O Insurgente

Novembro 6, 2009

A face oculta do poder político

Filed under: Economia,Justiça,Nanny State Watch,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 10:30

Regra geral, quanto maior o poder discricionário do Estado, maior o perigo dos seus agentes criaram esquemas, mais ou menos legais, mais ou menos criminosos, para engordarem as suas contas bancárias usando a sua rede de contactos e influências. Ainda que alguns tenham uma ideologia menos cretina que outros, não acredito que algum partido possa reclamar para si o monopólio da virtude. Os homens não são anjos e na sombra dos partidos acampam toda espécie de duvidosas personagens, destituídas de ética e cujo currículo profissional se resume à colagem de cartazes. Valem o seu peso em ouro, não pelas capacidades intelectuais ou braçais mas pela rede de influências que foram alimentando. Vejam-se os Conselho de Administração de muitas empresas recheados de políticos prematuramente afastados da “vida activa” (e alguns à espera do momento certo para a ela regressarem).

Estando, de forma quase ininterrupta, quase há 15 anos no poder é natural que o “Face Oculta” vá atingir maioritariamente figuras ligadas ao PS (mas não se admirem se aparecer uma ou outra ligada a partidos da oposição). Mas o problema não é propriamente o PS (que não é uma associação de malfeitores). O problema é a continuada e crescente influência que o estado exerce na área economica. Mesmo para os que anteriormente andariam iludidos, os casos BPN e “Face Oculta” relembram a absoluta necessidade de separarmos as esferas política e económica.

27 Comentários »

  1. o aumento progressivo do endividamento externo é a prova de que a estratégia do socialismo distributivo levou a republiqueta irremediavelmente à falência.

    o problema é estrutural num rectângulo sem tecnologia e “meia dúzia” de patentes de invenção. os eua quase falidos por we can vão pelos 8 milhões

    Comentário por radical livre — Novembro 6, 2009 @ 11:13

  2. “Mas o problema não é propriamente o PS (que não é uma associação de malfeitores). O problema é a continuada e crescente influência que o estado exerce na área economia. Mesmo para os que anteriormente andariam iludidos, os casos BPN e “Face Oculta” relembram a absoluta necessidade de separarmos as esferas política e económica.”

    Muito bem.

    Comentário por André Azevedo Alves — Novembro 6, 2009 @ 12:27

  3. Sim, com o laissez faire, laissez passer toda a actividade económica será pautada pela ética e pela honestidade valores esses que serão elevados acima do próprio lucro! :)

    Comentário por Sérgio — Novembro 6, 2009 @ 13:13

  4. Acho fantástica a sua capacidade de perceber coisas que não estão escritas num texto. Contudo, sugiro que guade as suas capacidades esotéricas para impressionar os amigos.

    Comentário por Miguel — Novembro 6, 2009 @ 13:24

  5. Se calhar foi o Miguel que não percebeu a minha frase.

    “O problema é a continuada e crescente influência que o estado exerce na área economica.”

    Nesse caso a solução seria?…

    Que mal humorado ainda por cima a uma sexta-feira… Também vai trabalhar amanhã?

    Comentário por Sérgio — Novembro 6, 2009 @ 13:43

  6. Ainda mais confuso. Não percebo como chega à conclusão do primeiro comentário.
    Mas estou a exigir-lhe um racioncío lógico. Se calhar espero demasiado de si.

    Comentário por Miguel — Novembro 6, 2009 @ 14:20

  7. “Se calhar espero demasiado de si.”

    Temo que sim, como amplamente demonstrado pelos anteriores comentários.

    Comentário por André Azevedo Alves — Novembro 6, 2009 @ 14:28

  8. [miguel: esta parte do comentário foi apagada]

    De resto se um minarquista escreve:

    “O problema é a continuada e crescente influência que o estado exerce na área economica.”

    Qual é a solução lógica que ele encontraria para este problema?

    a) Uma comissão parlamentar?
    b) Mais legislação?
    c) Mais regulação?
    d) Cessação da influência que o estado exerce na area económica.

    Podia jurar que o termo “laissez faire, laissez passer” se aplicava á hipótese D, mas como não recebo a cassette da Mont Pellerin/Mises Institute/Ayn Rand Foundation/[inserir máquina de propaganda] posso estar errado. E claro que os meus comentários estão perfeitamente ao nível do tempo que perco a escrevê-los. [miguel: esta parte do comentário foi apagada]

    …e continuam muito mal humorados

    Comentário por Sérgio — Novembro 6, 2009 @ 14:47

  9. Obiviamente que estava a falar da hipótese d). Agora, explique como chega daí ao primeiro comentário.

    Comentário por Miguel — Novembro 6, 2009 @ 15:03

  10. Miguel, tudo bem que a casa é vossa, mas essa de mandar as bocas e apagar as respostas ao mesmo nível demonstra uma infantilidade brutal. Se querem brincar aos recreios e mandar bocas acerca da suposta inteligência, ou falta dela, dos outros tenham o fair play de não apagar as respostas.

    Eu cheguei ao primeiro comentário porque normalmente se se defende que o estado não deve nem influenciar nem participar na economia. sem ser como árbitro em disputas legais através dos tribunais, isso implica um sistema do tipo laissez faire, laissez passer. Ora quem defende tal sistema deve ser por considerá-lo melhor. Daí a minha resposta que brincava com a crença religiosa de que sem qualquer controlo ou interferência do estado as relações livres entre agentes de mercado seriam éticas e honestas sendo controladas pelo ‘mercado’.

    Mas como pelos vistos não percebi, diga-me lá o Miguel, se tiver tempo, porque é que a primeira afirmação está errada?

    Comentário por Sérgio — Novembro 6, 2009 @ 16:27

  11. Além do mais o Miguel já sugeriu uma vez que eu tinha sorte em ter apagado as respostas porque assim ninguém via os disparates que escrevo. Parece que tive sorte outra vez… *sigh*

    Comentário por Sérgio — Novembro 6, 2009 @ 16:29

  12. “Parece que tive sorte outra vez… *sigh*”
    Você tem é sorte de não ser banido em definitvo.

    Comentário por Miguel — Novembro 6, 2009 @ 16:45

  13. “Mas como pelos vistos não percebi, diga-me lá o Miguel, se tiver tempo, porque é que a primeira afirmação está errada?”
    Não percebo onde é que eu disse que na iniciativa privada, mesmo que livre de qualquer interferência estatal, não haveria qualquer qualquer tipo de crime. Tal você me queira explicar. Para além do mais, comete o erro crasso de confundir a ausência de interferência do estado na economia com a inexistência de um sistema judicial-

    Comentário por Miguel — Novembro 6, 2009 @ 16:49

  14. Pois, como eu pensava o Miguel é que não percebeu uma simples frase. E infere coisas que eu não disse.

    De resto, se o Miguel for capaz de banir alguém que responde aos vossos insultos na mesma moeda, ficamos esclarecidos.

    Comentário por Sérgio — Novembro 6, 2009 @ 16:53

  15. “Pois, como eu pensava o Miguel é que não percebeu uma simples frase. E infere coisas que eu não disse”
    Bem-vindo ao clube

    “De resto, se o Miguel for capaz de banir alguém que responde aos vossos insultos na mesma moeda, ficamos esclarecidos.”
    Se quiser posso começar já.

    Comentário por Miguel — Novembro 6, 2009 @ 17:04

  16. “ficamos esclarecidos.”

    Acho que o Miguel devia contribuir para o esclarecimento colectivo do “Sérgio” e dos restantes abrantes.

    Comentário por André Azevedo Alves — Novembro 6, 2009 @ 17:08

  17. Eu disse:

    “Eu cheguei ao primeiro comentário porque normalmente se se defende que o estado não deve nem influenciar nem participar na economia. sem ser como árbitro em disputas legais através dos tribunais, isso implica um sistema do tipo laissez faire, laissez passer. Ora quem defende tal sistema deve ser por considerá-lo melhor. Daí a minha resposta que brincava com a crença religiosa de que sem qualquer controlo ou interferência do estado as relações livres entre agentes de mercado seriam éticas e honestas sendo controladas pelo ‘mercado’.”

    ao que o Miguel respondeu:

    “Para além do mais, comete o erro crasso de confundir a ausência de interferência do estado na economia com a inexistência de um sistema judicial-”

    Entende?

    De resto a “ameaça” só merece o seguinte comentário:

    Comentário por Sérgio — Novembro 6, 2009 @ 17:09

  18. Acho que o André Azevedo Alves devia chamar “abrantes” a alguém que conheça de algum lado.

    Comentário por Sérgio — Novembro 6, 2009 @ 17:10

  19. “Entende?”
    Não. Deve ser do adiantado da hora.

    “De resto a “ameaça” só merece o seguinte comentário:”
    Então? Quer ser banido ou não? Para mim é indiferente.

    Comentário por Miguel — Novembro 6, 2009 @ 17:19

  20. “Acho que o André Azevedo Alves devia chamar “abrantes” a alguém que conheça de algum lado.”
    Estás a ver? Só podes chamar Abrantes ao Filipe ou ao André Amaral.

    Comentário por Miguel — Novembro 6, 2009 @ 17:21

  21. “Estás a ver? Só podes chamar Abrantes ao Filipe ou ao André Amaral.”

    O “Sérgio” não é Abrantes: é abrantes.

    Comentário por André Azevedo Alves — Novembro 6, 2009 @ 17:24

  22. E continuo a achar que qualquer ocasião é boa para ajudar os abrantes a ficarem “esclarecidos”.

    Comentário por André Azevedo Alves — Novembro 6, 2009 @ 17:25

  23. Miguel, se pode banir daqui quem quiser e quando quiser porque me pergunta se eu quero ser banido ou não?

    Comentário por Sérgio — Novembro 6, 2009 @ 17:32

  24. Fiquei com a impressão que estava a manifestar esse desejo. Provavelmente foi engano da minha parte.

    Comentário por Miguel — Novembro 6, 2009 @ 21:26

  25. Sempre que for insultado por estas bandas respondo na mesma moeda. Se não gosta pode banir ou parar de insultar. É simples.

    Comentário por Sérgio — Novembro 6, 2009 @ 22:29

  26. OK. Fica então proibido de comentar por estas bandas.

    Comentário por Miguel — Novembro 7, 2009 @ 00:39

  27. “as relações livres entre agentes de mercado seriam éticas e honestas sendo controladas pelo ‘mercado’.”

    Até parece que onde o Estado mete a mão é so honestidade e ético e princípios morais. Quem anda iludido é o Sérgio. Ninguem espera que no mercado tudo seja honesto e correcto. Para lidar com isso existem leis e tribunais (que também fazem parte da instituição Estado). Porque será que só consegue conceber um Estado intervencionista?

    Comentário por Carlos — Novembro 9, 2009 @ 23:09


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