Mark Spitznagel, no Wall Street Journal (via LvMI):
Ludwig von Mises was snubbed by economists world-wide as he warned of a credit crisis in the 1920s. We ignore the great Austrian at our peril today.
Mark Spitznagel, no Wall Street Journal (via LvMI):
Ludwig von Mises was snubbed by economists world-wide as he warned of a credit crisis in the 1920s. We ignore the great Austrian at our peril today.
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Ao contrário do que é sugerido MUITA prevê as crises, dando os argumentos mais dispares. Aliás há sempre alguém a prever alguma crise. Será estatísticamente improvável que todos falhem, portanto alguém irá acertar, tal como alguém irá ganhar a lotaria desta semana, sem qualquer mérito especial.
DEPOIS da crise é fácil escolher o preditor cujas ideias são próximas das nossas. Qualquer que elas sejam há de certeza algum.
José Simões
Comentário por js — Novembro 7, 2009 @ 21:39
Ohh José, aconselho-o a ver o que disse Peter Schiff em meados de 2006, o que o levou a ser ridicularizado por todos os “talking heads” da CNBC, Fox News, CNN, etc…Será que foi um golpe de sorte ou apenas um conhecimento das teorias económicas austríacas?
Comentário por Rxc — Novembro 8, 2009 @ 14:38
“ver o que disse Peter Schiff em meados de 2006″
Todos os dias vejo previsões económicas e outras na CNBC, CNN, BBC, XPTO. As mais dispares. Para uns a crise acabou. Para outros só agora vai começar. Para uns a culpa/proeza foi do Bush. Para outros do Obama. Todas as combinações.
É quase impossível que falhem todas. Alguns terão de acertar até porque as previsões nunca indicam datas e montantes exactos e concretos, apenas coisas vagas. Alguns dos que irão acertar têm ideias que me agradam.
Depois dos factos é só ir buscar ESSAS previsões e usar como argumento.
Não há aqui nenhum conhecimento particularmente útil, nem nenhuma validação de argumento. Apenas o facto e existirem MUITAS opiniões expressas e registadas em texto, vídeo, audio, etc.
Golpe de sorte, claro que há para quem acerta, mas só no sentido pessoal. Como quem acerta do totoloto. Quem acerta no totoloto sabe muita matemática?
Se tivesse todo o tempo e alguma paciência podia ir buscar as previsões – que se mostram acertadas para a crise actual – do site “resistir.info”. Site mantido por leninistas. Isso valida o leninismo? Claro que não. Eles estão sempre a prever a crise (final) do capitalismo. Alguma vez terão de acertar.
Claro que é assim que surgem adivinhos que previram a morte do Kennedy. Vão à TV, ganham fortunas a fazer novas previsões e…falham. Ninguém mais ouve falar neles, mas sim de um outro que previu a morte da Marillen Monroe que ganha fortunas a fazer novas previsões que…falham. Mas a TV fica sempre cheio de astrólogos que acertam. Nunca entrevistam nenhum dos 99% que falham.
Saber trabalhar com o EXEL não substitui saber economia, e ainda menos saber matemática (C)
José Simões
Comentário por js — Novembro 8, 2009 @ 17:49
José Simões
Digo-lhe o mesmo que já disse ao Luis Lavoura, os economistas austríacos têm quase 100 anos de literatura de uma teoria integrada dos ciclos económicos, digo integrada visto ser consistente com a sua teoria de capital, da moeda, da banca e crédito.
As previsões e explicações de outros (as poucas) incluindo as recentes ou as antigas dos marxistas são teses avulso, sem grande ou nenhuma consistência. Muitas delas limmitam-se a reconhecer que existe uma bolha nos seus estágios finais e culpando a “especulação” ou o “animal spirits”.
Comentário por CN — Novembro 8, 2009 @ 17:59
“os economistas austríacos têm quase 100 anos de literatura de uma teoria integrada dos ciclos económicos, digo integrada visto ser consistente com a sua teoria de capital, da moeda, da banca e crédito”
ao que eu acrescento
“os economistas MARXISTAS têm MAIS DE 100 anos de literatura de uma teoria integrada dos ciclos económicos, digo integrada visto ser consistente com a sua teoria de capital, da moeda, da banca e crédito”
e acrescento mais
“com essa literatura os marxistas explicam TUDO, desde a idade média e se calhar mesmo desde a antiguidade. Não tenho dúvida que vão conseguir explicar tudo o que se vai passar no futuro – apesar de não preverem correctamente quase nada, claro”.
Esse tipo de teorias tem sempre resposta. Se fazem como eles dizem e a coisa não corre bem, é porque NÃO fizeram suficientemente como eles dizem.
Se uma previsão feita não funciona, é porque quem a fez não era REALMENTE um ortodoxo da teoria ou não a soube aplicar bem, não a percebeu bem.
José Simões
Comentário por js — Novembro 8, 2009 @ 19:57
“os economistas MARXISTAS têm MAIS DE 100 anos de literatura de uma teoria integrada dos ciclos económicos”
Não, não têm. A teoria é tudo menos integrada, e quase nada faz sentido, tal como o Keynesianismo, cujas falácias e contradições são mais do que evidentes.
Essa conversa de que existem teorias sobre tudo e todas acham que estão certas cobduz ao que chamo de nihilismo intelecutal, a crena ou descrença que existem teorias certas e erradas, ou sequer a cqapacidade de inquirir sobre a falsidades de uma e o certo de outras. E neste ponto, como em outros, os “austríacos” têm um edifício lógico-coerente muitíssimo sólido.
Quanto à prática da “previsão”, serãos os “austríacos” a terem mais cuidado e prudência quanto a elas, uma vez que são pouco dados a usar métodos empíricos (no que respeita a acreditar que é através de tal coisa que se podem descobrir leis económicas euniversais).
Comentário por CN — Novembro 9, 2009 @ 08:24
“Essa conversa de que existem teorias sobre tudo e todas acham que estão certas cobduz ao que chamo de nihilismo intelecutal, a crena ou descrença que existem teorias certas e erradas, ou sequer a cqapacidade de inquirir sobre a falsidades de uma e o certo de outras. E neste ponto, como em outros, os “austríacos” têm um edifício lógico-coerente muitíssimo sólido”
garanto que já ouvi dizer, e não estou a inventar, por um licenciado em economia ou gestão ou qualquer coisa na área (não foi recentemente) qualquer coisa como.
“Essa conversa de que existem teorias sobre tudo e todas acham que estão certas conduz ao que chamo de niilismo intelectual, a crença ou descrença que existem teorias certas e erradas, ou sequer a capacidade de inquirir sobre a falsidades de uma e o certo de outras. E neste ponto, como em outros, os “MARXISTAS” têm um edifício lógico-coerente muitíssimo sólido”
Não, não conduz ao niilismo intelectual, em primeiro lugar porque estamos a falar em economia, e a economia não é tudo, do ponto de vista intelectual, nem sequer social.
Quem conduz ao niilismo intelectual são geralmente aqueles que se agarram às ideias de um pensador (ou grupo) às vezes com décadas, interpretam a realidade como se ele as ideias dele estivessem sempre certas e se aplicassem em qualquer circunstância e daí concluem que as ideias dele estão certas e aplicam-se em qualquer circunstância.
O grupo mantêm-se coerente “expulsando” – com efeitos retroactivos – aqueles que falham na previsão ou na acção, e assim podem afirmar que nunca erram.
Por exemplo o Bush era um liberal (sentido EEUU), obviamente. Mas como durante os seus 8 anos deu cabo da próspera economia que o Clinton (que era muito menos liberal) que tinha deixado, muitos liberais vieram logo à praça dizer que ele não era nada um liberal, que até (garanto que li isto e não foi num jornal humorístico) era quase um socialista.
Não, não acredito que os economista consigam fazer algum tipo de previsões a não ser a muito curto prazo (quando é óbvio). A culpa não é deles, claro, a coisa é difícil. E as opiniões dependem muito de quem lhes paga (não imaginam quão optimistas são todos os economistas das instituições que me querem vender aplicações de risco para o meu dinheiro).
José Simões
Comentário por js — Novembro 9, 2009 @ 09:26
Existem contudo previsões que se podem fazer, essencialmente a teoria de ciclos austríaca:
Se a taxa de juro for manipulada em baixa pela expansão de crédito por emissão de moeda em vez de mobilização de poupança monetária anterior isso torna a taxa de juro artificialmente baixa o que incentiva uma expansão ilusória podendo terminar até uma bolha nos preços dos activos (mesmo que não nos preços no consumidor) como activos financeiros, imobiliários, etc., acabando depois no seu colapso conduzindo a crises económicas e mesmo bancárias de insolvência técnica e corridas a depósitos.
Esta é uma previsão segura, embora a forma, extensão e os tempos de cada parte do cíclo é que são indeterminados. O que quero dizer por teoria integrada, é que toda a teoria de capital, moeda, crédito “austriaca” sustenta e integra teoricamente sem contradições esta previsão.
As outras teorias como a marxista ou keynesiana, limitam-se s descrever estatísticas, conjecturas, de lógica descontínua para não dizer sem nexo, falando de ciclos de tecnologia, ou de “animal spirits”, ou ainda pior de “ciclos de kondratiev”.
Mesmo a Escola de Chicago não tem propriamente uma teoria de ciclos, de resto, a sua teoria de capital é quase inexistente, dado que considera o capital homogéneo, sem estrutura temporal (uma que tem em conta o tempo e onde diferentes bens de capital estão mais próximo ou mais longe dos bens de consumo).
Comentário por CN — Novembro 9, 2009 @ 11:04