O Insurgente

Outubro 16, 2009

Marx está vivo?

Filed under: Comentário,Política — André Abrantes Amaral @ 11:23

Tem sido anunciada uma descida gradual dos preços a que se junta a queda das prestações a pagar aos bancos. Ao mesmo tempo, os salários (dos que não perdem os empregos) mantêm-se. Desde há um ano a esta parte que se fala do regresso de Marx e de que, provavelmente, ele teria razão. No entanto, esta realidade, da melhoria de vida de muitos empregados, apesar e em resultado da crise económica, refuta a teoria dos ciclos marxista. E ao fazê-lo, reduz Marx à sua dimensão verdadeira: Um homem que teve a decência de chamar a atenção para miséria de milhões de pessoas. Marx foi isso: Um bom homem, mas sem razão. A nossa vivência diária mostra-nos que o entusiasmo marxista de há um ano foi fogo de vista.

A factura…

Filed under: Ambiente,Economia,Portugal — Nuno Branco @ 11:12

chega em 2010.

A redução do consumo, o aumento dos custos com as energias renováveis e a amortização do défice tarifário são os principais factores que justificam a proposta de aumento de 2,9% da tarifa da energia eléctrica em Portugal Continental em 2010.
O engenheiro sonha, o monopólio implementa, o consumidor paga!

José Manuel Soprano

Filed under: Política,União Europeia — Miguel Noronha @ 10:56

soprano

Having browbeaten Ireland into reversing its verdict on the Lisbon Treaty earlier this month, Brussels is now trying its Sopranos act on the Czech president, the last treaty hold-out. “It is in the interest of nobody, least of all the interests of the Czech Republic, to delay matters further,” Commission President José Manuel Barroso warned Vaclav Klaus, who refuses to sign the Treaty already passed by both houses of the Czech parliament. “If there is no Lisbon Treaty, there is no guarantee for the Czech Republic to have a commissioner,” he added. These sorts of veiled threats, though, seem only to harden the contrarian from Prague. (…) Mr. Barroso reminded Mr. Klaus that “good faith and loyal cooperation are principles of European law and international law.” But in a democracy, loyal opposition may be even more important than “loyal cooperation.” The Commission and Brussels are at their least attractive when painting all disagreement as disloyal to the Union. Mr. Barroso does himself and the institution he represents no favors by trying to strong arm yet another small country.

Palavra do senhor

Filed under: Internacional,Política,Religião — Miguel Noronha @ 10:50

moses-parting-red-sea

Obama en Nueva Orleans: “No habrá más Katrinas”

Continuar a percorrer o caminho rumo ao abismo

Filed under: Comentário,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 10:00

Se este post de Rui Pena Pires é sinal do que aí vem em matéria de agravamento do IRS (e provavelmente, dado o autor, é mesmo), há razões para estar francamente pessimista.

Independentemente da profunda discordância com o que Rui Pena Pires defende, ele tem pelo menos o mérito de, no mesmo post, não deixar de assinalar a peculiaridade do rumo da da política fiscal portuguesa nos últimos anos:

Sublinhe-se, no entanto, que Portugal foi o único, repito, o único país da UE que, entre 1995 e 2008, subiu a taxa máxima de IRS. Em média, na UE, aquela taxa baixou 9,5 pontos percentuais no período em causa, enquanto em Portugal subiu 2 pontos. Não é pois preciso inventar a roda, basta continuar a percorrer o caminho iniciado durante o primeiro governo de José Sócrates.

Mais dramática do que a opção da esquerda portuguesa pelo contínuo agravamento fiscal, só mesmo a falta de oposição consistente ao socialismo em Portugal. Os resultados estão à vista de todos.

A República Velha

Filed under: Política,Portugal — Miguel Noronha @ 09:47

Henrique Raposo no Expresso

É sempre bom reler “A República Velha” (Gradiva), de Vasco Pulido Valente, um livro que eu estava proibido de ler na faculdade. Ali, naquele livro maldito, podemos constatar o carácter terrorista da I República. Ali, naquele livro que Mário Soares deve ter queimado num auto-de-fé privado, podemos ver como o “bom povo republicano” era a PIDE informal de Afonso Costa; o bom povo bufava e batia com primor. Ali, podemos verificar que a repressão dos direitos sindicais começou com Afonso Costa, e não com Salazar. Ali, podemos ver como a esquerda indígena não evoluiu muito: os nossos esquerdistas passaram do “morte ao talassa” para o “morte ao fascista”. Em 100 anos, conseguiram mudar uma palavra.

Declaração

Filed under: Diversos,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 09:25

clandestinidade

Embora não interesse a ninguém, venho por este meio informar V.Exas que se Luis Filipe Menezes ou Pedro Passos Coelho forem eleitos para a liderança do PSD o autor deste post passa à clandestinidade.

Uma “Honorable Mention” no Templeton Fellowships Essay Contest para um insurgente

Filed under: Educação,Internacional,Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 00:29

O insurgente Bruno Alves foi distinguido com uma menção honrosa no Sir John M. Templeton Fellowships Essay Contest, contribuindo dessa forma para reforçar as credenciais fásssistas-reptilianas-ultraneoliberais do Colectivo Insurgente.

Parabéns ao Bruno Alves e, já agora, também ao Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa, que graças ao texto do Bruno figura na lista de instituições com alunos distinguidos.

Outubro 15, 2009

Já sabem, é persistir na mesma receita: crescimento do peso do estado, impostos altos, intervenção estatal

Filed under: Economia — Maria João Marques @ 23:35

“A economia nacional deverá ser das últimas na zona euro a recuperar da crise, consideram as três principais agências de rating, baseando a previsão no fraco potencial de crescimento, na subida do desemprego e na falta de competitividade da economia portuguesa.”
Público

(Atenção: no último parágrafo confundem a variação trimestral homóloga do PIB com a variação trimestral em cadeia.)

A “educação sexual” progressista como um perigo para a saúde pública

Filed under: Cultura,Educação,Nanny State Watch,Política — André Azevedo Alves @ 22:00

Sex Ed: Hazardous to Your Child’s Health?
The primary goal of sex education is not eradication of disease, it’s social change.

People need to understand that the primary goal of sex education is not eradication of disease, it’s social change. Groups like Planned Parenthood and SIECUS inculcate students to value openness and acceptance of nearly any consensual sexual encounter. A visit to some of the websites to which kids are sent by these organizations demonstrates that their fight is against repression and intolerance, not herpes and warts. The latter are bothersome but manageable; the former are unacceptable and must be eliminated.

Sarkozy, Gordon Brown e o amor

Filed under: Internacional,Política — André Azevedo Alves @ 19:05

Sarkozy loves Gordon Brown in a non-sexual way

His master’s voice

Filed under: Internacional,Política — jtcb @ 16:36

Para quem tivesse dúvidas acerca de quem manda na Rússia, aqui fica o esclarecimento:

Asked by reporters about possible differences with Mr. Medvedev on Iran, Mr. Putin said late Wednesday, “Our president determines foreign policy. If Dmitry Anatolievich [Medvedev] said [sanctions are] inevitable, they’re inevitable. But if you look closely at all his statements and the context he made them in, you’ll be convinced that there’s no steel-and-concrete determination toward sanctions.”

Bota-abaixismo

Filed under: Economia,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 16:00

SAFETY WARNING: Se não querem ficar deprimidos não leiam este post (mais…)

Um bom argumento a favor dos círculos uninominais

Filed under: Política,Portugal — Miguel Noronha @ 15:46

Foi uma renúncia em tempo recorde. João de Deus Pinheiro, cabeça-de-lista do PSD por Braga, foi deputado pouco mais de meia hora. Logo após a posse dos novos deputados, depois das 10h00, reuniu-se a comissão de verificação de mandatos onde foi aprovada a renúncia ao mandato do ex-ministro dos Negócios Estrangeiros por “motivos pessoais”.

O mau resultado do BE nas autárquicas

Filed under: Diversos — Miguel Noronha @ 15:02

Miguel Madeira (Vento Sueste)

{T]udo isto não deixa de ser um triste e irónica evolução: afinal, há uns anos atrás, a UDP e o PSR andavam a defender o “poder popular de base” contra a “democracia parlamentar”; agora o BE tem muitos parlamentares, mas as bases estão fraquinhas…

LEITURA COMPLEMENTAR: O desastre do Bloco em Lisboa

Mais sobre o Nobel (7)

Filed under: Economia,Teoria — Miguel Noronha @ 13:25

“Williamson and the Austrians” de Peter Klein

Oliver Williamson’s Nobel Prize, shared with Elinor Ostrom, is great news for Austrians. Williamson’s pathbreaking analysis of how alternative organizational forms — markets, hierarchies, and hybrids, as he calls them — emerge, perform, and adapt has defined the modern field of organizational economics.

Williamson is no Austrian, but he is sympathetic to Austrian themes (particularly the Hayekian understanding of tacit knowledge and market competition). His concept of asset specificity enhances and extends the Austrian theory of capital and his theory of firm boundaries has almost single-handedly displaced the benchmark model of perfect competition from important parts of industrial organization and antitrust economics.

He is also a pragmatic, careful, and practical economist who is concerned, first and foremost, with real-world economic phenomena, choosing clarity and relevance over formal mathematical elegance. For these and many other reasons, his work deserves careful study by Austrians.

O artigo continua aqui.

A “ética institucional”

Filed under: Diversos — Rodrigo Adão da Fonseca @ 13:19

Escreve no i de hoje o João Cardoso Rosas (o “bold” é meu):

“Assim, é aconselhável pensar não apenas na responsabilidade dos agentes individuais, mas também na eticidade do enquadramento institucional no qual eles operavam e operam. Mais que verificar se seguiram as regras estabelecidas, é agora necessário ver se essas regras são ou não eticamente aceitáveis. O enfoque deve ser na ética das instituições, e não na ética individual. Convém pois fazer perguntas do tipo: devem os reguladores destes mercados, assim como a própria classe profissional dos gestores financeiros, aceitar produtos de transparência duvidosa? Devem os mesmos aceitar correr riscos largamente excessivos, nos mercados associados aos empréstimos à habitação, ou outros? Devem os estados desonerar fiscalmente uma série de transacções financeiras especulativas? – e por aí adiante.”

Podemos definir uma ética para lá dos indivíduos? Julgo que sim, mas ela será sempre residual, e limitada à própria natureza das organizações, pois choca com um conjunto de impossibilidades próprias associadas ao “corpo institucional”: é que não faz sentido consagrar uma ética para lá da vontade, do arbítrio, e da possibilidade de responsabilizar um agente pelas suas acções voluntárias, aspectos claramente limitados fora da esfera individual. A questão que coloco é a seguinte: serão as instituições corpos próprios, dotadas de um arbítrio que lhes permita discernir ao ponto de serem eticamente responsabilizadas? Sim. Mas até onde? Faz sentido, como defende JCR, e cito, que o enfoque deve ser na ética das instituições, e não na ética individual? Diria que não.  Para lá da só aparente bondade que JCR projecta em relação aos indivíduos, há todo um erro, o do paternalismo de que cada um de nós não é totalmente responsável pelos riscos que assume, e que não pode estar entregue a si próprio, nas suas decisões. Transferir o juízo ético para fora dos indivíduos, colocando o epicentro nas instituições, é o primeiro passo para diluir a responsabilidade; a tentativa de limitar os indivíduos – porque se desconfia deles – acaba por criar todo um caldo de irresponsabilidade individual, de repartição dos riscos entre mercado e sociedade, que abre as portas a novas crises. Ou, alguém com experiência nos mercados acredita que é possível monitorar riscos, colocando o centro da decisão, inclusive no plano ético, transferindo o arbítrio para instituições burocráticas? O risco principal – e, portanto, o centro dos juizos éticos - deve ser assumido por quem o corre, no caso, pelos agentes do mercado. Colocar o enfoque na ética das instituições, e não na ética individual, como defende JCR, diluir a responsabilidade em instituições burocráticas só serve, precisamente, para aumentar os riscos sistémicos.

Qual verdade?

Filed under: Comentário,Portugal,Religião — João Luís Pinto @ 11:20

“Não podemos permitir que a verdade seja ofendida todos os dias pelos presumíveis representantes de Deus na terra, a quem na realidade só interessa o poder.”

José Saramago, reproduzido no Público.

Mais sobre o Nobel da Economia (6)

Filed under: Economia,Nanny State Watch,Portugal,Teoria — Miguel Noronha @ 11:03

David Boaz (Cato Institute) acerca da interpretação errada que o NYT faz das posiçoes das posições de Ostrom e Williamson sobre a regulação.

The New York Times tries to spin the work of Nobel laureates Elinor Ostrom and Oliver Williamson as not anti-regulation (..). But none of us “anti-regulation” folks are against “rules of behavior that people in business adopt for themselves independently of government.” The world is full of rules, from wearing clothes in the office to customary trade practices to the rules for managing common-pool resources that Ostrom studied. Anyone who opposed such “forms of regulation” wouldn’t be a libertarian or even an anarchist — he’d be a nihilist. (…) The work of Ostrom and Williamson supports the idea of spontaneous order, an order that emerges as result of the voluntary activities of individuals and not through the commands of government. Spontaneous order can be hard to grasp, though it is the background of our entire world — language, common law, money, and the economy are all spontaneous orders (though government has intruded into some of those orders). It’s misleading to say that work of Ostrom and Williamson is somehow supportive of “regulation,” given the way that word is commonly used.

Quer dizer que afinal o mérito é do sector privado?

Filed under: Economia,Nanny State Watch,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 10:55

Apesar de ser várias vezes referido pelo Governo como o principal instrumento de combate à crise económica, o investimento público está, conhecidos os dados referentes a metade do ano, a apresentar uma evolução bastante mais moderada do que aquela que está prevista no Orçamento do Estado para a totalidade de 2009.

A “democracia” bolivariana no seu melhor

Filed under: Internacional,Política — Miguel Noronha @ 09:40

Hugo Chavez ficou bastante chateado por ter tido de pedir permissão aos donos do Margarita Hilton para aí poder realizar a cimeira Afro-Sulamericana pelo que decidiu expropriá-lo. Isto, segundo declaraçôes do próprio.

Desanuviamento

Filed under: Internacional,Política — Miguel Noronha @ 09:18

As forças armadas russas poderão empregar armas nucleares não só em conflitos de grandes dimensões, mas também em conflitos regionais e locais, declarou Nikolai Patruchev, secretário do Conselho de Segurança da Rússia.(…) Segundo ele, actualmente, o principal perigo são as guerras locais, mas sublinha que se conservam “velhas ameaças” como “o alargamento do bloco da NATO” e “manobras de forças estratégicas dos Estados Unidos”. Em conformidade com a doutrina militar russa revista, as forças armadas russas poderão também utilizar armas nucleares em “ataques preventivos contra o agressor”.(…) A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, que se encontra de visita a Moscovo, recusou-se a comentar estas declarações de Patruchev, alegando desconhecer o que ele tinha “declarado precisamente”.

Ron Paul vs. Lindsey Graham

Filed under: Internacional,Política,Videos — André Azevedo Alves @ 00:52

Ron Paul on CNN

Ron Paul on the situation room CNN Part 2

Ron Paul on the Ed Show MSNBC

(via Ron Paul Responds to “Angry White” Lindsey Graham)

Outubro 14, 2009

Maitê Proença para Prémio Nobel da Paz 2010

Filed under: Brasil,Cultura,Portugal — André Azevedo Alves @ 23:36

Concordo com a sugestão para Nobel da Paz. Já para líder do PSD acho uma maldade: Calma lá. Por Luciano Amaral.

Maitê Proença: da ofensa ao arrependimento

Filed under: Brasil,Cultura,Media,Portugal — André Azevedo Alves @ 17:40

Dado o arrependimento manifestado por Maitê Proença relativamente a graves ofensas ao orgulho nacional português, junto-me à campanha lançada pelo João Miranda.

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Coincidências (2)

Filed under: Economia,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 17:36

Camilo Lourenço no Jornal de Negócios

É verdade que a Qimonda não é uma empresa de capitais públicos. Mas a influência do Estado neste dossiê, nomeadamente pelo peso da AIECEP no processo, chegou para que os despedimentos fossem adiados para lá do período de “reflexão eleitoral” (“whatever that means”).

Segunda pergunta: por que é que, poucas horas depois do anúncio dos 590 despedimentos, a Qimonda admitiu que as rescisões podiam ser inferiores? Foi cedência à pressão política (Mário de Almeida, presidente da Câmara Municipal de Vila do Conde e ex-presidente da Associação Nacional de Municípios é um dos pesos pesados do Partido Socialista) ou fazia parte do processo negocial?

E ainda há por aí quem, a coberto da crise financeira, ande a defender o aumento do peso do Estado na economia e na sociedade. Vade retro!

Urinar antes de viajar, para salvar o planeta…

Filed under: Ambiente,Media,Política — André Azevedo Alves @ 17:22

Por favor, urine antes de viajar

Uma companhia aérea japonesa está este mês a pedir aos seus passageiros que urinem antes de embarcar para reduzir o peso do avião na descolagem e, em consequência, as emissões de CO2 para a atmosfera.

Change

Filed under: Economia,Internacional,Justiça,Media,Política — André Azevedo Alves @ 16:30

Conselheiros do secretário do Tesouro dos EUA receberam milhões no sector financeiro

Vários dos membros da equipa do secretário do Tesouro dos EUA (posto equivalente a ministro das Finanças em Portugal), Timothy Geithner, receberam milhões de dólares por ano a trabalhar para grandes empresas do sector financeiro, noticiou hoje a agência Bloomberg, especializada em informação económica e financeira.

(…)

Como conselheiros do secretário do Tesouro, tanto Sperling como Sachs estão em posição de influenciar sem escrutínio o Departamento do Tesouro, onde ajudam a supervisionar o pacote de 700 mil milhões de dólares de ajuda ao sector financeiro, num momento em que estão em elaboração novas regras sobre os pagamentos no sector financeiro.

De certeza que o dito estudo não é uma piada? Daquelas de mau gosto?

Filed under: Economia,Portugal — Maria João Marques @ 15:41

Estes estudos causam-me náuseas. Um grupo de peritos elaborou um relatório sobre fiscalidade e, sem surpresa (estamos em Portugal), tirando a proposta de diminuição do IVA (para 19%, nem sequer para 17%, taxa que existia até 2002) e a extinção doIMT, o que propõe é aumentar impostos (mais-valias bolsistas, alguns bens de consumo…). Isto além de pretenderem complicar mais o IRS, algo que geralmente as organizações internacionais nos sugerem que seja simplificado, para, provavelmente, se conseguir mais uns tostões para o Estado (novamente: aumentar impostos).

Estas propostas, num país em que o que Estado gasta anualmente já deverá ultrapassar metade do PIB, deveriam levar a que as autoridades receassem motins. Em vez disso, estes estudos são recebidos como se, na nossa circunstância, fossem contributos que sequer valessem a pena debater. É por esta razão que estamos estagnados há dez anos, que somos ultrapassados por quem saíu há meia dúzia de dias de regimes comunistas: porque gostamos de ser abusados por quem pode; porque somos parvos.

Há males que vêm por bem

Filed under: Media,Nanny State Watch,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 14:53

Pode ser que no fim ainda tenhamos sorte. Por causa disto ainda se lembram de acabar com a ERC. E, mais uma vez, a decisão é revelada na altura “certa”.

Até pode ser, mas não em Portugal

Filed under: Internacional,Política — André Abrantes Amaral @ 14:27

rip

Twenty years after the fall of the Berlin Wall and as the Labour Party heads towards a likely election defeat, it is an ideal time to ask if leftwing ideas have any future.

On Wednesday 21st October 2009 The Spectator is hosting another political debate chaired by Andrew Neil, at the Royal Geographic Society, 1 Kensington Gore, London, SW7 2AR between 6:00pm – 8:30pm.

Como é habitual, a Europa está sempre um pouco mais à frente.

EUR/GBP

Filed under: Economia,Internacional — BZ @ 14:00

Ontem a taxa de câmbio  da libra esterlina andou pelos 0,94 euros. Para quando a paridade?

Nota: só tenho agradecimentos para as políticas fortemente inflacionistas praticadas pela Grã-Bretanha e EUA. É que em 2010 estou a pensar fazer uma visita a Londres e/ou NY ;)

Pacheco Pereira e a eleição de António Costa: a quadratura do círculo

Filed under: Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 11:49

Ponderações. Por Pedro Santana Lopes.

EXEMPLO PRÁTICO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL, CULTURAL E POLÍTICA. Por João Gonçalves.

A identidade ideológica do PSD

Filed under: Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 11:40

O PSD e o futuro. Por Miguel Morgado.

Para se tranquilizar e não ter de considerar a sua “identidade ideológica”, o PSD inventou a farsa de que era um “partido de poder”. Para demonstrar a sua relevância e escusar a sua degradação, alimentou a ilusão de que tinha “forte implantação autárquica”. Mas não pensou no essencial: qual o lugar que ocupa no sistema político português, e, mais importante, que opiniões, interesses e aspirações representa? Ao PSD não resta outra possibilidade senão a de se realinhar à direita, propondo uma visão do Estado e da sociedade portuguesa diferente da do PS. Sem deixar de ser um partido popular, terá de assumir as suas concepções mais liberais na relação entre o Estado e a sociedade, e nas relações económicas em geral, e a sua orientação mais conservadora nos temas morais e de costumes, mas também em matérias como a segurança, a política externa ou a cidadania. Essa discussão é muito mais importante do que a escolha da pessoa do líder. Sem ela, a famosa “alternância democrática” não passará de um mito sem substância.

Mussolini, um espião ao serviço de Londres

Filed under: Internacional,Política — André Azevedo Alves @ 11:37

Mussolini foi um espião inglês durante a I Guerra Mundial

Um historiador de Cambridge, Peter Martland, descobriu nos arquivos britânicos documentos que provam que em 1917 Benito Mussolini foi pago pelo MI5, os serviços secretos de Londres, para escrever artigos a favor da continuação da Itália na I Guerra Mundial ao lado dos aliados e atacar manifestantes pacifistas.
Mussolini, então um jornalista de 34 anos, editava o jornal “Il Popolo d’ Italia” e controlava grupos de antigos veteranos do exército, que atacavam manifestações contra a presença italiana na guerra em Milão.
“Depois da Rússia revolucionária ter saído do conflito, a Itália era o aliado mais falível dos britânicos no conflito. Mussolini recebeu uma soma de cem libras por semana a partir do Outono de 1917 durante pelo menos um ano para manter a campanha pró-guerra – uma verba equivalente a seis mil libras hoje (cerca de 6400 euros)”, disse Peter Martland ao Guardian.

Prioridade à paz e ao diálogo

Filed under: Política,Videos — Miguel Noronha @ 11:36

Obama To Enter Diplomatic Talks With Raging Wildfire: will be able to convince the wildfire to stop incinerating large swaths of land and American homes.

Um país a caminho da extinção

Filed under: Nanny State Watch,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 11:32

Resta ainda assim a grande “conquista” progressista do aborto livre e generosamente subsidiado pelo Estado: Natalidade volta a diminuir nos primeiros nove meses deste ano

Se não houver alterações inesperadas até Dezembro, 2009 vai ser de novo um ano negro para a natalidade em Portugal. Após a ténue recuperação de 2008, nos primeiros nove meses deste ano o número de nascimentos voltou a decrescer e a um ritmo com algum significado, indicam os dados já disponíveis dos “testes do pezinho” realizados pelo Instituto de Genética Médica Jacinto Magalhães (IGMJM), Porto.

(…)

O declínio da natalidade não é um exclusivo português, recorda Rui Vaz Osório, que se confessa mesmo assim “assustado” com os números e preocupado com o futuro do país. “Só estamos a combater [este problema] com a imigração”, nota. De facto, Portugal deve em parte aos imigrantes a conjuntural inversão da tendência da quebra da taxa de natalidade em 2008 (quase 14 mil bebés nascidos no ano passado, cerca de 13 por cento do total, eram filhos de pai estrangeiro).

Fontes anónimas

Filed under: Media,Política,Portugal — BZ @ 11:07

RTP (com video):

O director do semanário Expresso revelou novos dados sobre o caso das escutas ao Palácio de Belém. Henrique Monteiro anunciou que também recebeu o e-mail publicado pelo Diário de Notícias e disse que esse e-mail lhe foi entregue por uma entidade política, que não nomeou.

Na altura, não publicou esta informação – que penso ser relevante – por “dever de sigilio”. O que mudou na passada segunda-feira, dia seguinte às eleições, para o director do Expresso quebrar tal “dever” no programa Prós & Contras???

A arte da desorçamentação (2)

Filed under: Economia,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 11:01

Tavares Moreira no Quarta República

Foi hoje notícia o facto de o endividamento da Estradas de Portugal, SA (“EP”) ter atingido em Junho do corrente ano a impressionante cifra de € 15.274 milhões, equivalente a 9,7% do PIB. Curioso é o facto de esse endividamento ter subido mais de € 14.000 milhões no prazo de 18 meses, pois em final de 2007 era apenas de € 1.024 milhões. E ainda mais curioso é esse endividamento ter dado um enorme salto, de mais de € 13.100 milhões, só no 1º semestre de 2008, quando atingiu € 14.157 milhões. Quer isto dizer que nos últimos 12 meses – Junho de 2008 a Junho de 2009 – a dívida da “EP” subiu € 1.117 milhões, ou seja € 93 milhões/mês ou € 3 milhões/dia, o que sendo um montante elevado não tem comparação com o crescimento abrupto verificado no 1º semestre de 2008.(…)

Este endividamento das empresas instrumentais do processo de despesa em infra-estruturas viárias e outras – oportunamente retirado do perímetro orçamental, para não ser considerado despesa pública -deverá acentuar-se nos tempos mais próximos para permitir ao Estado, de acordo com a filosofia dominante, compensar o afrouxamento do ritmo do investimento e do consumo privados, ajudando a “animar a economia” e a “modernizar” o País. Esta simples evidência empírica constitui um interessante dado para percebermos um pouco melhor a natureza do problema económico português que habitualmente aparece rotulado como de “insuficiência de produtividade ou de “escassa competitividade”.(…)

E também é bom que não se repare na dimensão imensa dos recursos que diariamente são afectos a despesas do Estado ou de uma boa parte do seu sector empresarial, cuja produtividade ou competitividade ninguém conhece e com a qual “felizmente” ninguém se preocupa…nem mesmo os seus responsáveis que, quando se defrontam com desequilíbrios financeiros, sabem que podem sempre contar com a mão protectora de Estado. E o sector financeiro, que também sabe disso, prefere racionalmente mutuar recursos a estas entidades do que ao sector empresarial exposto à concorrência, de cujas dificuldades financeiras o Estado não cura… Mas entendamo-nos: o problema estrutural da economia do País é a “baixa produtividade”, a “escassa competitividade”…estamos pois esclarecidos

Não têm mais nada com que se preocupar?

Filed under: Portugal — Miguel Noronha @ 09:49

Nem mais, Carlos.

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