nos anos 80 havia mestrados tirados à pressão. O que me choca é fazerem-se estas acusações gravíssimas sem haver o cuidado de as fundamentar devidamente (ainda por cima quando me parece ser tão fácil verificar a sua veracidade). basta contactar a Boston University. Tenho a certeza de que dirão qual a estrutura curricular e que tipo de curso a sra lá fez. (não lhes dirão as notas, que isso eles não revelam tão facilmente).
Comentário por LA-C — Novembro 19, 2009 @ 10:51
… tal é provincianismo desta gentalha!
Os títulos académicos
neste país de doutores
são problemas endémicos
para alguns dos detentores.
Parece tudo servir
para doutor ostentar,
não há forma de convir
o provinciano bem-estar.
Comentário por Amêijoa Fresca — Novembro 19, 2009 @ 10:58
Caros,
A mim o que me chateia é a fixação com os títulos. De duas uma, ou ligamos aos títulos – e aí exigimos que as pessoas sejam tratadas pelos respectivos e correctos títulos, o que resultaria no regresso do Licenciado / Mestre e o fim do Dr. – ou não ligamos e é tudo Sr./Sr.a.
O que não podemos é chamar Dr. a todo e qualquer pé-rapado com canudo e depois mandarmo-nos ao ar porque diz que tem Mestrado e não tem!
Comentário por Carlos Duarte — Novembro 19, 2009 @ 11:27
Nao é pêra doce resolver em duas palavras o problemas das equivalências, nao so’ em Portugal, mas na Europa toda. Tirei mestrado em Românicas, em Portugal, quando na altura (2002-2005) ainda se precisavam de 3 anos (2 de seminarios e 1 para a tese). Sou italiana e no meu Pais nao existe Mestrado, mas um Doutoramento na altura tinha a mesma correspondência, em termos de anos (3) com o Mestrado português. Em termos de conteudos, um Mestrado português pode chegar a ser muito mais complexo, especifico (e no meu caso achei positivo) e completo se comparado a um doutoramento italiano – pelo menos na minha area (letras). Resultado: Mestrado português nao tem equivalência com Doutoramento italiano e mesmo se tivermos competências e conteudos à mais, o titulo, a palavra bonita é que tem mais peso…. E a fama da universidade talvez chega também a ter o seu peso… Mas nao se queixem da Universidade Portuguesa, em alguns casos tem muita qualidade
Comentário por bet365 — Novembro 19, 2009 @ 11:32
É o próprio portal do governo que não tem qualquer registo da tese de mestrado:
http://www.portugal.gov.pt/pt/GC18/Governo/Perfis/Pages/MariaIsabelGiraodeMeloVeigaVilar.aspx
Uma tese de mestrado era indispensável nos mestrados portugueses da época. O portal do governo também não tem qualquer referência ao ano em que Isabel Alçada começou a frequentar a universidade de Boston.
Comentário por JoaoMiranda — Novembro 19, 2009 @ 12:06
À margem do post, este ranking das universidades é bem capaz de provocar azia ao Miguel
Desde logo porque no lugar cimeiro aparece um centro de investigação francês. E para quem anda há muito a cantar a decadência do hexágo…. Depois, a Academia de Ciências Russa, o que, convenhamos, que para quem acha que a Rússia é só petróleo e gás natural, é a modos que murro no estômago.
Last but not the least, a prevalência das instituições públicas neste ranking
Ai, ai, ai que o mundo do Miguel está a desabar!
Comentário por Luís Marvão — Novembro 19, 2009 @ 12:48
Por outro lado, há quem tenha estado em Boston na época e refira um período de dois anos:
http://www.profblog.org/2009/08/eses-e-departamentos-de-educacao-na.html
Comentário por JoaoMiranda — Novembro 19, 2009 @ 12:54
Será disto que se está a falar???
“Boston University Online offers two unique doctoral programs in addition to a variety of graduate degrees at the master’s level.”
Comentário por BZ — Novembro 19, 2009 @ 13:05
Então Mãrvão? Afinal ligas a rankings? O mundo está mesmo a ruir.
Comentário por Miguel — Novembro 19, 2009 @ 13:09
Tenho um colega não licenciado que tirou um “MBA em Gestão de Destinos Turísticos” aqui: http://www.institutodeturismo.org/executive_education/pagina.php?id=57
Ora, chamar MBA a um curso que não é mestrado e se destina inclusivamente a não licenciados é mais um curso que interessa aos militantes do PS!
Comentário por Ricardo Sebastião — Novembro 19, 2009 @ 14:01
Há inúmeros mestrados no estrangeiro que não obrigam a tese. Para mim, o mais relevante é mesmo saber 1) a duração do tal Master (confirma-se serem dois meses?), 2) e o seu curricula. A chave da resposta está aí.
Comentário por Rodrigo Adão da Fonseca — Novembro 19, 2009 @ 18:11
Os que, apressadamente, vêm aqui garantir a autenticidade do “mestrado” da senhora nunca devem ter feito nenhum mestrado a sério. Simplesmente ridículos.
Comentário por Moreira da Costa — Novembro 19, 2009 @ 20:39
Ainda não percebi qual a obsessão pelas habilitações literárias dos membros do governo do PS. Quantos e quantos de outros partidos nacionais e reprentatados na Assembleia da República estarão na mesma condição? Quantos já passaram pelos governos anteriores e também tinham habilitações literárias suspeitas? O Cavaco Silva estudou em Oxford e os membros dos governos dele estudaram onde? Já sei deles não há suspeita, têm mesmo os cursos que apresentam no seu currículo. Deve ser por isso que o BPN está como está e o BPP também.
Comentário por Pedro — Novembro 20, 2009 @ 11:12
Não percebi. Quer acusar alguém em particular ou acha irrelevante que se minta acerca das habilitações literárias?
Comentário por Miguel — Novembro 20, 2009 @ 11:20
Em todo o meu comentário anterior não acuso ninguém nem quero acusar ninguém e isso é perceptível pela sua leitura. E repito novamente o o que esrevi logo no início: “Ainda não percebi qual a obsessão pelas habilitações literárias dos membros do governo do PS.” E sublinho “obsessão” porque é mesmo disso que se trata.
Este país esta cheio de Doutores e Engenheiros que não o são em todos os sectores da sociedade. Como alguém já disse em comentários anteriores neste país ter um título é muito importante.
Não sou filiado em nenhum partido político nem sigo tendências políticas. Só me chateia andarem a encher jornais, rádios, televisões, internet e e-mails com notícias destas que não têm valor nenhum. Isto são conversas de comadres desocupadas e o país tem problemas bem mais sérios para resolver e serem noticiados.
Comentário por Pedro — Novembro 20, 2009 @ 11:37
Então poupe o seu tema não comentando estes temas “comezinhos”. Guarde-se para coisas mais importantes. E não me recordo de ter questionado a sua filiação política.
Comentário por Miguel — Novembro 20, 2009 @ 12:02
“E não me recordo de ter questionado a sua filiação política.”
Pois não, não questionou e eu também não disse que lhe estava a responder, pois não?
“Então poupe o seu tema não comentando estes temas “comezinhos”.”
Este tema não é “comezinho”, como diz, porque já tem alguma importância pela sua própria não importância.
Mas posso dar uma ideia de uma coisa mais importante para ser discutida: as panificadoras deste país têm disponíveis 10 a 12 mil postos de trabalho e não conseguem arranjar pessoas para preencher esses mesmos postos de trabalho. Porquê?
Comentário por Pedro — Novembro 20, 2009 @ 12:19
Se reparar bem já ontem aqui se escreveu sobre isso.
Comentário por Miguel — Novembro 20, 2009 @ 12:28
Esse truque já não pega, Pedro.
Desde quando é que o facto de alguém se apresentar, por exemplo, como Eng. sem o ser pode ser desculpado porque, antes dele, já houve alguém que também o fez?
Se algum membro dos governos do prof. Cavaco Silva (e não conheço ninguém que o tenha feito) mentiu sobre as habilitações académicas, isso legitima que o sr. Sócrates ou elementos do seu governo o façam?
Trata-se de tecla demasiado gasta e sem crédito… Lembre-se de outra!
Comentário por Moreira da Costa — Novembro 20, 2009 @ 16:05
Este Mestrado da Ministra é EXACTAMENTE IGUAL ao que tem o Valter Lemos.
Quando foi necessário criar uma comissão instaladora para os Politécnicos, eles estiveram na 1ª linha e foram “aprender como se fazia” em 2 ou 3 meses e isso deu-lhes um Mestrado.
Ela que diga (e o Valter também) de quê que é esse mestrado e se isto que estou a dizer é mentira ou não !!!!!
Comentário por ana tavares — Novembro 22, 2009 @ 22:07
Penso eu de que !!!!!!!!!!!! Não sou doutorado nem amestrado. Mas se o facilitizmo começa nos mais pequenos pq não ir aos adultos ?
Não são titulos que fazem uma pessoa, mas sim os actos.
Comentário por Carlos Neves — Novembro 24, 2009 @ 14:10
Continua-se a passar ao lado dos fundamentais… o problema é o facto dos políticos MENTIREM e nós nos preocuparmos em discutir a importância das mentiras….
Comentário por Joao — Novembro 24, 2009 @ 18:13
a típica falácia da esquerda, basta vir aquí e nem 5 segundos são necessários para detectar logo um “caso”!
Alguém apresenta um ranking de universidades como corroboração de uma argumentação muito deficitária.
Esquece de mencionar que se trata de um ranking de investigação e não de qualidade de ensino, ou de prestígio.
Curiosamente bastaram-me 10 segundos adicionais para descobrir que, por exemplo, a Universidade do Porto está na posição 149 do ranking na consideração geral, e que em relação à qualidade do ensino a mesma universidade está em 60º lugar.
Quanto à Boston ocupa a posição 70 da geral mas em relação à qualidade do ensino, que é a que verdadeiramente importa aquí, está na posição 264, muito atrás da universidade do Porto e até da do Minho.
Na avaliação geral são englobadas apreciações sobre o tamanho (nº de alunos), o prestígio, a qualidade do seu espólio documental e a qualidade global do ensino.
Já agora, hoje em dia qualquer licenciado digno desse nome tem um mestrado.
Tem mesmo que o ter já que as empresas exigem-no, os 3 anos de bolonha não dão nem para o secretariado.
E o problema é que os alunos tem de o pagar do seu proprio bolso!!!
Isto devido à fraude gigantesca que é a implementação nacional do tratado de bolonha, pela qual aquilo que é um bacharelato no resto do mundo, para o sr. sócrates é uma licenciatura (nem assim ele é engenheiro).
Resultado, como o estado só paga (parcialmente) a tal licenciatura fraudulenta de 3 anos, a não ser que o aluno consiga uma das pouquissimas bolsas de mestrado disponíveis (para certos cursos nem há) tem que pagar o curso do seu próprio bolso.
Ou seja, chegámos a uma situação pior que a do tempo de Salazar, onde o ensino era caro mas de qualidade e sem fraudes.
Comentário por zacarias — Novembro 30, 2009 @ 13:41
Só uma observação actualmente não é da responsabilidade do ministério da educação o tratamento de equivalências de graus académicos do ensino superior. Ou seja Isabel Alçada, nem o organismo que dirige se terão que pronunciar sobre tais assuntos
Comentário por carlos afonso — Dezembro 5, 2009 @ 18:18