Se este post de Rui Pena Pires é sinal do que aí vem em matéria de agravamento do IRS (e provavelmente, dado o autor, é mesmo), há razões para estar francamente pessimista.
Independentemente da profunda discordância com o que Rui Pena Pires defende, ele tem pelo menos o mérito de, no mesmo post, não deixar de assinalar a peculiaridade do rumo da da política fiscal portuguesa nos últimos anos:
Sublinhe-se, no entanto, que Portugal foi o único, repito, o único país da UE que, entre 1995 e 2008, subiu a taxa máxima de IRS. Em média, na UE, aquela taxa baixou 9,5 pontos percentuais no período em causa, enquanto em Portugal subiu 2 pontos. Não é pois preciso inventar a roda, basta continuar a percorrer o caminho iniciado durante o primeiro governo de José Sócrates.
Mais dramática do que a opção da esquerda portuguesa pelo contínuo agravamento fiscal, só mesmo a falta de oposição consistente ao socialismo em Portugal. Os resultados estão à vista de todos.