Mesmo em coligação com os social-democratas do SPD, Merkel já deu várias provas importantes de bom senso no passado recente pelo que, contrariamente ao que acontece no desolador panorama português, há razões para algum optimismo quanto aos sinais promissores que chegam da Alemanha: Alemanha: Merkel acordo de coligação com liberais inclui descida de impostos
Depois de mais de 12 horas de conversações com o líder do FDP, Guido Westerwelle, a chanceler declarou que este acordo demonstra que a Alemanha pode olhar com confiança para o futuro: “Creio que faremos uma boa equipa”.
A Democracia Cristã de Merkel, o seu ramo bávaro União Cristã Social (CSU) e o FDP cimentaram assim a prevista coligação pós-eleitoral, um mês depois das legislativas, e o novo Governo deverá tomar posse na próxima semana.
Os pontos principais do acordo são 24.000 milhões de euros em redução de impostos, uma remodelação do financiamento para os serviços de saúde e uma redução do serviço militar obrigatório de nove para seis meses.
Westerwelle, muito bem visto nos meios empresariais, foi designado vice-chanceler e ficará, além disso, como ministro dos Negócios Estrangeiros, substituindo Frank-Walter Steinmeier, cujo Partido Social Democrata (SPD) foi derrotado nas legislativas de 27 de Setembro.