O Insurgente

Outubro 19, 2009

Espero que não esteja a contar com o meu voto para 2011

Filed under: Diversos — Miguel Noronha @ 20:37

Cavaco Silva recebe chumbo histórico dos portugueses em Outubro

Celebrar Che Guevara

Filed under: Cultura,Economia,Internacional,Media,Política — André Azevedo Alves @ 20:29

Have $795 to Spare? Want a Fancy Jacket Celebrating a Communist Murderer? Por Juan Carlos Hidalgo.

A boa-vontade só chega para o Comité Nobel

Filed under: Internacional,Política — Miguel Noronha @ 16:58

“Russia Worries About the Price of Oil, Not a Nuclear Iran” de Garry Kasparov (WSJ)

The Obama administration’s foreign policy has directed a great deal of optimism and good will toward friends and foes. Such a cheery outlook is commendable as long as it does not clash with reality. Unfortunately, there were several clashes in the past week.(…)

If the U.S. is serious about preventing Iran from getting a nuclear weapon, then Mr. Obama must get to the point and state the penalties unequivocally. Repeating over and over that it is “unacceptable” has become a joke. For more than 10 years a nuclear North Korea was also “unacceptable.” If Mr. Obama says the U.S. will do whatever it takes to prevent Iran from attaining a nuclear weapon, then we will see if Tehran blinks. At a minimum, the White House should publicly promise that any attack on Israel with weapons of mass destruction will be treated as an attack on American soil and urge NATO to make a similar commitment.

Like many Russians, I was encouraged by Mr. Obama’s inspirational speech in Moscow last July, but he must know there is more to statesmanship than printing money and making speeches. Inflated rhetoric, like inflated currency, can lead to disaster. The goodwill bubble Mr. Obama is creating will burst unless there are real results soon

O golfe, esse desporto burguês…

Filed under: Diversos — Rodrigo Adão da Fonseca @ 16:53
Olha, o Chavez acha o golfe um desporto burguês? Ainda leva com uma bola na tola...
Olha, o Chavez acha o golfe um desporto burguês? Ainda leva com uma bola na tola…

Será burrice? Será má-fé? Ou será simplesmente para convencer os leitores a comprar um livro, já que a qualidade literária não se vislumbra?

Filed under: Cultura,Livros,Religião — Maria João Marques @ 16:22

José Saramago, que talvez estivesse sentindo algum défice de atenção a precisar de ser corrigido, lá escreveu outro livro sobre a Bíblia e os personagens bíblicos, na sua cruzada contra o cristianismo e o judaísmo (ou na busca de mais uns tostões, o que é mais honorável do que a motivação anterior), mostrando a esses néscios que são os crentes que Deus é mau, dando como prova o Antigo Testamento. Como o faz? Com duas burrices titânicas.

A primeira é tomar como factuais os relatos bíblicos. Sim, é verdade: os católicos há muito que têm como pacífico que a Bíblia é ‘apenas’ um livro teológico, cujo objectivo é salvífico e não proporcionar um curso de História ou de ciências naturais (áreas do conhecimento de resto desconhecidas durante a maior parte dos séculos em que os textos bíblicos foram sendo escritos). A Bíblia é mais ou menos fiel à história e aos factos consoante isso se adequa ou não à catequese sobre o que deveria ser a relação de Deus com o seu povo escolhido (e, depois, no Novo Testamento, com cada um de nós e a Igreja). Algo pacífico, como disse, há muito, para os católicos, mas alguns ateus ainda não conseguiram entender isto. Sejamos caridosos e dêmos-lhes todo o tempo que necessitarem.

A segunda é julgar a religiosidade e os valores de há mais de vinte séculos – que são os que estão estampados nos textos bíblicos – com as lentes do séc. XXI. Como é fastidioso repetir o óbvio, para este ponto recomendo este post, a propósito das incursões nada bem sucedidas de uma jornalista de causas pelo Deuteronómio.

Mas não são as burrices anti-católicas e anti-judaicas de Saramago que o tornam merecedor de ficar nos escaparates das livrarias em vez de em nossas casas, nem sequer o facto de não perceber do que escreve (como diz D. Manuel Clemente, qualquer introdução de uma Bíblia desfazia as dúvidas básicas de Saramago). Há muitos bons livros escritos, mais ou menos informados, que contraditam ou interpelam a Bíblia, e eu tendo a consumir o género. A razão para não ler Saramago é tratar-se de um mau escritor.

Faz sentido

Filed under: Política,União Europeia — Miguel Noronha @ 16:00

Vou ser obrigado a pagar para que os produtores me possam continuar a vender mais caro.

Deflação

Filed under: Economia,Portugal — Miguel Noronha @ 15:40

“Deflação em Portugal” de Pedro Bráz Teixeira

Vamos admitir (uma hipótese com alguma verosimilhança nos dados disponíveis) que Portugal vai entrar em deflação, mas a Europa não. Nos casos típicos a deflação gera uma depressão da procura interna, que atrasa sucessivamente a recuperação. Mas o caso português não é típico: temos excesso de procura interna e défice de competitividade (para além de uma falta temporária de procura externa).

A deflação deprime o consumo, adiado à espera de novas quedas de preços. Esta queda do consumo também deprime o investimento nos sectores que servem o mercado interno, mas não nos sectores exportadores. Por outro lado, é suposto a deflação levar a uma forte moderação salarial, permitindo recuperar parte das fortes perdas de competitividade que sofremos na última década e meia. Este é o elo mais fraco da questão, porque os aumentos salariais em Portugal têm sido um mistério, com aumentos muito superiores aos ganhos de produtividade num cenário de crescimento do desemprego, o que é quase impossível de explicar.

Ou seja, deflação em Portugal diminuiria o nosso excesso de consumo, redireccionaria a estrutura produtiva para os sectores transaccionáveis e melhoraria a nossa competitividade. Ficaríamos assim com uma economia mais equilibrada, com algum crescimento, longe dos cenários que olham a deflação como sinónimo de terror.

Segurança Social aperta nas reformas por invalidez

Filed under: Comentário,Política,Portugal — André Abrantes Amaral @ 14:03

E a tendência será para piorar. Para deixar de lado quem precisa, em troca de quem pode. De quem influencia o estado a seu favor. Por isso, falar alto e vencer conflitos sociais é cada vez mais importante.

Explicar este fenómeno ao eleitorado não devia ser difícil.

Isto nos EUA dava cadeia

Filed under: Economia,Justiça,Media,Portugal — Miguel Botelho Moniz @ 13:46

monopoly

«A introdução de uma taxa nas operações de multibanco terá de ser uma decisão conjunta de toda a banca.» – Faria de Oliveira, presidente da Caixa Geral de Depósitos, ao DN.

(Ouvi dizer que a raison d’être da CGD era servir de contraponto à cartelização do sector…)

Change (para pior)

Filed under: Internacional,Política — Miguel Noronha @ 12:18

Darfur Groups Wary About President Obama’s New Sudan Policy

Human rights organizations focused on curbing the genocide in Darfur reacted warily towards the Obama administration’s new stance towards the government of Sudan, to be announced on Monday by Secretary of State Hillary Clinton.

The new strategy of engaging Khartoum constitutes a change from the policy held by President George W. Bush, as well as the campaign rhetoric voiced by then-candidate Obama one year ago.

U.S. officials acknowledge the reaction from human rights groups has been mixed. Officials from the groups largely agree with the Obama administration’s goals to implement the Comprehensive Peace Agreement, which ended the civil war and, among other provisions, provides for a Southern Sudanese referendum in 2011; and to negotiate a peace treaty that will end the crisis in Darfur and allow the Sudanese people to return to their homes.

Their concern is that history suggests that the government of Sudan responds only to pressure, and they worry President Obama’s Special Envoy to the Sudan, Maj. Gen. Scott Gration (ret.) has been reluctant to apply that pressure.

“We’re not opposed to engagement with the Government of Sudan but we have to be clear-eyed about it,” said one activist. “We’re dealing with a regime led by a wanted war criminal. Carrots should only be given when there is clear progress made and pressure should be applied to any party in Sudan that violates international agreements or commits atrocities.”

Pelo fim da Política Agricola Comum

Filed under: Nanny State Watch,Política,União Europeia — Miguel Noronha @ 11:26

Daniel Hannan: “The best thing the EU could do for the world economy”

Notícias “encomendadas” no DN?! Nunca.

Filed under: Media,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 11:06

O provendor do Público acerca do “caso das escutas”

Mas, tal como no caso do PÚBLICO, também a notícia do DN foi afectada por vários erros. (…) Entre esses erros figura a forma acintosa e inexacta dada à manchete: “Assessor do Presidente encomendou caso das escutas”. Parte considerável das notícias que todos os dias o público recebe devem-se à iniciativa de fontes de informação junto dos media, mas isso não significa que essas notícias sejam “encomendas”, já que passam pela prévia mediação dos jornalistas, que avaliam o seu interesse. Assim sucedeu com a notícia original do PÚBLICO. Considerá-la encomendada por Belém é o mesmo que dizer que muitas das notícias publicadas pelo DN não passam de encomendas dos seus informadores

Aguarda-se (sentado) a reacção do provedor do Diário de Notícias.

Em destaque

Filed under: Blogosfera — Miguel Noronha @ 10:17

Esta semana, em destaque o blog Suction With Valcheck.

Outubro 18, 2009

Hope

Filed under: Economia,Internacional,Política — André Azevedo Alves @ 23:00

Most Want Government To Sell Amtrak, GM and Chrysler

Fifty-seven percent (57%) think the government should sell Amtrak to private investors as soon as possible. Fifteen percent (15%) aren’t sure.

Voters feel even more strongly that the government should sell off its ownership stakes in General Motors and Chrysler. Seventy-six percent (76%) say the government should sell its ownership of the auto companies to private investors as soon as possible. Only 11% disagree and think the government should retain its shares of GM and Chrysler for a long time.

Peter Schiff on inflation, gold and Fannie and Freddie

Filed under: Economia,Internacional,Política,Videos — André Azevedo Alves @ 22:00

Inflation, Fannie and Freddie, clarification

Superioridade moral

Filed under: Internacional,Política — Carlos M. Fernandes @ 20:22

O ministro dos Assuntos Exteriores de Espanha visita Cuba mas recusa reunir-se com grupos de dissidentes. Assim é a “normalidade” segundo o governo de Zapatero…

As causas da crise

Filed under: Economia,Internacional,Política,Videos — André Azevedo Alves @ 19:30

Thomas E Woods Jr – Economic Crisis Culprits

(via Portugal Contemporâneo)

Carmex na Farmácia Central

Filed under: Blogosfera — André Azevedo Alves @ 16:38

A Farmácia Central foi reactivada.

O melhor MBA do mundo segundo a Economist: IESE Business School

Filed under: Comentário,Economia,Educação,Internacional,Política,Religião — André Azevedo Alves @ 13:20

No ranking deste ano da Economist, o melhor programa de MBA do mundo é o da a IESE, Business School associada à Universidade de Navarra.

Para além de ser uma excelente notícia para o insurgente António Costa Amaral, que fez o seu MBA precisamente na IESE, a posição cimeira no ranking mostra que é possível ter programas de excelência – e mesmo ser líder a nível mundial – na Península Ibérica. O espírito de serviço, o rigor e a aposta séria e continuada numa formação ética e profissional integrada que caracterizam a missão da IESE não são o caminho mais fácil, mas estão a dar os seus frutos.

Windows 7 and cloud computing: Microsoft, Google and Apple

Filed under: Economia — André Azevedo Alves @ 12:58

Cloud computing: Clash of the clouds

Windows 7 is not just a sizeable step for Microsoft. It is also likely to mark the end of one era in information technology and the start of another. Much of computing will no longer be done on personal computers in homes and offices, but in the “cloud”: huge data centres housing vast storage systems and hundreds of thousands of servers, the powerful machines that dish up data over the internet. Web-based e-mail, social networking and online games are all examples of what are increasingly called cloud services, and are accessible through browsers, smart-phones or other “client” devices. Because so many services can be downloaded or are available online, Windows 7 is Microsoft’s first operating system to come with fewer features.

(…)

The rise of cloud computing is not just shifting Microsoft’s centre of gravity. It is changing the nature of competition within the computer industry. Technological developments have hitherto pushed computing power away from central hubs: first from mainframes to minicomputers, and then to PCs. Now a combination of ever cheaper and more powerful processors, and ever faster and more ubiquitous networks, is pushing power back to the centre in some respects, and even further away in others. The cloud’s data centres are, in effect, outsize public mainframes. At the same time, the PC is being pushed aside by a host of smaller, often wireless devices, such as smart-phones, netbooks (small laptops) and, perhaps soon, tablets (touch-screen computers the size of books).

Although Windows still runs 90% of PCs, the fading importance of the PC means that Microsoft is no longer an all-powerful monopolist. Others are also building big clouds, including Google, a giant of the internet, and Apple, renowned as a maker of hardware, with a market capitalisation that now exceeds those of both Google and IBM, its original arch-rival (see chart above).

Jean Sarkozy e Nicolas Sarkozy

Filed under: Internacional,Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 12:34

nas repúblicas não há dinastias. Por Rui A.

E agora, Marcelino?

Filed under: Media,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 09:26

Pacheco Pereira desmente o Diário de Notícias.

Os Dias Contados

Filed under: Nanny State Watch,Política,Portugal — Miguel Noronha @ 08:56

Crónica de Alberto Gonçalves no Diário de Notícias

Infelizmente, a lei que a prazo acabará com os animais selvagens nos circos não promete acabar com os animais teoricamente racionais que a inventaram. O presidente do Instituto da Conservação da Natureza, entidade irónica num país em que a natureza é periodicamente arrasada por construtores e incendiários, justifica a medida com a saúde pública e a segurança. Ignoro quantos milhares de pessoas os macacos do Chen e os tigres do Cardinali mataram até hoje. Porém, estimo em milhões as vítimas desta senha reguladora que aos poucos procura, e aos poucos vai conseguindo, censurar-nos a comida, o tabaco, o álcool, o sedentarismo, o automóvel, o jogos, os noticiários críticos do Governo e, em suma, tudo o que ainda distingue o homem civilizado da bicharada, selvagem ou outra.

Às vezes penso se os pequenos zelotas da padronização foram escolhidos para cargos públicos por serem assim ou ficaram assim depois de alcançar os cargos. A psiquiatria explicará. Para já, suspeito da primeira hipótese: além do Estado, não faltam na “sociedade civil” sujeitinhos sempre dispostos a apoiar ou instigar medidas repressivas. Veja-se, no caso dos animais, as associações do ramo. Conheço algumas e, salvo excepções dignas, nunca lhes notei a menor preocupação com o bem- -estar dos bichos. Em compensação, aflige-os imenso que alguém os possa ter, gostar deles e ser retribuído. Os macacos e os tigres circenses são evidentemente um pretexto. Ou um início. A insignificância que dirige uma Associação Animal apareceu a avisar que a nova lei não basta: é urgente abolir todas as criaturas não humanas do circo. Entre parêntesis, diga–se que seria preferível abolir o dito: notoriamente, para ver palhaços não é necessário comprar bilhete e entrar numa tenda.

Fora de parêntesis, sabe-se como estas coisas começam e tenho um palpite sobre como podem acabar. Nem aprecio circos, mas é possível que tarde ou cedo o Estado e os parasitas que lhe habitam as franjas estendam o instinto totalitário à privacidade dos lares. No meu, onde convivo babado com quatro rafeiros adoráveis, não lhes prometo uma recepção simpática: se se quer de facto proteger as espécies, aconselho a não deixar a dos pequenos zelotas à solta.

Manifestação contra o aborto em Espanha

Filed under: Política — Miguel Noronha @ 08:55

Un clamor, un clamor contra el aborto y en defensa de la vida. Eso es lo que ha sido la gran manifestación contra la reforma de la Ley del Aborto que ha estremecido este sábado el corazón de Madrid. Según los datos que ha dado la organización, han asisitido dos millones de personas. La Comunidad de Madrid ha rebajado un tanto el dato, pero lo ha dejado en una cifra también impresionante: un millón doscientas mil personas. El ‘speaker’ del acto ha comunicado satisfecho a la multitud asistente que se trataba de “la manifestación más grande jamás celebrada en España”. ¿Se mantendrá el Gobierno en sus trece?”.

Liberdade e liberalismo: brevíssimo apontamento

Filed under: Política,Teoria — jtcb @ 00:45

O post do André Azevedo Alves chamou-me a atenção para um outro, do João Miranda, em que se discute a interessante relação entre liberdade e democracia liberal. Neste pode ler-se que:

Os regimes seriam melhores se se pudesse escolher tudo? Não. Seriam piores. As democracias liberais são regimes em que a liberdade dos governados é maior porque determinadas escolhas políticas lhes estão vedadas.

Concordaria e subscreveria a última frase se se lesse, por exemplo: “as democracias liberais são regimes MELHORES porque determinadas escolhas políticas estão vedadas.”

A liberdade é um ingrediente indispensável de qualquer liberalismo, mas é apenas um dos ingredientes. Outro, que não lhe é menos fundamental é a ideia do governo limitado; é a ideia de que a liberdade — qualquer que seja a forma que assuma, desde a vontade intitucionalizada dos governantes até à individualizada dos governados — não pode ser ilimitada.
A quantificação das liberdades nunca poderá ser um critério suficiente para aferir da bondade de um regime liberal.

Outubro 17, 2009

Ron Paul about the war in Afghanistan

Filed under: Internacional,Política,Videos — André Azevedo Alves @ 21:21

Ron Paul – Hearing on Afghanistan 10/15/2009

(via Gabriel Silva)

Nem tudo o que é democrático é bom

Filed under: Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 21:18

Menos escolhas, mais liberdade. Por João Miranda.

As democracias liberais são regimes em que a liberdade dos governados é maior porque determinadas escolhas políticas lhes estão vedadas. Tiago Moreira Ramalho comete o erro de pensar que tudo o que é democrático é bom, logo tudo deve ser democrático. Não é bem assim.

Outubro 16, 2009

Francisco Louçã

Filed under: Política,Portugal,Videos — André Azevedo Alves @ 22:00

Francisco Louçã – O Vídeo

(via PPM: Ele nasceu assim)

Boaventura Sousa Santos: um observador (muito) comprometido

Filed under: Justiça,Media,Nanny State Watch,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 20:00

O ETERNO OBSERVADOR. Por João Gonçalves.

A “responsabilidade” do PSD

Filed under: Colunas,Comentário,Política,Portugal,Semana Política — Bruno Alves @ 19:46

Na procura do seu duplo objectivo de ser líder do PSD e tornar-se o parceiro silencioso de José Sócrates (ou, pelo menos, silencioso em tudo o que não diga respeito a Manuela Ferreira Leite, onde é bem vocal), o sempre solícito Pedro Passos Coelho manifestou-se muito incomodado com o anúncio de que o PSD não contava aprovar o Orçamento socialista. Indignado, Passos Coelho perguntava-se como pode alguém rejeitar aprovar um orçamente que não existe. Ao contrário do que pensa, ou finge pensar (se pensa, pensa mal, e se apenas finge, não finge melhor), o que não faltam são boas razões para rejeitar o próximo orçamento socialista, independentemente do seu conteúdo.

Ao contrário do que por vezes parece a quem oiça ou leia a comunicação social ou preste atenção a pessoas como Passos Coelho, nenhum Governo é posto na terra por “Imaculada Conceição”. Este Governo, como qualquer outro, não nasce do nada. Não é uma folha em branco. Nasce da eleições de deputados que concorreram com um programa. O PSD, por sua vez, concorreu com um programa que se opunha ao do PS. O PSD não precisa de esperar pelo orçamento. Sabe que, se o PS cumprir a sua palavra e respeitar a confiança dos portugueses que votaram em si, apresentará um orçamento que reflectirá um programa que o PSD considera ser nocivo ao país.

O leitor dirá que o PS pode, uma vez ultrapassada a corrida aos votos, abandonar as suas políticas mais eleitoralistas, e adoptar um orçamento “sensato”, que um PSD “responsável” (uma palavra que está na moda) não poderia rejeitar. Mas seria “responsável” da parte do PSD colaborar com a quebra da palvra por parte do PS? Seria “responsável” da parte do PSD deixar o PS quebrar impunemente as suas promessas eleitorais e aprovar (ou ser indiferente a) uma atitude que apenas aventuará na cabeça dos eleitores a ideia já pouco abonatória que eles têm dos “políticos”? Gente preocupada com as suas ambições pessoais e com os negócios dos apoiantes não se deixa perturbar por estas questões. Alguém um bocadinho mais sensato facilmente percebe que, seja o orçamento socialista mais um exemplo do vergonha socrática, seja um orçamento uma maravilha de sensatez, um PSD “responsável” não pode senão rejeitá-lo.

O regresso do Ministro da Propaganda

Filed under: Política,Portugal — Miguel Noronha @ 16:30

‘Ferreira Leite lembra uma anarquista espanhola’, diz Augusto Santos Silva

Imagens para recordar

Filed under: Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 16:25

Recordar é viver: dar à Costa. Por Paulo Pinto Mascarenhas.

Leitura complementar: Pacheco Pereira e a eleição de António Costa: a quadratura do círculo.

Deve ser uma das tais “liberalizações selvagens”

Filed under: Comentário,Economia,Política,Portugal — João Luís Pinto @ 14:18

“As tarifas eléctricas em 2010 deverão aumentar 2,9 por cento, no continente, para todas as categorias de consumidores, o que acontecerá pela primeira vez, segundo a proposta apresentada ontem pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) ao Conselho Tarifário.”

“Nos factores que determinaram a tarifa para 2010, destaca que a pressão para a sua subida veio da quebra do consumo de electricidade, do aumento dos custos com a produção em regime especial e das amortizações e juros gerados pelo défice tarifário.”

“”A redução de consumo de energia eléctrica associada à conjuntura económica resultou numa pressão para o aumento das tarifas em 2010″, sublinha a ERSE, cujo efeito foi de mais 2,4 por cento.”

(Público)

A gestão do dossier do tarifário da energia eléctrica pelo governo e pela sua subordinada ERSE, atingiram o cúmulo da bizarria: como consequência das palavras do seu presidente, podemos concluir que passámos a ter um mercado de energia tão livre, tão livre, que uma diminuição da procura já é utilizada como argumento para sustentar um aumento de preço do produto. Céus!

Refiro a ERSE como subordinada do governo de uma forma não inocente. Já ficou bem patente no passado, em eventos recentes, que essa subordinação é em facto (aliás assumido e formal). Facto esse que já foi amplamente demonstrado no passado: veja-se o exemplo do problema do défice tarifário e a maneira como foi resolvido, com a demissão à altura do presidente da referida ERSE, problema esse que culmina agora na sua consequência natural de aumento da tarifa para amortizar o protelamento no tempo que foi feito dessa dívida, por imposição do (na altura) ministro Manuel Pinho.

Veja-se bem portanto quais são os componentes que se apresentam como justificativos do aumento da tarifa:

  • a bizarria referida da diminuição do consumo, em algo que na prática se materializa numa indemnização compensatória dos operadores do mercado e na socialização de um risco a que qualquer actividade comercial está sujeita;
  • o pagamento, como bem refere o Nuno, das inaugurações socráticas de parques eólicos e da tal aposta nas renováveis, que se materializa na prática no pagamento de um valor várias vezes ao valor de mercado da energia produzida pelas meninas dos olhos do governo, que este se comprometeu contractualmente a adquirir durante décadas (produzidos por tecnologias que, muito provavelmente pela sua juventude, correm um sério risco – como já é um facto em relação a investimentos do género feitos no passado – de se tornarem rapidamente obsoletas);
  • a amortização do défice tarifário, ou seja, pagarmos todos os juros da factura do salvamento da face do ministro Pinho em tempos difíceis.

São estes os três argumentos anunciados para fixar a tarifa, de um mercado supostamente “livre, com regulação”. Tirem as vossas conclusões.

Hoje às 18 horas, Miguel Morgado e Pedro Picoito

Filed under: Economia,Insurgentes nos media,Internacional,Política,Portugal — André Abrantes Amaral @ 14:13

jazzamemuito1

Esta semana estarei com a Antonieta Lopes da Costa em conversa com Pedro Picoito e Miguel Morgado.

Em cima da mesa temos para discussão:

1) Autárquicas – Com a votação para as autarquias terminou um longo período eleitoral. Quem são os vencedores, os vencidos, o que se manteve e o que mudou?

2) Liderança PSD – Pedro Passos Coelho e Marcelo Rebelo de Sousa são os mais falados para a liderança dos social-democratas. Mas poderá haver surpresas?

3) Futuro governo – Após ter sido indigitado por Cavaco Silva, José Sócrates prepara o novo governo. Teremos uma continuação do trabalho anterior, ou podemos esperar alguns ajustes?

4) Prémios Nobel – Barack Obama foi premiado com o Nobel da Paz, no que foi uma surpresa para muitos. Adulação ou forma de condicionamento da política externa norte-americana? E quanto à economia, o que significa a atribuição desse prémio a Elinor Ostrom e a Oliver Williamson?

O “Descubra as Diferenças” tem podcast disponível aqui.

“Descubra as Diferenças”… Um programa de opinião livre e contraditório, onde o politicamente correcto é corrido a quatro vozes e nenhuma figura é poupada. No final de cada emissão, fique para ouvir a já clássica “cereja em cima do bolo”: uma música, em irónica dedicatória, ao político/figura/situação em destaque na semana.

A próxima bolha

Filed under: Economia,Internacional,Política — André Azevedo Alves @ 14:00

BLS Reports a Modest Increase in CPI for September. Por Bob Murphy.

The Next Bubble. Por Carlos Novais.

Efeitos secundários

Filed under: Internacional,Nanny State Watch,Videos — BZ @ 12:37

Não fico admirado que muitos médicos queiram recusar a vacina da gripeA. Eles são os primeiros a saber que todas as drogas têm efeitos secundários. Daily Mail (via LRC):

A warning that the new swine flu jab is linked to a deadly nerve disease has been sent by the Government to senior neurologists in a confidential letter. (…)

It tells the neurologists that they must be alert for an increase in a brain disorder called Guillain-Barre Syndrome (GBS), which could be triggered by the vaccine. GBS attacks the lining of the nerves, causing paralysis and inability to breathe, and can be fatal.

Se até a vacina contra a normal gripe pode apresentar graves efeitos secundários… (via LRC):

GBS na ABC (video). No texto da notícia:

Consumers should know that under a document signed by the secretary of health and human services vaccine makers and federal officials will be immune from lawsuits that may result from the new swine flu vaccine.

O problema do PSD não é o líder

Filed under: Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 12:19

O problema do PSD é não apresentar uma alternativa consistente à agenda social-democrata do PS: Agora é que é. Por João Miranda.

Acredita-se, outra vez, que desta vez é que o PSD vai encontrar o líder forte que não encontrou das outras 10 vezes. Aliás, lendo com atenção o que se vai escrevendo sobre o PSD conclui-se que os dirigentes são bons, os militantes são bons, a implantação no terreno é boa, a ideologia e o programa político são do melhor que há, o grupo parlamentar é excelente, os autarcas são imbatíveis. Falta um líder que faça cumprir o potencial do partido. Sobra um mistério: como é que um partido tão bom gera líderes tão maus.

Responsabilidades?

Filed under: Política,Portugal — LT @ 11:59

Pelo menos (apenas?) da boca para fora, José Sócrates veio lamentar-se por não ter conseguido alcançar qualquer coligação ou acordo com os restantes partidos, apesar de ter expresso a sua “abertura e disponibilidade sincera” (não deve ser o mesmo senhor que foi primeiro-ministro nos últimos quatro anos).

Tentou ainda, pareceu-me, condicionar ligeiramente a conduta futura dos restantes partidos afirmando que “cada um fará aquilo que achar que deve fazer e cada um assumirá as suas responsabilidades”. Claramente que, ainda antes de entrar em funções, começa já a preparar o terreno para se vir a queixar que não o deixam governar.

E no entanto parece-me que as responsabilidade dos partidos são essencialmente com as pessoas que neles votaram… e quem votou nos outros partidos naturalmente não deseja mais quatro anos de governo PS ou, no mínimo dos mínimos, mais quatro anos com um governo PS semelhante ao que tivemos. E a responsabilidade dos partidos da oposição é garantir que tal não aconteça.

Um vício progressista

Filed under: Cultura,Internacional,Justiça,Media,Política — André Azevedo Alves @ 11:53

Uma biografia verdadeiramente jugular: Fez 15 abortos em 17 anos. Relato de uma viciada em abortos

Para a norte-americana Irene Vilar tudo começou por ser uma revolta contra um marido que não queria ter filhos, levando-a a deixar de tomar a pílula. No entanto, aquilo que começou como um acto de rebeldia, acabou por levá-la a fazer 15 abortos entre os 16 e os 33 anos. Agora, aos 40, decidiu publicar as memórias de uma viciada em abortos.

No livro intitulado “Maternidade Impossível: Testemunho de uma Viciada em Abortos”, Irene Vilar, de origem porto- -riquenha, explica que este ritmo absurdo de interrupções de gravidez não se deveu a pobreza ou medo, tratando-se apenas da reacção, que se transformou num vício, a um marido controlador. “Quando vinha o período ficava triste. Se descobrisse que estava grávida ficava com medo, mas excitada”, disse numa entrevista televisiva. “Não quer dizer que quisesse continuar a fazê-lo. Uma drogada também quer parar.”

Agora uma editora de sucesso, Irene Vilar era um prodígio académico aos 15 anos, idade com que é aceite na Universidade de Nova Iorque. Um ano depois conhece e casa-se com Pedro Cuperman, um professor de literatura latino-americana de 50 anos. Irene não revelou se ele sabia dos abortos, mas afirmou que o marido considerava a gravidez prejudicial ao desejo sexual. Para o contrariar, Irene deixou de tomar a pílula até se tornar quase um hábito engravidar. E depois abortar.

Depois de décadas de socialismo…

Filed under: Comentário,Economia,Media,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 11:46

18 por cento dos portugueses são pobres e a situação tende a piorar

Infelizmente, a opinião largamente prevalecente nos media parece ser a de que é preciso… ainda mais socialismo.

Assim sendo, é de facto correcto afirmar que a situação tende mesmo a piorar, ainda que não necessariamente pelas razões mais repetidas na comunicação social…

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