O Insurgente

Outubro 14, 2009

“Surrealpolitik”

Filed under: Internacional,Política — Miguel Noronha @ 09:19

Artigo de Fernando Gabriel no Diário Económico

Ao longo deste ano, muitos descobriram que Obama era, afinal, um “realista”, seguindo uma política externa pragmática, de acordo com os preceitos usuais da ‘Realpolitik’.(…)

Ou talvez não. Desde 2006 as ligações políticas, financeiras e militares entre a Venezuela e o Irão têm sido continuamente aprofundadas. O procurador nova-iorquino Robert Morgenthau tem feito avisos repetidos sobre a extensão e gravidade da associação entre Chávez e Ahmadinejad: a Venezuela possui 50000 toneladas de urânio que podem estar a ser vendidas à hierocracia iraniana; o gabinete do procurador dispõe de informação conclusiva do envolvimento do Hezbollah no tráfico de droga sul-americana; algumas instituições financeiras venezuelanas estão na linha da frente do financiamento do terrorismo e da sabotagem de sanções internacionais. Nas Honduras, o anti-judaísmo iraniano passou a integrar a ideologia dos zelayistas. Uma fuga recente de informação no “The Times” revelou o envolvimento directo de cientistas russos no programa nuclear iraniano, algo que tem consequências geopolíticas tremendas e que coloca a Rússia no mesmo plano do Irão em termos da interferência no continente americano. Até agora, o putativo “realista” de Washington não mostrou qualquer capacidade política para desfazer o nó górdio iraniano, premiou Chávez com apertos de mão e fez uma pressão incompreensível sobre um dos raros aliados na América Latina, por se livrar duma tentativa de perversão populista do regime através de meios cuja legalidade e constitucionalidade foram atestadas pela Biblioteca Legal do Congresso dos EUA.

Nenhum “realista” assistiria passivo à ascensão de um neo-bolivarismo violento apoiado pela Rússia e por países islâmicos, ou à obtenção de armas nucleares por um regime terrorista e milenarista. A identidade política de Obama permanece um mistério, enquanto os sinais de tempestade crescem no horizonte.

Contra-ataque do Fernando Lima

Filed under: Política,Portugal — Miguel Noronha @ 08:41

No dia seguinte às eleições autárquicas, o presidente da câmara de Tarouca, que foi eleito pelo Partido Socialista, mudou as funções e local de trabalho vários funcionários municipais que apoiaram a candidatura do PSD.

Olha! Afinal perderam.

Filed under: Política,Portugal — Miguel Noronha @ 08:36

Comunistas assumem que resultados das autárquicas foram “insatisfatórios”

Nota: Para que não restem dúvidas esclareço que este comunicado é dos comunistas do PCP.

É fartar, vilanagem

Filed under: Diversos — Carlos Guimarães Pinto @ 08:02

Especialistas defendem também uma taxa para refrigerantes
Os peritos que na passada terça-feira entregaram ao Governo um relatório com propostas de alteração do sistema fiscal querem taxar o café, refrigerantes, latas, embalagens e sacos de plástico, destaca esta quarta-feira o «Jornal de Negócios».

(Fonte: Agência Financeira)

Mais sobre o Nobel da Economia (5)

Filed under: Economia,Educação,Teoria — André Azevedo Alves @ 00:07

Com o Nobel atribuído a Ostrom e Williamson, o Institute of Economic Affairs aumenta para 12 o seu total de autores “nobelizados”: IEA authors win Nobel Prize for Economics. Por Richard Wellings.

Outubro 13, 2009

Elinor Ostrom and Oliver Williamson vs. Obama

Filed under: Economia,Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 23:54

Obama fails to win Nobel prize in economics
Commentary: Michael Moore, Timothy Geithner also passed over

While few observers think Obama has done anything for world peace in the nearly nine months he’s been in office, the same clearly can’t be said for economics.

The president has worked tirelessly since even before his inauguration to wrest control of the U.S. economy from failed free markets, and the evil CEOs who profit from them, and to turn it over to wise, fair and benevolent bureaucrats.

(…)

Yet the Nobel panel chose instead to award the prize to two obscure academics — Elinor Ostrom and Oliver Williamson

(via Luciano Amaral: Escândalo: Obama não ganha prémio Nobel da economia)

O efeito Adolfo Mesquita Nunes ?

Filed under: Blogosfera,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 23:38

Para a Câmara Municipal e Lisboa, António Costa obteve 44,01% contra os 38,69% de Santana Lopes.

Já para a Assembleia Municipal de Lisboa, a coligação Unir Lisboa ficou com uma vantagem bem mais escassa relativamente à coligação Lisboa com Sentido: 39,35% contra 38,78%.

Muito já se disse e escreveu sobre o ocorrido e, não partilhando eu das várias teorias mais ou menos conspirativas que circulam à direita, creio que nenhuma explicação alternativa plausível deverá esquecer a inclusão do insurgente Adolfo Mesquita Nunes como número 2 na lista da coligação Lisboa com Sentido para a Assembleia Municipal.

Mesmo que eventualmente esse não tenha sido um facto determinante, a ideia agrada-me pelo que aqui fica a sugestão explicativa.

Mais sobre o Nobel da Economia (4)

Filed under: Economia,Teoria — Miguel Noronha @ 17:12

Peter Klein sobre Oliver Williamson (Organisations & Markets)

Briefly, my own (admittedly biased) take is that Williamson is second only to Coase as the key figure in modern organizational economics. Moreover, his work has revolutionized the way economists (and some antitrust lawyers) understand markets. The perfectly competitive general-equilibrium model, Williamson’s work shows, is unrealistic, irrelevant, and a distraction. The task of economists studying firms and markets is to understand the marvelous variety of organizational forms that emerge in competitive markets, virtually none resembling the “firm” of microeconomics textbooks (what Williamson calls the production-function picture of the firm). “Nonstandard” phenomena like vertical integration, vertical contractual restrictions, alliances and joint ventures, long-term supply or distribution agreements, and the like should be celebrated, not condemned. (Williamson is more circumspect, arguing that each form of organization should be evaluated on the merits, case by case — a refreshing contrast to the standard approach in antitrust law, which is to assume that every deviation from perfect competition is “anticompetitive.”)

Mais sobre o Nobel da Economia (3)

Filed under: Economia,Teoria — Miguel Noronha @ 16:44

Vernon Smith (Nobel da Economia em 2002) na Forbes.

I have just returned from an undergraduate multidisciplinary class that my colleague (Bart Wilson) and I teach, “Foundations of Economic Exchange.” Fortuitously, the class readings for today included examples from Elinor Ostrom, Governing the Commons. Earlier today, after the announcement that she was awarded the Nobel prize in economics, perhaps thousands of economists and journalists would have asked, “Elinor who?” and rushed to the Internet to search online for an answer.

For many of us she has long occupied our radar screen. Let me tell you why.

Podem ler o resto do artigo aqui.

O Nobel da vida prática

Filed under: Comentário,Economia — André Abrantes Amaral @ 12:04

Seria muito vantajoso que, com a atribuição do ‘Nobel’ da economia à Sra. Ostrom, o poder autárquico encarasse a gestão privada do espaço público com outros olhos.

O Nobel da superficialidade

Filed under: Comentário,Internacional,Política — André Abrantes Amaral @ 11:49

obamaA atribuição do Nobel da Paz a Obama demonstra-nos que há muitos que gostam de se fazer passar por bonzinhos. Que com muita boa vontade, resolvemos os mal-entendidos que causam os problemas do mundo. Que se não existissem armas, a humanidade já não guerrearia entre si, pois as guerras derivam da tecnologia, nunca do coração dos homens. Do seu mau fundo inato. Homens e mulheres como Obama que acreditam estar o céu cheio de boas intenções, e que essas boas intenções podem transformar a terra onde vivemos.

Este artigo de Bret Stephens é elucidativo do critério de superficialidade, tirando uma ou outra excepção que confirmam a regra, na atribuição dos prémios Nobel. Afinal, Roosevelt e Churchill nunca foram premiados, mas fizeram pela paz mais que muitos sonhadores.

Mais sobre o Nobel da Economia (2)

Filed under: Economia,Teoria — Miguel Noronha @ 10:47

Josh McCabe (The Sociological Imagination)

Williamson’s work on the firm follows that of his teacher (and previous Nobel Laureate) Ronald Coase. Before these guys, the firm was basically the black hole of economics. For starters, no one could explain why they existed in the first place if markets are sooo efficient. Secondly, after just “assuming” them into existence, they were treated as magically devices where inputs went in and outputs came out. This is what the neoclassical firm looks like. Economists couldn’t explain the simply idea of what firms do. Williamson argued sometimes market transaction costs were too high and it was more efficient to use firms were an authority could avoid haggling and holdouts. Another important concept was asset specificity where sometimes there’s just not a market for every product or services, so it’s easier to do it in-house. Steel can sell easily on the open market while steel frames for Honda Accords don’t have much use except for making Honda Accords.

Ostrom’s work is even cooler (and more sociological) in my opinion. Elinor (along with her husband) is the founder of what is called the Bloomington School of political economy. Prior to their work, economists responded in two ways to the tragedy of the commons. You could either privatize that resources or use a whole lot of top-down government regulation. Ostrom challenged both views and found a third meso-level solution. Using ethnographic case studies (!), she found that complex rules often arose among small groups to regulate use and upkeep of the commons.

A primeira promessa não cumprida

Filed under: Economia,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 10:12

Com que então, não ia haver aumento de impostos. Pois. Preparem a carteira.

A arte da desorçamentação

Filed under: Economia,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 09:15

Uma forma habilidosa de reduzir o défice. Transferir obrigações para empresas públicas. Não se resolve nada e adia-se o problema até ao momento em que o estado é obrigado a injectar dinheiro para as salvar da falência.

Mais sobre o Nobel da Economia

Filed under: Economia,Teoria — Miguel Noronha @ 09:02

Peter Boettke sobre Lin Ostrom

Many blog posts already up, especially Alex’s at Marginal Revolution, are fantastic in summary. Other announcements are wrong, but fit the concern that Scott raised earlier today at The Economic Way of Thinking. What Lin’s work demonstrates (…) is how individuals can in a variety of settings work to find (or stumble upon) institutional solutions that promote social cooperation and human betterment. It is about voluntary civic association, a subset of which is commercial life, that her works highlights; not the absence of individual choice. She her wonderful essay “A Behavioral Approach to the Rational Choice Theory of Collective Action” — which I have summarized as a model of rational choice as if the choosers were human. My blurb on the back of her book, Understanding Institutional Diversity reads as follows: “What emerges from Elinor Ostrom’s book is precisely what the title suggests — an understanding of the diverse nature of institutions that exist in human societies to promote human cooperation or to hinder it. This is a significant work by one of the most thoughtful social scientists in the world and it will attract a large number of readers and enlighten them.”(…)

She is both a methodological individualist (rightly understood) and a spontaneous order theorists. In this regard, Lin Ostrom (and Vincent) have represented one manifestation of the research program in the sciences of man (praxeology) by Mises and Hayek in the 1940s. Actors of limited cognitive capabilities are studied for how the shape and our shaped by the social structures that emerge in a variety of situations to provide voluntary solutions to complex and difficult problems, and they do so in a way that promotes social cooperation under the division of labor.(…) She has done fundamental research on the central idea of Ricardo’s Law of Association as Mises termed it. Humanly rational choice and institutional analysis combine to address the most pressing question in the social world — why do some institutional patterns produce societies of peace and prosperity, while others produce societies that suffer under violence and poverty?

Coincidências

Filed under: Política,Portugal — Miguel Noronha @ 08:53

Como bem nota o Fernando Martins, é uma extraordinária coincidência que esta decisão da administração da Qimonda apenas seja conhecida no dia seguintes às eleições.

Outubro 12, 2009

Eu também nunca – repito, “nunca” – falei com a boazona do 2.º direito

Filed under: Diversos — Rodrigo Adão da Fonseca @ 23:21

O Henrique Monteiro diz-nos, no Prós e Prós, que “nunca” – repito – “nunca” – falou com um consultor de comunicação.

Isaltino e Oeiras

Filed under: Colunas,Comentário,Política,Portugal,Semana Política — Bruno Alves @ 19:02

A (esperada) reeleição de Isaltino Morais, com um reforço da sua votação, fez com que a satisfação dos comentadores com a derrota de “candidatos arguidos” como Fátima Felgueiras e Avelino Ferreira Torres ficasse a saber a pouco. Afinal, Isaltino fora recentemente condenado a sete anos de prisão (tendo depois interposto um recurso da decisão), algo que não preocupou os eleitores de Oeiras. Mais do que insatisfação, o resultado em Oeiras motivou alguma perplexidade, parecendo algo incompreensível.

Sendo um habitante de Oeiras, que não votou em Isaltino (que não votou em ninguém, diga-se de passagem), não me parece difícil de perceber por que razão Isaltino continua a merecer o apoio dos oeirenses. Não é que os meus “vizinhos” sejam indiferentes à corrupção, nem que sejam populações pobres que se deixam comprar por electrodomésticos (e quem pode culpar os casos em que isso acontece?). O que se passa em Oeiras é a conjugação de uma série de factores que tornam a ideia de votar em outra pessoa que não Isaltino algo muito pouco desejável.

Para perceber o que se passa em Oeiras, é preciso perceber onde fica Oeiras. Sendo um concelho suburbano, com muitos habitantes trabalhando nos concelhos em seu redor, os eleitores oeirenses conhecem, e observam quase diaramente a realidade desses outros concelhos. Sempre que alguém me pergunta o porquê das vitórias de Isaltino, dou este exemplo: qualquer pessoa que ande de carro em Oeiras percebe quando atravessou a “fronteira” com Cascais, Lisboa ou Amadora. De repente, as estradas têm mais buracos, o alcatrão está mais gasto, as ruas mais sujas e, em redor, aumenta o caos urbanístico.

Em Oeiras, também há bairros sociais de aspecto deprimente (e com populações que votam em massa em Isaltino, diga-se de passagem), também há obras que se eternizam, também aí idiotices sem sentido (o monocarril é a maior delas). Mas é difícil não ter a percepção de que nos concelhos vizinhos é ainda pior, e de que a vantagem relativa de Oeiras se deve ao homem que “manda aqui” desde 1985. Por muito que o carácter corrupto de Isaltino repugne as pessoas, não é o suficiente para que elas arrisquem votar noutra pessoa, pois, ao contrário de Isaltino, eles não dão a garantia de que não transformarão Oeiras numa Amadora ou em Cascais. É, de facto, deprimente que um homem condenado a sete anos de prisão ganhe uma eleição. Mas enquanto os outros partidos não perceberem a realidade de Oeiras, dificilmente o vão conseguir evitar. Até lá, Isaltino (ou qualquer fantoche por ele apoiado), ganhará sempre em Oeiras.

Rankings escolares e liberdade de escolha na educação

Filed under: Educação,Nanny State Watch,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 18:06

Se em Portugal existisse liberdade de escolha na educação, os ranking escolares seriam um valioso instrumento dos pais na escolha do establecimento de ensino. No modelo actual pouco mais são que um atestado incompetência que anualmente é passado ao Minsitério da Educação que almas mais sensíveis e avessas à realidade se apressaram a desvalorizar.

A inutilidade dos referendos

Filed under: Política,União Europeia — Miguel Noronha @ 17:22

“Referendos Inúteis” de Bagão Félix (Diário Económico).

Os referendos são inúteis. São inúteis porque o resultado final é pré-determinado e a única variável em disputa é o tempo. O tempo necessário para se repetirem as consultas populares até que o povo faça a vontade a uma elite ou vanguarda autoconsideradas detentoras da verdade. Se não é à primeira, é a segunda. Se não for à segunda será à enésima vez.(…) No ínterim da repetição de um referendo, o povo é “reeducado”, pois que antes decidira mal. Ou porque não sabia, ou porque se enganou, ou porque se confundiu. Se necessário, adicionam-se umas promessas laterais, excepciona-se ‘à la carte’ qualquer engulho referendário ou traveste-se qb o dito referendo. Uma vez garantida a vitória, decreta-se o dia ajustado para que o povo acabe por engolir o que antes rejeitou. Claro que a realidade é mutável e o mundo está sempre em transformação, seja nas questões sociais, comportamentais, políticas ou europeias. Por isso, não é nenhum crime lesa-democracia repetir referendos. Mas se isto é indiscutivelmente pacífico, será caso para perguntar por que razão só há repetição de referendos apenas num sentido, nunca nos dois! É que se o resultado de um qualquer referendo vai ao encontro do ‘diktat’ do poder estabelecido, ponto final. Está-se perante uma “sentença definitiva transitada em julgado”. Mas, ao invés, sugerir um qualquer novo referendo que ponha em causa, por exemplo, um “sim” europeu ou nas questões da vida é considerado anti-democrático (no mínimo) …

Simplex ou perguntas eventualmente ingénuas

Filed under: Comentário,Portugal — João Luís Pinto @ 15:19

Para que é preciso o recenseamento?

Porque não basta mostrar o bilhete de identidade/cartão do cidadão na assembleia de voto para demonstrar que sou maior de 18 anos e posso votar?

Porque é que não basta existir um registo nacional de votantes (onde seriam descarregados todos os nomes de quem votasse), o que impediria votações múltiplas e permitiria que qualquer um votasse onde bem entendesse?

2013

Filed under: Comentário,Política,Portugal — João Luís Pinto @ 14:43

Mais do que em relação aos resultados de ontem das Autárquicas, em que grande parte dos municípios (numa percentagem que julgo saber foi bem superior a 80%) reconduziu os seus presidentes de câmara, tenho grande curiosidade em ver o que irão ser as eleições daqui a 4 anos. Nessas eleições vamos assistir a uma conjugação de vários factores inusitados que poderão, julgo eu, afectar de forma muito significativa e interessante essas eleições.
(mais…)

A vitória do egoísmo e do desalento

Filed under: Comentário,Justiça,Política,Portugal — André Abrantes Amaral @ 14:16

valentim_isaltinoA vitória de Isaltino Morais e Valentim Loureiro nos respectivos municípios levam-nos a ter em conta duas coisas: Em primeiro lugar, o sentimento de partilha, de pertença a uma comunidade e a responsabilidade individual que daí advém é diminuta. Não há muito mal em ter um presidente que ‘roube’ aos outros, desde que sobre algo para mim. Em segundo lugar, está a pouca consideração que se tem pela Justiça. Isaltino foi condenado a 7 anos de prisão, uma decisão judicial que pouco interessou à maioria dos eleitores de Oeiras. Há muitos anos que os tribunais fazem pouco dos cidadãos. Agora recebem o troco.

Reacções ao Nobel da Economia

Filed under: Economia — Miguel Noronha @ 13:38

Lynne Kiesling: “Few other economists have influenced my thinking as much as Ostrom and Williamson. Congratulations!”

Peter Klein: “As Williamson’s PhD student, I’m thrilled beyond belief. The O&M crew are all heavily influenced by Williamson (and, to a lesser degree, Ostrom too) and will have much more to say about this in the coming days. But, for now, just enjoy!”

Alex Tabarrok:Elinor Ostrom may arguable be considered the mother of field work in development economics. She has worked closely investigating water associations in Los Angeles, police departments in Indiana, and irrigation systems in Nepal. In each of these cases her work has explored how between the atomized individual and the heavy-hand of government there is a range of voluntary, collective associations that over time can evolve efficient and equitable rules for the use of common resources.

Don Boudreaux: “Apart from issuing my now-annual October lament that Armen Alchian and Gordon Tullock still do not have Nobel Prizes, I applaud this year’s selection of Elinor Ostrom and Oliver Williamson. Williamson’s 1985 book The Economic Institutions of Capitalism remains a classic that repays careful study, even in 2009. And Ostrom’s work on how people often solve public-goods problems voluntarily is too often overlooked — until today, that is!”

ADENDA: Mais um post de Alex Tabarrok e a Arnold Kling.

Ouro: reserva de valor

Filed under: Economia — BZ @ 12:45

Telegraph (meus destaques):

Is gold a commodity or a currency? It certainly fits the definition of a commodity: A substance of value, with a uniform quality produced by many different producers.

However, unlike other commodities it has relatively few uses other than as an ornament. Copper is used in wiring, iron is used to manufacture steel but gold’s main uses are – and always have been – as a store of value and as a way to demonstrate personal wealth. Even if solid gold bathroom taps are not to your taste, they certainly make a point.

This means that gold really should be considered as a currency – and nothing else. This brings us on to the subject of fiat money.

 Leitura complementar: Reserva de valor?

Em Setúbal

Filed under: Política,Portugal — Miguel Noronha @ 12:28

Vitória da presidente em exercício que tinha substituido o presidente eleito num processo muito polémico. Como se previao PSD teve um péssimo resultado. Perdeu o histórico 2º lugar ganho em 2005 (e a possibilidade de ganhar agora) graças à desastrada candidatura de Fenando Negrão nas intercalares de Lisboa. No Bloco manteve-se a regra. Não conseguiu reproduzir o resultado das legislativas ficando em 3º a poucos votos do CDS que aumentou bastante a votação.

A nível das freguesias o PS ganhou duas. Uma ou PCP e outra ao PSD (não tinha ganho nada). O PSD perde votos para o PS e para o CDS que ganhou dois quatro representantes (não tinha nenhum). Numa das freguesias de Azeitão ganhou uma lista independente. Como em muitos outros casos era a presidente eleita Em 2005 tinha sido eleita numa freguesia vizinha. Mas o que é interessante é que tendo sido eleita em 2005 pelo PCP foi agora buscar votos, principalmente, ao PS e PSD

ADENDA: Por esquecimento, faltou dizer que o meu amigo Ricardo será o novo presidente da AM. Não votei nele mas dou-lhe os parabéns.

“Nobel” de Economia

Filed under: Economia,Teoria — BZ @ 12:18

O prémio Sveriges Riksbank de Ciências Económicas em memória Alfred Nobel foi, este ano, atríbuido a Elinor Ostrom e Oliver E. Williamson.

[via Público]

Auto-retrato de uma candidata do Bloco

Filed under: Política,Portugal — Miguel Noronha @ 09:57

Entrevista no i à jovem (18 aninhos) candidata à presidência da Câmara de Oliveira de Azemeis pelo BE.

P – Quando começou o interesse pela política?
R – No 11º ano, através do meu gosto pela História, sobretudo do séc. XIX. Isso levou-me a interessar-me mais pela política e identifiquei-me com a ideologia do Bloco
P – Como surgiu o convite para o cargo?
R – Os líderes distritais do Bloco gostaram das minhas prestações nos eventos do partido e acharam que tinha capacidade para encabeçar a lista. Fiquei surpreendida, mas aceitei.

(via Correio Preto)

O desastre do Bloco em Lisboa

Filed under: Política,Portugal — Miguel Noronha @ 09:15

Uma análise do Daniel Oliveira

O Bloco recuou para resultados próximos dos das autárquicas de 2001, quando o BE tinha apenas dois anos e valia pouco mais de 2% no país, e fica distante dos resultados das duas últimas eleições autárquicas em Lisboa. Em relação a 2005, perde 3,5%, quase 10 mil votos (2,3% em relação a 2007 e tem menos votos do que numa eleição com uma enorme abstenção) e perde um vereador, dois deputados municipais e 25 eleitos nas freguesias. Mesmo na Assembleia Municipal, onde o voto útil não se punha, o Bloco perde 2,6% e quase 8.000 votos em relação a 2005.

De assinalar

Filed under: Blogosfera,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 08:57

Assinalo, em Lisboa, as vitórias claras nas freguesias de Santa Isabel da lista que integrava o Manuel Pinheiro, o Luciano Amaral e o Rodrigo Moita de Deus e na freguesia da Lapa a Maria João Marques. Ainda em Lisboa a assinalo a eleição do Adolfo Mesquita Nunes para a Assembleia Municipal. Todos eram candidatos pela coligação “Lisboa com Sentido”.

Em Viseu, lamento a não eleição do Francisco Mendes Silva que mesmo assim melhorou a votação do CDS relativamente a 2005. Fica para a próxima!

Em destaque

Filed under: Blogosfera — Miguel Noronha @ 08:31

Para variar, esta semana temos três destaques o Atlasphere, o Forum for Ayn Rand fans e o Ayn Rand Institute.

Notas

Filed under: Política,Portugal — Maria João Marques @ 01:18

1. Estas autárquicas foram, como se esperava, favoráveis ao PSD que, justamente, pode reclamar vitória. No entanto o PS teve uma recuperação face aos resultados de 2005. Um sinal que deverá alarmar os que apostam num PSD autárquico. A hegemonia autárquica do PSD acabará algum dia e se o partido estiver entregue a herdeiros de Luís Filipe Menezes arrisca-se a terminar sem relevante expressão nacional ou local.

2. Uma derrota digna, a de Pedro Santana Lopes, mas derrota, e lá teremos uma filial do governo na CML.

3. Na SICN a diferença entre PSL e Costa é de pouco mais de 3%. Na sexta-feira as sondagens davam vantagem a Costa de mais de 10%. Algo de muito errado se passa com as nossas empresas de sondagens. Se é só incompetência, estranha-se que não tentem melhorar e persistam em ir de desaire em desaire.

4. Rui Rio, sem dúvida, o vencedor da noite.

A CDU, muleta de Costa em Lisboa?

Filed under: Diversos — Rodrigo Adão da Fonseca @ 01:10

António Costa vence – parece – em Lisboa, depois de “federar”, primeiro, Sá Fernandes, depois, Helena Roseta, esvaziando o Bloco de Esquerda. Ninguém duvide, tal a discrepância de votos entre os eleitores da CDU para a Câmara e para as Juntas e Assembleia Municipal, e depois do “apoio” endossado por Carvalho da Silva a António Costa, que a CDU foi a muleta decisiva – com ou sem acordo “escondido” – para a recta final desta eleição.

Vencer, vendendo a alma à extrema-esquerda, até onde fosse necessário, foi essa a estratégia de António Costa. Diz-me com quem andas, e dir-te-ei quem és…

Rescaldo (III)

Filed under: Diversos — Rodrigo Adão da Fonseca @ 00:59

Estou satisfeito por ver que Teixeira Lopes, no Porto, e Luís Fazenda, em Lisboa, não são eleitos. Fico contente pela eleição de Rui Sá, da CDU, que assim corporiza a esquerda responsável no Porto.

Elisa Ferreira foi para mim a grande desilusão desta campanha. Quando se candidatou, pensei, “o Porto vai ter dois bons candidatos à Presidência da Câmara“; a campanha provou o contrário; a candidata do PS teve uma performance sofrível, vacilando entre o histérico e o piroso, que explica o seu mau resultado.

Rescaldo (II)

Filed under: Diversos — Rodrigo Adão da Fonseca @ 00:51

Este ano houve 3 eleições, que nos permitiram, pelo menos, retirar uma conclusão: proíbam as sondagens. Andamos todos horas a fio a discutir projecções que se constatou, até à saciedade, estarem, no mínimo, mal feitas. E espero que o único defeito das sondagens seja a sua qualidade.

A democracia em Portugal merece que, no futuro, possamos fazer política e comentá-la, sem o condicionamento de sondagens que não o são.

Ainda estica mais?

Filed under: Legislativas 2009,Política,Portugal — Maria João Marques @ 00:49

É certo que nas legislativas o BE perdeu sobretudo para as expectativas que criou e por ter sido ultrapassado pelo CDS, já que aumentou o nº de votantes e os deputados eleitos. No entanto, para um partido que pretendia ser governo, estes aumentos tiveram um sabor a derrota. Acrescido o sabor pelo facto de haver grande descontentamento com a governação de Sócrates e, logo, muitos votos de protesto, colheita preferencial do BE; dito de outra forma, em circunstâncias mais pacificadas o BE dificilmente terá mais votos.

Junte-se a isto o resultado do BE nas autárquicas e torna-se possível especular se este partido não terá já esgotado as possibilidades de crescimento. Esperemos que sim e trabalhemos para que de futuro encolha.

Rescaldo

Filed under: Diversos — Rodrigo Adão da Fonseca @ 00:46

Estou muito feliz pela vitória de Rui Rio e do PSD Porto. Fico ainda satisfeito por ter apoiado Pedro Santana Lopes que, sendo um político peculiar, mostrou que tem para dar e vender algo que faz cada vez mais falta: disponibilidade, uma forte capacidade combativa, e um savoir-faire que é cada vez mais raro na vida pública.

Amanhã começa um novo ciclo. Veremos o que o futuro nos reserva.

O grande vencedor da noite

Filed under: Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 00:11

rui_rio_porto

Uma vitória com maioria absoluta, uma postura sóbria e um discurso orientado para o futuro.

Outubro 11, 2009

O grande derrotado na noite (2)

Filed under: Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 23:41

Muito significativa, e susceptível de várias leituras, a forte queda na votação do Bloco de Esquerda em Lisboa.

O grande derrotado na noite

Filed under: Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 23:36

Concordo com o Gabriel: o grande derrotado da noite é o Bloco de Esquerda. E ainda bem.

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