Um amigo anda indignado com o que tem lido no Público. Respondi-lhe que não sei do que fala, já que, desde a saída de JMF, nunca mais abri uma página do jornal que deixei de comprar há uns meses atrás, mérito esse que endereço ao bloquista-colunista Rui Tavares. Espero, aliás, que o Público abra falência rapidamente.
Novembro 9, 2009
10 Comentários »
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Caro Rodrigo,
Se não o lês, porque lhe desejas a falência?
Comentário por Carlos Loureiro — Novembro 9, 2009 @ 17:01
“Espero que o Público abra falência rapidamente.”
Que horror, por quê?
Tem tanto horror assim a um mercado competitivo da comunicação social?
Deixe lá o pobre Público continuar a existir. Se não gosta dele, leia outro. Mas não lhe deseje a morte!
Comentário por Luís Lavoura — Novembro 9, 2009 @ 17:06
Também deixei de comprar a partir do momento em que os editoriais passaram a ser anónimos.
Comentário por José Barros — Novembro 9, 2009 @ 17:06
Pelo facto de se ter tornado numa máquina de propaganda da esquerda? Pelo facto de ser uma fonte de Jobs para os boys da corte de Sócrates?
Comentário por Carlos Guimarães Pinto — Novembro 9, 2009 @ 17:28
“Que horror, por quê?
Tem tanto horror assim a um mercado competitivo da comunicação social?”
Não: a concorrência implica exactamente a possibilidade de alguns concorrentes falirem
Comentário por Pedro S — Novembro 9, 2009 @ 17:53
José Barros,
que eu saiba, em toda a imprensa anglo-saxónica os editoriais são anónimos. Os editoriais do The Economist são anónimos, os do The New York Times são-no, etc.
Estranho a objeção a editoriais anónimos da parte de quem tanto costuma elogiar os costumes e instituições anglo-saxónicos.
Comentário por Luís Lavoura — Novembro 9, 2009 @ 18:18
CGP,
o Público não é uma fonte de “jobs”. É um jornal privado que tem nos seus quadros os trabalhadores que o seu patrão e proprietário entende lá ter. (Enfim, na prática não é bem assim porque não há perfeita liberdade de despedimento, mas a verdade é que os jornalistas frequentemente mudam de patrão e a estabilidade laboral não é propriamente uma caraterística do setor.) Se o patrão lá quer ter trabalhadores pró-Sócrates, é livre de os ter, desde que os pague com o seu dinheiro.
Comentário por Luís Lavoura — Novembro 9, 2009 @ 18:21
“(…)desde que os pague com o seu dinheiro.”
Exactamente.
Comentário por Carlos Guimarães Pinto — Novembro 9, 2009 @ 19:56
RAF
Que mauzinho…
“Anyway”, os jornais que seguem este caminho, de servilismo ao poder político, não podem ter grande futuro a médio-prazo. A televisão foi pelo mesmo caminho, os noticiários já não são suportáveis. Mas, estranhamente, têm sempre audiência…
De qualquer modo, ainda há alguma imprensa estrangeira credível. E dois ou três blogues políticos.
Vá lá, vá lá, podia ser pior… (Estou a treinar o optimismo em situação-limite. Nota-se muito?).
Comentário por Ana Silva Fernandes — Novembro 9, 2009 @ 21:34
Estranho a objeção a editoriais anónimos da parte de quem tanto costuma elogiar os costumes e instituições anglo-saxónicos. – Luís Lavoura
Nunca me viu elogiar jornais anglo-saxónicos pela simples razão de que não os leio.
Quanto aos editoriais: ninguém de bom juízo pensa que o texto é escrito depois de uma votação da direcção sobre cada uma das suas frases. Donde, o texto será escrito à vez por cada um dos directores. Assim sendo, o que é que justifica o seu anonimato? Nada, a não ser comprometer um jornal com uma linha editorial, qualquer que ela seja. É aí que eu traço uma linha: nada tenho com a existência de linhas editoriais, mas, como leitor, quero saber quais são. O Público não diz e logo aí falha um seu dever principal: ser honesto com os seus leitores. Assim sendo, adeusinho.
Comentário por José Barros — Novembro 9, 2009 @ 23:54