Nem todos têm tantas certezas como a expressa na posição oficial da OMS: Crianças têm «melhor» imunidade com doença do que com vacina, diz especialista
O presidente do Colégio de Pediatria da Ordem dos Médicos disse, esta quinta-feira, que os especialistas estão divididos relativamente à vacinação das crianças contra a gripe A, acrescentando que, na sua opinião, seria preferível que as crianças não recebessem a vacina.
(…)
No entanto, o presidente do Colégio de Pediatria da Ordem dos Médicos reconhece que numa situação de pandemia quantas mais crianças forem vacinadas mais facilmente se poderá impedir a propagação da doença.
Ainda assim, José Manuel Lopes dos Santos entende que a vacina que está disponível em Portugal não é a melhor para a saúde das crianças e das grávidas, preferindo um fármaco com a composição semelhante à que está a ser usada noutros países.
(via Portugal Contemporâneo)
Leitura complementar: A gripe A e a vacina Pandemrix: risco de danos ao sistema nervoso e toxicidade.
Ácido Fólico: Governos têm mandado um reforço e agora suspeita-se que reforça a força de certos cancros:
Folic Acid Boosts Cancer Risk?
Patients with heart disease in Norway, a country with no fortification of foods with folic acid, had an associated increased risk of cancer and death from any cause if they had received treatment with folic acid and vitamin B12, according to a study in the November 18 issue of JAMA.
Most epidemiological studies have found inverse associations between folate (a B vitamin) intake and risk of colorectal cancer, although such associations have been inconsistent or absent for other cancers, according to background information in the article. “Experimental evidence suggests that folate deficiency may promote initial stages of carcinogenesis, whereas high doses of folic acid may enhance growth of cancer cells. [b]Since 1998, many countries, including the United States, have implemented mandatory folic acid fortification of flour and grain products to reduce the risk of neural-tube birth defects,”[/b] the authors write. “Recently, concerns have emerged about the safety of folic acid, in particular with respect to cancer risk.”
http://www.futurepundit.com/archives/006723.html
Comentário por lucklucky — Novembro 19, 2009 @ 20:44
Excelente artigo! Mas será que já conhecem as verdadeiras consequências da vacinação para a gripe H1N1? Inclusive os efeitos secundários da gripe H1N1 mais indesejados? A verdade anda por aqui!
Comentário por Juvenal Ferreira — Novembro 21, 2009 @ 05:00
Tenho a esclarecer que as minhas afirmações sobre a vacina contra a Gripe A foram mal interpretadas, nalguns casos deturpadas e descontextualizadas, e induzem em erro quem as leu. Vejamos algumas dessas afirmações que me atribuem e que não correspondem ao meu pensamento sobre a matéria:
1- “Os pediatras estão divididos em relação à Vacina contra a gripe A”
Limitei-me a concordar objectivamente com uma pergunta directa nesse sentido feita pelo jornalista, mas acrescentei, que esperava que tal sucedesse cada vez menos no futuro. Não pretendi defender qualquer corrente de opinião anti-vacina que eventualmente possa existir entre os pediatras.
2-“É preferível que as crianças não recebam a vacina!”.
Nunca tal eu afirmei, dito deste modo, e não é certamente a minha opinião
Como a maioria das crianças, não teve ainda acesso à vacina, têm já surgido inúmeros casos de doença, felizmente sem complicações importantes na esmagadora maioria das situações. Quando na minha actividade profissional, coloco a hipótese ou recebo a confirmação do diagnóstico de “Gripe A”, é frequente que os pais fiquem assustados e muito preocupados, em consequência da campanha que tem sido veiculada pela generalidade dos órgãos de comunicação social que fomenta o medo ou mesmo o terror sobre a doença. Compete-me como médico, aclamar os doentes, desdramatizar a situação, explicar que se trata quase sempre uma doença benigna e que, já que a criança apanhou o vírus, pelo menos, irá ficar com uma imunidade mais consistente com a doença do que com a vacina. Ora isto não significa que “é preferível que as crianças não recebam a vacina”
3- “Os pais devem ter o direito de preferir que as crianças tenham a doença uma vez que a criança vai adquirir uma melhor imunidade do que a conseguida com a vacina”
Os pais têm sempre o direito de escolher o que julgam melhor para os seus filhos. Felizmente, são hoje muito informados (ou desinformados), graças à internet, e procuram-me com dúvidas concretas designadamente esta, “se não será melhor para a criança ter a doença do que fazer a vacina”. Nesta e noutras matérias, a nossa atitude enquanto médicos deverá ser de abertura para discutir os problemas e estabelecer uma parceria terapêutica com os doentes e seus pais.
É óbvio, neste e noutros casos, que a doença natural confere melhor imunidade do que a vacina. Também, é sabido que na grande maioria das situações, a doença é benigna nas crianças saudáveis. No entanto, estes argumentos, não bastam para desaconselhar a vacinação. Sabemos que, mesmo em crianças sem factores de risco, em casos raros, pode haver doença muito grave e potencialmente fatal. Por outro lado, estamos em situação de pandemia, e é também uma questão de cidadania vacinar as crianças para controlar a epidemia e diminuir a probabilidade de infecção nos doentes de risco da nossa comunidade. Nas crianças de risco, a indicação da vacina é clara. Todos estes aspectos devem ser discutidos com os pais, com vista a uma decisão devidamente informada.
3- “Era bom que ficasse disponível a vacina sem adjuvante para as crianças como noutros países”.
Mais uma vez respondi aqui a uma pergunta directa que me pedia a opinião sobre a opção das autoridades portuguesas em administrar a vacina com adjuvante às grávidas e crianças jovens, ao contrário do que foi decidido noutros países europeus que preferiram outro tipo de vacina para esses grupos. Manifestei a minha opinião que pessoalmente preferiria também a vacina sem adjuvante. Por um lado, seria uma posição de maior precaução, embora admita que possa ser excessiva. Por outro lado, é minha convicção que facilitaria a adesão à terapêutica dos grupos alvo, designadamente as grávidas, para quem é particularmente oportuna esta vacinação pelo risco acrescido que a gripe lhes traz.
4- “A vacina que está disponível em Portugal, não é a melhor para a saúde das crianças e das grávidas. Não há ainda experiência suficiente”
Nunca pus em causa a segurança da vacina usada em Portugal. Eu também disse claramente, em mais de uma entrevista, que confio plenamente nas autoridades de saúde portuguesas (e inglesas e dos países nórdicos) que optaram pela vacina Pandemrix, para estes grupos. O facto de eu pessoalmente não ter tido ainda acesso aos dados de fármaco-vigilância que sustentaram esta decisão, não me permite duvidar da sua justeza. Disse também que era minha convicção que as dúvidas se iriam desvanecendo à medida que a campanha de vacinação fosse progredindo.
José Manuel Lopes dos Santos
Presidente do Colégio de Pediatria
Comentário por José Manuel Lopes dos Santos — Novembro 30, 2009 @ 13:20
[...] Lopes dos Santos, Presidente do Colégio de Pediatria da Ordem dos Médicos, deixou o seguinte comentário ao post A vacina contra a gripe A e as crianças e as grávidas, no qual era feita referência a [...]
Pingback por A vacina contra a gripe A e as crianças e as grávidas (2) « O Insurgente — Dezembro 1, 2009 @ 00:13
a vacina pode levar a morte? é mais seguro dar ou nao dar para kem tem problemas cronicos? respondam preciso mesmo da resposta fico á espera
Comentário por catia — Dezembro 5, 2009 @ 18:23
Exma Cátia
A vacina, poderia teoricamente desencadear reacções alérgicas graves em quem tiver alergia ao ovo. No entanto, em regra, mesmo nestas pessoas, a reacção não se verifica. Em caso de alergia ao ovo devidamente confirmada, será prudente receber a injecção em meio hospitalar, onde estejam disponíveis meios terapêuticos de recurso, para o caso pouco provável de alguma reacção.
Quem tem problemas crónicos, designadamente, doenças respiratórias, diabetes ou as grávidas, podem estar sujeito a complicações graves, com esta e outras gripes, pelo que, na minha opinião, deve claramente vacinar-se
José Manuel Lopes dos Santos, pediatra
Comentário por José Manuel Lopes dos Santos — Dezembro 9, 2009 @ 12:16
boa tarde, a minha filhaasmática de 5 anos tomou a vacina e até a data não apresentou mts reacções além da influvac que tb a sujeiteiem setembro juntamente com a proxilacia do broncovaxton que tb eu faço juntamente com a menina , amanhã vou eu levar a vacina e deparo me cm o chamado composto “esqualeto” “tiomersal” e perturbações do sistema nervoso ou até de autismo tardio e questiono , agora, que a minha filha que tem um ligeiro atraso de desenvolvimento global possa vir a ter consequencias futuras e nao me ter sido indicadas as mesmas. Gostaria de ser esclarecida sff das mesmas pois eu por motivos profissionais e tb por ter sinusite cronica com alergias ( ligeira asma),reagi de imediato ao efeito da influvac manifestando todos os sintomas enquanto a minha filha nesse dia e hoje foi para a escola e nada. Serei eu um grupo de risco que desconhece o risco? tenho 38 anos e tirando o cronico sistema sinusitico anual ( que este ano atenuou com a nova medicamentaçao : influvac e broncovaxton)? E quais as eventuais consequencias para mim e para a minha filha no futuro? A vacina sei desde ja que ajuda a prevenir nao a impedir que seja contaminada pelo virus ( tanto que a minha filha esteve em contacto com varios casos de gripe e nunca apanhou .Eu trabalho num local de risco ate com mt publico..e nunca apanhei ou se apanhei nunca tive sintmas a nao ser da gripe sazonal. Devo ou nao tomar a vacina amanha?? Agradecia breve esclarecimento
Comentário por carla — Dezembro 9, 2009 @ 16:34
Tenho 2 filha pequenas (4 e 7 anos), por opinião da pediatra que as seguem acha que não devem levar a vacina. Mas o facto é que nem todos os pareceres médicos são iguais relativamente a esta matéria. Quase já tomei a decisão de não as vacinar, mas por vezes fico ansiosa com toda a informação contraditória dos meios de comunicação. Qual será a melhor decisão?Obrigado.
Comentário por Antonieta Lopes — Dezembro 18, 2009 @ 19:32
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[...] e grávidas na Suíça; Vacina Pandemrix desaconselhada a grávidas e crianças na Alemanha; A vacina contra a gripe A e as crianças e as grávidas; A vacina contra a gripe A e as crianças e as grávidas (2). Deixe um [...]
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Estou realmente preocupada com a obrigatoriedade desta campanha de vacinação. Aqui no Brasil ela é obrigatória, mas não deveria, pois ainda não há dados exatos ou, precisamente, seguros, de que os efeitos da vacina contra a gripe A H1N1 sejam mínimos e insignificantes. Que raios de democracia e liberdade são estas que não permitem o direito de optar pelo melhor para os meus filhos? Afinal, são tantas as dúvidas e poucos os esclarecimentos… Meu Deus, o que fazer? Não é certo, em meio a tanta polêmica, sermos forçados a aplicar a vacina. Não somos cobaias!!! Enquanto os países europeus e os EUA decidem se aplicam ou não, aqui no Brasil, a população (coitada!) desinformada, aceita sem hesitar, a vacinação compulsória. Que maldade! Ninguém nos esclarece sobre esse raio de composição da vacina! Não é justo que nossos filhos paguem, a longo prazo, pela indiferença das autoridades brasileiras quanto aos efeitos a longo prazo da vacina contra a gripe AH1N1.
Comentário por Alessandra — Março 23, 2010 @ 15:27