DURUTTI COLUMN – La Douleur
Novembro 30, 2009
Jugulando por aí de cara tapada
Les beaux esprits se rencontrent. Por Paulo Pinto Mascarenhas.
Portugal visto a partir do planeta Kleptócyclos
Se pudesse, o Ladrão de Bicicletas João Rodrigues, subtrairia muito mais que simples velocípedes. Em artigo no i, ao qual cheguei via João Galamba (o que mostra o quanto as ideias mirambolantes da extrema-esquerda fazem inroads dentro da bancada do PS), escreve:
«As reformas deverão diminuir a desigualdade económica excessiva, que está cada vez mais associada a problemas sociais, incluindo a prevalência de doenças mentais (consulte-se www.equalitytrust.org.uk). Aumente-se a progressividade do sistema fiscal; taxe-se o consumo ostentatório, que só promove as importações e a degradação ambiental; taxem-se as mais-valias fundiárias, que só promovem a corrupção no urbanismo; reintroduza-se um imposto sucessório bem desenhado para promover a ideia de que o futuro está aberto para todos.
As reformas necessárias requerem imaginação institucional e alianças políticas, orientadas por princípios socialistas.»
Aumente-se. Taxe-se. É tão fácil ignorar como o actual sistema fiscal já é enormemente progressivo; esquecer os efeitos depressivos que impostos altíssimos tiveram nas economias que os adoptaram no final dos anos 60 e durante os anos 70. É preciso muita “imaginação institucional”, de facto, para pensar, primeiro, que tais medidas são justas e, segundo, que terão resultados diferentes do que tiveram no passado. Cada vez mais o socialismo se define como a teimosia de repetir experiências desastrosas na expectativa de resultados diferentes.
Palavras duras de dentro do PS
as de Henrique Neto para com esta troupe que agora controla o PS. (Eu, se fosse do PS, preocupava-me. Apesar da actual liderança, há pessoas boas, sérias e com espírito de serviço no PS que, depois de Sócrates, vão herdar um partido em cacos e sinónimo do que de pior se fez em democracia.)
ClimateGate (19): Oops
SCIENTISTS at the University of East Anglia (UEA) have admitted throwing away much of the raw temperature data on which their predictions of global warming are based.
It means that other academics are not able to check basic calculations said to show a long-term rise in temperature over the past 150 years.
The UEA’s Climatic Research Unit (CRU) was forced to reveal the loss following requests for the data under Freedom of Information legislation.
The data were gathered from weather stations around the world and then adjusted to take account of variables in the way they were collected. The revised figures were kept, but the originals — stored on paper and magnetic tape — were dumped to save space when the CRU moved to a new building
Democracia não é sinónimo de liberalismo
…e o problema não se restringe aos referendos. Como já pudemos comprovar por diversas vezes nem sempre o voto maioritário garante o respeito pela liberdade dos individuos. Aliás, com o selo aprovador da maioria, temos assistido à intromissão do Estado nos comportamentos privados, à inversão do ônus da prova e ào derespeito pelo propriedade e rendimentos dos individuos.
This is not America (not too big to fail)
O Governo de Dubai não garantirá a dívida do conglomerado público Dubai World, fortemente endividado, afirmou hoje o director do departamento financeiro do emirado, Abdel Rahman Al Saleh.
“É verdade que o Governo é o proprietário” de Dubai World, declarou o responsável numa entrevista divulgada pela televisão do Dubai. “Mas como a firma tem várias actividades expostas a todo o tipo de risco, foi tomada desde a criação da companhia a decisão de que não seria garantida pelo Governo”, acrescentou.
Lógico
Uma das fundações das crises que regularmente afectam as economias é a criação monetária operada a partir da concessão de crédito pelos bancos comerciais (a outra estará na manipulação que é feita pelos bancos centrais). Por regra, a taxa de juro de mercado estará mais baixa do que seria suposto sem estas distorções. Ainda que não venha resolver por completo o problema (que passaria pela obrigatoriedade de reservas de 100% nas aplicações de disponibilidade imediata – que não deveriam ser mais que “guarda de valores”) esta é uma medida que vai na direcção correcta.
E vão cinco…
Se nem os políticos respeitam as regras que eles próprios criaram…
Não vivemos num Estado de Direito
Em resposta ao PÚBLICO, o Ministério das Finanças esclarece que o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais “altera a interpretação” do fisco a partir das decisões dos tribunais “sempre que tal se afigura justo e correcto e sempre numa lógica abstracta”.
Num verdadeiro Estado de Direito declarações declarações deste tipo dariam, no mínimo, direito à demissão imediata dos responsáveis políticos. Em Portugal o mais provável é ninguém ligar grande importância.
ClimateGate (18): activist scientists and the corruption of the peer review process
Redefining Peer Review. Por Roger Pielke, Jr.
Peer review as related to scientific publishing is a process in which experts are asked to judge the appropriateness of a paper for publication in a scientific journal. It is often cursory and focused on the merits of an argument, rather than a detailed replication or decomposition of the data or methods. Peer review does not mean that a result is right or will stand the test of time, but that it has met some minimal standards of acceptability for publication.
(…)
Peer review works because over the long-term good ideas win out, and this process happens organically and through a decentralized process. Peer review takes place through many independent journals, with editing and reviewing conducted by many independent scholars from a diversity of disciplinary and experiential backgrounds, and with their own idiosyncratic biases and views. No one group or perspective owns the peer review process, and that diversity is part of its core strength.
(…)
Now back to the CRU emails. The emails show a consistent pattern of behavior among the activist scientists to redefine peer review in accordance with their own views of climate science. In doing so, they sought to turn the entire notion of peer review on its head.
The emails show a group of scientists frustrated with the peer review process, seeking to change how it is practiced. How so? The emails indicate concerted efforts to reshape the peer review process by managing and coordinating reviews of individual papers, by putting pressure on journal editors and editorial boards, by seeking to stack editorial boards with like-minded colleagues, by arranging boycotts of journals and other actions involving highly questionable ethics.
(…)
The emails reveal activist scientists busy extolling the virtues of peer review to journalists and the public, while at the same time they were busy behind the scenes working to corrupt the peer review process in a way that favored their views on the science and politics of climate change. Here we have a case study in the politicization of climate science by climate scientists.
(via João Miranda)
Novembro 29, 2009
Cimeira de Copenhaga leva a subida exponencial das temperaturas previstas para 2100 nos media
Aquecimento Global a acelerar nos media
O Aquecimento Global está a acelerar nos media, a poucos dias do início da Cimeira de Copenhaga. Os excerptos das notícias abaixo dão conta de uma subida exponencial das temperaturas previstas para 2100, que já duplicam as piores previsões do IPCC!
ClimateGate (17): o ruidoso silêncio da comunicação social portuguesa
Felizmente existe a blogosfera: A tragédia do Climategate. Por Rui G. Moura.
Os meios de comunicação social anglo-saxões e a blogosfera continuam cheios de informações, análises e debates acerca do Climategate. Mas em Portugal, ao contrário, os media escondem tanto quanto podem esta tragédia da ciência. A tentativa de silenciamento deste escândalo de enormes proporções, que se abateu tanto no campo científico como no campo político, não honra os media portugueses.
(…)
Tenhamos esperança de que, a partir de agora, o escândalo coíba futuros comportamentos anti-éticos e atentados à idoneidade científica. Deve-se exigir que os dados e os códigos sejam públicos a fim de poderem ser replicados os resultados. As consequências deste processo para as tomadas de decisão política – com efeitos na vida do cidadão comum – assim o exigem.
A fraude do Climagate corrobora plenamente tudo o que diziam os cépticos do aquecimento global. Tal trapaça deveria fazer reflectir políticos como os do governo português e da União Europeia.
Sem entenderem nada do assunto, estes políticos deram endosso total e acrítico às teses do global warming. Eles gastaram rios de dinheiro com a patranha do aquecimento global, além de deformarem gravemente a política energética dos países da UE pois a mesma foi posta a reboque dos impostores climáticos.
Leitura complementar: ClimateGate (3); ClimateGate (4); ClimateGate (5); ClimateGate (9): an attack on the heart of science; ClimateGate (11): Eduardo Zorita Eduardo Zorita pede afastamento de Michael Mann, Phil Jones e Stefan Rahmstorf; ClimateGate (13): ClimateGate Who’s Who.
ClimateGate (16): Piers Corbyn vs. Aleksey Kokorin
Hot ‘Climategate’ debate: Scientists clash LIVE on RT
(via EcoTretas: Arrogância ecologista malarenta)
Os robalos de Armando Vara e o Estado de Direito
Os robalos. Por Alberto Gonçalves.
O certo, a acreditar nos jornais, é que além dos peixes do sucateiro, o dr. Vara recebeu informações privilegiadas, incluindo o aviso, nos idos de Junho, de que o seu telefone se encontrava sob escuta.
Curiosamente, nenhum dos bastiões ambulantes do “estado de direito” se indignou com esta particular violação do segredo de justiça. Ainda há dias, os bastiões rebentavam de fúria ao evocar as “fugas” do processo vindas a público. Se bem percebo, as “fugas” são medonhas quando chegam ao conhecimento geral e divulgam uma imagem desagradável do dr. Vara e sobretudo do eng. Sócrates. As “fugas” são aceitáveis quando permitem aos envolvidos precaverem-se contra as malfeitorias que um ou dois juízes teimosos lhes preparam. O venerável segredo, pois, só deve ser mantido enquanto tal para o cidadão comum, assim poupado a notícias que, em última instância, o levariam a questionar a infinita honestidade dos senhores que nos tutelam.
O engraçado é que não questionam. Ou, se questionam, o resultado é igualmente nulo. Em lugares menos folclóricos, insignificâncias assim já teriam causado a queda de alguma coisa, ou da imprensa que divulga mentiras ou dos visados nos factos que a imprensa relata. Aqui, tudo permanece intacto, provavelmente graças à firme e justificada convicção de que não resta cair mais nada e não há nada para salvar, excepto, suponho, a caixa de robalos.
Jaime Neves e o 25 de Novembro
Foi para isto que se fez o 25 de Novembro? Por Alberto Gonçalves.
Dado que o pior pesadelo é preferível ao “sonho lindo”, não comparo o regime proposto (com maus modos) pelo PREC ao que se seguiu: comparo a euforia perante o contragolpe de há 34 anos com aquilo que há 34 anos temos. A verdade é que uma pessoa olha em volta e vê: um Estado absolutista, uma economia falida, uma justiça dúbia, uma política fraudulenta e, em suma, o atraso de sempre enfeitado com os pechisbeques informatizados de hoje. Foi para esta glorificação do socialismo “moderado” que se fez o 25 de Novembro? Jaime Alberto Gonçalves das Neves, um notável anticomunista com quem partilho a origem transmontana e um belo par de nomes, já respondeu que não. Ignoro as razões dele. Eu tenho as minhas. Você terá as suas. Comemorar o mal menor é que não indicia razão nenhuma.
ClimateGate (15): é urgente combater a politização da ciência climática
Algumas conclusões sobre o Climategate. Por Rui G. Moura.
Da leitura das mensagens trocadas entre a nata dos “cientistas” do global warming, é possível tirar desde já algumas conclusões.
A principal é a necessidade de acabar com a politização da ciência climática. Os ministros do ambiente devem ocupar-se apenas com as questões ambientais, já que não dominam as que têm a ver com o clima.
Depois, é fundamental uma transparência total, que permita o acesso público das bases de dados, dos algoritmos (modelos informáticos) e dos resultados. Só deste modo é possível realizar a contraprova, essencial no método científico, de forma a credibilizar qualquer investigação.
Uma outra conclusão é a de que os cientistas responsáveis pelas atitudes deploráveis agora reveladas, como, por exemplo, a manipulação de dados, deveriam ser impedidos de participar nos processos de revisão pelos pares de trabalhos sobre questões climáticas.
Leitura complementar: ClimateGate (3); ClimateGate (4); ClimateGate (5); ClimateGate (9): an attack on the heart of science; ClimateGate (11): Eduardo Zorita Eduardo Zorita pede afastamento de Michael Mann, Phil Jones e Stefan Rahmstorf; ClimateGate (13): ClimateGate Who’s Who.
Mais um “sucesso” de Obama…
Mais um estrondoso sucesso da política externa de Obama: Irão anuncia construção de mais dez centrais nucleares.
Num desafio ainda maior à comunidade internacional, o Irão anunciou hoje planos para começar a construir – dentro de dois meses – dez novas centrais de enriquecimento de urânio, informou a agência oficial IRNA, em Teerão.
Com o acumular de fracassos políticos e o decrescente nível de apoio interno da administração Obama, não será surpreendente se a agressividade da política externa dos EUA aumentar substancialmente nos próximos tempos…
Inflacionar até rebentar
A receita do costume: Banco central dos Emirados coloca liquidez à disposição do Dubai
“O banco central enviou um comunicado aos bancos dos emirados e às filiais dos bancos estrangeiros a operar nos EAU, disponibilizando facilidades de liquidez adicional ligada às suas contas actuais no banco central, a uma taxa de 50 pontos base acima da EIBOR a três meses” (taxa interbancária dos emirados), disse.
(…)
No dia 25 de Novembro, o Dubai disse que iria pedir aos credores da Dubai World e da Nakheel (construtora dos arquipélagos artificiais da região ligada à holding estatal) uma moratória de seis meses para cumprir com o pagamento das suas dívidas.
Em Agosto, as dívidas da Dubai World ascendiam a 59 mil milhões de dólares (39,4 mil milhões de euros).
Governantes acima da lei (2)
A lei é para os outros? Por Gabriel Silva.
O chefe e o vice-chefe das polícias passaram um sinal vermelho, em excesso de velocidade, sem cinto de segurança e com sirenes ligadas sem motivo justificativo de urgência.
Parece que o seguro não paga este tipo de acidentes e normalmente daria até processo-crime
Leitura complementar: Governantes acima da lei.
Sinais
De uma forma ou de outra, acumulam-se os sinais de que os delírios multiculturais progressistas não vão acabar bem na Europa: Suíça: mais de 57 por cento da população votou contra minaretes nas mesquitas
ClimateGate (14): U-Turn
London’s Sunday Telegraph reports that the University of East Anglia has decided that its Climatic Research Unit (CRU) must open all its data files to public inspection as soon as possible. It is not known how much of the raw temperature data have been destroyed. The university’s decision sweeps aside years of obstruction, obfuscation, and prevarication by the CRU’s director, Professor Phil Jones. Leaked emails from Jones give conflicting accounts of what he has done with the raw data upon which the CRU’s global temperature record is based
Governantes acima da lei
Um dos sinais mais claros da ausência de um Estado de Direito é o facto de os governantes desrespeitarem a lei impunemente de forma sistemática, mesmo quando isso coloca em perigo terceiros: Carro do Estado terá ignorado sinal vermelho
Um vereador da Câmara de Lisboa que, na sexta-feira, testemunhou o acidente rodoviário em que dois caros do Estado chocaram com violência na Avenida da Liberdade está convencido de que o condutor do Audi do Ministério da Administração Interna terá passado um semáforo vermelho antes de embater contra o BMW da Assembleia da República.
“Eu vinha a descer a avenida quando parei, tal como os restantes automobilistas, num semáforo do cruzamento antes dos Restauradores”, descreve Victor Gonçalves, que apresenta uma versão dos factos diferente da divulgada. “Começou então a ouvir-se uma algazarra de sirenes e vejo passar na faixa “bus” um Audi A6 a uma velocidade estonteante, com as luzes de emergência ligadas. Até me assustei.” Segundo esta testemunha ocular, o carro do Ministério da Administração Interna não parou no semáforo.
(…)
“Parecia um filme de acção”, descreve o autarca. Outros relatos confirmam igualmente a velocidade excessiva a que seguia o carro que transportava o secretário-geral do Sistema de Segurança Interna, o juiz-conselheiro Mário Mendes. A pressa foi justificada com a necessidade de chegar a horas à cerimónia de tomada de posse dos novos governadores civis.
Leitura complementar: O Estado e os seus tentáculos.
Um bom sinal para o CDS
Paulo Portas sintonizado com João Miranda: Paulo Portas diz que o CDS ajudou o governo a cumprir promessa eleitoral
O líder do CDS-PP, Paulo Portas, afirmou hoje que o partido ajudou o Governo a cumprir a promessa eleitoral de não aumentar os impostos, à margem de um jantar com militantes e simpatizantes do partido, em Alvaiázere.
(…)
“Se não fossemos nós a agendar este tema, havia um aumento de impostos no dia 1 de Janeiro. Felizmente foi evitado”, garantiu Paulo Portas, que considera que a posição do CDS-PP “defendeu a economia portuguesa”.
Em resposta às declarações do Governo, Paulo Portas desafiou o primeiro-ministro a “provar” onde é que a proposta do CDS-PP “aumenta a despesa em um só euro”. “Uma coisa é aumentar a despesa, outra é evitar um aumento de impostos. A proposta do CDS evitou o aumento de impostos que o Governo primeiro tinha negado e agora confessa”, acrescentou ainda.
Já não foi mau
Podia ter sido melhor, mas um empate já não foi mau. Espero que até ao Natal o Benfica confirme que continua na rota dos últimos anos.
Novembro 28, 2009
A aventura moral do individualista
De vez em quando, a blogosfera vale a pena por textos como este do Luís Aguiar Santos
A enorme maioria das pessoas é instintivamente colectivista. Não há nada de imediato a fazer quanto a isso. Continua a ser completamente estranha àquela enorme maioria a descoberta que se fez de que os seres humanos se relacionam espontaneamente e ajustam sem coerção as suas necessidades às dos outros, criando laços voluntários de interdependência e de troca. Chamou-se por analogia “mercado” às possibilidades deste tipo de relação em que cada um age por si próprio e em seu nome ou em nome daqueles a quem se associa. Essas relações, embora nasçam da necessidade, são voluntárias no sentido de poderem ser preteridas a favor de outras julgadas mais convenientes. Mas, para isso, cada um tem de ser livre de poder gerir as suas relações e os resultados delas obtidos. A essa autonomia do indivíduo se chama propriamente individualismo – e esse individualismo pode ser usado com propósitos egoístas ou altruístas porque o critério é de cada pessoa.
Mas a generalidade das pessoas não entende nem quer entender o individualismo e o mercado. A moralidade que lhes pregaram desde o berço, e que é superior a qualquer conjectura moral ou económica, é que todos somos responsáveis uns pelos outros e ninguém por si próprio; cada um deve dar o seu “contributo à sociedade” e desta receber “aquilo a que tem direito”. Dado que aprenderam que nada há de moral no mercado, orgulham-se da sua ignorância sobre questões económicas porque, como lhes ensinaram, a única economia tolerável reduz-se a uma actividade de redistribuição da riqueza. E disto não saem. (mais…)
ClimateGate (12): Damage limitation and the discredited Michael Mann
The New York Times obviously feels that “Climategate” is sufficiently damaging to warrant a soft-focus piece explaining how broad-minded and cuddly the warmists really are.
But alongside Moonbat, we’re now getting the Ecologist breaking ranks, with editor Mark Anslow writing a piece headed: “Shame on the ‘climategate’ scientists”.
Make no mistake, he says, “the emails from the University of East Anglia climate scientists which were obtained from a hacked server and posted onto the internet in November paint a shocking picture.”
(…)
Give it time and an upside-down bucket of merde will be descending on the great Mann.
Leitura complementar: ClimateGate (3); ClimateGate (4); ClimateGate (5); ClimateGate (9): an attack on the heart of science; ClimateGate (11): Eduardo Zorita Eduardo Zorita pede afastamento de Michael Mann, Phil Jones e Stefan Rahmstorf.
Michael Seufert no Parlamento: video da primeira intervenção
Michael Seufert (CDS-PP): Primeira intervenção parlamentar
ClimateGate (11): Eduardo Zorita Eduardo Zorita pede afastamento de Michael Mann, Phil Jones e Stefan Rahmstorf
Climategate: sack ‘no longer credible’ Michael Mann from IPCC urges climatologist
Not everyone shares the BBC’s rosy view of discredited Climategate scientist Michael Mann (inventor of the roundly discredited Hockey Stick graph and unlikely Youtube comedy musical star) (hat tip: Bishop Hill) (Still less will they do so after the gobsmacking revelations by Steve McIntyre that in his latest paper, he’s actually got his data UPSIDE DOWN!)
One of his IPCC co-authors Eduardo Zorita has demanded that Mann should be banned from contributing to future reports because his scientific assessments are “not credible any more.” Zorita also calls for the barring of CRU’s director Phil Jones and another IPCC lead author, Stefan Rahmstorf.
Zorita, who works in the paleoclimate department of the Institute of Coastal Research, has issued a statement on his website in which he complains that the “scientific debate has been in many instances hijacked to advance other agendas.”
(…)
Zorita was one of the contributing authors to the IPCC’s Fourth Assessment Report. He’s unlikely to be asked to contribute to the Fifth. Indeed, as he ruefully acknowledges, this brave admission could well be the death of his career
(via João Miranda)
Leitura complementar: ClimateGate (3); ClimateGate (4); ClimateGate (5); ClimateGate (9): an attack on the heart of science.
Boa sorte Carvalhal!
Mais logo, espero que Carlos Carvalhal contrarie as previsões, o notório desânimo sportinguista e a euforia mediática em torno do Benfica e se estreie da melhor forma no campeonato no confronto com Jorge Jesus.
Prioridade socialista: aumentar impostos
Não há spin que dê a volta a esta evidência: Caiu a máscara da mentira. Por António de Almeida.
Durante a campanha eleitoral o Partido Socialista prometeu até à exaustão não aumentar impostos. O executivo tem sempre desmentido as denúncias da oposição que o Código Contributivo representa um encapotado aumento de impostos. Agora que a A.R. aprovou o fim do disparate, o governo alerta para o perigo de desequilíbrio das contas públicas. A conclusão a retirar é óbvia, estava a ser contada uma mentira aos portugueses.
(via João Miranda)
Processo de chavização em curso
El gobierno [español] limita la temperatura en bares, tiendas y cines para ahorrar energía.
La temperatura en los edificios y locales de uso público, como administraciones, bares, tiendas, estaciones o cines, no podrá superar los 21 grados en inverno ni bajar de los 26 grados en verano.
Así lo recoge el real decreto aprobado por el Consejo de Ministros para fomentar el ahorro de energía.
La normativa establece además que los edificios y locales con acceso desde la calle deberán disponer de un sistema de cierre de puertas que impidan que éstas permanezcan abiertas permanentemente.
Manuel Falcão na Assembleia Municipal de Lisboa
A minha aventura na Assembleia Municipal. Por Manuel Falcão.
Em boa verdade, os deputados, individualmente, não têm nenhuma margem de manobra e fazem apenas figura de corpo presente – as divergências com as lideranças das respectivas bancadas são reportadas e reprovadas e as posições individuais são rigorosamente controladas. Na verdade o voto dos deputados de pouco serve, apenas se tem em conta a decisão da direcção de cada partido ou formação na Assembleia. Aos deputados que têm problemas em votar a favor de uma proposta apresentada pelo seu grupo partidário é sugerido que na votação abandonem a sala para não se correr o desagradável facto de existir um voto não conformista. Não sei porquê, enquanto assistia ao espectáculo, só me recordava de um livro de Nabokov intitulado «Convite Para Uma Decapitação», no qual se acompanham os últimos momentos de um condenado por «torpeza gnóstica», ou seja, por não se conformar com o pensamento estabelecido como conveniente pela maioria.
Neste admirável mundo novo, pelo menos para mim, percebe-se bem o bas-fond da política: terça feira, por exemplo, percebeu-se que a cisão dos eleitos pelo Movimento Cidadãos Por Lisboa, de Helena Roseta, já estava anteriormente combinada com o PS, por forma a organizarem-se de forma autónoma, como antes das eleições – apenas esconderam o facto para iludirem os eleitores com uma ideia de unidade, falsa como agora se verifica. Aquilo a que assisti foi à revelação de um acordo espúrio patrocinado por Manuel Alegre, que levou pela mão Helena Roseta ao altar de António Costa para uma farsa de casamento político com divórcio a prazo contratado. Parece que isto é fazer política. Eu, na minha inocência, acho tudo isto extraordinário.
O Tratado de Lisboa e o Presidente Rompuy
Não havia necessidade. Por Luciano Amaral.
O leitor, certamente porque é mau cidadão europeu, não se terá apercebido, mas tem um novo Presidente. Não é um Presidente da República, até porque “preside” a várias monarquias. É o presidente permanente do Conselho Europeu, vulgarmente (e impropriamente) conhecido como “Presidente da União Europeia”.
(…)
Se os europeus não precisavam do Tratado de Lisboa nem do Presidente Rompuy, agora lá terão de viver com eles.
Não sabem do que estão a falar?
Chega a ser difícil perceber em que medida os disparates debitados a um ritmo impressionante pel@s cheerleaders de José Sócrates são apenas pura e simples ignorância dos mais elementares princípios de ciência económica e em que medida constituem actos calculados de desonestidade intelectual: Bateram contra a parede da realidade e ainda não perceberam o que lhes aconteceu. Por João Miranda.
Ontem ouvimos José Sócrates a queixar-se do aumento de despesa pública pelo Parlamento. João Galamba, deputado do PS, mantém-se um firme adepto da despesa pública.
(…)
Como diz João Galamba “no contexto actual, quem acha que a economia não cresce nem cria emprego porque a carga fiscal sobre o trabalho é demasiado elevada não sabe do que está a falar“. Aumentem-se os impostos sobre o trabalho e a TSU porque não afectam o crescimento. Mas, espera, José Sócrates não tinha dito que não aumentava os impostos para não prejudicar a economia? Foi há 2 ou 3 dias …
Porreiro, pá
Emirados Árabes Unidos foram grande aposta do ministro Manuel Pinho
Os Emirados Árabes Unidos foram eleitos pelo ex-ministro da Economia e da Inovação como um mercado com grandes oportunidades para as empresas portuguesas de energia e do turismo, tendo sido o destino da última visita oficial de Manuel Pinho.
Na visita de três dias, que se realizou em Junho, uma comitiva com 13 empresas de vários sectores, entre as quais EDP, REN, Galp e BES, acompanharam Manuel Pinho em reuniões com autoridades governamentais de Abu Dhabi e do Dubai.
Emirado diz que não vai assumir todas as dívidas: Abu Dhabi promete ajuda “caso a caso” ao Dubai
O Governo do Dubai pediu quinta-feira uma moratória de seis meses aos credores da empresa pública Dubai World para cumprir com os seus pagamentos, afirmando que a decisão foi necessária para “enfrentar o peso da dívida”.
Esta empresa está por detrás dos grandes investimentos imobiliários que se realizaram nos últimos anos no país e que levaram à formação de uma autêntica bolha especulativa que agora rebentou, na sequência da crise internacional.
O pedido de moratória por parte do grupo Dubai World, que está sob o controlo do Governo do Dubai, colocou o sistema financeiro internacional mais uma vez próximo de uma crise de confiança, gerando a quebra das bolsas mundiais.
O Estado e os seus tentáculos
A Víbora. Por Rui Ramos.
O Estado que temos em Portugal – centralizado, autoritário, pesado, omnipresente – é próprio de uma ditadura, não de uma democracia. Tal como ninguém sabe ao certo quantos funcionários públicos existem, também ninguém sabe ao certo onde começa e acaba o Estado: há empresas aparentemente privadas que, segundo percebemos agora, são tentáculos do Estado. O Estado rodeia-nos, controla-nos, espreita-nos, mete-se em tudo, isola-nos uns dos outros – e, através dele, os Governos recompensam quem os serve e punem quem os incomoda. Com este Estado, talvez o Dr. Salazar não tivesse precisado de PIDE e de censura.
Há trinta anos que andamos a fingir que pode haver direito e pluralismo onde quem fala corre o risco de ser castigado e onde para fazer negócios é preciso pôr dinheiro em envelopes. A democracia portuguesa vive com uma víbora sobre o peito. Só não nos morde se estivermos muito quietinhos e formos bem comportados.
No Estado português nem os maus hábitos nem os cargos se perdem. Por Helena Matos.
Aliás, ó suprema ironia dos tempos desta habitualidade do ‘estado-omnipresente em nome do social’ , o secretário-geral do Sistema de Segurança Interna, um cargo criado pelo governo de Sócrates e que concentra numa figura que reporta ao primeiro-ministro vários poderes e informações muito sensíveis, ia-se matando porque viajava a alta velocidade e sem cinto de segurança.
