A redução do consumo, o aumento dos custos com as energias renováveis e a amortização do défice tarifário são os principais factores que justificam a proposta de aumento de 2,9% da tarifa da energia eléctrica em Portugal Continental em 2010.
O engenheiro sonha, o monopólio implementa, o consumidor paga!
Outubro 16, 2009
A factura…
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Façam as contas com cuidado. Embora os factores sejam os indicados, é necessário ver o peso de cada factor. O défice tarifário tem fundamentalmente a ver com os árabes e os especuladores de Wall Street NOS terem roubado durante o choque petrolífero do ano passsado. Os outros factores são menores e talvez nos deêm alguma protecção contra os primeiros.
José Simões
Comentário por Jose Simoes — Outubro 16, 2009 @ 11:34
Os especuladores roubaram-nos? Então conta lá como foi isso.
Comentário por Nuno Branco — Outubro 16, 2009 @ 11:45
Verdade , tem a ver com os árabes e os especuladores de WS especialmente árabes, mas para juntar a essa merda toda lá o nosso sonhador deu mais uma ajudinha subsidiando cada ventoinha.
Comentário por OLP — Outubro 16, 2009 @ 12:53
Arabes? Julgava que os especuladores eram “internacionais”. Ou estamos a confundir especuladores com um cartel organizado?
Comentário por Nuno Branco — Outubro 16, 2009 @ 14:40
“Os especuladores roubaram-nos? Então conta lá como foi isso.”
Não tenho nada contra os especuladores (pelo contário). Tenho contra os “especuladores ladrões”. Por motivo de tentar ser breve, talvez, não foi muito claro no meu texto anterior.
Como a acção dos especuladores manipula muito dinheiro, os “especuladores ladrões” roubam muito dinheiro.
Mas o que são estão os “especuladores ladrões”? Os especuladores que manipulam o mercado, ou fazem outras ilegalidades, para aumentar os lucros. Podem fazer isso porque dispõe de informações previligiadas, têm fundo de maneio muito fundo, e podem influenciar a legislação.
Esta classe muitas vezes não é particularmente diferenciada dos “banqueiros ladrões”. Por exemplos aqueles que mantêm funcionários denominados “conselheiros dos clientes” cuja principal função “nominal” é ajudar os clientes, mas cuja função real é tentar levar os clientes a investirem em produtos que não percebem (nem os conselheiros percebem), mas que dão muito lucro ao banco, com desprezo para os clientes.
Para fazerem isso cometem muitas ilegalidades, a principal das quais é mentirem aos clientes, dizendo-lhes coisas falsas, como “o capital é garantido”, “o juro é 3%”. E como não é de esperar que os clientes dominem os segredos do cálculo infinitésimal, acreditam.
Na América o principal prejuízo talvez tenha sido dos esquemas piramidais. Aí até alguns vão presos, mas a quantidade de pessoas com a vida destruída não ganha muito com o assunto.
Por exemplo quando um banco compra acções próprias, de modo ilegal, através de esquemas fraudulentos muito facilitados pelo uso de paraísos fiscais, legais e penais, são “especuladores ladrões”.
Quando um especulador compra um terreno agrícola de baixa qualidade, consegue mudar o estatuto do terreno de agrícola para urbano através de algum funcionário comprado, e vende com um lucro de 1000% numa semana, é um especulador ladrão.
E isto são coisas que eu já vi (vejo) no meu dia a dia ou sei de fonte segura. Os responsáveis raramente (nunca, diria eu) são castigados e o castigo mais habitual é irem para casa com indeminizações e reformas milionárias, provavelmente porque sabem demais.
Claro que também há “merceeiros ladrões”, mas raramente destroem a vida de milhares de pessoas e não têm peso no preço da electricidade.
José Simões
Comentário por Jose Simoes — Outubro 16, 2009 @ 14:53
“Podem fazer isso porque dispõe de informações previligiadas, têm fundo de maneio muito fundo, e podem influenciar a legislação.”
“Quando um especulador compra um terreno agrícola de baixa qualidade, consegue mudar o estatuto do terreno de agrícola para urbano através de algum funcionário comprado”
“Para fazerem isso cometem muitas ilegalidades”
Parece-me que o problema do José Simões não é com “especuladores ladrões”. É com o “estado ladrão”.
Bem-vindo.
Comentário por João Luís Pinto — Outubro 16, 2009 @ 15:01
José Simões,
O texto é grande mas não me disseste onde é que os “especuladores ladrões” (nem sei que raio é isso, é a mesma coisa que dizer os “homens sérios desonestos”, ou são uma coisa ou são outra) nos roubaram, particularmente a mim. Se me poderes dizer em concreto como é que isso aconteceu agradecia porque me parece que anda muita confusão por aí.
Comentário por Nuno Branco — Outubro 16, 2009 @ 15:08