Tem sido anunciada uma descida gradual dos preços a que se junta a queda das prestações a pagar aos bancos. Ao mesmo tempo, os salários (dos que não perdem os empregos) mantêm-se. Desde há um ano a esta parte que se fala do regresso de Marx e de que, provavelmente, ele teria razão. No entanto, esta realidade, da melhoria de vida de muitos empregados, apesar e em resultado da crise económica, refuta a teoria dos ciclos marxista. E ao fazê-lo, reduz Marx à sua dimensão verdadeira: Um homem que teve a decência de chamar a atenção para miséria de milhões de pessoas. Marx foi isso: Um bom homem, mas sem razão. A nossa vivência diária mostra-nos que o entusiasmo marxista de há um ano foi fogo de vista.
Outubro 16, 2009
4 Comentários »
RSS feed para os comentários a este artigo. TrackBack URI
Marx foi um bom homem? No mínimo, parece-me discutível…
Comentário por André Azevedo Alves — Outubro 16, 2009 @ 11:29
“A nossa vivência diária mostra-nos que o entusiasmo marxista de há um ano foi fogo de vista.”
O entusiasmo talvez. E é também verdade que os disparates do keynesianismo provocam hoje mais danos imediatos no Ocidente do que o marxismo, mas creio que o marxismo mantém uma vasta influência intelectual no pensamento contemporâneo, ainda que muitas vezes indirecta.
Comentário por André Azevedo Alves — Outubro 16, 2009 @ 11:31
Nem bom homem foi. Se fosse não deixava morrer quase os filhos todos, vivia do seu trabalho e não de heranças, não encornava a mulher e não andava frequentemente bêbedo como um cacho.
Comentário por A. R — Outubro 17, 2009 @ 00:50
“A nossa vivência diária mostra-nos que o entusiasmo marxista de há um ano foi fogo de vista.”
Muito bem observado. Realmente a crise “profunda” anunciada pelos marxistas não se veio a verificar: das pessoas que trabalham comigo no escritório, todos continuam a sair à noite, gastando dinheiro ao desbarato, e a nível de férias, toda a gente as fez, como sempre, no estrangeiro. Os meus amigos quase todos voltaram a jogar na bolsa e o negócio vai de vento em popa. Não se anuncia a penúria por esse país abaixo.
O desemprego vai cada vez mais baixo e só 18% dos portugueses são pobres (http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1405391&idCanal=62).
Ainda assim, essa pobreza que ainda persiste, só pode ser fruto dos sucessivos governos “socialistas”. No fundo, as coisas boas que temos são herança do milagre dos mercados e do liberalismo; as más não são mais do que reflexo de governos PS, cujos deputados que conduzem a nação são indubitavelmente influenciados pelo marxismo.
Comentário por o — Outubro 17, 2009 @ 15:48